sábado, 2 de agosto de 2025

KAMALA HARRIS

 

Tristezas não pagam dívidas, lutar sempre até morrer, nunca desistir dos nossos ideais, coragem é que é preciso, embora no poupar é que vá o ganho. Também há quem chame uma batata à vida. Depende, por vezes, dos apoios. Do esforço pessoal, sobretudo. Mas é bom contar com os maquiavelismos do opositor.

De toda a maneira, os motivos das lutas - das resignações igualmente – podem inspirar-se nos bonitos versos extraídos do poema “A VIDA” do nosso João de Deus, que foi boémio e de quem o meu Pai citava os versos com que ele agradeceu aos visitantes, na sua doença final, da seguinte forma repentista:

Que vindes cá fazer, ó mocidade?

Despedir-vos de mim? Quanto vos devo!

Também levo de vós muita saudade.

Em chegando à outra vida, escrevo.

Mas são dele também os versos que finalizam o seu poema “A VIDA”, que não vale a pena dedicar à KAMALA HARRIS, pois não vai em cantigas. Destas, evanescentes, nada ao estilo americano, de esforço produtivo reconhecido:

A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;

A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave:

Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou,
A vida – pena caída
Da asa da ave ferida
De vale em vale impelida
A vida o vento levou!

 

João de Deus foi, todavia, um estudante nada aplicado, não serve de exemplo às Kamalas lutadoras, num mundo de muito peso, como esse, americano. Boa sorte para ela, pese, embora, o peso do adversário ganhador, nesta plateia de tanto brado… e dor.

No "Late Show", Kamala Harris diz que o "sistema" dos EUA está "quebrado" e afasta-se dos cargos políticos

Antiga candidata a Presidente diz querer aproveitar para sair à rua e correr o país, recusando parar de lutar. Deixou críticas a Trump e a quem "capitulou" perante ele, alegando defender a democracia.

ANDRÉ CERTÃ: Texto

OBSERVADOR, 02 ago. 2025, 00:02 1

KAMALA HARRIS foi a grande convidada do Late Show de STEPHEN COLBERT da noite desta quinta-feira, e o seu futuro após abandonar a corrida a governadora do Estado onde nasceu, a Califórnia, foi tema de conversa. Questionada pelo apresentador sobre qual foi a razão para recusar avançar para o cargo, a antiga candidata a Presidente dos EUA disse que não queria voltar “a um sistema” que estava “quebrado”.

HARRIS, que recusou também avançar para qualquer outro posto, lembrou na conversa com Colbert que, quando estava a começar a sua carreira como procuradora, a principal justificação que deu aos seus pais foi que queria tentar mudar o sistema por dentro, pois via aqueles com vontade de mudança a ficarem sempre de fora.

“Sou uma servidora pública devota, passei a minha carreira toda ao serviço das pessoas”, disse Harris, explicando que, apesar de haver “tantas boas pessoas que são servidores públicos, como professores, bombeiros, polícias, enfermeiros e cientistas”, tomou a decisão de se afastar “por agora” do sistema político norte-americano.

Sempre acreditei que, por mais frágil que seja a nossa democracia, os nossos sistemas seriam fortes o suficiente para defender os nossos princípios mais fundamentais, e acho que, neste momento, eles não são tão fortes quanto deveriam ser“, considerou a antiga vice-Presidente dos EUA.

Kamala Harris diz que, em vez de voltar ao sistema, quer “viajar pelo país” para ouvir e falar com pessoas.E não quero que seja algo transaccional, em que estou a pedir-lhes o seu voto”, acrescentou.

Colbert, insistindo na questão, apontou que ouvir Kamala “dizer que [o sistema] está quebrado” era algo “angustiante“. Ao que Harris respondeu que também é algo evidente”.

Harris vai agora lançar um livro cujo nome sobre a sua campanha presidencial de 2024 e cujo nome — 107 Daysé o mesmo da duração desta campanha. Apesar de olhar para o passado e se afastar, no futuro próximo, dos cargos públicos, Kamala Harris diz que isto não significa que está “a desistir”.

“Vou fazer sempre parte da luta. Isso não vai mudar”, garante. “O poder está com o povo. Esse sempre foi o ideal e a força da nossa nação”.

Desenvolvendo, Harris diz que agora é a hora dela, com a experiência nos cargos que já teve, de sair à rua e “lembrar a todos os que precisem do seu poder”.

“É o nosso poder, é o nosso governo, é o nosso país”, relembrou ainda, sublinhando que é algo importante frisar numa altura em que as pessoas “se tornaram tão desanimadas, tão desoladas, tão assustadas”.

Depois de Colbert dizer que Kamala Harris tinha previsto a maior parte das medidas que o governo de Trump está a aplicar, a antiga vice-Presidente respondeu que talvez tenha sido “ingénua”, pois admitiu que não esperava a “capitulação” e que as pessoas “se submetessem ao Presidente”.

Há muitos que se consideram guardiães do nosso sistema e da nossa democracia que simplesmente capitularam, e eu não esperava por isso”, confessou.

Falando sobre o momento da campanha em que KAMALA HARRIS acabou por perder para DONALD TRUMP, depois das votações em novembro de 2024, a candidata derrotada assumiu que foi um “foi um dia difícil” para si. Mas que sentiu que não era o fim.

“Acho que é muito importante que nunca deixemos que uma circunstância, uma situação ou uma pessoa derrote o nosso espírito”, sublinhou.Não se pode desistir da nossa crença sobre o que pode ser melhor”.

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COMENTÁRIOS

Pobre Portugal: Menos uma socialista. Next.

Pertinaz: É melhor…

José B. Dias: Colbert a gastar os últimos cartuchos e Harris a ser o mesmo boneco das risadinhas e discurso sem sentido ...

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