Por cá, usamos muito a expressão “meter água”, que prova que não somos
alheios ao uso e abuso dela, sabendo embora que é preciso poupá-la, dado o
carisma climático assustadoramente evolutivo em sentido supressivo, de um espaço
terráqueo – e arredores espaciais – sempre em alteração, em que a água pura, por
via do calor, tem tendência a escoar-se, e por isso devemos poupá-la, evitando
gastos excessivos - e mesmo os das piscinas de água doce do nosso prazer
mundano, que bastante contribuem para o seu esgotamento, dada a nossa habitual
sede de prazer, de que, todavia, só os de maior poder económico costumam
usufruir. Daí que a tal dessalinização
da água por alambiques solares-eólicos pareça uma medida necessária para uma
solução a breve – e longo – prazo.
Leio, na Internet, sobre isso:
«Dessalinização»
«A dessalinização da água do mar: um
método para lutar contra a escassez?»
«A
água é um dos recursos mais preciosos do planeta e, de acordo com a ONU, s sua
escassez já afecta mais de 40 % da população mundial. Um dado que disparou
todos os alarmes e impulsiona a busca de soluções. Uma delas, e não
necessariamente nova, é a dessalinização, que consiste
em eliminar os minerais (majoritariamente sal) da água do mar mediante
processos físicos e químicos. É fundamental aumentar a capacidade das
dessalinizadoras, reduzindo simultaneamente o seu impacto ambiental nos
próximos anos.»
Daí que é bem oportuno o alerta do Dr
Salles de dessalinização
da água por alambiques solares-eólicos, a um governo com muitas outras prioridades,
talvez, e por isso, se limitará ao apelo habitual dos governantes aos
governados: “Vai ver se
chove” – que, a maioria das vezes redunda em pura seca.
HENRIQUE SALLES DA FONSECA
A BEM DA NAÇÃO, 22.04.25
É
no Verão que se prepara o Inverno. Por outras palavras, é quando chove que nos
devemos preparar para a seca.
Eis
por que SUGIRO AO GOVERNO que:
•
Determine o arranque dos trabalhos preparatórios do Programa de Independência
Hídrica (dessalinização da água por alambiques solares-eólicos).
1 COMENTÁRIO
ADRIANO MIRANDA LIMA 22.04.2025 15:46: Sr. Doutor; infelizmente a sua boa sugestão
não terá qualquer acolhimento, assim como tudo o que define a boa estratégia de
governação. O meu comandante de batalhão em Moçambique de vez em quando
lembrava aos seus capitães que "comandar
é prever". Palavras de
uma simplicidade lapidar cujo significado é bem claro. Mas os nossos
políticos estão habituados a agir em cima dos acontecimentos ou depois de ocorrerem.
É a chamada navegação à vista, o que trava qualquer intenção de reformar o
Estado. Um abraço ADRIANO LIMA
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