sábado, 26 de abril de 2025

Quem pode, pode

 

E o Japão parece que é desses, atento que está às perfídias trumpistas. (Como será por cá, connosco, apenas aptos a atacar-nos mutuamente, na questão da governabilidade partidária, democraticamente desejosos todos de governança e por isso mesmo ingovernáveis?)

O certo é que a figura do Trump anda bastante alçada. Por aí, penetrando, nas quintas alheias, a fingir que protege, mas de facto a espreitar, para saber como se compensa a si e ao seu povo.

Deus ajude ZELENSKY e os seus, e tire a pesporrência aos poderosos de tão suja trama em torno, tanto o que continua sentado na sua cadeira a servir de trono, (ou vice-versa, o trono a servir de cadeira), como o que anda por aí, alçada a cabeça à saída do avião, a esposa atrás, fazendo vistosa e favorecedora companhia, cuido que com fortes razões também para alçar a sua (dela).

Guerra das tarifas. Japão apresenta pacote de medidas de emergência para enfrentar impacto

O Governo japonês apresentou um pacote de medidas económicas de emergência para combater os efeitos adversos das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

AGÊNCIA LUSA: Texto

OBSERVADOR, 25 abr. 2025, 10:34

O Governo japonês apresentou esta sexta-feira um pacote de medidas económicas de emergência para combater os efeitos adversos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, antes da segunda ronda de negociações comerciais bilaterais, prevista para a próxima semana.

O pacote de ajuda inclui apoio ao financiamento das empresas e medidas para estimular o consumo, para dissipar as preocupações de que as tarifas norte-americanas possam afectar as exportações japonesas, o que poderia ter um impacto considerável na economia em geral.

O Governo do primeiro-ministro, Shigeru Ishiba, comprometeu-se igualmente a reduzir os preços da gasolina e do gasóleo em 10 ienes (cerca de 0,06 euros) por litro, a conceder subsídios para as facturas de energia e a considerar a possibilidade de alargar o âmbito dos empréstimos a juros baixos para as pequenas empresas, a partir de maio.

As tarifas norte-americanas podem “prejudicar substancialmente as indústrias nacionais que sustentam” o Japão, “como a automóvel e a siderúrgica”, afirmou Ishiba, sublinhando a necessidade de Tóquio e Washington trabalharem juntos para benefício mútuo.

“É fundamental para nós transmitir claramente aos Estados Unidos que as empresas japonesas contribuíram significativamente para a economia norte-americana através do investimento e da criação de emprego”, acrescentou.

O anúncio das novas medidas surge um dia depois de o Governo japonês ter anunciado a visita aos EUA do representante máximo para as questões tarifárias, Ryosei Akazawa, a partir de quarta-feira, para prosseguir as negociações.

A viagem tem a duração de três dias, durante os quais Akazawa, ministro responsável pela Revitalização Económica e pelo Novo Capitalismo, deverá reunir-se, entre outros responsáveis, com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e com representante do Comércio norte-americano, Jamieson Greer.

Esta será a segunda ronda de negociações entre Tóquio e Washington sobre questões tarifárias, depois de uma primeira, em meados de abril, que não foi bem sucedida, apesar dos comentários positivos feitos na altura pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.

O Governo nipónico tem vindo a pedir à Administração Trump uma isenção da nova tarifa sobre a indústria automóvel – particularmente prejudicial para Tóquio por se tratar de uma das principais indústrias japonesas, sendo os Estados Unidos o maior mercado do país asiático  – bem como de outras novas tarifas.

O Japão tem tido prioridade nas negociações tarifárias sobre essas taxas.

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