PEDRO PASSOS COELHO também.
Porque será que não podemos impor a governação a quem já governou com
honestidade e critério de seriedade, de hombridade, de zelo, neste país, cujo
passado histórico exigiria tudo isso, que tem sido substituído gradativamente
pela malícia do interesse pessoal, muito embora na ficção do interesse nacional…?
Esses dois nomes seriam exigíveis para retomarem os seus postos. Já.
O passado que volta sempre a Maria Luís
e a medida que tomaria se voltasse a ser ministra
Comissária europeia diz que, se voltasse
a ser ministra, iria reverter a medida que ela própria teve de tomar durante a
troika de aumentar o imposto sobre rendimentos de capitais.
OBSERVADOR26 ago. 2025, 12:18 8
Nuno Veiga/LUSA
Maria Luís Albuquerque
esteve, na qualidade comissária europeia, mais de uma hora e meia a falar de
Europa, competitividade e serviços financeiros aos alunos da Universidade de
Verão do PSD, em Castelo de Vide. Mas o passado aparece
sempre. Já quase no final da intervenção um
aluno perguntou à antiga ministra das Finanças qual a medida que tomaria
“diferente” (de Joaquim
Miranda Sarmento) se voltasse a ser governante: “Gostava de reverter a medida que tivemos de aplicar
[durante a troika] em que aumentámos a taxa liberatória [imposto sobre
rendimentos de capitais] de 21 para 28%”.
A comissária europeia fez questão de
dizer que este é um mero exercício, já que não pretende voltar a ser ministra
das Finanças. Lembrou que já deixou de ser governante há 10 anos e que, desde então, “as
circunstâncias do país mudaram muito.” Na altura, diz, essa foi uma
medida que “não gostou nada” de tomar, mas que agora optaria por baixar esse imposto já que o
país “precisa de estimular a poupança e a aplicação dessa poupança na
economia.”
Os tempos da troika foram tão
marcantes que esse passado está constantemente a regressar. A
secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos — que partilhava o
painel com a comissária — lembrou que Portugal
tem “as finanças em ordem, muito graças ao trabalho de MARIA LUÍS ALBUQUERQUE como
ministra”. Isto
quando lembrava que Portugal é hoje dos países com as Finanças mais
equilibradas da Europa.
Já há um ano, quando regressou depois de vários anos à Universidade de
Verão, não deixou de se confrontar com várias referências ao passado. Na
altura ouviu frases como como “o País só se libertou da troika devido a
três pessoas: PEDRO PASSOS COELHO, PAULO PORTAS E MARIA LUÍS
ALBUQUERQUE”. Ou até: “Não
foi a ministra da troika, foi a ministra que tirou o país da troika”. Na mesma ocasião, a própria Maria Luís
ajustou contas com António Costa que acusou de não ter defendido o interesse
nacional ao não apoiar a sua candidatura para a presidência, precisamente, do supervisor
europeu dos mercados de capitais (a ESMA).
Voltando à sessão desta
terça-feira, MARIA LUÍS ALBUQUERQUE falou também de outros temas, como a nova política de tarifas
impostas pelos Estados Unidos. A comissária europeia diz que a mudança
vinda de Washington trouxe “uma vantagem: a consciência que a Europa tomou de
que tem de fazer mais para depender de si própria, por exemplo na Defesa. Os desafios não são novos, mas deixámos
de poder fingir que não existem.” Mas, ainda assim, conclui: “A parte da guerra comercial não ajuda ninguém, nem do lado de cá, nem de lá”.
Puxando da sua pasta dos
Serviços Financeiros e União da Poupança e dos Investimentos, Maria Luís
Albuquerque, disse ainda que a União Europeia tem uma “regulação pesada e complexa
que afecta todas as áreas de funcionamento da Europa”. A
esse propósito defendeu que a Europa
deve ter “menos fragmentação”, já que o espaço europeu tem recursos humanos e
financeiros, mas “dividido em 27 compartimentos.” A “fragmentação”, diz “é um dos grandes problemas da competitividade
da Europa”.
Aos alunos, a comissária
explicou que o seu grande objectivo é criar um verdadeiro “Mercado
Único Financeiro Europeu”. Deixou
ainda recados ao BCE, ao exigir uma “supervisão financeira que seja de facto
única”. Já que, denuncia, as regras são as mesmas, mas as interpretações dos
Estados-membros são diferentes.
A antiga ministra das Finanças
disse ainda que “a forma de combater os nacionalismos, é combater as
causas.” E acrescenta: “Se não conseguirmos crescimento económico, vamos ter
mais esses problemas”. Depois de a secretária de Estado dos
Assuntos Europeus lembrar que o lema da Europa é “Unidos
na diversidade”, MARIA LUÍS ALBUQUERQUE
aproximou-se do microfone para dizer que é
preciso agora investir “mais na união e menos na diversidade”.
RENTRÉE SOCIEDADE PSD POLÍTICA MARIA LUÍS ALBUQUERQUE
COMENTÁRIOS (de 8):
Kindu: Ainda encontro muita gente iludida com as mentiras que António Costa nunca parou de dizer. Sem vergonha. Zé Pagador: Nem 28% nem 21% pois o dinheiro taxado já pagou imposto. Deste modo, ninguém investe nada, pois se ganhar o Estado leva 1 terço enquanto que o risco é todo de quem investe. Esta é mais uma medida socialista o que prova que o PSD não anda muito longe do PS….. Manuel Magalhaes: Pessoas com visão precisam-se, Maria Luís Albuquerque é uma delas, mas tem de aprender a mostrar-se mais, caso contrário é um desperdício dos muitos que a Europa já tem!!! Maria: Esta sim é uma notícia importante, em vez dos palermas que vão fazer cruzeiro a Gaza. Como é importante e contra o que a esquerdalha zurra, já pouco ou nada é divulgada
Nenhum comentário:
Postar um comentário