(“Nos caminhos da Semântica” Conclusão dos Comentários ao texto «BONS
SENTIMENTOS» de MIGUEL MORGADO, Colunista do
Observador
OBSERVADOR, 24 ago. 2025, 00:03138
RETRATO DE UM PAÍS – EM COMENTÁRIOS:
João: De facto, Portugal seria um
paraíso sem André Ventura e o Chega. Foram 45 anos tão bons, com tanto
equilíbrio institucional, tanta seriedade e competência governativa, mas tinha
de aparecer um populista profissional a enganar os incautos. Enfim, isto também
resulta da pouca instrução da população, herança pesada do Estado Novo. É
sabido que os eleitores do Chega são pessoas com pouca formação, o próprio
partido na consegue ter o mínimo de quadros capazes. Não é como o eleitorado do
PS ou do PSD, altamente instruído, ou como o BE que tem 100% de doutorados no
parlamento. Lá está, é o problema da democracia, dar a possibilidade dos
indigentes terem algum poder de decisão. Antes de 2019 é que era bom, com a
harmonia do bloco central.
André Ondine: Fez-me muita impressão ver este último vídeo (clip) do evangélico Ventura.
Não por me ter surpreendido com os seus assinaláveis dotes como actor (a série
refluxos não deixou dúvidas sobre o talento invulgar do rapaz para a sétima
arte) mas por ler alguns pobres coitados a agradecer ao “Dr. Ventura” o facto
de ele mostrar tanta coragem e generosidade em apagar aquele pequeno fogacho
estrategicamente reacendido numa terra já há tempo queimada, antes do refluxo
Ventura chegar com o seu séquito de acéfalos crentes. Que diabo, nesse vídeo,
vê-se que nem os cães vão na cantiga. Mas há um milhão e meio de portugueses,
menos astutos e perspicazes que um cão sedento e cansado. E isso impressiona. A
quem é que essa gente delegou o poder de pensar? Eu entendo, mas não perdoo, o
Frazão, a Matias, o Pinto e os outros mal-educados. Eles recebem o que nunca
receberam e têm o poder que nunca tiveram para serem patetas. Mas o resto dos
portugueses? Acreditam mesmo nas patranhas refluxas e bombeiras??? É que é
preciso uma dose de ingenuidade a roçar a falta de argúcia a roçar a falta de
querer pensar. O Ventura ofende-me. E as pessoas que vão na cantiga dele
chateiam-me e frustram-me porque é evidente que é homem pouco sério e amigo do
teatro vígaro e por muito que hoje em dia nos faltem políticos estadistas e
sensatos, um refluxo incontinente com ambições de guru de uma seita não pode
ser solução. João
Floriano: Uma noite destas perdi uns minutos, poucos na verdade a apreciar a festa do
Pontal. Agora chama-se arraial, porque é mais popularucho. Também lá esteve o
Toi, o embaixador de uma boa pomada e que ainda por cima alia à qualidade o
preço muito acessível. No arraial do Pontal, o Toi foi um artista popular,
simpático à maioria dos portugueses (não tenho absolutamente nada a dizer sobre
o Toi embora não goste muito do estilo de «mete a cerveja no congelador e vem
dar uma cambalhota»). Mas se o Toi se atrevesse a aparecer numa festa do CHEGA,
aí passava imediatamente a ser populista. E só num aparte: não conheço
artistas populares, cantores-pimba ou outros, que sem medo se assumam como
apoiantes do CHEGA. Mas que os há, não tenho dúvidas, só que tem de se pôr nos
pratos da balança a necessidade de trabalhar e as preferências políticas. Mas
adiante. Alguém no palco fazia um discurso muito morno, em que o ponto alto foi
o anúncio do regresso da Fórmula 1 no Algarve. O discurso morno, pouco
inspirado fazia contraste com as temperaturas tórridas no interior do país. E
eu não pude deixar de pensar: mas que sorte termos um PM tão empático e com
tanta compaixão para distribuir. Confesso que não sei e espero que alguém me
elucide e até se possível me guie para o site: Miguel Morgado em 2017 escreveu
alguma coisa sobre a exibição de amor genuíno (ao PS e a António Costa) quando
Marcelo foi a Pedrogão e defendeu o governo de Costa após terem sido
encontrados dezenas de cadáveres (47) na Nacional 236-1? A este propósito,
encontrei um diagrama da tragédia que explica bem o que se passou. Ontem era
motivo de orgulho o modo como as populações foram evacuadas em Pedrógão. Afinal
aprendeu-se alguma coisa com 2017, muito pouco, mas alguma coisa. Desviar as
atenções também sempre foi uma grande estratégia e aquelas imagens de Ventura a
carregar paletes de água devem ter incomodado e muito a classe política que por
desinteresse e até medo não vão sujar as solas dos sapatos nos terrenos
queimados. Afinal o PM com o coração cheio de compaixão foi ao funeral do
bombeiro na Guarda e ouviu o que não queria. Claro que todos sabemos que aquele
grito de desespero foi «comprado» e não precisamos de dizer por quem. Quando um
africano vociferante interpela Ventura numa arruada temos a legítima expressão
de um popular. Na Guarda temos um figurante. Há profissões em que os bons
sentimentos são secundários não servem de nada se não forem acompanhados por
boas acções. É isso que se pretende de um político: que actue bem. Muito mal
vamos politicamente quando o centro do debate de Portugal a arder é o que André
Ventura anda a fazer , e não o que devia ter sido feito pelo anterior governo
PS e agora também por este. Não esquecer que um dos truques também é saber
desviar as atenções. Vitor Batista: As carambolas que o MM dá para
não falar da festa do Pontal. Mas qual é a novidade? não é assim há 50 anos, ou só
descobriu agora? Ruço
Cascais: Caro Miguel faltou no texto um link para espreitar o vídeo. Entretanto
descobri o vídeo no TikTok. Está a fazer política enquanto líder da
oposição. Política de sucesso, diga-se, já que a interpretação toca nos
corações de muitos eleitores. Com este vídeo Ventura recolheu mais uns milhares
de votos. Não é esse o objectivo da política e dos políticos? Podemos dizer que
é demagogia, e é, mas, para Ventura as acusações de demagogo passam-lhe ao
lado, o que lhe interessa é ganhar o apoio daqueles populações e dos muitos que
vêem o vídeo, e, consegue-o deste modo. Dois estilos de fazer oposição
nos incêndios. Carneiro quer ver Montenegro a apagar os incêndios, André
Ventura solidariza-se com o sentimento das populações e anda a
"ajudar" no terreno. Quem tem mais sucesso na estratégia da oposição caro
Miguel Morgado? A pergunta é de retórica. É André Ventura, obviamente. Gavião: Lembrei-me do Senhor Presidente abraçado ás velhotas nos fogos de 2017. Francisco Viseu: Brilhante, lúcido e sério,
como já é habitual na craveira de Miguel Morgado. Ventura é um fingidor e desta vez, a
representação foi medíocre demais, um verdadeiro filme de série B. unknown unknown: Desculpem mas esta conversa apenas encobre uma grande
dose de ciúmes. O Ventura fez aquilo que todos fazem e fez com recursos
próprios, enquanto Costas e Montenegros fazem-no às nossas custas. Posso dar
vários exemplos, mas pego no mais recente, por que razão o Governo adiou a data
de pagamento do IMI, será que não dava jeito ficar mesmo em cima das eleições
legislativas? E as benesses aos reformados mesmo antes das eleições! E as
inaugurações apressadas! E a compra e suborno dos órgãos de comunicação social!
E a distribuição dos tachos pelas clientelas! Etc……. Carlos F. Marques: Mais um, que ao fim de 50 anos
de bandalheira e fogo de artifício, chegou à conclusão que o problema é o
Ventura. Vitor
Batista: Porque não fala das duas organizações mafiosas ps/psd que com as suas políticas
desastrosas, ou falta delas, têm condenado este país ao ostracismo e ao
sofrimento, principalmente as populações do interior? Não sabia que o Ventura
causava tantos pruridos ao MM, um tipo moralmente e intelectualmente superior. JOHN MARTINS: A política virou teatro de
emoções. Miguel Morgado denuncia o truque mais velho do jogo democrático: fingir
amor pelo povo através da compaixão encenada. Ventura é só o último actor a
subir ao palco. Quanto mais exigimos políticos " autênticos" mais hipócritas
teremos. Menos razão, mais espectáculo. E a Democracia? Que se cuide. JOSE DE CASTRO: Uma circular e extensa prosa
tentando, mais um, enterrar Andre Ventura! Mas não faz mal: Quanto mais te batem, mais eu gosto
de ti! m s: Porquê Ventura? Mas não é o que fazem todos? Então porquê tanto
texto? Ventura é inteligente e deu o mote. Aguardam-se as provas de amor
dos restantes. Francisco
Ramos: Todos fazem o mesmo, só que Ventura é o melhor. Declaração de interesse: ainda
nunca votei em Ventura. Há dias ouvi-o, na televisão dizer uma coisa, que faz toda a diferença
entre ele e os outros. Dizia ele "a responsabilidade é sempre do chefe, nunca dos
subordinados". Mas isto não é demagogia, é uma verdade assumida. Quantos o fazem? Quem não
perceber isto anda sonolento. Nuno Abreu: "Escusado é dizer que o
amor que este político nutre pelo povo é, no jogo de aparências, tanto maior
quanto menor for comprovadamente o amor dos restantes políticos pelo povo
sofredor." Sinceramente, cansei. Não li mais. Foi demais para a minha
capacidade de entender a humanidade. Amor de políticos pelo povo sofredor?
Miguel Morgado está a escrever para Sartre! Francisco
Almeida: Continuando em zig-zag hoje Miguel Morgado esteve no registo baixo. Os
demagogos na democracia ateniense não eram os que mostravam falsa compaixão mas
os que prometiam o impossível. Quer se queira quer não, que se goste quer não,
Ventura no fogo de Castelo Branco e Montenegro na festa do Pontal, mostram um
contraste brutal. E Miguel Morgado volta a errar quando refere que a democracia
tem de ser racional. Não tem. Pelo menos a de voto universal e secreto que é a
que temos. Não existe qualquer racionalidade no facto do voto de um analfabeto
valer o mesmo que o de um professor universitário de filosofia política. Há,
com certeza, outros valores mas a racionalidade não é um deles. Carlos
Chaves: Genial, simplesmente genial (novamente), obrigado Miguel Morgado,
exactamente coincidente com a minha opinião... a do “nasty party” (percepção
sobre o PSD), foi na muche! Resumindo, temos o que merecemos, políticos
aldrabões e um povo que gosta de ser aldrabado! Se assim não fosse a maioria da
CS estava a tratar dos papéis da bancarrota, e muitos políticos estariam nas
filas dos centros de emprego! Hugo
Silva > Pedra
Nussapato: Todos iguais, nesta arte de
caçar votos, todos. Mas parece que só agora, com Ventura, como sempre, se
descobriu esta faceta dos políticos em Portugal, que vem desde o tempo de
Ramalho Eanes. José
Costa-Deitado: Senhor Professor o mundo mudou! Será ilegítimo usar as redes sociais quando
durante tanto tempo lhe negaram o acesso aos média clássicos? Ou O “problema” está
no impacto apelativo dum vídeo de propaganda politica ou no receio (legítimo)
de serem ultrapassados que causa nos opositores? Veja-se o efeito (quiçá o
"medo") que o vídeo causou nos comentários e criticas virulentas dos
que sentem que o "seu mundo" agora é de outros! Hugo
Silva > Joao
Cadete: Aquele que foi a Fátima ter com a esposa e levou as televisões atrás. Lembra-se?
Ou se deixou filmar a jogar voleibol? E a beber gin com os "netinhos"
enquanto isto aqui parecia o inferno... O 1º lugar está entregue ao tempo Carlos
Quartel: As democracias são o melhor que se arranja, mas têm vulnerabilidades e são
exigentes para os cidadãos. Com gente informada e escolarizada podem funcionar
bem. Gente que saiba identificar o charlatão e distingui-lo do político sério,
com ideias claras. É sempre o velho dilema, onde estão as culpas numa burla. No
burlão ou no burlado?? Sem espingardas nem bastões, o poder só pode ser
conquistado pela persuasão e convencimento. Cabe ao cidadão ser convencido, mas
não enganado. Difícil tarefa. Manuel Magalhaes: Este “cronista” que quando
aparecia em tv era brilhante (sobretudo em frente ao ridículo Prata Roque),
aqui neste jornal torna-se pesado e maçador e as suas crónicas deixo de ler as a
meio, por evidente estafa, volte para a televisão que está lá muito melhor!!! Maria: Bravo, caríssimo dr. Miguel
Morgado!! Excelente síntese. Obrigada maria
santos: Calma, o PSD precisa de calma, serenidade e raciocínio. As classes médias saturaram-se dos soi-disant
"moderados", saturaram-se da avassaladora incompetência do PS/PSD/PCP
e, face ao imobilismo do PSD/Montenegro, optam pela direita
conservadora. Deixem os "experimentalismos" alheios, que é problema deles, e tirem lições dos vossos erros, que é problema vosso. Enquanto há tempo e espaço. A vossa estrutura
directiva falha estrondosamente.
Alberico Lopes > Maria
Tubucci: Que formidável comentário, Maria Tubucci! Isto realmente ou leva uma volta
a sério ou ainda iremos ficar pior do que nos tempos do mandarim! É que
realmente continua tudo nas mãos dos caciques socialistas e, como tal, tudo
continua a ser feito para "queimar" o governo! Que continua a pôr-se
a jeito, sem correr com toda a máquina montada pelo Costa e seus comandados,
mesmo a partir de Bruxelas, para onde se pisgou para fugir à justiça! O
Montenegro ou se põe fino ou vai levar uma abada e não tarda muito! O que nos
poderá valer será o Dr. Passos Coelho reconsiderar e arregaçando as mangas, pôr
isto tudo na ordem! Tim do A: Ventura só aproveita os erros
de governação para fazer oposição. Assim a democracia. Todos fazem o mesmo. Sem
excepção. Maria
Emília Ranhada Santos: Inacreditável! A censura, apagou-me o comentário, onde não insultava ninguém, nem faltava
ao respeito! Nem quero acreditar que o Observador desceu a isto! Assim, depressa Portugal será
feito escravo dos invasores e da NOM. Tem que se dizer que o Ventura é um
grande oportunista político, e, assim já se pode comentar! Vitor Batista: Se não fosse o uso intensivo
da comunicação social por parte da esquerda, e de uma parte da direita na sua
cruzada vexatória contra o Chega, o quadro politico em Portugal teria levado
uma volta maior, ou porque as pessoas, fruto desta mesma campanha nojenta,
sentem-se intimidadas ou com vergonha de dizer abertamente que votariam Chega,
se não fosse o caso de serem ostracizadas pelas organizações mafiosas
ps/psd/bloco e pcp,e o Chega já teria crescido ainda mais, mas a bolha que
acaba nas portagens de Alverca não tem tendência a diminuir, mas o país esse
vai encolhendo fruto das políticas desastrosas impostas por essa cáfila de
impostores. Maria
Tubucci > João
Floriano: Obrigado, Caro JF. Em política o que parece é, se reparar bem, não é uma
teoria da conspiração. Hoje fazem isto ao PSD, amanhã farão ao CH, o modus
operandi é o mesmo, o sistema não serve, serve-se de todos nós. Tem razão o PSD
continua a dormir e vai continuar, habitou-se a ser o yes man do PS, agora
persegue o CH, vai lixar-se. Até eu fiquei cansada… Joao
Cadete: Não foi só o refluxos cheganos, a parva do almirante também anda a disputar
o 1 lugar. Maria Paula Silva: Não faço ideia se M Morgado lê ou não os comentários,
pois sei que há autores que não os lêem por falta de tempo. Hoje está mais
perceptível, mas M Morgado precisaria de aprender a sintetizar, pois repete-se
muito sem necessidade tornando o texto maçudo e, por vezes, incompreensível, ou
de arranjar alguém que lhe fizesse a revisão do texto e desse aí umas
limadelas. Eu faço, se quiser. Também abusa dos advérbios acabados em
"mente", não é necessário. Quanto mais simples for um texto, melhor. Quanto
ao assunto, diga-me lá uma coisa: não fazem todos, mas todos sem excepção, o
mesmo teatro? até costumo apelidá-los de "maus actores" ou
"actores de segunda categoria". Porque, de facto, é isso que são. E o
problema é que não é só na altura das crises ou das campanhas! É a tempo
inteiro! Onde param os estadistas? desapareceram. Não vi o video, mas como toda
a gente fala dele, não preciso de ver. Perde-se muito tempo com esta
pornochanchada que é a "política". O problema é que, não sei porquê,
desde 2000 a qualidade tanto da CS, como dos políticos, foi baixando, o nível
cultural foi desaparecendo, foram emergindo pessoas e conteúdos televisivos
muito medíocres revelando também muita ignorância. De há 30 anos a esta parte
estamos assistindo à subida ao poder da mediocridade de mãos dadas com a
ignorância e ... NINGUÉM ... faz nada... Todos aceitam, todos dão tempo de
antena a esta gente e eles não só vão ganhando cada vez mais poder (pelo menos
aparentemente) como parecem reproduzir-se de forma acelerada. E é isso que se
premeia e isso é muito grave! Todos menos eu, que não vejo televisão há mais de
25 anos. E quando quero ver algum programa de qualidade, vejo na RTPPlay. Há
bocado, enviaram-me uma entrevista da SIC ao embaixador israelita,
"Ninguém morreu de fome em Gaza", salvo erro feita há 2 dias, e
confesso que fiquei banzada com a forma como o "entrevistador" impedia
o entrevistado de falar e de acabar as frases. Isso não é Jornalismo! É
exibicionismo barato! muito rasca! Às vezes parece que o truque mais velho na
política anda de mãos dadas com a profissão mais velha do mundo. Vitor
Batista > Alberico
Lopes: Você
frequenta muito as feiras? Se sim, também você pode ser confundido com um
charlatão qualquer....é o que não faltam por aí, mas as virgens ofendidas ...ai
as virgens ofendidas habituadas às mezinhas dos últimos 50 anos, só se ofendem
agora, é natural, pois começam os primeiros estertores de uma "morte"
anunciada. João
Floriano > Maria
Tubucci: Credo! Até
estou sem fôlego! Que grande comentário tanto em extensão, como em conteúdo,
como na escrita. Brilhante! O que eu mais destaco é a teoria da conspiração: «Alguém no comando central, Lisboa, queria este incêndio a bombar,
foi um incêndio político,» Parece-me demasiado
perverso. Tanto PS como PSD ficam horrivelmente mal na fotografia. O PS porque
é impossível não ressuscitar 2017. Fala-se muito do que aconteceu em junho
desses ano, mas em outubro o registo também é trágico. Acontece que o PS tem
feito uma gestão calamitosa destes dias de fogo, com Carneiro a dizer sempre o
mesmo e a criar uma sensação de enjoo, semelhante aos 90% de comentadores do PS
que já ninguém leva a sério. Anos e anos a dizer sempre o mesmo e a não fazer
nada. Há poucos dias o Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, em
entrevista debitou uma lista de milhões de euros que são distribuídos para
assegurar a execução de vários projectos de ordenamento florestal. Só que
atirar milhões não é suficiente. É preciso executar e avaliar. E que dizer de
todos aqueles estudos certamente muito bem pagos a especialistas e que vão para
o fundo da gaveta? Mas insiste-se em criar grupos de trabalho, uns após os
outros. O PSD continua a dormir? A resposta é SIM. Enquanto um dos principais
objectivos do PSD for esvaziar o CHEGA porque pensa que a sobrevivência do PSD
depende disso, o resultado será muito mau. Enquanto achar que o centrão é que é
bom para o país, comete um sério erro. Os portugueses começam a ficar cansados
de puxar pelo PSD: fizeram-no a 10 de março de 2024 e a 18 de maio de 2025. Se
o PSD de Montenegro não quer, há mais quem queira, até mesmo dentro do partido. Manuel Martins: Concordo com o teor da crónica. Sempre se viu
populismo nos políticos: aquele com alguns resquícios de verdade e boa
teatralidade, alguns de forma incompetente e falsa, outros de forma cínica e
evidente, que o "povo" rapidamente penaliza. Nos últimos anos
tivemos, em minha opinião, dois excelentes exemplos desse populismo. O Marcelo,
o "presidente do povo", e o Ventura, que está onde houver uma causa
popular. Raramente algum político é eleito em Portugal se não dominar as
artes do populismo, pois a ignorância e incompetência democrática de muitos
cidadãos que premeiam esses comportamentos fomentam o seu crescimento, mas,
concordando com o cronista, é um caminho que prejudica a boa governação. Pedro Abreu: Esqueceu-se de falar do
selfiemaker beato mor do Reino, em que de abraços e afectos vomitivos à
populaça tem feito toda uma presidência. Ventura revela inteligência emocional, cavalga o
descontentamento aberto pelos partidos que ora estão no governo ora na
oposição, aproveita-se desse mesmo desagrado, para com acções demagógicas e de
uma simplicidade atroz, entrar nas emoções mediáticas e imediatas da indignação
do momento. Muita gente cai nisso e gosta que assim seja. Quem sabe ler o
momento e tira partido do mesmo, luta com armas simples mas eficazes. Compete à
populaça ter mais inteligência emocional. Carlos
Costa > André
Ondine: Se fosse algo de outro partido, estava tudo bem, mas como foi o Chega, é de
censura, mas não ofenda quem votou no Chega, que eu nunca fiquei ofendido quem
ao longo destes 51 anos andou a votar em gente corrupta, mentirosa, aldrabona,
ladrões e afins. Portanto meu amigo, aceita, que dói menos. António Melo: Excelente artigo, como nos vem
habituando. Continue e que não lhe doa a voz. Ver este vídeo do Dr Ventura e pensar que estive quase
para votar no CHEGA em 2024 deixa-me particularmente feliz e agradecido por não
o ter feito. Este vídeo é só mais uma vacina. De cada vez fica mais afastada a
possibilidade de qualquer "recaída". João A: 50 anos da mesma conversa? É demais! Li o primeiro parágrafo, enão
consegui ler mais nada.... Não há ponta por onde se lhe pegue, nem vale a pena
perder tempo a argumentar seja o que for. Enquanto o Chega trabalha, o PSd está
de férias e o PS só serve para arranjar tacho a fazer porcaria. João > André Ondine: Nós, os menos perspicazes do que um cão, somos assim. Pessoas simples e
simplórias, sem a capacidade intelectual do André. De maneira que somos
enganados por políticos como o Ventura, e o pior é que gostamos. A falta de
instrução dá nisto. Vítor
Araújo: A crónica estaria em bom rigor correcta, se estivesse bem contextualizada.
Neste caso da política, aplica-se a velha máxima do futebol: quem ganha não o
faz por mérito próprio, mas por demérito do adversário. O cronista esqueceu-se
de dizer que esse político racional, o tal bom político, andou décadas, do alto
da sua superioridade de doutor, a gerir mal o país, a gerir o bem público em
seu favor próprio, resumidamente, a enganar o eleitor. Melhor exemplo disto; o
PS, que tantas e tão descaradas fez, que actualmente, até pode vestir-se de
virgem que já ninguém acredita nele. É pois tempo, por natural alternância, de
dar voz aos demagogos. Estes ao menos dizem ao que vêm, não são cordeiros
roupidos de lobos. O resultado pode até nem ser o esperado, mas o da sua opção
já o conhecemos sobejamente e não gostamos nada dele. Maria Tubucci > João: Maioritariamente o incêndio
passou em zonas PSD, faltou-me acrescentar. Também passou em zonas PS, em que
os autarcas vieram barafustar para as TVs para compor o cenário, como o autarca
da Covilhã, enquanto noutros incêndios estiveram calados que nem ratos. João Floriano > André
Ondine: A mim chateiam-me muito mais os que de há 50 anos para cá vão na conversa
do PS e ainda os que no PSD aliados aos fofinhos da direita estão desejosos de
se aliar com o PS. Quanto às patranhas refluxas não vi nenhum relatório médico
a desmentir o mal estar de André Ventura. João Floriano
> António Melo: O António gosta mais de placebos.
Hugo Silva > João
Floriano: Magnífico, como sempre. Nuno
Pinho: Chega reflecte uma sociedade em mudança. Quer diferente, precisa diferente.
Política hábil transforma esta vontade em energia. No entanto, nesta sociedade
pouco reflexiva, o risco está nos detalhes. Vejam as diferentes propostas do
Chega pelas cidades e freguesias do país. Um vazio de qualidade, um certo
analfabetismo democrático de pessoas que vêem uma oportunidade de carreira.
Ventura é o centro de um partido que nada pode acrescentar a não ser esta
demagogia. Portugal está carente desta demagogia por culpa de PS e PSD….Europa
igual. Daí, esta preguiça e tendência conspiracionista que se instalou entre
nós. António
Melo > Ana
Bosque: Cara Ana, Excelente comentário até ao último parágrafo (na minha opinião,
naturalmente...) Reconheço ao Dr Ventura competência na retórica... em que mais
lhe reconhece competência? A verdade é que nem a dar água aos Bombeiros pareceu
muito competente... tem corpo para levar mais embalagens de cada vez. 😈 Alexandre Barreira: Pois. Caro Miguel, Tem toda a
razão. O Ventura é o "fruto". Das "sementeiras". Do....."25
de Abril".....!!! Ana
Bosque: Não vi o vídeo do Ventura em
modo de bombeiro e de anjo salvador dos povos martirizados porque achei de tal
forma ridículo que dá vergonha alheia. Este tem comparação com o aparecer no comício
com o penso no braço após o internamento. Faço tratamentos mensais, é
recomendado tirar o penso após uns minutos de ser retirada a agulha. Enfim! Mas
como já li num comentário deste artigo, o povo gosta deste tipo de teatro e
esse facto é que me deixa escandalizada. Mas temos de reconhecer que de um povo
que votou durante 50 anos nos socialistas, só nos empobreceram social e economicamente,
deixaram o país de pantanas e só não os gramamos ainda porque o incompetente
mor tinha outros voos, tudo se espera. O Ventura é competente, não precisa
disto. Lidia
Santos > JOSE
DE CASTRO: E que
trabalhão que eles têm! Não se cansam e não desistem. Todos os dias a toda a
hora a mesma ladainha. Eles é que vão dizer qual é o « voto bom»! Ridículo. Maria Paula Silva >
Gavião: exactamente! e já que fala nisso, lembrei-me de
imediato do sr. presidente a dar beijinhos na barriga de grávidas negras. Novo Assinante: Arrazoado improdutivo (blá-blá-blá...) constituído por
mil, quatrocentas e treze palavras.
José Paulo Castro > O
Serrano: Não. Tudo
muda quando tiver 35%. Até lá não tem de governar. Depois, pode escolher quem
governa. O Serrano: Mas alguém acha, com honestidade, que o Chega seja
capaz de governar seja o que for? Quando aparece o governo-sombra? Se calhar
não há ninguém disponível fora da bancada! João Floriano > Carlos
Quartel: O que não nos
faltaram durante todos estes anos de centrão, foram cidadãos convencidos e
enganados mas que gostam de repetir. António
Melo > Hugo
Silva: Caro Hugo, É
exactamente como diz mas que muita gente não consegue ver: o Dr. Ventura é só
mais um entre tantos que lhe são iguais. A caçar votos de todas as formas e
feitios. MariaAndré
Ondine: Concordo
consigo mas certo é que pelo menos 1,5M gosta de ser enganado!! Ouvem o que
gostam, mesmo que seja falso. O Ventura está para a política como o Aladino ao
som da flauta encanta a serpente .
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