Com TIAGO DORES, INICIATIVA LIBERAL e uma vez
mais a INTERNET, desta vez através da
IA, dando conta de tanta mudança entre os
compadres, numa de esclarecimento para tímidos leigos como nós.
Iniciativa Liberal, façam-se uns Mileizinhos, pá!
A IL não tem de agradecer a Trump
pelo fim das guerras culturais. Tem é de parar de querer salvar o país do
naufrágio, com uma colher. Prometam a motosserra, como o Milei. Mas podem andar
penteados.
TIAGO DORES Colunista do Observador
OBSERVADOR27 nov. 2024, 03:4218
Hoje é quarta-feira e estou preocupado.
Já passaram dois dias sobre o traumático assinalar do 25 de Novembro no
Parlamento e temo que os deputados comunistas — representantes daqueles
portugueses que, pelos vistos, preferiam não poder escolher os seus
representantes — ainda estejam a recuperar dos habituais sintomas de
Perturbação de Stress Pós Exposição a Celebração Democrática.
É compreensível. Para os pupilos do Mao Tsé-Tung, do
péssimo José Estaline e do horripilante Álvaro Cunhal, deve ser doloroso
recordar o acontecimento que os impediu de infligir aos seus conterrâneos um
futuro dolorosíssimo. Conterrâneos, é como quem diz. Não estou certo
que os comunistas não venham todos da região central da Roménia. É pelo menos
curioso que no gosto por sangue, comunistas e Conde Drácula pareçam ter sido
separados à nascença. Nisso
e no ódio a cruzes. O Drácula com aquele problema com crucifixos e os
comunistas com aquele ódio a cruzes em boletins de voto, símbolo dos regimes
democráticos.
Bom, mas foquemo-nos nos tais regimes
democráticos e vamos ao que interessa. Que é o seguinte, em jeito de carta
aberta:
Caros
deputados, dirigentes e militantes da Iniciativa Liberal.
Como
já percebemos, o mundo está a mudar. E àqueles de vós que ainda não
perceberam, é altura, enfim, de fazer chegar a ficha de inscrição no Bloco de
Esquerda. São fáceis de identificar. São os que começaram a espumar assim
que referi como “caros deputados” um grupo com homens e mulheres. Falemos então
entre pessoas civilizadas (mais vocês do que eu).
A eleição de Donald Trump é o fim oficial das políticas identitárias,
depois do belo trabalho de, por exemplo, Javier Milei, na Argentina. Portanto, em relação a todas aquelas questões
de orientação sexual, género, raça, etc.
em que vocês nunca tocaram nem com uma vara, podemos, por agora, esquecer que
vocês nunca lhes tocaram nem com uma vara.
Retirado
esse empecilho do caminho, é tempo de mostrarem que sabem o que é, e como
deve funcionar, uma verdadeira economia
de mercado. E não, por muito importante que seja acabar
com barbaridades como ter de vender o T2 para pagar portagens em atraso na A2, não é a tirar água com uma colher
que evitarão o naufrágio do país. De que
adianta arranjar as molas do sofá quando a casa está toda a ruir? Não
contem comigo para desvalorizar nalgas saudáveis, atenção!, mas são pequeno
consolo quando a laje desaba na cabeça.
Não, a oportunidade que têm diante de vós é tanto inesperada como
única. É a chance de aproveitar o balanço de exemplos que chegarão da
Argentina, dos Estados Unidos da América, da Polónia e espera-se, mais cedo que
tarde, do Canadá, de Inglaterra e de várias outras paragens onde os actuais
democratíssimos líderes não consigam meter na cadeia, por delito de opinião, os
seus opositores.
É a oportunidade de se apresentarem nas legislativas em 2028 (ou antes, que isto está a correr tão bem…)
com uma versão da motosserra do Musk, ou do Milei. Não estamos a falar de uma
mera mangueirada à Grande Porca. Nem sequer de uma nova pocilga. Estamos a falar de uma completa reforma do
Estado, festejada com uma valente churrascada à base de bifanas. Quanto menos
poder tiver o Estado, mais chicha têm as pessoas para papar.
Nenhum português que se informe por meios alternativos à comunicação
social tradicional ficaria indiferente a esta proposta. Nenhum outro partido
está em condições de aproveitar esta oportunidade. Nenhum dos 50 lugares
ocupados pelo Chega no Parlamento deixaria de passar para a IL. Nenhum animal
foi maltratado nesta crónica, mas, com a fomeca que estou, se calha a Grande Porca aparecer por aqui já estava a rodar no espeto.
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DONALD TRUMP ESTADOS
UNIDOS DA AMÉRICA AMÉRICA MUNDO ARGENTINA INICIATIVA
LIBERAL POLÍTICA
COMENTÁRIOS (de 18)
José B Dias: Tenho a mesma opinião ... confesso ter já ficado
demasiadas vezes negativamente surpreso com as discrepâncias e contradições
entre os discursos e as acções no seio da Iniciativa Liberal e temo que a
agenda da moda acabe por matar o que foi originalmente um muito interessante
projecto!
Jose Costa: Na mouche!
Ser liberal em Portugal é ser poucochinho, é ter medo de dizer as coisas. Temos
um estado gordo que é preciso cortar a eito para depois sim, cortar impostos a
sério. E sim, no caminho esquecer as políticas libertárias que já foi chão que
deu uvas, Pedro. Infelizmente,
os partidos acham que política é votar centenas de alterações ao orçamento de
estado que não fazem mais do que obrigar a sociedade a adaptar -se a mudanças que
não alteram nada de substancial. O
fundamental mesmo seria travar totalmente o crescimento desmesurado das
despesas do estado
e simplificar as regras que este impõe e que se vão sempre somando. Futari Gake: "El Presidente Milei ordenó que los presos no
puedan cambiar de género como excusa para mudar-se de cárcere". Os liberais por cá não existem, são assim um caso de
centro direita caviar. Joaquim
Almeida: Isto sim,
que é brincando, brincando, dizer coisas
sérias. A IL ainda não percebeu que brinca no recreio dos totalitários
"woke".
Carlos Real: A
IL começou bem e tem sido uma enorme desilusão. As trapalhadas com
candidatos, a guerrilha interna e agora a colagem ao PSD tem sido uma desgraça.
A falta de coragem e clareza na agenda liberal não convence ninguém.
Claro que a margem de conquista de votos está limitada a uns 20%. Não existe
em Portugal possibilidade de crescer mais, porque os reformados e os
funcionários públicos são cerca de 4 milhões. Se juntarmos os 2 milhões de
crianças e jovens significa que sobram 4 milhões de potenciais votantes. Como
50% se abstêm, logo o máximo de votantes são 2 milhões. Claro que destes 2
milhões muitos têm negócios com o Estado e logicamente optam por outros
partidos. Mesmo sabendo que a maioria dos portugueses tem medo do liberalismo, é
preciso iniciar um rumo, discutir a necessidade da gestão privada das reformas,
e alargar a ADSE a todos os portugueses. Mas para isso a IL tinha de crescer
com um trajecto longe dos partidos estatistas como o centrão. Pelos vistos
prefere suicidar-se. Uma completa tristeza. Fernando
Prata: A Iniciativa
Liberal sem Cotrim está a transformar-se numa espécie de partido, um conjunto
de pessoas que não sabe onde está nem para onde quer ir. Lápis
Afiado: Ah ah ah
muito bom
E a propósito de MILEI:
NOTAS DA INTERNET, com o contributo
da IA para maior esclarecimento a respeito das políticas:
1
-Milei
no G20: discurso inflamado, mas acções contidas
pelo medo ao isolamento. Presidente argentino não poupou críticas às principais
propostas da presidência brasileira do grupo, mas acabou assinando declaração
final; a peso de China e França na equação geopolítica do argentino
Por: Janaína Figueiredo
19/11/2024 00h01 Actualizado há uma semana
RESUMO:
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Altos representantes do governo
argentino avisaram interlocutores do governo Luiz Inácio Lula da Silva dias
antes da cúpula de presidentes e chefes de governo do G20 que o presidente Javier Milei teria “linhas vermelhas” que
não poderia ultrapassar na hora de assinar a declaração de presidentes e chefes
de governo do grupo. Uma das principais linhas vermelhas de Milei era a
agenda 2030 das Nações Unidas. Com esse alerta, representantes do governo Lula
e de outros países do G20 esperavam um Milei totalmente disruptivo na cúpula do
Rio. Para surpresa de todos, o argentino se mostrou desafiador em seus
discursos, mas na hora de negociar acabou cedendo e afirmando que não seria um
obstáculo para que o G20 tivesse uma declaração presidencial.
O
que aconteceu no meio do caminho? Uma pergunta que não quer calar. Dois países teriam tido influência nos posicionamentos
do presidente argentino: China e França. Com
os presidentes de ambos, Xi Jinping e Emmanuel Macron, o chefe de
Estado argentino se reuniu antes e durante a cúpula (com o chinês o encontro será nesta terça). Macron foi até Buenos Aires
antes de viajar para o Brasil, segundo reconheceram fontes francesas, com a
clara intenção de tentar “acalmar a fera” argentina antes do encontro presidencial no
Rio. Em outras
palavras, de aproximar Milei dos consensos do G20, e evitar que o argentino
ficasse isolado na cúpula. Os abraços
entre ambos — que
contrastaram com a frieza entre Milei e Lula — pareceram confirmar certa sintonia. Ninguém sabe até que ponto Macron foi uma
influência positiva para Milei. Mas o facto é que o presidente argentino
chegou ao Rio mais tranquilo do que se esperava.
No caso da China, a situação é diferente. Milei vem buscando uma aproximação com
o país, o único que deu um socorro financeiro em 2024 ao governo argentino. A Casa Rosada solicitou um encontro entre Milei e
Xi Jinping no Rio. O presidente argentino quer aprofundar as relações
econômicas com a China, movimento que, segundo fontes argentinas, foi
“negociado” com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Como parte dessa “negociação”, Milei teria
decidido adiar uma viagem à China em 2025, inicialmente prevista para janeiro,
quando acontecerá no país um encontro entre países da Comunidade de Estados
Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e o governo chinês. A China é
um importante aliado do Brasil de Lula, e o peso dessa relação claramente pesou
na decisão de Milei de não boicotar a cúpula presidencial chefiada por Lula.
Bastidores: Países do G7 pressionam, mas Brasil resiste em reabrir texto da declaração do G20 sobre guerra na Ucrânia
Em reportagem no jornal La Nación, a jornalista Maia Jastreblansky, que cobriu a
cúpula, afirmou que “na prática, o presidente defendeu sua rebeldia no
discurso, mas evitou ficar isolado do mundo”. De fato, as falas de
Milei foram exatamente no tom que se esperavam. O presidente disse aos demais países do G20 que
não contem com a Argentina para reformar a governação global; discordou das
expressões “desinformação” e “discursos de ódio”; acusou a agenda 2030 da ONU
de “atentar contra a liberdade e propriedade das pessoas”; questionou a taxação
aos super-ricos por considerar que “implica um tratamento desigual perante a
lei”; e se opôs a questões de gênero porque “a Argentina não apoia nenhum tipo
de discriminação positiva”.
O show discursivo de Milei e seus questionamentos ao documento selado no
Rio, disseram fontes do governo brasileiro, “não tiram o sono de Lula”. Em palavras de uma fonte
oficial, “a Argentina de Milei será um pé de página na
cúpula do Rio”. O governo brasileiro estava preparado para que a Argentina não
assinasse a declaração presidencial, portanto, as dissonâncias explicitadas por
Milei foram uma até mesmo uma boa notícia.
Mas o frio e rápido aperto de mãos entre Lula e Milei
refletiu um dos piores momentos na relação bilateral. Analistas argentinos já
especulam, até mesmo, com a saída do país do Mercosul. Um cenário ainda
distante, mas que, dadas as últimas circunstâncias, que não pode ser descartado. O negacionismo climático de
Milei é um forte obstáculo para um acordo com a União Europeia, e a intenção de
negociar um acordo bilateral de livre comércio com os Estados Unidos, após a
posse de Donald Trump, em janeiro de 2025, poderia abrir uma crise terminal na
relação da Argentina com seus sócios do bloco.
Milei veio ao Rio, admitem fontes argentinas,
transmitir os posicionamentos da extrema-direita global. A vitória de Trump nas eleições americanas
mudou o jogo, e ameaça o futuro da relação com o Brasil e grande parte da
região.
Diplomatas dos dois países trabalham para impedir que o vínculo bilateral
mergulhe numa crise terminal. Mas as cenas no MAM confirmaram que o desafio
será enorme. Milei adoptará a agenda internacional de Trump, que é totalmente
antagónica, em todos os sentidos, da agenda de Lula. Os próximos meses serão
decisivos para entender se, nesse contexto, a relação entre Brasil e Argentina,
pelo menos entre Estados, poderá ser preservada.
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