Em crise, num país que se esforça por possuir um rótulo partidário, por falta de amor pátrio.
A direita precisava de um Sá Carneiro, mas só tem um
Cotrim Figueiredo; precisava de um Cavaco Silva, mas só tem um Marques Mendes;
precisava de um Passos Coelho, mas só tem um André Ventura.
MIGUEL PINHEIRO Director
executivo do Observador
OBSERVADOR, 10 jan. 2026, 00:22106
De repente, sem que ninguém estivesse verdadeiramente à espera, a
campanha eleitoral abriu as portas pesadas do Grande Museu das Conquistas da
Direita Portuguesa. João Cotrim Figueiredo, que
vem da Iniciativa Liberal e, por
isso, só poderá, eventualmente, chegar a Presidente da República com os votos
dos laranjinhas, foi o primeiro a entrar no mausoléu:
com o fervor religioso de um vendedor de velinhas, invocou a “maneira
de estar na política” de Francisco Sá Carneiro, o “reformismo” de Aníbal Cavaco
Silva e a “coragem política extraordinária” de Pedro Passos Coelho. André Ventura,
que lidera um partido que nasceu anteontem, explicou a um país perplexo que,
apesar das aparências, Sá Carneiro é o
seu “modelo político”.
Luís Marques Mendes, que
pertence à agremiação social-democrata, apressou-se, naturalmente, a fazer o
mesmo — e levou atrás de si meio PSD, que se apoquentou com esta súbita devoção
das variadas figuras da direita pelo seu fundador, como se tivesse receio de
que ele pudesse ser sequestrado pelos adversários numa noite de Inverno.
À primeira vista, parece
estranho ver os candidatos da direita de 2026 a procurarem banhar-se nas águas
do Plioceno político, buscando inspiração nas brumas do passado — mas, quando
pensamos melhor, percebemos que isso é normalíssimo. A evocação de Sá Carneiro, de Cavaco Silva e de Passos
Coelho
não acontece porque os actuais candidatos da direita cultivam um especial gosto
pela arqueologia ou pela História. Acontece porque até eles
reconhecem que o povo da direita tem votos, tem influência e tem poder; mas não
tem um chefe, e muito menos um líder. Naquele que devia ser um dos seus
momentos de força, a direita está dispersa e perdida. Precisava de um Sá Carneiro, mas só tem um Cotrim
Figueiredo; precisava de um Cavaco
Silva, mas só tem um Marques Mendes; precisava de um Passos Coelho, mas só tem um André Ventura.
Como os eleitores de direita não têm um líder à frente deles, vão inevitavelmente procurá-lo no
retrovisor.
Já existiram situações
tristemente semelhantes noutros hemisférios. Nos anos 80, Ronald Reagan ressuscitou a direita nos Estados Unidos e no
mundo ocidental com a promessa de “uma cidade luminosa no topo de uma colina”. Quando chegou à presidência, liderou essa
direita ao mostrar um caminho claro para a liberdade, para a prosperidade e,
usando a expressão da Declaração de Independência, para a “busca da felicidade”.
Já o seu sucessor, George
Bush pai, atolou-se em hesitações e em indefinições e
nem conseguiu ser reeleito. A dada altura, confessou que lhe faltava “essa
coisa da visão”.
É assim que estamos em Portugal. Se
Cotrim Figueiredo não
tem “essa coisa da visão”, precisa de pedir emprestada a “visão” de Sá Carneiro; se Marques
Mendes não tem “essa coisa da visão”, precisa de
pedir emprestada a “visão” de Cavaco
Silva; se André
Ventura
não tem “essa coisa da visão”, precisa de pedir emprestada a “visão” de Passos
Coelho. É por isso que, numa das campanhas mais
renhidas de sempre, nos encontramos subitamente a perder horas a falar sobre
o passado.
O problema quando alguém se
tenta aspergir com a água benta de terceiros é a credibilidade. Uma pessoa ouve
Cotrim,
Mendes e Ventura a falarem sobre Sá Carneiro,
Cavaco e Passos e, inevitavelmente,
lembra-se do debate entre os dois candidatos a vice-Presidente dos Estados
Unidos em 1988. Quando lhe fizeram uma pergunta sobre a sua falta de
experiência política, o republicano Dan
Quayle comparou-se a John Kennedy. Na resposta, o seu opositor, Lloyd Bentsen, espetou a faca com
implacável frieza: “Eu servi com John Kennedy. Eu conheci John Kennedy. John
Kennedy era meu amigo. O senhor não é nenhum John Kennedy.” Realmente,
não era.
PRESIDENCIAIS
2026 ELEIÇÕES POLÍTICA
COMENTÁRIOS (de 106)
DC Cruz: Caro. Miguel Pinheiro, a direita tem um
líder, chama-se André Ventura. O problema é que a sua liderança é tão forte e
marcante que os outros da dita direita têm receio da sua magnitude. Esta é a
pura e dura realidade.
Glorioso SLB: E os jornalistas tb ñ ajudam à festa. Obriguem os candidatos a responderem
a questões: aborto, casamento gay, doutrinação nas escolas, eutanásia,
sustentabilidade da SS, drogas leves, 5% para a defesa, PPPs, etc, etc. Parte
do q fizeram no votómetro, mas q ñ conseguem claramente retirar da boca dos
candidatos. António
Soares: Miguel
Pinheiro não tem feito outra coisa senão acender velinhas a Seguro, cuspindo na
cara da maioria dos assinantes do Observador que lhe pagam o salário. Alfaiate Tuga: A direita não tem por agora um líder, mas
anda por ai um com provas dadas, que quando regressar vai conseguir os votos
necessários para liderar a direita e o país, Pedro Passos Coelho.
Por agora temos o spinunviva que mais não fez do que aumentar a despesa
pública a distribuir dinheiro pelos funcionários públicos, sem reformar
rigorosamente nada, continua tudo igual ou pior, mas com uma diferença, mais
caro ao contribuinte. O minorca pensava que ir para a SIC ao domingo à noite
dizer baboseiras e servir de ventríloquo do selfies, seria suficiente para
chegar a PR, pois enganou-se. Há muitos tugas como eu que já topavam o
Minorca a léguas, mas muitos outros perceberam agora de onde vinha o
guito, os portugueses não querem um facilitador em Belém, as gémeas já saíram
caro que chegue . O capitão iglo quando abriu a boca deu a perceber que
percebe menos de política do que eu de lagares de azeite, mas quando apareceu
com o riacho ao lado, conseguiu fazer um enorme rombo no casco do navio, que
até agora não parou de meter água. O Aventureiro segue a cartilha do costume, imigração,
corrupção, imigração, corrupção, reformar o estado? ZERO, não dá votos, por isso rio-me quando dizem que o
Chega é um partido de direita. No meio disto tudo resta-me o Cotrim, ganhou a
vida no privado a trabalhar, quando veio para a política já estava bem de
finanças, tem ideias para o país com as quais me identifico, portanto terá o
meu voto. Para terminar, espero que o Minorca fique já pelo caminho, para que o
spinunviva tenha uma derrota clara e perceba que os portugueses no geral não
gostam de gente que ganha muito dinheiro, mas não sabe explicar como. PS. Escusam de perder tempo a
chamar-me invejoso, o meu problema não é dinheiro, é a desfaçatez com que
alguns me querem enganar, ganham a vidinha a fazer consultoria, sem que se lhes
conheça especial competência em nada, a não ser no tráfico de influências. Não
é por acaso que o Passos Coelho não apoia esta gentalha, topa-os a léguas … António Lamas: Senhor Miguel, tenho 76 anos sempre votei PSD,
não sou "laranjinha", mas quero ver em Belém alguém com qualidade
para substituir o pior Presidente da República desde o 25 Abril que pense no
futuro dos meus filhos e netos, liberal, defensor do direito do indivíduo. Por isso voto Cotrim. Maria
Emília Santos: Não
concordo com o autor! Não creio que igualar tudo resolva alguma coisa! A
direita cresce espantosamente, sobretudo a direita de André Ventura, com Passos
Coelho ou sem ele, porque os portugueses já não vão atrás da influência da CS. Já
todos sabemos quanto vale cada partido e em quem devemos votar, e quanto mais a
CS e os media promovem os deles, mais os portugueses se afastam desses
partidos! Creio na estrondosa vitória de André Ventura! Tim do A: Sá Carneiro foi líder apenas porque havia o
perigo de o comunismo se implantar em Portugal. Se o fosse hoje era mais um. Aliás, Sá Carneiro não era de
direita, era do PSD. Portanto, de centro-esquerda. Ademais, Sá Carneiro votou
favoravelmente a terrível descolonização, num acto de traição aos portugueses
que lhe ficou muito mal e originou a tragédia em África que se seguiu até
aos dias de hoje. Sá Carneiro é um mito, embora tenha tido o mérito de
combater o comunismo, e bem. Esse é o seu legado bom. Mas não foi o
único. Pinheiro de Azevedo também, por exemplo. Até Mário Soares, nessa altura. Mário
Soares não era comunista, como é o PS de hoje. Mário Soares era
favorável ao 25 de Novembro que evitou que Portugal viesse a ser um país
comunista satélite da URSS. O PS de hoje é alérgico ao 25 de Novembro.
É comunista, portanto. É mais um partido radical de esquerda.
E corrupto, também. Por8175: Lixo:
propaganda esquerdalha com o rancor imenso de ver quem está à frente nas
sondagens. É preciso cuidado com estes pseudo independentes que disfarçadamente
se apresentam como analistas daquilo em que parecem acreditar sem terem a
coragem de dizer claramente aquilo em que acreditam. MP é a imagem clara
daquilo em que o Observador se tornou: um defensor da esquerda a quem só
interessa que exista uma direita fofinha que siga os princípios woke da
esquerda que vai desde o defunto CDS ao PS, e que obviamente inclui o PSD(ois).
Temos de ter cuidado com estas aves disfarçadas! Não se deixem enganar! António Soares > António Soares: Miguel Pinheiro, para além de escorregadio,
padece do mesmo síndrome de toda a xuxalhada e esquerdalha. Superioridade
moral, intelectual. E nós que pagamos isto, uns alarves uns analfabetos, a
manada. Não há dúvida, caro Orwell. Uns mais iguais que outros. O que eles não suportam é que Sá Carneiro,
Cavaco e Passos, vivem no imaginário da escumalha. Porque será? Melhor mesmo é
retirar o voto a tão ingrato povo. Fernando Matos: Este cronista está a ficar piurso com a
direita, só não sei porquê. João
Alves: A
culpa é dos eleitores que o PSD tenha proposto um candidato sem qualquer tipo
de perfil como Marques Mendes? Pelo menos surgiu Cotrim que tem o perfil e lhe
falta apoio. Neste momento o voto útil é em Cotrim e Miguel Pinheiro deveria
também ele apoiar essa candidatura, para o bem do país. Precisamos de alguém
que lance os temas para que a sociedade portuguesa perceba os desafios e se
modifique estruturalmente por um futuro melhor. Manuel
Magalhaes: Nesta crónica também se deveria referir a
Montenegro, que escolheu o pior candidato para supostamente liderar a tal
direita e exactamente porque ela já não existe no PSD, apenas lá estão os
complexados de esquerda que ainda não perceberam que isso de centrão já não nos leva a nada e a prova são 50 anos
de estagnação num mundo que já não se compadece com isso… Rosa
Silvestre: Está-me
a parecer que com tantos votos à direita vamos ter um presidente socialista... José Paulo Castro: Qual direita ? A 'direita' social democrata de
centro-esquerda e a globalista do PPE? A direita liberal globalista da IL? A
direita nacionalista? A direita conservadora? Se tem quatro 'direitas' que
chegam a ser antagónicas entre si, como quer colocar tudo no mesmo campo? Ao
menos, na esquerda são todos marxistas de diferentes tons. Concordam sempre que
o dos outros é deles. O que é absurdo é as direitas não se juntarem para
eliminar de vez o marxismo das leis (culpa da 'direita' de centro-esquerda...).
Uni-las em mais do que isso, é difícil.
Vasco R
> Mário Costa: Correcção - o que a esquerda precisava Este idiota
tem as ideias baralhadas. Carlos Chaves > João Proença: Caro João Proença que análise tão simplista e errada a sua! Veja lá
que até o partido do arco da governação mais à direita que temos, se chama
de centro... CDS! Até um seu fundador foi ministro de Sócrates... E outro candidato
presidencial, acabou na Câmara de Sintra eleito pelo PS... Sintomático não
acha? Nós temos um sistema político com um entorse (trauma de esquerda desde
1974) quando nos comparamos com as grandes democracias Europeias! Nenhuma delas
tem um partido socialista e outro social-democrata, na prática na Europa
significa a mesma coisa... Aqui o PS é (sempre foi apesar de nos quererem
convencer do contrário), de esquerda, e bem esquerda, veja lá que até se opôs à
liberalização da comunicação social (feita num governo de Cavaco Silva)! Ou
seja, o PSD tem feito o papel de partido de direita, que na realidade não é,
Rui Rio bem avisou... e também estamos a vê-lo a cada dia que passa, no Governo
de Montenegro! Ainda ontem anunciaram o apoio incondicional à candidatura do
criminoso político do Mário Centeno, aliás como já fizeram, apoiando o outro
criminoso político, António Costa! Sempre socialistas... Um em tribunal, este
para as instituições Europeias, estamos bem entregues! Vou recorrer também à
análise simplista. Para mim um partido de direita, é liberal na economia, o
Estado apenas presente nas áreas estritamente necessárias, como a Defesa da
Segurança interna, as funções de Soberania, a Justiça, eventualmente a Educação
e a regulação e inspecção, e conservador nos costumes, defendendo a vida, a
família tradicional e defendendo e promovendo a nossa base religiosa
Judaico-Cristã! Como um partido como este não existe em Portugal, nunca
existiu (como existe e sempre existiu noutras democracias Europeias), volto a
reafirmar que não temos uma verdadeira direita em Portugal! Tenho andado a
votar por aproximação. Como vê, não tem nada a ver com concordância ou
discordância com a minha opinião! Se se
pudesse juntar a parte do CHEGA (conservador nos costumes), e deitar fora a
parte socialista da economia, com a parte liberal da economia da IL, e deitar
fora o liberalismo nos costumes, teríamos um partido de verdadeira direita
conservadora! É pena, mas não temos! Carlos Ferreira > victor guerra: O tal que abandonou a liderança da IL
(enterrando o partido) porque queria abandonar a política, depois reconsiderou
e foi para eurodeputado porque se ganha muito bem e agora descobriu que afinal
quer é ser PR? É esse que refere? Manuel
Pinheiro: Claro
que tem um líder e forte. Muito forte E chama-se André Ventura, goste-se ou não
dele. David
Antunes: Parei
de ler ao “Só tem Cotrim…” Só?? Miguel Pinheiro julga-se o GOAT do jornalismo?
Lamentável viés. Manuel
Pinheiro > SDC Cruz: Tem toda a razão. No dia 18 vamos ver. E vai
ser preciso todos os outros partidos juntos para lhe fazerem frente. Vasco R > Mário Costa: Este lixo comunista enganou-se no jornal. A
latrina do avante ou o aterro do público não é aqui Tristão: O Miguel parte de uma premissa pelo menos
duvidosa e apressada para mim: A ideia de que Portugal virou à direita. Para que essa leitura seja correcta, é
necessário concluir que os partidos populistas são, em sentido substantivo,
partidos de direita, o que a meu ver é discutível. André Ventura apresenta-se
como de direita, isso é indiscutível. Mas os partidos populistas têm uma
matriz ideológica híbrida e pouco coerente, difícil de encaixar nos eixos
clássicos. Não basta dizer que se é… No plano económico e social, o
Chega é frequentemente estatistas protecionistas (ex.TAP) e hostil ao
liberalismo (apoio à greve geral), traços historicamente mais associados à
esquerda do que à direita liberal ou conservadora. Isso ajuda a
explicar um facto muitas vezes ignorado: uma parte significativa do
eleitorado do Chega vem do PCP e do PS, ou seja, de eleitorados
tradicionalmente de esquerda. Esses eleitores não esperam políticas de
direita. Não esperam maior flexibilidade laboral como se viu, liberalização
económica, reformas para incrementar a competitividade, nem uma redução
estrutural do papel do Estado. O que esperam é outra coisa: protecção,
intervenção estatal, discurso punitivo, e uma resposta emocional a frustrações
acumuladas. Não estão à espera de liberalismo económico, estão à espera
de estatismo com outra linguagem. Por isso, concluir que Portugal está
numa deriva de direita exige um pressuposto discutível: o de que o populismo
equivale automaticamente a direita. Se esse pressuposto falhar, e há bons
argumentos para que falhe, então o diagnóstico também falha. Em suma: Ventura
pode dizer-se de direita; o seu eleitorado, maioritariamente, não o é. E
enquanto isso não for devidamente compreendido, o debate continuará a confundir
rótulos com realidade. Invocar nomes do passado do psd é acima de tudo
para se credibilizarem e caírem nas graças do eleitorado do psd.
Simples. josé
cortes: Fraquinho,
o sumário executivo do artigo. Aquela impressão de se tentar enfiar um casaco
quando já temos outro vestido: "enchouriçam-se" pessoas dentro de
outras, só para a frase sair catita. Quem se ri disto tudo é PPC, a
ver passar o andor. Hugo Silva > Mário Costa: Isso de votar nos próprios comentários é
narcisismo doentio Vitor
Batista > Mário Costa: Pensei que estivesse a falar da esquerda xuxa. N A: Cotrim
tem visão. Não terá país (ainda), nem comentadores, nem comunicação social com
ele. Tudo o que tem feito é dar visão, com opinião e não com lugares comuns ou
taticismos. João
Proença: E a
esquerda? Tem? David
PinheiroFrancisco Almeida: Fugiu com um bom salário. Francisco Almeida > Glorioso SLB: Assino por baixo. MariaPaula Silva: mas que salganhada de texto. Resumindo e concluindo, a única coisa que
importa dizer é que o aproveitamento que está a ser feito com a figura de Sá
Carneiro é deplorável. Foi
o Luisinho Monte Rosa que começou, comparando-se com quem nunca viu na vida,
atreveu-se a re-usar a sigla AD (despropositado e inadequado) e agora vai daí
todos se querem equiparar a Sá Carneiro. A verdade é que nenhum, nenhum, se
equipara a Sá Carneiro e nenhum sabe quem foi Sá Carneiro. À excepção de
Marques Mendes (que tb não vale a casca de um caracol), nasceram todos depois
de 1973. Tal como Dan Quayle, nenhum dos actuais politecos nesta corrida,
concurso de misses à PR, nenhum sabe quem foi Sá Carneiro. Por isso, o uso e
abuso do nome de Sá Carneiro é vergonhoso e piroso. A verdade é que não têm nada
para dar, senão faziam campanha a mostrar o que valem e não a
falarem dos que já cá não estão. Conhecendo ou não Sá Carneiro, a melhor
maneira de honrar a sua memória é trabalharem e reformarem. E falarem menos. Sá
Carneiro era extremamente comedido com as palavras, e trabalhava mesmo
muito. Não sofria de verborreia.
Francisco Almeida:
Só gostava de perguntar
ao cronista quem é o líder da esquerda. António
Soares: É então para votar
Seguro, Miguel Pinheiro? Mário
Rocha: A
direita na realidade só tem dois candidatos nestas eleições presidenciais:
Cotrim e Ventura, embora Cotrim, seja mais do centro do que da direita,
conforme assumido pelo próprio no passado. M. Mendes representa apenas os
vícios dos partidos, no seu caso do seu próprio partido, por lugares e negócios
com o Estado, sendo politicamente apenas um comentarista de notícias sem
pensamento ou visão sobre o país. Cotrim é claramente o candidato à direita de
toda a esquerda, com mais sentido das ideias para o futuro do país e com mais
noção do equilíbrio entre poderes, ao contrário de Ventura que se destaca
sempre pela radicalização e pelo confronto institucional. David Antunes David Antunes: Acrescento, alguém que tinha 6 anos quando
Sá Carneiro faleceu. Um pouco mais de modéstia por favor. GateKeeper: O que não existe não pode ter
"leader". com o País. Portugal tem hoje políticos
que se preocupam apenas com o seu umbigo. Por isso a campanha para as
presidenciais, parece mais um dia passado no mercado do Bolhão onde cada um
grita: - Ó freguês olhe esta pescadinho de rabo na boca. Ou seja. Nada tenho
para lhe oferecer a não ser aconselhá-lo a alimentar-se do que
expele. Tristão
> Tone da Eira: Percebo o seu ponto, mas chama a sua atenção
que o PCP
sempre foi economicamente à esquerda, mas conservador nos costumes. Durante
décadas rejeitou causas LGBT, desconfiou da imigração enquanto fenómeno
cultural e combateu políticas identitárias, vistas como distracções da luta de
classes. Não é um partido progressista nos valores sociais, está
preso a uma matriz comunista clássica, hoje claramente ultrapassada. A
própria União Soviética perseguiu homossexuais, ciganos e diversas minorias
étnicas, criminalizando comportamentos e promovendo deportações e repressão em
massa. Este legado ajuda a explicar o conservadorismo social e a hostilidade à
diferença presentes nos partidos comunistas de matriz soviética…… Nuno Abreu: O problema é muito simples. Portugal não tem
políticos que se preocupem com o País. Portugal tem hoje políticos que se
preocupam apenas com o seu umbigo……..
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