Na questão da
concertação dos mundos, para efeitos de soluções apaziguadoras dos conflitos, atidos
que somos ao provérbio das sentenças dependentes da diversidade das cabeças que
no mundo enxameiam, embora a maioria se quede pacificamente pelas regras impostas
pelo hábito comezinho. Mas também, é certo, pela submissão ao poder do parafuso
mais forte.
Nem nos seus
passeios o Dr. Salles se despega da sua preocupação política!
PELAS AREIAS DO
GOLFO DE CÁDIS - 3
HENRIQUE SALLES DA FONSECA
A BEM DQA NAÇÃO, 17.08.25
Quantos
modelos de parafusos existem no nosso Exército? E nas nossas Forças Armadas e
de Segurança? E como será em Espanha, no Reino Unido, no Canadá e na Suécia?
Num cenário internacional que exige o maior grau de
prontidão operacional, não é admissível qualquer atrapalhação por causa de uma
porca sueca que não se coaduna com o parafuso francês disponível naquele
longínquo teatro de operações.
E outros exemplos poderiam ser citados até à náusea…
com a agravante de nem todos os países da NATO usarem o sistema métrico.
Sim, a
normalização-compatibilização dos equipamentos da NATO é trabalho fundamental e
moroso – urgente, portanto.
Agosto 2025
HENRIQUE SALLES DA FONSECA
COMENTÁRIO:
Adriano Lima 26.08.2025 18:55
Esta
questão é pertinente e está bem colocada. A diversidade dos equipamentos e
materiais no seio da NATO pode agravar-se com a continuidade da dependência da
indústria militar americana enquanto cada membro europeu vai procurar investir
na sua própria capacidade industrial. Penso que será imperioso um alinhamento
das estratégias de produção. Será desejável reduzir o mais possível a
diversidade, e o caminho poderá ser repartir entre os membros a produção.
Por exemplo, enquanto uns se encarregam de produzir carros de combate,
outros tratarão de peças de artilharia, drones, aviões e navios de guerra.
Fabricar material naval em Portugal seria ver o nosso país retomar uma vocação
natural e ancestral. Abraço Adriano Lima
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