Donald
Trump - segundo afirma, contente por incriminar outrem, em descriminalização sua:
“Não fui eu que tratei do Iraque, foi o Bush. Têm de lhe perguntar a
ele, porque nós nunca devíamos ter ido para o Iraque. Foi isso que começou o
desastre no Médio Oriente.”
São outros os seus trunfos justificativos, mais próximos dos seus
espaços territoriais. Com o petróleo preciso, para a satisfação das suas
ambições invasoras, embora se justifique antes, aí, com a droga do seu repúdio
e pelos vistos – vistos por si, como acusador, em proveito próprio - da amizade
presidencial venezuelana.
O que se estranha é que o mundo aceite O “soma e segue” em bestialidade
e idiotia deste que se julga alguém só porque agarrou um país - o seu - que
ele julga o maior, sem contar com os arremedos da HISTÓRIA. E da VIDA, tantas
vezes. Conhecesse ele o nosso Adamastor,
que até era gigante, e veria quanto as paixões ou as ambições são tantas vezes
motivo de dor. A sua paixão pelos terrenos do petróleo próximo também pode ser
susceptível de arremedo, de que poderá queixar-se algum dia – (tal como aconteceu
ao nosso gigante afeiçoado, não a terrenos petrolíferos próximos, claro, mas
preferentemente a uma tal de Tétis) - aqueles, antes, da simpatia do Trump, um
manipulador do caraças, em seu proveito, está visto, ou dos seus compatriotas.
Assim dizia, pois, o Gigante -
Adamastor de seu nome – do meu paralelo justificativo do gozo alheio :
«Ó Ninfa, a mais formosa do Oceano,
Já que minha presença não te agrada,
Que te custava ter-me neste engano,
Ou fosse monte, nuvem, sonho ou nada?
Daqui me parto, irado e quase insano
Da mágoa e da desonra ali passada,
A buscar outro mundo, onde não visse
Quem de meu pranto e de meu mal se risse.»
Devia ter mais cuidado, o Trump. Pelo menos na tal questão invasora, de
falsos pretextos. Há sempre ninfas por aí espalhadas – e mesmo sem serem ninfas
- que bem se aplicam a troçar de nós, e sobretudo das nossas ambições, quando
estas são mal sucedidas. É certo que Trump tem bastante garra. Sobretudo quando
se junta com o amigalhaço Putin, em fotos de posicionamentos demonstrativos de bom
entendimento, para felicidade nossa, europeus tímidos que somos.
Em directo/ Trump ameaça Delcy Rodríguez de que pagará um
"preço alto"
Presidente norte-americano
muda o tom em relação à Presidente interina venezuelana e deixa aviso sobre
outra região: "Precisamos da Gronelândia". Número de vítimas na Venezuela terá
subido para 80.
PRESIDENTIAL PRESS SERVICE / HANDOUT/EPA
Momentos-chave
Há 40mMilitares
feridos na operação estão "estáveis
e em boas condições"
Há 1hFonte
venezuelana diz que número de mortos subiu para 80
Há 1hMike
Pompeo deixa aviso sobre Delcy Rodríguez: "Estes cães raramente mudam de
cor"
Há 1hVenezuela:
E no dia seguinte à queda de Maduro, o ambiente é “tensamente tranquilo”
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enviado de Trump à Venezuela: "É demasiado complexo para sermos nós a
gerirmos"
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reforça segurança junto de embaixada e consulado em Lisboa
Há 4hRubio diz que EUA não vão parar com ataques a embarcações
que transportam droga
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proposto por Trump no final de dezembro
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Albuquerque assume visitar comunidade portuguesa na Venezuela se for necessário
Há 7hUnião
Africana pede respeito pelo direito internacional e sublinha "importância
do diálogo"
Há 8hCoreia do Norte condena ataque dos EUA à
Venezuela
Há 8hEstados
Unidos levantam restrições de voo nas Caraíbas
Há 9hColômbia mobiliza 30 mil soldados para a
fronteira com Venezuela
Há 9hSupremo da Venezuela aponta Delcy Rodríguez como
presidente interina
Há 9hChina pede aos Estados Unidos a “libertação
imediata” do Presidente da Venezuela
Há 9hNicolás Maduro passou a noite no Centro de
Detenção de Brooklyn
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Entrada em destaque: 17:49
Trump ameaça Delcy Rodríguez de que pagará um "preço alto"
e diz que EUA "precisam" da Gronelândia
O Presidente Donald Trump fez uma ameaça à Presidente interina
venezuelana de que deve “fazer o que está certo” e sublinha que os EUA
“precisam” da Gronelândia, chutando qualquer decisão sobre o território para o
secretário de Estado Marco Rubio.
Numa entrevista telefónica à revista The Atlantic esta
manhã, Trump falou num tom diferente do que tinha utilizado ontem para se
referir à Presidente interina, Delcy Rodríguez. “Se ela não fizer o que está certo, vai
pagar um preço muito alto, talvez mais alto do que o de Maduro”, declarou o Presidente.
“Reconstruir aquilo e fazer uma mudança de regime, chamem-lhe o que
quiserem, é melhor do que o que temos agora. Não pode piorar”, disse,
referindo-se ao regime de Nicolás Maduro. “O país está um inferno. É um país
falhado, totalmente falhado. É um país que é um desastre sob todos os prismas.”
Trump abordou ainda a situação da Gronelândia, território autónomo da
Dinamarca que o Presidente tem sugerido que deveria ser anexado pelos Estados
Unidos. “Precisamos da Gronelândia, sem dúvida”, afirmou, por esta estar
“rodeada por navios russos e chineses”.
Qualquer decisão sobre uma acção militar sobre a região, contudo, não
passa por si, disse. “Eles vão ter de ver isso por eles, eu não sei. Ele foi
muito generoso comigo ontem, o Marco”, acrescentou, referindo-se ao
secretário de Estado, Marco Rubio. “Mas precisamos da Gronelândia, sem dúvida.
Precisamos dela para a Defesa.”
Questionado pelo jornalista sobre se o ataque a território venezuelano
não é semelhante à acção que os EUA tomaram no Iraque — e a que Trump se opôs
—, o Presidente sugeriu que a questão deveria ser colocada a George W. Bush.
“Não fui eu que tratei do Iraque, foi o Bush. Têm de lhe perguntar a
ele, porque nós nunca devíamos ter ido para o Iraque. Foi isso que começou o
desastre no Médio Oriente.”
Há 17m18:45 CÁTIA BRUNO
Ministro da Defesa pede aos venezuelanos que mantenham "a paz,
a ordem" e "não caiam nas tentações da guerra psicológica"
O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, emitiu um
comunicado onde pede aos venezuelanos que mantenham “a ordem e a paz”, que
define como “nosso porto”.
“A pátria é o que deve prevalecer”, declarou, pedindo aos venezuelanos
para que retomem “as suas actividades económicas, laborais, educativas” nos
“próximos dias”.
“Peço ao povo da Venezuela paz, ordem e que não caiam nas tentações da
guerra psicológica, da ameaça, do medo que nos querem impor”, disse Vladimir
Padrino.
HÁ 27M18:35 CÁTIA BRUNO
JD Vance rejeita críticas de que maioria da droga fentanil não vem
da Venezuela: "A cocaína também é
má!"
O vice-presidente norte-americano, JD
Vance, reagiu hoje às críticas dos
que acusam a presidência de invocar um argumento falso para o ataque à
Venezuela por esta ser justificada com o tráfico para os EUA da droga fentanil
— que é produzida em muito pouca quantidade da Venezuela.
No X, Vance sublinhou que “ainda há fentanil a vir da Venezuela (ou
pelo menos havia”, mas focou-se sobretudo no tráfico de cocaína com produção na
Venezuela. “Se cortarmos o dinheiro [do tráfico] da cocaína (ou até se o
reduzirmos), enfraquecemos substancialmente os cartéis. Para além disso, a
cocaína também é má!”, escreveu.
HÁ 40M18:22 CÁTIA BRUNO
Militares feridos na operação estão
"estáveis e em boas condições"
Os militares norte-americanos que ficaram feridos durante o ataque à
Venezuela estão “estáveis e em boas condições”, declarou uma fonte da Casa
Branca à CNN, acrescentando que em causa estão “ferimentos menores”.
A CNN havia noticiado ontem que “uma mão cheia” de militares ficaram
feridos, mas nenhum está em perigo de vida. Em causa estão “ferimentos de bala
e de estilhaços”.
HÁ 44M18:18 AGÊNCIA LUSA
Cotrim Figueiredo aponta “violação grosseira” do direito
internacional na invasão da Venezuela
O candidato presidencial João
Cotrim Figueiredo considerou hoje que houve uma “violação grosseira” do direito
internacional por parte dos Estados Unidos na intervenção na Venezuela, o que
disse ser inaceitável.
“O que me parece mais importante
nesta fase, passadas 36 a 48 horas da operação inicial, é dizer que, de facto, há
uma violação grosseira do direito internacional para depor um ditador que a
comunidade internacional não conseguiu depor pelos meios diplomáticos e
políticos normais, portanto, há uma responsabilidade da comunidade
internacional”, afirmou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal.
Depois de uma corrida de cerca de
três quilómetros entre as Docas (Alcântara) e o Palácio de Belém, em Lisboa,
para assinalar o arranque da campanha oficial às presidenciais de 18 de
janeiro, o eurodeputado ressalvou que as violações do direito internacional
não são aceitáveis porque é a institucionalização da lei do mais forte.
Como candidato a Presidente da
República, Cotrim Figueiredo considerou ser da sua responsabilidade defender o
direito internacional.
“Essa é a única forma que temos
de garantir que os nossos interesses não são espezinhados à primeira
oportunidade de um qualquer autoritário ou ditador”, sublinhou.
HÁ 1H18:17 AGÊNCIA LUSA
Autarca de Nova
Iorque critica “acto de guerra” da administração Trump contra a Venezuela
O presidente da Câmara de Nova
Iorque, Zoran Mamdani, criticou o que considera ser “um acto de guerra” da
administração de Donald Trump contra a Venezuela, cujo chefe de Estado foi
capturado e levado para os Estados Unidos.
Em conferência de imprensa no
sábado, Zoran Mamdani disse ter tido uma conversa telefónica “franca e directa”
com Donald Trump, a quem transmitiu o seu desacordo face à “insistência numa
mudança de regime” na Venezuela.
Num comunicado emitido no
mesmo dia e publicado na sua página oficial na rede social X, o autarca disse
ter sido informado sobre a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro,
por tropas dos Estados Unidos, bem como sobre a sua “planeada detenção sob
custódia federal em Nova Iorque”.
O ‘mayor’ de Nova Iorque,
eleito pelo Partido Democrata e que tomou posse na quinta-feira, lembrou que
“atacar unilateralmente uma nação soberana é um acto de guerra e uma violação
da lei federal e internacional”.
A “busca por uma mudança de
regime” na Venezuela “não afecta apenas quem está no estrangeiro, mas também
impacta directamente os nova-iorquinos”, assinalou, recordando que “dezenas de
milhares de venezuelanos” consideram Nova Iorque a sua casa.
“O meu foco é a segurança deles e
a segurança de cada nova-iorquino”, realçou Mamdani, prometendo que vai
“continuar a monitorizar a situação e emitir orientações relevantes”.
HÁ 1H18:10 CÁTIA BRUNO
Fonte venezuelana diz que número de mortos
subiu para 80
O
New York Times avança agora que o número de vítimas do ataque subiu entretanto
para 80 mortos, citando um responsável sénior venezuelano.
(CONTINUA)
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