quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

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A denúncia de assédio, a confusão com Ventura e um apoio em falso. O dia negro em que Cotrim perdeu o "momentum"

As alegações de assédio eram conhecidas há dois anos na IL. De manhã, Cotrim já sabia que a história ia voltar a pairar, quando deu a resposta sobre Ventura e a 2ª volta. Depois, foi sempre a piorar.

PEDRO JORGE CASTRO: Texto

OBSERVADOR, 13 jan. 2026, 01:2791

João Cotrim Figueiredo soube este domingo à noite que ia deixar de andar nas nuvens e afinal o céu lhe ia cair em cima. Através de contactos comuns, tomou conhecimento de uma publicação na rede social Instagram em que uma antiga assessora da +*8 o acusava de assédiocitando expressamente três frases que o próprio lhe terá dirigido de cariz sexual. O OBSERVADOR sabe que estas alegações de assédio circularam na IL há cerca de dois anos.

A assessora, actualmente colocada num gabinete do Governo, lançou a acusação numa story partilhada apenas com “Amigos Chegados”, opção que permite ao utilizador restringir como pretender o número de pessoas que acede àquele conteúdo. No entanto, a mesma imagem começou a circular durante a noite de domingo, a chegar às redacções na manhã de segunda-feira e rapidamente se espalhou por mensagens de Whatsapp e pelas redes sociais. Esta mesma manhã, o OBSERVADOR entrou em contacto com a autora da denúncia, que não quis prestar qualquer esclarecimento ou sequer confirmar a veracidade daquela imagem.

Essas mensagens começaram a chegar à dezena e meia de jornalistas que faz a cobertura da campanha de Cotrim enquanto o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal estava numa acção de campanha na Covilhã, mais concretamente na UBI Medical, a conhecer histórias de startups. Segundo Dina Pereira, a anfitriã que o guiou pelo espaço, fez muitas perguntas e mostrou interesse em conhecer todos os projectos.

Quando acabou a visita, ainda gravou um vídeo para o filho de 11 anos da gestora da UBI Medical, e depois isolou-se durante 12 minutos com o seu assessor de imprensa — que já sabia que muito possivelmente algum jornalista iria confrontar o candidato com as alegações de assédio. Juntos, estiveram a preparar a resposta.

Comunicado refere que a denunciante trabalha para o Governo

Antes de o candidato se colocar à frente dos microfones de semblante carregado, tal como toda a equipa, o seu director de logística avisou a conselheira política Liliana Reis (a ex-deputada da AD que tem estado sempre ao lado de Cotrim nesta campanha) de que a ideia era saírem todos, mal João Cotrim Figueiredo terminasse a sua declaração, sem responder a mais perguntas. Acabou por não ser exactamente assim.

Surgiu com um papel dobrado em quatro, com umas notas imperceptíveis, onde é possível decifrar as palavras “falso” (referiu que a alegação era “absolutamente falsa”) e “suja” (condenou a “política suja”). Cotrim negou qualquer assédio, anunciou um processo por difamação à antiga assessora, e prometeu continuar a campanha: “Não me vão amedrontar!”, declarou o ex-presidente da Iniciativa Liberal.

Pelo meio, garantiu estar “de consciência absolutamente tranquila” em relação a acusações de assédio, desde que está na vida política e nos seus 40 anos de vida profissional. E desafiou: “Perguntem a qualquer das dezenas de mulheres que trabalharam comigo ao longo destes anos se têm alguma razão de queixa, incluindo as mulheres que trabalharam comigo na altura dessa senhora”.

Ainda respondeu a três ou quatro perguntas antes de sair do local e poucos minutos depois a sua candidatura já estava a divulgar um comunicado em que refere que irá avançar com um processo por difamação contra a autora da alegação de assédio, “independentemente das suas circunstâncias e das funções que exerce num dos gabinetes do actual Governo”.

A única novidade relevante do comunicado face às declarações que tinha prestado é mesmo esta identificação da dependência profissional da sua antiga assessora em relação ao Governo da AD, (cujos partidos apoiam a candidatura de Marques Mendes). Não é directamente lançada qualquer suspeita de ter sido essa a motivação, mas é feita a referência a essa circunstância, por razões que, para já, não são evidentes. O Observador procurou uma reacção oficial do Governo, que não quis pronunciar-se sobre esta questão.

Cotrim e a sua comitiva saíram de Castelo Branco no autocarro da campanha e foram comer uma grelhada mista num almoço restrito que juntou 21 pessoas das estruturas locais da IL. Houve quem se metesse com ele por causa da resposta sobre André Ventura, mas Cotrim não quis falar do assunto e pareceu abatido e cansado, contrariando a imagem de optimismo enérgico que estava a passar na campanha até aqui.

As mulheres da IL que se juntaram para defender Cotrim

Esta segunda à noite, começaram a ser feitas partilhas nas redes sociais de várias mulheres da Iniciativa Liberal em defesa do candidato. Muitas delas trabalharam com Cotrim no Parlamento no mesmo período reportado pela autora da denúncia: a deputada Joana Cordeiro, a ex-deputada Patrícia Gilvaz, Cláudia Neto e as funcionárias do gabinete Paula Almeida e Amanda Santos. Organizaram-se, aliás, para publicar uma carta aberta conjunta, que foi divulgada esta terça-feira de manhã.

Apesar de já saber desde a véspera que havia o risco de a mensagem com a acusação de assédio se tornar conhecida, João Cotrim Figueiredo manteve as três acções de campanha previstas para o dia. Arrancou no mercado do Fundão, sempre ao lado de Liliana Reis, que é da terra, e guiou o candidato pelas várias bancas de venda. Foi uma acção normal de campanha, tirando as declarações no final.

O candidato vinha preparado para responder aos muitos ataques da véspera de outras candidaturas (de “lobo” a “queque”), a dizer que ia estampar essas críticas numa t-shirt e vesti-la com orgulho, e a acusar os adversários de estarem “um bocadinho desorientados”.

Depois surgiu uma pergunta sobre o desafio de André Ventura, que anunciou que, numa segunda volta em que ele não esteja, votaria em qualquer candidato contra António José Seguro. E lançou o repto aos outros candidatos para fazerem o mesmo.

Vários elementos da Iniciativa Liberal lamentaram ao longo do dia que o candidato não se tenha limitado a dar a resposta política redonda de que quem ia passar à segunda volta era ele. Por norma, Cotrim Figueiredo tem resistido a dar respostas vagas, quase como se fugir a uma pergunta com um dilema difícil fosse pior do que ficar numa situação politicamente embaraçosa. Foi o que aconteceu esta segunda-feira.

 “Não excluo qualquer candidato, mas teria de fazer uma reflexão profunda sobre de que candidatos vamos estar a falar. O André Ventura dos últimos quatro dias eu ainda não conhecia. Moderou o discurso e parece um político diferente”, começou por dizer. Questionado especificamente sobre a hipótese de votar em Ventura, afirmou: “Teria de fazer uma reflexão muito grande, não excluo ninguém. Não vou excluir ninguém nesta altura.”

Correu-lhe tão mal, foi tão aproveitado pelas outras candidaturas e provocou um sururu tão grande nas redes sociais onde se habituou a reinar, que fez mais uma declaração sobre o assunto no fim da acção de campanha seguinte, a visita a uma fábrica de cablagens em Castelo Branco, sem acrescentar nada de relevante, nem recuar no que tinha dito.

Irritou-se por Marques Mendes ter ignorado que a premissa da pergunta era se Cotrim não passasse à segunda volta. Acrescentou cenários improváveis para dizer que não excluía votar em qualquer candidato (incluindo Manuel João Vieira) — e disse que também não excluía não apoiar ninguém, indo aliás ao encontro da tese que tantas vezes já usou nesta campanha, de que os políticos não são donos dos votos dos eleitores.

Cotrim e a sua comitiva saíram de Castelo Branco no autocarro da campanha e foram comer uma grelhada mista num almoço restrito que juntou 21 pessoas das estruturas locais da IL. Houve quem se metesse com ele por causa da resposta sobre André Ventura, mas Cotrim não quis falar do assunto e pareceu abatido e cansado, contrariando a imagem de otimismo enérgico que estava a passar na campanha até aqui.

Entre os apoiantes houve logo a noção de que esta resposta improvisada tinha sido um tiro no pé, de consequências imprevisíveis. Mesmo que a ideia fosse não hostilizar os eleitores indecisos do Chega para esta primeira volta, acabou por arriscar perder uma parte do eleitorado que não quer ouvir falar de Ventura — e deu a imagem de ser um taticista, que abdica de princípios de conduta política marcados por linhas vermelhas ao longo de anos para tentar ganhar mais uns votos.

Depois do almoço, Cotrim chegou com atraso ao evento da tarde, na Covilhã. Percebeu-se porquê: esteve a gravar um vídeo que foi divulgado nas suas redes sociais imediatamente antes de entrar na UBI Medical. Aí admitiu que não foi claro na resposta que deu e garantiu que obviamente não quer Ventura na Presidência. Mas pode ter vindo demasiado tarde: por essa altura já tinha sido posto em causa o “momentum”, como lhe chamou, da campanha sempre a crescer. Só pioraria um par de horas depois, quando a denúncia do assédio dominou os ciclos noticiosos.

Esta segunda-feira à noite, a divulgação da tracking poll diária da CNN manteve-o no segundo lugar, com 21,1%, mas não foi festejada efusivamente. É cedo para se medir o efeito do que aconteceu no arranque da segunda semana da campanha. Mas toda a equipa de Cotrim sabe que passou a haver demasiadas nuvens no horizonte até ao dia das eleições

Nogueira Leite, o apoiante que recuou nas redes

Num dia em que não houve nada que não lhe acontecesse, a sua campanha divulgou aos jornalistas uma lista de nove novos apoiantes com ligações à AD. Dois ex-secretários de Estado, três ex-deputados e alguns deputados municipais. Um dos nomes incluídos na lista foi o de António Nogueira Leite, que foi secretário de Estado de um governo socialista, mas foi também presidente da Assembleia Municipal de Aveiro, pela coligação PSD/CDS/PPM.

A caça a estes apoiantes com ligações à AD tem sido um dos maiores desafios da equipa do candidato. Liliana Reis, conselheira política e ex-deputada da AD, tem tido um papel relevante a fazer a ponte com os alvos e a tentar convencê-los a assumirem o apoio a Cotrim, mas tem esbarrado em muitas recusas, invocando o receio de consequências para o futuro político.

Pouco depois da divulgação da lista de nove apoiantes, um dos poucos nomes com peso mediático, António Nogueira Leite, veio tirar o tapete à campanha de Cotrim com uma publicação na rede social X: “Só para dizer, mais uma vez, que não dei o meu apoio formal a ninguém. Devo ser muito old school, mas umas palavras simpáticas aos amigos não são apoios formais”.

A candidatura de Cotrim Figueiredo admitiu depois ao Observador que houve “um mal-entendido na sequência da assunção pública de que votaria em João Cotrim Figueiredo”. Nogueira Leite já tinha passado a manhã a zurzir na rede social X contra as declarações de Cotrim sobre Ventura e um eventual apoio na segunda volta.

João Cotrim Figueiredo estava a ser o candidato-sensação desta campanha, passando de 5.º para 2.º classificado nas intenções de voto em menos de um mês. Esta segunda-feira à noite, a divulgação da tracking poll diária da CNN manteve-o no segundo lugar, com 21,1%, mas não foi festejada efusivamente. É cedo para se medir o efeito do que aconteceu no arranque da segunda semana da campanha. Mas toda a equipa de Cotrim sabe que passou a haver demasiadas nuvens no horizonte até ao dia das eleições.

PRESIDENCIAIS 2026       ELEIÇÕES      POLÍTICA      JOÃO COTRIM DE FIGUEIREDO      INICIATIVA LIBERAL      ASSÉDIO SEXUAL       CRIME      SOCIEDADE      ANDRÉ VENTURA      PARTIDO CHEGA 91

COMENTÁRIOS (de 91)

Ana Luís da Silva: Duas conclusões óbvias: 1. A questão do assédio é claramente uma armadilha que estenderam a Cotrim Figueiredo, provavelmente, tendo em conta a proveniência, da parte dos inconformados apoiantes de M&M, com a descida deste nas intenções de voto (campanha suja, baixinha, portanto); 2. A reacção do tipo “não me comprometo se vou ou não votar em André Ventura na 2ª volta ou em qualquer outro”, perfeitamente normal em quem é liberal do ponto de vista económico e já não suporta o socialismo, escandalizou a gentinha antidemocrata e cobarde do Centrão, bem instalada no sistema mas ao mesmo tempo cheia de medo dele e de ficar à margem como persona non grata.  Acrescento outra conclusão, mais pessoal, em resultado desta vergonhosa campanha difamatória de acusação de assédio, montada não de forma directa e clara, mas por portas e travessas: suponhamos que, por hipótese remota, houvesse uma 2ª volta entre Seguro ou Marques Mendes e Cotrim Figueiredo… votaria muito provavelmente no candidato liberal.  Estou farta, fartinha, do jogo sujo dos instalados do sistema.               graça Dias: Passados anos e em vésperas de eleições há uma rapariguinha sem uma réstia de dignidade, que por uma qualquer razão, faz um post de denúncia!... esquisito, mas há sempre gentinha disponível a mergulhar em conspirações sombrias. PS.  o interessante é saber que integra o gabinete do Secretário de Estado das Comunidades.           AFJ: Não e por o Pedro Jorge Castro achar que Cotrim perdeu o momentum que Cotrim perdeu o momentum. O Pedro Jorge Castro pode querer que o Cotrim perca o momentum, isso já e outra história. Duas mãos cheias de nada, e só mostram que o Cotrim está muito perto de ganhar. "Quando se dão ao trabalho de te atacar e porque estás a fazer algo bem feito." Miguel Azevedo: E o Observador a fazer mais uma das suas; já andavam a tentar criar a ideia do fim do momentum há uns dias ….                  P.M. G.S. Que título tendencioso. O Soares levou uma chapada na Figueira. O Bolsonaro uma facada. Trump um tiro numa orelha. Foram eleitos. Esta situação só irá dar força a Cotrim e rebentar com o que falta aos outros candidatos. E o Cotrim nem precisava que lhe dessem limões.        Isabel Andrade: Ainda ninguém pensou investigar quem está por trás do comportamento vergonhoso da Inês? PSD? Não sei qual é a maior desilusão, se o Observador se o PSD.                José B Dias: A assessora, actualmente colocada num gabinete do Governo ...                 P.M.G.S. :Esta do assédio vai fazer ricochete. É que o povo não é tolo. A oposição vai triturar o governo de Montenegro após as presidenciais se o Marques Mendes não passar à segunda volta e se for o Cotrim com o Ventura, imaginem.                David Antunes: Momento Sócrates e Diogo Infante de 2025. Lamentável, vale tudo. Diz muito não sobre Cotrim mas sobre outros, em letras pequeninas. O Observador que vá investigar o que circula em grupos Whatsapp daquele partido cuja sigla tem 3 letras e começa com um P. Eu, por estar em alguns, já vi, e lo. Incrível como isto pode acontecer. E depois o Ventura é que é Trumpista.            Miguel Siqueira: Essa senhora disse há dois anos que foi assediada? e fez alguma queixa? foi à Polícia? A seis dias da eleição é que se lembrou outra vez do assunto? É uma pena que o processo de difamação que lhe vai cair em cima só vá dar resultados daqui a vários anos, já sem qualquer efeito para esta eleição. Assim vai a nossa suja política.                   Alfredo Freitas: Se Cotrim Figueiredo fez o que agora chamam de assédio e antes se chamava, mais ou menos, lançar o barro à parede, num caso ou noutro, sempre depois de a mulher dar muitas aberturas para isso só fez bem, para mim só o enaltece, não o envergonha. Terá experimentado a sua sorte, não fez nada de errado e se tentou, repito, é porque a outra parte se mostrou receptiva. O "crime de assédio sexual a mulheres adultas" devia ter um prazo de apresentação de queixa de 5 dias úteis, nunca 40 ou 50 anos como agora. Provaram e depois armam-se em vitimas!                   Eduardo Mãos de Tesoura: Caso se venha a provar em tribunal que a acusadora de Cotrim mentiu, então as consequências para ela terão que ser muito pesadas. Caso se prove em tribunal o reverso, é Cotrim que deverá sofrer as consequências legais. Mas permanece uma dúvida: Por que razão é que ela só apresenta queixa agora, a menos de uma semana das eleições? Podia tê-lo feito há anos atrás. Sobretudo sendo, pelo que dizem, uma mulher determinada.             Cisca Impllit: Deus me perdoe,  mas a cara do candidato do psd - não  engana ninguém,  e muito menos a dos seus apaniguados. Todos os dias se deitam a perder, revelando-se.                Ricardo Vitorino: Não sei se foi o Cotrim que ontem teve um dia negro, se foi o Seguro, com os apoios fatais do Pedro Nuno Santos e do Augusto Santos Silva, ou, ainda, se foi o Marques Mendes, com o espectáculo de stand-up comedy falhado do Sebastião Bugalho.                 Paradigmas Há Muitos!: Para mim que leio o artigo com independência o seu texto é manipulador. O jornalista reporta o que presumo sejam factos mas depois introduz "reacções", muitas delas que dão a impressão que são dele próprio  (teoricamente pode-se sempre invocar que representam uma parte opinião pública).  Quanto ao assunto principal o jornalista teria a obrigação de concretizar quais as acusações que circulam para que o leitor faça a avaliação pessoal e política do candidato agora, a judicial virá tarde demais. Não o fazendo o jornalista pode estar a amplificar uma reles campanha de propaganda.                   BOSS sa: Decisão tomada: voto Cotrim.                   João Floriano > Ana Luís da Silva: Bom dia Ana Luis!  Subscrevo completamente o seu comentário e muito em particular o terceiro parágrafo.                 Jacinto Leite. Ninguém deixa de votar no Cotrim por causa da Inês. #Metoo.                  João Floriano. Cotrim está neste momento a justificar-se, ou melhor pedir desculpa pelo que disse ontem referente a um possível apoio a Ventura. Agora é que o homem se esbardalhou completamente. Que falta de pesonalidade!                Filipe Costa. Mas que artigo falicioso... o Observador aderiu à campanha anti-cotrim, tudo pelo anão e pelo inseguro.                D G. Sobre a história do assédio ainda estamos no "diz que disse", falta apurar - se é que dará - a veracidade dos factos. Por agora, é de estranhar o timing.. não poderia ter feito quando o Cotrim anunciou a candidatura, há uns meses atrás? Relativamente ao comentário de quem votaria na segunda volta e colocar Ventura como qualquer outro candidato e não como o bicho papão - entendo as criticas que fazem a Cotrim mas isso aconteceu porque ele quis ser sério, (e ingénuo também) com os jornalistas porque ele de facto responde ao que lhe perguntam. Vejam pfv todas as perguntas mais difíceis que fazem a Marques Mendes ele foge a tudo até nos podcasts com humoristas ele não responde... a diferença é essa. E neste caso a Cotrim faltou-lhe a sonsice de político            Hugo Silva: Cotrim não é de direita, a IL, dito por Cotrim, não é um partido de direita....  Não consigo entender esta fixação com Cotrim....  Não tem nada para apresentar, desistiu a meio de tudo a que se propôs na política. Não é exemplo em nada. ...                  João Floriano: Acredito em Cotrim e não em quem faz a denúncia. Parece que as mulheres não assediam!! E não é pouco. Quanto a um possível apoio a Ventura, só os patetas que ainda andam baralhados com as linhas vermelhas, podem ficar escandalizados com Cotrim. Se na segunda volta o confronto for entre Seguro  (o novo candidato maravilha) e Cotrim, lá terei de ir votar no Cotrim embora não goste dele.                   João Das Regras: Será que esta senhora falou com o ministério público para perceber qual o melhor timing para tentar entalar um político em campanha? O Ministério Público é mestre na matéria.            hermes trimegisto: A manchete é um exercício de opinião (e desejo?) mas não é jornalismo. Perdeu o "momentum" porquê? Porque é acusado de não ser eunuco como o M&M e o Seguro? e a história do Ventura vem mesmo coladinha. Vejo dedinho do LPM e subterrâneos da maçonaria. Vão tomar banho!                 Tristão: Cotrim demonstrou não ter estaleca para a Presidência da República ao justificar um eventual voto em Ventura com base em quatro dias de discurso mais contido e ao dizer que não conhece aquele candidato. Isso não é prudência institucional, é, no mínimo, ingenuidade política. Um Presidente não pode confundir mudança de tom com mudança de natureza, nem fingir desconhecer um percurso amplamente documentado. Ou revela uma infantilidade preocupante para o cargo, ou então uma manobra tática menor e mal disfarçada. Em ambos os casos, fica claro que não reúne as condições políticas nem o discernimento exigidos para Belém. Uma lástima.  Acrescentar que ao Expresso tinha garantido que jamais, em tempo algum, apoiaria Ventura.

 

Quem sabe, sabe.

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