sábado, 9 de agosto de 2025

Novo caso para a Rússia intervir


Embora a Rússia não necessite de casos especiais para as suas intervenções, e até julgo que eles, os chefes respectivos, são amigos. Não sei se do peito, mas para não passar o poder ao filho e ele próprio provavelmente sair também, é porque conhece a teoria da relatividade, sobretudo na tal questão das amizades, e muito especialmente essa com o Putin, e mais lhe valerá pôr-se a milhas, além de que os seus conterrâneos também o não apoiam, e é por isso que tudo isto nos impressiona, para mais havendo um Zelensky de uma galhardia tão diferente.

Alexander Lukashenko, líder da Bielorrússia no poder desde 1994, exclui filho como sucessor

No poder há mais de 20 anos, Alexander Lukashenko disse que o seu filho mais novo, Nikolai, não será o seu sucessor e que não planeia recandidatar-se à Presidência da Bielorrússia.

AGÊNCIA LUSA: Texto

OBSERVADOR, 08 ago. 2025, 17:02

O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, excluiu esta sexta-feira o filho Nikolai como sucessor, na véspera do quinto aniversário dos protestos contra a alegada fraude eleitoral que lhe permitiu ser reeleito em agosto de 2020.

 “Não, ele não é um sucessor. Sabia que queriam perguntar isto”, disse numa entrevista à revista norte-americana Time, transmitida pela televisão estatal bielorrussa, citada pela agência de notícias espanhola EFE.

Com 20 anos de idade, Nikolai Lukashenko, o terceiro filho de Alexander Lukashenko, tem sido referido como possível sucessor do pai por o acompanhar com frequência, incluindo à Assembleia-Geral das Nações Unidas, quando tinha 11 anos.

Por sua vez, Alexander Lukashenko, com 70 anos, no poder desde 1994 e que renovou o mandato nas eleições de janeiro deste ano, disse que não se candidataria novamente à presidência. “Não, não tenciono fazê-lo agora”, respondeu.

O líder bielorrusso e principal aliado do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, assegurou não ter dúvidas quanto ao apoio de Moscovo à Bielorrússia.

“Sei o quanto a Rússia se preocupa com a Bielorrússia. Não é como o Irão, a Coreia do Norte ou a Arménia. No Irão não vale a pena que duas potências nucleares se confrontem. Mas a Bielorrússia vale. A Ucrânia também não”, afirmou.

No final de junho, Minsk libertou o principal opositor de Lukashenko, Sergey Tikhanovsky, e 13 outros presos políticos, após uma visita do enviado norte-americano Keith Kellogg.

Os manifestantes, que pediam a vitória eleitoral da mulher de Tikhanovsky, Tatiana Tikhanovskaya, foram reprimidos com a ajuda das forças de segurança russas.

Dezenas de milhares de pessoas saíram então à rua, nas maiores manifestações da história do país, a que as autoridades reagiram com violência, detendo e espancando milhares de pessoas e forçando cerca de 500.000 ao exílio.

A repressão atraiu condenação internacional, e os Estados Unidos e a União Europeia impuseram sanções à Bielorrússia.

Em janeiro, Lukashenko conquistou mais um mandato numa eleição avaliada por observadores independentes como orquestrada para o manter no cargo.

Para assinalar o quinto aniversário do início dos protestos em massa, a oposição bielorrussa exilada agendou manifestações em Varsóvia para sábado e domingo.

Em resposta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Bielorrússia convocou na terça-feira o encarregado de negócios polaco e denunciou o que descreveu como um evento hostil que “prejudica as relações entre a Bielorrússia e a Polónia”.

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