segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Do Iraque não foi ele

 

Donald Trump - segundo afirma, contente por incriminar outrem, em descriminalização sua:

 “Não fui eu que tratei do Iraque, foi o Bush. Têm de lhe perguntar a ele, porque nós nunca devíamos ter ido para o Iraque. Foi isso que começou o desastre no Médio Oriente.”

São outros os seus trunfos justificativos, mais próximos dos seus espaços territoriais. Com o petróleo preciso, para a satisfação das suas ambições invasoras, embora se justifique antes, aí, com a droga do seu repúdio e pelos vistos – vistos por si, como acusador, em proveito próprio - da amizade presidencial venezuelana.

O que se estranha é que o mundo aceite O “soma e segue” em bestialidade e idiotia deste que se julga alguém só porque agarrou um país - o seu - que ele julga o maior, sem contar com os arremedos da HISTÓRIA. E da VIDA, tantas vezes. Conhecesse ele o nosso Adamastor, que até era gigante, e veria quanto as paixões ou as ambições são tantas vezes motivo de dor. A sua paixão pelos terrenos do petróleo próximo também pode ser susceptível de arremedo, de que poderá queixar-se algum dia – (tal como aconteceu ao nosso gigante afeiçoado, não a terrenos petrolíferos próximos, claro, mas preferentemente a uma tal de Tétis) - aqueles, antes, da simpatia do Trump, um manipulador do caraças, em seu proveito, está visto, ou dos seus compatriotas.

Assim dizia, pois, o Gigante - Adamastor de seu nome – do meu paralelo justificativo do gozo alheio :

«Ó Ninfa, a mais formosa do Oceano,
Já que minha presença não te agrada,
Que te custava ter-me neste engano,
Ou fosse monte, nuvem, sonho ou nada?
Daqui me parto, irado e quase insano
Da mágoa e da desonra ali passada,
A buscar outro mundo, onde não visse
Quem de meu pranto e de meu mal se risse.»

Devia ter mais cuidado, o Trump. Pelo menos na tal questão invasora, de falsos pretextos. Há sempre ninfas por aí espalhadas – e mesmo sem serem ninfas - que bem se aplicam a troçar de nós, e sobretudo das nossas ambições, quando estas são mal sucedidas. É certo que Trump tem bastante garra. Sobretudo quando se junta com o amigalhaço Putin, em fotos de posicionamentos demonstrativos de bom entendimento, para felicidade nossa, europeus tímidos que somos.

 

Em directoTrump ameaça Delcy Rodríguez de que pagará um "preço alto"

Presidente norte-americano muda o tom em relação à Presidente interina venezuelana e deixa aviso sobre outra região: "Precisamos da Gronelândia". Número de vítimas na Venezuela terá subido para 80.

MARIANA MARQUES TIAGO: Texto

PRESIDENTIAL PRESS SERVICE / HANDOUT/EPA

Momentos-chave

Há 17mMinistro da Defesa pede aos venezuelanos que mantenham "a paz, a ordem" e "não caiam nas tentações da guerra psicológica"

Há 27mJD Vance rejeita críticas de que maioria da droga fentanil não vem da Venezuela: "A cocaína também é má!"

Há 40mMilitares feridos na operação  estão "estáveis e em boas condições"

Há 1hFonte venezuelana diz que número de mortos subiu para 80

Há 1hMike Pompeo deixa aviso sobre Delcy Rodríguez: "Estes cães raramente mudam de cor"

Há 1hVenezuela: E no dia seguinte à queda de Maduro, o ambiente é “tensamente tranquilo”

Há 1hTrump ameaça Delcy Rodríguez de que pagará um "preço alto" e diz que EUA "precisam" da Gronelândia

Há 1hMinistro da Defesa venezuelano diz que equipa de segurança de Maduro foi "assassinada a sangue frio"

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Há 7hDias antes do ataque, governo dos EUA pressionou empresários a investir na indústria petrolífera da Venezuela

Há 8hCoreia do Norte condena ataque dos EUA à Venezuela

Há 8hEstados Unidos levantam restrições de voo nas Caraíbas

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Há 9hColômbia mobiliza 30 mil soldados para a fronteira com Venezuela

Há 9hSupremo da Venezuela aponta Delcy Rodríguez como presidente interina

Há 9hChina pede aos Estados Unidos a “libertação imediata” do Presidente da Venezuela

Há 9hNicolás Maduro passou a noite no Centro de Detenção de Brooklyn

Actualizações em directo

Entrada em destaque: 17:49  

CÁTIA BRUNO

Trump ameaça Delcy Rodríguez de que pagará um "preço alto" e diz que EUA "precisam" da Gronelândia

O Presidente Donald Trump fez uma ameaça à Presidente interina venezuelana de que deve “fazer o que está certo” e sublinha que os EUA “precisam” da Gronelândia, chutando qualquer decisão sobre o território para o secretário de Estado Marco Rubio.

Numa entrevista telefónica à revista The Atlantic esta manhã, Trump falou num tom diferente do que tinha utilizado ontem para se referir à Presidente interina, Delcy Rodríguez. “Se ela não fizer o que está certo, vai pagar um preço muito alto, talvez mais alto do que o de Maduro”, declarou o Presidente.

“Reconstruir aquilo e fazer uma mudança de regime, chamem-lhe o que quiserem, é melhor do que o que temos agora. Não pode piorar”, disse, referindo-se ao regime de Nicolás Maduro. “O país está um inferno. É um país falhado, totalmente falhado. É um país que é um desastre sob todos os prismas.”

Trump abordou ainda a situação da Gronelândia, território autónomo da Dinamarca que o Presidente tem sugerido que deveria ser anexado pelos Estados Unidos. “Precisamos da Gronelândia, sem dúvida”, afirmou, por esta estar “rodeada por navios russos e chineses”.

Qualquer decisão sobre uma acção militar sobre a região, contudo, não passa por si, disse. “Eles vão ter de ver isso por eles, eu não sei. Ele foi muito generoso comigo ontem, o Marco”, acrescentou, referindo-se ao secretário de Estado, Marco Rubio. “Mas precisamos da Gronelândia, sem dúvida. Precisamos dela para a Defesa.”

Questionado pelo jornalista sobre se o ataque a território venezuelano não é semelhante à acção que os EUA tomaram no Iraque — e a que Trump se opôs —, o Presidente sugeriu que a questão deveria ser colocada a George W. Bush.

Não fui eu que tratei do Iraque, foi o Bush. Têm de lhe perguntar a ele, porque nós nunca devíamos ter ido para o Iraque. Foi isso que começou o desastre no Médio Oriente.”

Há 17m18:45 CÁTIA BRUNO

Ministro da Defesa pede aos venezuelanos que mantenham "a paz, a ordem" e "não caiam nas tentações da guerra psicológica"

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, emitiu um comunicado onde pede aos venezuelanos que mantenham “a ordem e a paz”, que define como “nosso porto”.

“A pátria é o que deve prevalecer”, declarou, pedindo aos venezuelanos para que retomem “as suas actividades económicas, laborais, educativas” nos “próximos dias”.

“Peço ao povo da Venezuela paz, ordem e que não caiam nas tentações da guerra psicológica, da ameaça, do medo que nos querem impor”, disse Vladimir Padrino.

HÁ 27M18:35 CÁTIA BRUNO 

JD Vance rejeita críticas de que maioria da droga fentanil não vem da Venezuela: "A cocaína também é má!"

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, reagiu hoje às críticas dos que acusam a presidência de invocar um argumento falso para o ataque à Venezuela por esta ser justificada com o tráfico para os EUA da droga fentanil — que é produzida em muito pouca quantidade da Venezuela.

No X, Vance sublinhou que “ainda há fentanil a vir da Venezuela (ou pelo menos havia”, mas focou-se sobretudo no tráfico de cocaína com produção na Venezuela. “Se cortarmos o dinheiro [do tráfico] da cocaína (ou até se o reduzirmos), enfraquecemos substancialmente os cartéis. Para além disso, a cocaína também é má!”, escreveu.

HÁ 40M18:22 CÁTIA BRUNO 

Militares feridos na operação estão "estáveis e em boas condições"

Os militares norte-americanos que ficaram feridos durante o ataque à Venezuela estão “estáveis e em boas condições”, declarou uma fonte da Casa Branca à CNN, acrescentando que em causa estão “ferimentos menores”.

A CNN havia noticiado ontem que “uma mão cheia” de militares ficaram feridos, mas nenhum está em perigo de vida. Em causa estão “ferimentos de bala e de estilhaços”.

HÁ 44M18:18 AGÊNCIA LUSA 

Cotrim Figueiredo aponta “violação grosseira” do direito internacional na invasão da Venezuela

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo considerou hoje que houve uma “violação grosseira” do direito internacional por parte dos Estados Unidos na intervenção na Venezuela, o que disse ser inaceitável.

“O que me parece mais importante nesta fase, passadas 36 a 48 horas da operação inicial, é dizer que, de facto, há uma violação grosseira do direito internacional para depor um ditador que a comunidade internacional não conseguiu depor pelos meios diplomáticos e políticos normais, portanto, há uma responsabilidade da comunidade internacional”, afirmou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal.

Depois de uma corrida de cerca de três quilómetros entre as Docas (Alcântara) e o Palácio de Belém, em Lisboa, para assinalar o arranque da campanha oficial às presidenciais de 18 de janeiro, o eurodeputado ressalvou que as violações do direito internacional não são aceitáveis porque é a institucionalização da lei do mais forte.

Como candidato a Presidente da República, Cotrim Figueiredo considerou ser da sua responsabilidade defender o direito internacional.

“Essa é a única forma que temos de garantir que os nossos interesses não são espezinhados à primeira oportunidade de um qualquer autoritário ou ditador”, sublinhou.

HÁ 1H18:17 AGÊNCIA LUSA 

Autarca de Nova Iorque critica “acto de guerra” da administração Trump contra a Venezuela

O presidente da Câmara de Nova Iorque, Zoran Mamdani, criticou o que considera ser “um acto de guerra” da administração de Donald Trump contra a Venezuela, cujo chefe de Estado foi capturado e levado para os Estados Unidos.

Em conferência de imprensa no sábado, Zoran Mamdani disse ter tido uma conversa telefónica “franca e directa” com Donald Trump, a quem transmitiu o seu desacordo face à “insistência numa mudança de regime” na Venezuela.

Num comunicado emitido no mesmo dia e publicado na sua página oficial na rede social X, o autarca disse ter sido informado sobre a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas dos Estados Unidos, bem como sobre a sua “planeada detenção sob custódia federal em Nova Iorque”.

O ‘mayor’ de Nova Iorque, eleito pelo Partido Democrata e que tomou posse na quinta-feira, lembrou que “atacar unilateralmente uma nação soberana é um acto de guerra e uma violação da lei federal e internacional”.

A “busca por uma mudança de regime” na Venezuela “não afecta apenas quem está no estrangeiro, mas também impacta directamente os nova-iorquinos”, assinalou, recordando que “dezenas de milhares de venezuelanos” consideram Nova Iorque a sua casa.

“O meu foco é a segurança deles e a segurança de cada nova-iorquino”, realçou Mamdani, prometendo que vai “continuar a monitorizar a situação e emitir orientações relevantes”.

HÁ 1H18:10 CÁTIA BRUNO 

Fonte venezuelana diz que número de mortos subiu para 80

O New York Times avança agora que o número de vítimas do ataque subiu entretanto para 80 mortos, citando um responsável sénior venezuelano.

 

(CONTINUA)

 

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