domingo, 31 de agosto de 2025

«Olhando para trás de nós»

 

E tendo pena

INFORMAÇÕES extraídas da Internet sobre MRS:

MARCELO NUNO DUARTE REBELO DE SOUSA é um político e académico português que serve actualmente como 20.º Presidente da República Portuguesa desde 2016, filiado ao Partido Social Democrata, embora tenha suspenso a sua filiação partidária durante a sua presidência.

Wikipédia

Nascimento: 12 de dezembro de 1948 (idade 76 anos), Lisboa

Cargos anteriores: Ministro dos Assuntos Parlamentares de Portugal (1982–1983), MAIS

Formação: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1984), MAIS

Mandato presidencial: 9 de março de 2016 –

Pais: Baltazar Rebelo de Sousa, Maria das Neves Fernandes Duarte

Altura: 1,78 m

Cargo: Presidente da República de Portugal

Se isto é um presidente

Se nós estamos habituados a dar um enorme desconto, e dois mandatos, ao prof. Marcelo, o resto da humanidade, que não faz ideia de quem ele é, não sente semelhante obrigação. E Trump também não.

ALBERTO GONÇALVES,

30 ago. 2025, 01:20121

Na passada quinta-feira, no podcast “Ideias Feitas” da Rádio Observador, constatei um facto e fiz uma previsão, ambos a pretexto das afirmações do prof. Marcelo na Universidade de Verão do PSD. O facto, por definição, está correcto. A previsão arrisca-se a falhar. Vamos por partes.

Na primeira parte, um preâmbulo: não imagino o que motiva alguém a convidar o prof. Marcelo para o que quer que não seja uma rábula de comédia involuntária. Dado que não acredito que a comédia involuntária tenha sido o objectivo do PSD, a minha estupefacção mantém-se. Pedir ao prof. Marcelo que discorra sobre um assunto, qualquer assunto, é o mesmo que indigitar o treinador Jorge Jesus para palestrante num colóquio alusivo a James Joyce. Ou provavelmente pior. Há décadas que o prof. Marcelo julga comentar a actualidade, mania que não interrompeu com a entrada em Belém. Desse longo período, não se aproveita uma “análise” (digamos), uma frase, uma palavrinha dentre os milhões de que o prof. Marcelo se aliviou. A história do relógio parado não se aplica ao indivíduo. O prof. Marcelo não está certo duas vezes por dia e não acertou sequer uma vez em meio século. Chega a ser uma proeza, talvez um recorde.

A verdade é que, por descuido ou loucura, o PSD convidou Sua Excelência para o tal evento. E que, instado a despejar palpites perante uma audiência forçada a ouvi-lo, Sua Excelência tinha duas hipóteses: ou despejava trivialidades ou produzia aberrações. Escolheu, e faço o favor de lhe presumir a capacidade de escolha, as aberrações. Com a descontracção dos iluminados ou dos simples, o prof. Marcelo informou as massas de que Trump “é um activo soviético, ou russo”. Isto é, o presidente português acusou o presidente dos EUA de estar ao serviço de uma potência inimiga, ou na versão benigna concorrente, dos EUA e do Ocidente. Irresponsabilidade? Isso exigiria um perpetrador ocasionalmente responsável, com noção de que ultrapassa os seus limites e abusa do seu cargo. Não é o caso.

Aqui, a questão menor é a da legitimidade (à questão maior já lá irei). No referido podcast notei que a legitimidade do prof. Marcelo para acusar Trump de subserviência a Moscovo é nula. No desgraçado currículo do nosso “chefe de Estado” entre aspas, consta um interminável rol de vénias a ditaduras e proto-ditaduras, da China ao Brasil do sr. Lula, de Angola a Cuba, do Qatar à – imagine-se – Rússia do sr. Putin, que o prof. Marcelo visitou, o país e o déspota, por ocasião do “Mundial” da bola e quatro anos após a anexação da Crimeia. E por pudor deixo de fora as Festas do Avante!, os remoques a Israel e a amizade eterna e fraterna com o porta-voz oficioso do Hamas. O ponto é que, ainda que o prof. Marcelo tivesse o lastro democrático e “ocidental” que não tem, o ataque a Trump, independentemente do que possamos pensar de Trump, seria igualmente grotesco, inacreditável e, achava eu, inofensivo.

A minha tese, que expus com notáveis poder de síntese e ingenuidade no  “Ideias Feitas”, era a de que a circunstância de o prof. Marcelo ser um absoluto desconhecido depois de Badajoz, Vilar Formoso e Quintanilha evitaria a repercussão dos respectivos disparates, destinados como de costume ao enxovalho dos compatriotas. Erro meu. Justamente porque o mundo civilizado ignora a existência do prof. Marcelo e as idiossincrasias de um sujeito que muda de cuecas na praia e furta batatas fritas em restaurantes, a notícia que correu foi a de que o representante eleito do povo português chamou “activo soviético (ou russo)” ao representante eleito do povo americano. Se nós estamos habituados a dar um enorme desconto, e dois mandatos, ao prof. Marcelo, o resto da humanidade, que não faz ideia de quem ele é, não sente semelhante obrigação. E o inquilino da Casa Branca também não. Em suma, as agências noticiosas levaram a sério os devaneios de um homem que ninguém leva a sério. Os devaneios espalharam-se. É provável que os devaneios não fiquem impunes.

Convém explicar que nada disto se enquadra na categoria de “incidente diplomático”. Incidente diplomático é servir pernil ao rei saudita. Desprovida do contexto, leia-se de informação acerca da incontinência verbal e social do prof. Marcelo, é compreensível que a administração americana tome à letra as declarações de franca hostilidade e actue com hostilidade recíproca e, infelizmente para nós, consequente. A resposta pode surgir nas tarifas, nos vistos, na defesa ou, se tivermos sorte, na mera e persistente desconfiança que se dedica a um pequenino e ingrato aliado. Há remédio? Vejo um, que desgraçadamente nunca será prescrito: promover no estrangeiro uma campanha de divulgação idêntica às do turismo, mas em vez de divulgar castelos e igrejas e comida e praias e florestas em cinzas, divulgava-se o prof. Marcelo, com detalhes biográficos, vídeos dos “melhores” momentos e uma espécie de aviso pedagógico (“Não lhe liguem: ele é assim”, ou “É favor não darem importância ao senhor”).

Entretanto, e na impossibilidade de ajudarmos o prof. Marcelo a terminar o mandato com dignidade, cabe-nos esperar que o termine do modo como o exerceu: sem dignidade nenhuma.

PRESIDENTE MARCELO     POLÍTICA      PRESIDENTE TRUMP      ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA     AMÉRICA      MUNDO      VLADIMIR PUTIN      RÚSSIA    121

COMENTÁRIOS

Tim do A: Só um povo burro vota 2 vezes num Marcelo. Arre que é burro! Irra!               Vitor Batista: Será que não poderíamos mandar o Marcelo na flotilha juntamente com a mana Mortágua?       graça Dias: Caríssimo AG a sua indignação é partilhada pela grande maioria dos portugueses. Quando o egocêntrico PR /MRS, dotado de pensamento de excentricidade insana e um gosto mal disfarçado por bebidas espirituosas, só pode resultar num cocktail explosivo.        Filipe Batista: Um presidente que provoca vergonha alheia dia sim, dia não. O pior presidente de sempre.             Rosa Ribeiro: Muito acutilante mas muito certo, infelizmente. Diplomacia é uma qualidade inexistente no actual PR nacional. Imparcialidade e isenção também não lhe assistem e quem se prejudica somos todos nós. Dias melhores hão-de vir, acredito sinceramente           Francisco Ramos: Um Presidente responsável pedia desculpa aos EUA e aos portugueses. E a seguir pedia a demissão.      Meio Vazio: Caricato - ou talvez não, porque revelador do carácter absurdamente partidário do supremo magistrado da nossa bizarra nação - é ter passado despercebido às legiões de "comentadeiro-analisto-especialeiros" a afirmação do senhor de que, quando deixasse de exercer a Presidência (...digamos), não mais participaria em fungagás de Verão do PSD, porque, justificou, (e agora é permitido rir) um presidente, após deixar o cargo, deve remeter-se ao silêncio em termos de apreciações político-partidárias. (Por favor, limpem o pó ao trono e chamem um Bragança!)       Humilde Servo > Nuno Abreu: A mim pode-me chamar tolo à vontade porque votei neste canastrão e mereço o epíteto.                Manuel Martins: Em minha opinião, tratou-se de mais um caso de " incontinência verbal" , que para o contexto nacional, já não se estranha. Recordo-me também das suas declarações aquando do fim do primeiro mandato de Trump, que foram igualmente polémicas. Efectivamente, creio que Marcelo, na sua ânsia de "ser amado pelo povo" e ser um oposto de Cavaco, nunca conseguiu incorporar as suas responsabilidades de representação do Estado, e muito lhe tem sido perdoado , pois a outros, se tivessem dito o que disse e feito o que fez, seriam trucidados pela comunicação social...               Paulo Machado > Nuno Abreu: Está a falar a sério? O que é falso neste artigo? Marcelo é o responsável pelas suas acções e conseguiu tornar-se o pior PR de Portugal.               Carlos Chaves: Caro Alberto, não nos admiremos se o ainda actual inquilino do palácio cor-de-rosa anunciar que se vai juntar à flotilha (meu Deus que nome), em direcção a Gaza em defesa do terrorismo mais abjecto que temos ao cimo da Terra, garantindo assim a protecção do Estado Português à mesma, deixando Mariana Mortágua em estado Zen! A Ivone Silva e o Camilo De Oliveira é que tinham razão...

“Ai Agostinho! Ai Agostinha!

Que rico vinho

Vai uma pinguinha?

Este país perdeu o tino

A armar ao fino! A armar ao fino!

Este país é um colosso

Está tudo grosso! Está tudo grosso!

Anda tudo a fazer pouco

Da gente

Anda tudo a fazer pouco

Da gente “

José Paulo Castro: Se analisarem as votações para reality shows em Portugal, rapidamente se conclui que os portugueses optam pelos mais excêntricos e mediáticos. Ultimamente, nos EUA também é assim. A diferença é mesmo haver conteúdo político em Trump, constante e presente proteccionismo anti-globalista, face a Marcelo que é só forma e gracejo: não se lhe conhece uma ideia própria e diferenciadora.               Miguel Seabra: Os Estados Unifis também tiveram um Presidente senil protegido pelos media corruptos, sabem bem o que isso é. Quem sabe, talvez saia daqui um documentário na Netflix, as aberrações têm sempre audiências….ou na National Geographic….        Maria Augusta Martins: O problema do homem foram as ginginhas, as voltas da estrada e visitas aos tascos no caminho que deu para chegar á dita universidade de Castelo de Vide. Ora com os incêndios e a seca não havia água do Castelo para apagar a sede e diluir a buchada. Lá teve que beber umas imperiais e claro que a mistura caldeou e depois rebenta o dique da asneira. Nada que não se cure com uma boa soneca, mas atenção as propaladas e anunciadas mas incríveis quatro hora de sono não chegam para alimpar o sarro dos neurónios presidenciais!           José Paulo Castro > Nuno Abreu: E chamar tolos a esses portugueses está errado ?         Miguel Vilaverde: Quanto ao MRS toda a gente sabe o quão imprudente, verborreico e até pouco inteligente este presidente tem sido....quanto a quem votou nele...enfim há erros que se pagam caro. Quem votou em Sócrates, no Marselfies e deu uma maioria absoluta ao Costa vendedor de banha da cobra merece isto e ainda mais...aguentem.                     Hugo Silva > Pedra Nussapato: A questão aqui não é, se é verdade ou mentira, é toda a envolvência que o o disparate de Marcelo pode provocar. Pior se torna quando, como disse AG e bem, o passado de Marcelo no que diz respeito aos beijos e abraços a ditadores, não é propriamente um passado feliz.             Ruço Cascais: A criatividade nas comparações estão divinais. A palestra de Jorge Jesus sobre James Joyce e a recepção com pernil ao rei saudita são fantásticos exemplos. Talvez a criatividade nas comparações possam ser a safa de Marcelo e a nossa também perante os americanos e o mundo. Marcelo, num próximo evento pode fazer-se de maluquinho metendo a língua de fora, revirando os olhos e dizendo meia dúzia de disparates de tal dimensão que todo o mundo, incluindo os americanos, vão pensar que ele ficou lélé da cuca deixando de fora qualquer hipótese de o levar a sério. Diria, que Marcelo para dar a entender ao mundo que está pirado, podia avançar que Trump e Putin são dois extraterrestres da raça reptiliana disfarçados de humanos e que querem dominar o mundo é que o seu grande amigo é um Anunaki descendente dos construtores das pirâmides do Egito, além de ele próprio ser um receptáculo de vozes de outras dimensões que lhe controlam o poder das palavras.                   Maria Tubucci: Excelente, Sr. AG. Se isto é um presidente, vou ali e já volto! Diz-me a IA que entre o Lula da Silva e o Marcelo já ocorreram 19 encontros. O LS foi condenado por corrupção em 3 tribunais e “descondenado” pelo STF. Será que Marcelo é um activo de Lula nos negócios para a instalação do PCC em Portugal? Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és… Também diz a IA que Marcelo já realizou 145 viagens presidenciais, entre as quais 58 a nações diferentes, desde 9/3/2016. Será que temos um presidente, ou simplesmente um ativo turista presidente…                Filipe F: É urgente esclarecer que o Marcelo académico é uma fraude. Nunca publicou nada de relevante e dava aulas sem preparação.             M L: Uma vergonha. Mas o pior é que as consequências negativas, que podem advir, irão ser carregadas às costas pelo pessoal das selfies a quem esta personagem se agarra para tirar fotos.       JOHN MARTINS: Marcelo, cheio de atavismo, com dois mandatos marcados por gestos folclóricos e declarações imprudentes e uma diplomacia de improviso; confundiu proximidade com populismo, e protagonismo com irresponsabilidade. O comportamento atávico que remete a uma política de gestos e vaidades, não pode ser confundido com liderança. Espera-se que seja o sinal de que está " chalupa " a enviar aos jornais. À boa maneira de Ortigão, perfeita a passagem das ortigas pelos beiços de Marcelo.           L Faria: Nós realmente somos uns pândegos. Vejam a categoria das personagens que chegamos a ter como principais figuras, Marcelo, santos Silva e Costa. Depois queremos ser os melhores do mundo. Com tanta neeerda no poder.                  António Duarte > Manuel Magalhaes: O que Marcelo disse também muita gente disse (com ou sem razão, não importa), mas a questão é que ele ainda é presidente de um país aliado e amigo dos Estados Unidos da América… ou seja, o homem não tem noção alguma do seu lugar!            José B Dias > Meio Vazio: Pode ser um não Bragança? É que a genética por essas bandas também não promete muito melhor ... mas podia-se começar por trazer de volta a verdadeira e bela bandeira de Portugal!                   Rita Salgado: O selfies provoca-me uma mistura de vergonha alheia, irritação profunda, desrespeito total... Seria bom o "Isto é gozar com quem trabalha" fazer o resumo das figuras tristes deste inquilino de Belém. O problema é que, mesmo só usando as mais crassas, seria longo demais!          Pombo Tostado >Tim do A: Lá está, o mesmo se aplica ao povo americano.                 Pombo Tostado:Lá está A excepção confirma a regra Por uma vez Marcelo acerta na mouche  "Se anda como um pato, grasna como um pato e parece um pato...é um pato!" O comportamento do Grunho Laranja em relação à Rússia e a Putin é OBVIAMENTE O DE UM ACTIVO RUSSO                 Filipe Costa: Muito bem dizido, eu já nem perco tempo com a personagem, mas esta treta de digamos, insinuar que o Presidente dos EUA é um "activo" russo passa todas as linhas vermelhas, verdes, arco-iris e o raio que o parta. Sim, votei nele. A alternativa também era fraquinha, estou enclausurado neste país pequenino que teima em ser pequenino.                      Antonio Rodrigues: Só uma nota dissonante, já ouvi o Jorge Jesus a dissertar com propósito acerta de Arte, a propósito da obra de Paula Rego, nunca ouvi o sr Marcelo a dizer algo que possa ser distantemente considerado uma fala coerente sobre o que quer que seja. Acho muito desprestigiante comparar Jorge Jesus e Marcelo. Para Jorge Jesus, claro.               Antonio Mendes: Discordo. A primeira vez que Marcelo diz algo acertado caiem-lhe em cima. Ainda por cima deturpando o que ele disse. Ele disse age como … e não disse é. Duas coisas bastante diferentes. Desta vez Marcelo foi o miúdo que disse o rei vai nu e não o Secretário Geral da NATO que perante a loucura de Trump lhe dá elogios permanentes. São duas estratégias opostas na forma de lidar com um louco fora do manicómio, ambas corretas. Cabe aos Americanos encerrar o louco no manicómio!          Francisco Almeida: Activo russo, vale o que vale e merece o que merece. Mas activo soviético é uma confissão pública de senilidade. Já lá vão 34 anos.                m s: Naturalmente que não esperava ver AG a alinhar nesta onda de Marcelo em fim de carreira. Marcelo é aquilo que sempre foi porque o caráter não envelhece. Os portugueses escolheram-no eufóricos uma e outra vez e a comunicação social aplaudiu as suas excentricidades e acompanhou-o nas suas viagens de recreio pelo mundo, ampliando os seus feitos linguísticos e interpretando em entrelinhas os seus dizeres nonsens. Marcelo é um produto à nossa pequena escala. ou uma nota de rodapé.                GateKeeper: Top 10.       João Floriano: «Pedir ao prof. Marcelo que discorra sobre um assunto, qualquer assunto, é o mesmo que indigitar o treinador Jorge Jesus para palestrante num colóquio alusivo a James Joyce.» E acrescentaria na língua de Cervantes, já que se fosse na língua de Joyce arriscar-nos-íamos a ouvir a fonética anglo saxónica muito mais mal tratada do que pelo presidente do Conselho Europeu, o que é bem difícil, convenhamos. Na probabilidade muito remota de Jorge Jesus estar a ler a crónica de AG, já deve ter enviado um mail ao assessor no Al Nasser para saber se Joyce é esquerdino, joga bem de cabeça ou marca livres que entram no buraco da agulha. Vou defender o PSD, porque Marcelo foi duas vezes a Castelo de Vide. A primeira vez porque não havia hipótese de o evitar. Passados 3 dias, o próprio Marcelo explicou que de repente lhe deu uma vontade súbita de se meter pela A6 e fazer uma surpresa aos universitários de verão. Honni soit qui mal y pense, se este súbito desejo teve alguma coisa a ver com o debate no parlamento em que Montenegro ficou com as orelhas a ferver tal foram os puxões da oposição. Montenegro também deve ter ficado muito contente com a surpresa quando lhe comunicaram que o emplastro estava de volta. Ele próprio motivado para puxões de orelhas e recadinhos: «Ai não me ligas nenhuma? Agora vais ter mesmo de me ouvir!». Como a coisa devia estar morna e começaram a parecer óculos escuros na assistência, sinal de que os seus usuários se preparavam para passar pelas brasas, Marcelo larga a bomba. E aqui AG de facto enganou-se quando no seu podcast, achou que a indiscrição de Marcelo iria passar despercebida. Mas não passou e pelos vistos ficou registada. Uma verdadeira vergonha e embaraço para o governo que vai ter de se desculpar com a sanidade mental do nosso presidente, Biden apesar de tudo não dizia este tipo de disparates. E esperemos que por aqui se fique. Entretanto trememos sempre cada vez que Marcelo bota discurso, porque não conseguimos antecipar o que por aí vem. Quatro meses dão para dizer muita coisa embaraçosa.               Manuel Magalhães: Para além de todas as críticas à inconcebível presidência de Marcelo e com as quais estou convictamente de acordo, só que neste caso no que disse a respeito de Trump e certamente pela primeira vez e como excepção que confirma a regra, estou de acordo com Marcelo, pois ele disse o que grande parte das pessoas pensam só que vindo de quem vem o seu efeito será praticamente nulo!                  António Rocha Pinto: Por razões que a razão desconhece, há uma esquerda que apoia estas, digamos, declarações do professor Marcelo. Basta ler os comentários sejam de pessoas ou bots. A chamada à realidade virá de Trump se lhe ocorrer aumentar as tarifas aos produtos portugueses, por exemplo.                  Bailaruco Madeira: O que Marcelo disse sobre Donald Trump é verdade. O que não quer dizer que o devesse afirmar publicamente.              José B Dias > Pombo Tostado: Sim, por que Biden foi um portento de liderança e clarividência e a sua vice Kamala apresentou características, ideias e comportamentos que todos deviam ansiar ver em prática. Os norte-americanos votaram no que lhes colocaram como alternativas ... já em Portugal elas existiram e foram reiteradamente ignoradas!                 José B Dias >Pombo Tostado: É um que parece não ter ainda percebido que o que tem vindo a ocorrer é uma típica situação de "bloodletting" em que uma potência vai "sangrando" outra através de terceiros ... e que Trump e os USA estão agora muito mais preocupados com a China do que com a Ucrânia ou a Rússia e não vêem com bons olhos a aproximação entre russos e chineses. Nixon não foi à China por adorar Mao mas para colocar a URSS em cheque... e as aproximações à Rússia após o desmembramento da URSS não resultaram de um novo amor. A estratégia requere que uma potência hegemónica na sua área jogue com os atritos entre potências rivais noutra área do globo! E o enfraquecimento excessivo de uma Rússia muito desgastada é um risco no que respeita ao crescimento do poderio chinês ... Mas naturalmente que não será coisa que um pombo saiba. E menos ainda um aparentemente já tostado.               Nuno Abreu: Sinceramente cada vez mais os artigos de Alberto Gonçalves são “Ideias Feitas”. O homem não analisa, não apresenta argumentos. O homem dispara sobre aquilo de que não gosta. Ele é uma outra face do Paulo Raimundo. Conheci bem Marcelo e a sua vaidade na faculdade de Direito em Lisboa. O prazer obsessivo de ser ouvido! Mas esta procura, também obsessiva, de colocar num caixote de lixo o Presidente da República significa chamar de tolos aos dois milhões e meio de Portugueses que o elegeram por duas vezes. Que se critique, fundamentando, o Marcelo, tudo bem! Que se arrole patetices com a presunção de Alberto Gonçalves é ser o que se critica.              Carlos Quartel: Foi imprudente, saiu fora do seu papel e pode ser mau para o país. Precisamente porque está a lidar com Trump, não com um presidente dos USA normal. É vingativo, sabe que lhe tocaram no ponto fraco e pode ser o país a pagar o castigo. Não acredito que queira conquistar os Açores, mas as nossas exportações podem sofrer. Fora isto, o que Marcelo disse é a verdade objectiva, Trump tem feito o que pode para proteger Putin e para tramar Zelensky. As prometidas sanções ficam sempre na gaveta e os cortes de fornecimento e o  impedimento de uso de armamento  têm crescido. Penso que nunca Marcelo terá tipo tanto apoio internacional (discreto, ou secreto) como agora. Quantos líderes europeus não estarão de acordo com ele ?? Uma pedrada na charco, um necessário partir de loiça.

Nenhum comentário: