sábado, 23 de agosto de 2025

Nem os parafusos escapam


Na questão da concertação dos mundos, para efeitos de soluções apaziguadoras dos conflitos, atidos que somos ao provérbio das sentenças dependentes da diversidade das cabeças que no mundo enxameiam, embora a maioria se quede pacificamente pelas regras impostas pelo hábito comezinho. Mas também, é certo, pela submissão ao poder do parafuso mais forte.

Nem nos seus passeios o Dr. Salles se despega da sua preocupação política!

PELAS AREIAS DO GOLFO DE CÁDIS - 3

HENRIQUE SALLES DA FONSECA

A BEM DQA NAÇÃO, 17.08.25

Quantos modelos de parafusos existem no nosso Exército? E nas nossas Forças Armadas e de Segurança? E como será em Espanha, no Reino Unido, no Canadá e na Suécia?

Num cenário internacional que exige o maior grau de prontidão operacional, não é admissível qualquer atrapalhação por causa de uma porca sueca que não se coaduna com o parafuso francês disponível naquele longínquo teatro de operações.

E outros exemplos poderiam ser citados até à náusea… com a agravante de nem todos os países da NATO usarem o sistema métrico.

Sim, a normalização-compatibilização dos equipamentos da NATO é trabalho fundamental e moroso – urgente, portanto.

Agosto  2025

HENRIQUE SALLES DA FONSECA  

COMENTÁRIO:

Adriano Lima 26.08.2025 18:55

Esta questão é pertinente e está bem colocada. A diversidade dos equipamentos e materiais no seio da NATO pode agravar-se com a continuidade da dependência da indústria militar americana enquanto cada membro europeu vai procurar investir na sua própria capacidade industrial. Penso que será imperioso um alinhamento das estratégias de produção. Será desejável reduzir o mais possível a diversidade, e o caminho poderá ser repartir entre os membros a produção. Por exemplo, enquanto uns se encarregam de produzir carros de combate, outros tratarão de peças de artilharia, drones, aviões e navios de guerra. Fabricar material naval em Portugal seria ver o nosso país retomar uma vocação natural e ancestral. Abraço Adriano Lima

 

 


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