Pretexto russo retaliativo, segundo a acusação implicante ucraniana, é a apresentada pelo comentador JOÃO ABREU, garantindo que «O Zé propaganDias diz que até levou com um fragmento de telha, na esguelha d'orelha», encontrando-se, certamente, o Zé na Rússia, que não ia mentir a respeito da sua orelha. A Ucrânia não deve, pois, inventar sobre as intenções russas, embora, feitas bem as contas, até tem direito a lançar telhas, ou mesmo outros instrumentos atacantes, quem poderá negar isso?
Demonstração de "terrorismo estatal" ou operação de falsa
bandeira para criar um pretexto?
As
duas versões sobre o ataque à casa de Putin
Rússia acusa Ucrânia de ter
atacado a residência oficial de Putin e ameaça rever posição nas negociações de
paz. Kiev garante que é "mais uma mentira" de Moscovo para criar
pretextos de retaliação.
30 dez. 2025, 10:46 8
O primeiro anúncio foi feito pelo próprio ministro dos Negócios
Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov: na noite de domingo para segunda-feira, a
Ucrânia teria lançado um ataque com drones contra a residência oficial de
Vladimir Putin na região russa de Novgorodo. Segundo o relato do chefe da
diplomacia de Moscovo, divulgado por agências russas como a Tass, pelo menos 91 drones tinham sido abatidos
e não havia registo de quaisquer feridos ou mortos na sequência do ataque.
De imediato, a notícia teve eco global e deu rapidamente origem a duas
linhas narrativas distintas
em Kiev e em Moscovo.
Logo no primeiro momento, as autoridades russas
deram pistas claras sobre a perspectiva de Moscovo acerca do assunto. A
porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, MARIA
ZAKHAROVA, classificou o suposto ataque como “terrorismo” e falou mesmo de uma acção de Kiev “sem precedentes” por ter ocorrido justamente no
momento em que decorrem negociações de paz, com os Estados Unidos a servir de
mediadores. E o próprio
Lavrov deixava claro que, embora a Rússia não pretendesse abandonar a
negociação, a posição negocial de Moscovo neste processo seria “revista tendo
em conta a transição final do regime de Kiev para uma política de
terrorismo estatal”, de acordo com as palavras citadas pela agência Tass.
Em Kiev, porém, a reacção era
radicalmente oposta: o
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeitou liminarmente que a Ucrânia tivesse levado a cabo qualquer
ataque contra uma residência de Putin e classificou a alegação russa como “mais uma
mentira”, destinada a obter um
pretexto para prejudicar as negociações de paz e para lançar novos ataques
contra a Ucrânia.
“Com este comunicado sobre um
alegado ataque a uma qualquer residência, eles estão a preparar o terreno para
atacar, provavelmente, a capital e edifícios do governo”, disse ZELENSKY
em declarações à imprensa ucraniana, citadas pelo The Kyiv Independent. “É óbvio que ontem tivemos uma reunião
com o Presidente Trump e é claro que, quando não há escândalo para os russos,
quando há progresso, é um falhanço para eles. Eles não querem acabar esta guerra e só o vão conseguir fazer sob
pressão. Por isso, estão à procura de um pretexto.”
Na Europa, a possibilidade de se ter tratado de uma operação de falsa bandeira (ou seja, um ataque feito pelos próprios russos para criar o
pretexto para uma retaliação) está a ser colocada em cima da
mesa, mas há também outras possíveis explicações, incluindo a de o ataque ter sido efetuado por sabotadores
leais a Kiev.
A declaração de Lavrov surgiu num
momento em que Volodymyr Zelensky se encontrava nos Estados Unidos para uma
reunião com Donald Trump que teve o plano de paz para a Ucrânia no centro da
agenda. À saída dessa
reunião, Zelensky afirmou que o plano
de paz se encontra 90% finalizado, mas mantém-se o impasse em torno do
tema mais difícil: o dos territórios do leste ucraniano que a Rússia
anexou unilateralmente e de que a Ucrânia
não abdica. Uma proposta avançada por Kiev passa pela criação de uma zona económica livre e desmilitarizada
através do recuo simétrico dos dois exércitos, mas ainda não há avanços nesta
matéria.
O
ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, já
veio afirmar que todos os ataques de Kiev no território russo são contra alvos
militares legítimos, em retaliação a ataques russos, e sustentou que é a Rússia
— e não a Ucrânia — a agressora na guerra. “Pedimos ao mundo que condene os comentários
provocatórios da Rússia, destinados a minar um processo construtivo de paz”,
disse Sybiha. “A Ucrânia continua
comprometida com os esforços de paz liderados pelos Estados Unidos com o
envolvimento dos parceiros europeus.”
O próprio Donald Trump, que tem mediado as
negociações de paz entre Kiev e Moscovo, acabaria
por dar eco às duas versões da história. Num primeiro momento, Trump, que tinha
acabado de falar com Vladimir Putin ao telefone, disse aos jornalistas que
estava “muito zangado” com o ataque.
“Não gosto. Não é bom”,
disse Trump, após o telefonema com Putin, que aconteceu já depois da reunião
na Flórida com Zelensky. “Soube-o
pelo Presidente Putin, hoje. Fiquei muito zangado.” Destacando que
o conflito atravessa um “período delicado”, Trump assinalou que este não era
o momento certo para uma ofensiva daquela natureza. “Uma coisa é ser
ofensivo, porque eles são ofensivos. Outra coisa é atacar a casa dele.
Não é o momento certo para fazer nada disto.” Ainda assim, Trump admitiu que “é possível que o ataque não tenha
ocorrido”.
Se do lado ucraniano os responsáveis políticos têm negado
reiteradamente o ataque e a imprensa se tem referido à ocorrência como um “alegado ataque”, do lado russo a narrativa é a de que o ataque
aconteceu mesmo. As
agências russas têm noticiado vários detalhes sobre um ataque com drones,
incluindo o tipo de drones usados. Ao mesmo tempo, várias figuras do regime de
Moscovo têm acusado não só Kiev, mas também os aliados europeus, de terem
estado por trás do ataque contra a residência de Putin.
Kremlin considera “absurdas”
as afirmações que contestam o alegado
ataque à residência oficial de Putin.
Já esta terça-feira, o porta-voz do
Kremlin, Dmitry Peskov, considerou “absurdas”
as afirmações que contestam o suposto ataque à residência oficial de Putin em
Novgorod.
“Vemos que o próprio Zelensky está a tentar negar isso e muitos meios de
comunicação ocidentais estão a fazer o jogo do regime de Kiev e estão
a começar a espalhar a narrativa de que isso não aconteceu. Estas são
alegações absurdas”, disse Peskov aos jornalistas, citado pela agência
estatal russa TASS.
O porta-voz do Kremlin reiterou que a Rússia não se está a retirar
do processo de negociação sobre um plano de paz. “A Rússia continuará o processo de negociação e diálogo,
principalmente com os norte-americanos”, disse, alertando que o suposto
ataque levará a um “endurecimento”
da posição negocial da Rússia.
“Quanto às consequências militares,
os nossos militares sabem como, com o quê e quando responder”,
rematou Peskov.
GUERRA NA
UCRÂNIA UCRÂNIA EUROPA MUNDO
COMENTÁRIOS (de 8)
LÚCIO MONTEIRO: Esse pseudo ataque acabou por se transformar
num tiro no próprio pé desse filho da Putina. Foi um pretexto para conseguir
que o "xerife global", Trump, se virasse contra Zelensky, mas
o feitiço acabou por se virar contra o feiticeiro. Um aldrabão, terrorista e
pirata, do jaez de Putin, aproveita sempre todas as oportunidades para expor o
seu lado monstruoso. Mas este pesadelo, que ele está a impor a milhões de
pessoas, não vai durar eternamente. Ai não vai, não. ALBERICO
LOPES: Vamos
lá ver: Mas alguém de bom senso acredita nesta narrativa dos corsários
putinescos? Isto foi tudo engendrado para criar ainda mais fricção nos esforços
de paz levados a cabo pelo presidente Zelensky com os americanos e os eunucos
europeus! Reparem bem como aquele general de aviário, que dá pelo nome
de AGOSTINHO COSTA e que comenta na CNN/TVI se apressou a alarvemente condenar a
Ucrânia, fazendo de porta-voz do Kremlin, como costuma fazer! Não consigo
entender como a direcção da TVI ainda dá palco a este espião do Putin! EDUARDO
MÃOS DE TESOURA: Qual
será a nova desculpa que o Criminoso Genocida Putin vai agora inventar para
recusar o Plano de Paz Trump- Zelensky? JOÃO
ABREU: O
Zé propaganDias diz que até levou com um fragmento de telha, na esguelha
d'orelha.
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