A preservar, como síntese impecável de
um passado que um presente de falsa especulação penitencial – quando tal
passado traduziu dimensão heróica inexcedível – só posso concordar com as
frases de apoio dos seus comentadores. E soltar um “Enfim!” de entusiástico
apreço, pela denúncia de uma idiotia ultimamente generalizada de falsos benfeitores
ao serviço de prudentes bajuladores. Ou vice-versa.
Reparações coloniais: gaiolas que partem
em busca de pássaros
As exigências delirantes de um
politicamente correcto, expressão de um moralismo pós-moderno e niilista que
converte o passado em culpa, o presente em denúncia e o futuro em contrição.
TIAGO MOREIRA DE SÁ Professor universitário,
eurodeputado eleito pelo Chega
OBSERVADOR, 10 dez. 2025, 00:1527
Num dos aforismos de Zürau, Franz Kafka anotou: “Uma gaiola partiu em busca de um pássaro”. Uma metáfora insólita, mas particularmente adequada ao movimento das
teorias “pós-coloniais” e “descoloniais”, fabricadas nas estufas intelectuais
do Norte e, em seguida, exportadas para as plantações intelectuais do Sul:
estruturas
teóricas vazias, presas a uma nostalgia de missão redentora, vagueando pelo
mundo à procura de um sujeito colectivo, preferencialmente exótico, capaz de
lhes restituir o sentido. Como
gaiolas itinerantes, órfãs de pássaro, estas teorias missionárias precisam
desesperadamente de uma dor alheia, real ou fictícia, da qual possam extrair o
preenchimento do seu vazio.
É neste cenário kafkiano, nascido nas
academias e meios culturais do mundo ocidental, que devem ser inscritas as
narrativas acerca de uma alegada responsabilidade de certos países europeus,
incluindo Portugal, por crimes do período colonial – da exploração humana à
apropriação de recursos –, exigindo-lhes, em consequência, reparações
financeiras e devolução de bens aos Estados resultantes do antigo império colonial.
Estas
teses são fabricadas e alimentadas, paradoxalmente, por europeus brancos, ou
pelos seus descendentes, incluindo governantes fracos que, pela sua fraqueza,
capitulam perante as exigências delirantes de um politicamente correcto que não
é senão a expressão de um moralismo pós-moderno e niilista que converte o
passado em culpa, o presente em denúncia e o futuro em contrição.
Em Portugal, de forma particularmente chocante, foi o próprio Presidente da República quem
resolveu emprestar prestígio ao delírio, defendendo que o país deve assumir as
suas responsabilidades pelos crimes imputados à era colonial e avançar com
reparações às antigas colónias.
Em 2023, durante a cerimónia de
boas-vindas ao Presidente do Brasil, Lula da Silva, Marcelo Rebelo de Sousa
falou num pedido de desculpa pela exploração colonial e pela escravatura,
apelando à “assunção plena de responsabilidades”. No ano seguinte, durante
um jantar com correspondentes estrangeiros, o
chefe de Estado português seria ainda mais explícito, afirmando que Portugal
tem de “pagar os custos” dos seus erros históricos, incluindo a punição de
responsáveis nunca julgados e a restituição de bens saqueados. Para o
Presidente da República, o ritual penitencial não se satisfaz com um pedido de
desculpas: no ventre sacrificial e insaciável do Moloch da culpa histórica, é
preciso depositar também o óbolo das reparações financeiras e a oferenda da
devolução patrimonial.
Mais recentemente, durante a
cerimónia dos 50 anos da Independência de Angola, o Presidente português ouviu,
em silêncio, referências ao colonialismo português como um período de “opressão
e escravização”, sendo mesmo
equiparado ao regime do apartheid na África do Sul. Esperar-se-ia,
no mínimo, que Marcelo Rebelo de Sousa tivesse defendido a história de Portugal
e a honra do nosso país numa declaração – das muitas que faz todos os dias –
logo após o final da cerimónia oficial.
Noutro plano, é também no
contexto kafkiano que devem ser inscritas as recentes posições da jornalista brasileira Eliane Brum, que,
desenterrando os velhos mantras da culpa colectiva, decidiu, no âmbito de uma
exposição na Gulbenkian, atribuir aos portugueses a totalidade das mazelas da
colonização – da apropriação de terras indígenas à escravatura. Nas suas palavras: “O que os homens
portugueses começaram a fazer aqui tão logo colocaram suas botas e seus corpos
infectados no ventre de areia das praias, seus pénis sifilíticos nas vaginas
das mulheres originárias, foi construir ruínas”. Importa sublinhar que Eliane
Brum, defensora de uma pureza originária, nem sequer é, à luz da sua própria
lógica genealógica, nativa: descende de friulanos do norte da Itália.
Estas posições despudoradas, tanto as
do ainda Presidente da República de Portugal como as da jornalista brasileira,
não surgem do nada; antes se inscrevem numa atmosfera intelectual em que vários
países europeus, Portugal entre eles, se tornaram alvos preferenciais de uma
ofensiva político-ideológica da esquerda, com a cumplicidade pouco corajosa de
uma parte da direita dita “moderada”.
Multiplicam-se
as acusações dirigidas aos mortos para, por seu intermédio, constranger os
vivos a uma penitência perpétua, tudo conduzido por uma certa esquerda europeia
que, no seu momento terminal, tendo perdido o seu sujeito histórico prometido
(o Proletariado), vagueia órfã e lacrimosa pelas vielas crepusculares da
História. Incapaz de renunciar ao seu messianismo político,
migra agora para o Sul, na esperança de ali encontrar um novo destinatário, um
novo Adão primordial e imaculado, um novo “bom selvagem” ainda inconspurcado
pelos vícios da burguesia, do capital e, cada vez mais, do “homem branco”.
Reduzida a forma vazia em busca de conteúdo, esta esquerda está
reduzida à longa espera de um novo sujeito histórico colectivo que, como
dissemos, lhe restitua a função perdida. Daí a sua longa errância pelas camas
frias da História: dos camponeses curvados sobre os arrozais de Mao aos
guerrilheiros febris da Argélia; dos revolucionários de bambu da Indochina aos
filósofos armados da Baader-Meinhof e do Maio de 68; dos fedayin arenosos
do Líbano e da Palestina às sombras furtivas que se ocultam nas selvas
africanas e latino-americanas; do Che ao Chacal, de Khomeini a Sinwar. Um cortejo interminável de amantes
episódicos, multiplicando as one-night stands da Revolução: todos
acolhidos com juras de amor eterno, todos abandonados aos pés da cama assim que
a orgia redentora se exaure.
Estas gaiolas em busca de pássaros
procuram povos, histórias e traumas em cuja captura se possam legitimar e
perpetuar. Celebradas
como insurgência conceptual, chegam às antigas colónias ainda com o cheiro a
tinta fresca das editoras europeias, tropicalizadas à pressa e embrulhadas em
jargão de seminário parisiense. Vendidas como se brotassem de pura sabedoria
nativa, não passam de produtos de enxerto intelectual da metrópole.
Frantz Fanon, ícone maior desta rebelião domesticada, ilustra
exemplarmente o fenómeno: se há gaiolas em busca de pássaros, também há
pássaros em busca de gaiolas. O
célebre prefácio de Jean-Paul Sartre a Os Condenados da Terra (1961) funciona como selo colonial de
autenticidade metropolitana, chancela indispensável nos rituais de legitimação
da emancipação terceiro-mundista. Não surpreende, portanto, que
Simone de Beauvoir relate, nos seguintes termos, a confissão de Fanon: “Pagaria vinte mil francos para falar com
Sartre de manhã à noite durante quinze dias”. Fanon sabia que não podia ingressar
na gala da revolta senão pela mão tutelar do seu soba intelectual.
Uma vez importadas para os países outrora colonizados, estas gaiolas
oferecem explicações prontas e cómodas: pobreza, corrupção, tirania, injustiça
– tudo converge e se deposita no bode
expiatório ideal, o europeu ancestral e defunto, poupando os vivos, sobretudo
as elites locais, que governam tranquilamente dentro da gaiola colonial
importada, usufruindo da imunidade moral que a gaiola lhes concede. Sob a
promessa de libertação e emancipação, estas teorias não fazem senão
infantilizar os povos que dizem defender: menorizam os povos oprimidos enquanto
legitimam – e legitimando, desculpam – os seus governantes. Reconhece-se, neste
duplo gesto, a inconfundível ascendência
leninista dos seus promotores.
Portugal, nação com quase nove séculos
de história, tem não apenas a legitimidade, mas também o dever de rejeitar esta
miserável historiografia penitencial e “reparatória”, profundamente insultuosa
para os portugueses. Em vez de
consolidarem a maturidade histórica do nosso país, estas atitudes de submissão
de certos dirigentes políticos nacionais não fazem senão acirrar, mais ainda, a
sanha acusatória que
pretende, eventualmente, amansar. Uma cedência, para além do mais,
duplamente insultuosa: para os portugueses e para os próprios povos
descolonizados.
Insultuosa para Portugal e para os
portugueses porque, a coberto da sua retórica moralizante, estas teses
“pós-coloniais” e “descoloniais” não visam senão, em última análise, a
destruição da nossa identidade colectiva: corroem os seus fundamentos
históricos, desvirtuam os seus símbolos, amputam a sua continuidade cultural e,
por fim, reduzem uma vasta e intricada teia de tempo e espaço, de passado e
presente, de “Vida e destino” (para recorrer ao belíssimo título de
Vassili Grossman), a uma grotesca opereta de carrascos e sifilíticos cujo único
papel é renunciarem a si mesmos, à sua memória e à sua auto-compreensão, para
serem reeducados segundo os delírios de moralistas ressentidos, mal resolvidos
com a sua própria ascendência e discípulos de velhas “epistemologias do Norte”,
cujas versões de contrafacção são exportadas, em regime de contrabando, como
novas “epistemologias do Sul”.
Insultuosa também para os
povos das antigas colónias, porque continua a negar-lhes a maturidade – e,
sobretudo, a dignidade – de serem agentes plenos da sua própria história. Ao
apresentar esses povos como eternos menores políticos, inimputáveis e incapazes
de responsabilidade ou auto-determinação, estas narrativas “reparatórias” perpetuam
precisamente aquilo que dizem combater na herança colonial.
Em vez de reconhecerem a
pluralidade das suas experiências, a complexidade das suas escolhas e a
autoridade das suas decisões, reduzem estes povos a vítimas perpétuas,
congeladas num estatuto infantil que os impede de assumir integralmente a
autoria – e o orgulho – da história colectiva que construíram, com maior ou
menor sucesso, após a independência. Ao privá-los da possibilidade de
responder por si, de acertar por si, de errar por si, esta pedagogia
insuportavelmente colonialista transforma a emancipação num beco sem saída de
menoridade colectiva. Povos verdadeiramente livres e orgulhosos de si –
ocidentais e não ocidentais, antigas metrópoles e antigas colónias – jamais
aceitarão semelhante humilhação.
Pontos nos is, portanto. Desde muito cedo, as margens
atlânticas onde Portugal viria a nascer foram percebidas como lugar de encontro
e de limite: o extremo ocidental
do mundo conhecido, para onde a narrativa bíblica de Jonas projecta simbolicamente
a fuga do profeta antes de ser engolido pela baleia. Essa
intuição de fronteira viva – intuição antiga que a própria Bíblia ecoa – ajudou
a fixar este território como encruzilhada de rotas e ambições, de partidas e
chegadas, de feitos deleitosos e lágrimas salgadas. Quando Martin Page se refere a Portugal como
“a
primeira aldeia global”, cujas
ramificações se estendem da África à Índia e da Inglaterra ao Japão, é
precisamente este movimento contínuo de cruzamento, absorção e reinvenção que
tem em mente.
Quando os navegadores
portugueses se lançam ao Atlântico e ao Índico, não fazem senão prolongar esse
mesmo impulso fundador: transformam fronteiras geográficas em horizontes
mentais e inauguram uma circulação, inédita no seu escopo, de saberes, técnicas
e sensibilidades. O que regressa com eles (plantas, alimentos, mapas,
métodos, palavras, gestos) não é mero espólio de coleccionismo exótico, mas
matéria-prima de uma primeira mundialização do conhecimento, feita de
trocas – nem sempre simétricas, mas sempre transformadoras – nas quais Portugal
dá e recebe, modela e se deixa modelar, abre e é aberto.
A cartografia portuguesa
revela, neste contexto e de forma particularmente eloquente, a maturidade
racional dessa mentalidade. Enquanto
muitos mapas europeus continuavam a representar o desconhecido povoando-o de
monstros e mitos herdados do imaginário medieval, os
portugueses, ao produzirem cartas náuticas rigorosamente desprovidas de
fantasia, afirmavam uma clara separação entre as esferas do mítico e do científico.
No
acto de mapear, praticavam já uma forma de racionalismo: para eles, compreender
o mundo era desmistificá-lo, compreender o mar era navegá-lo. E navegar era
substituir o fabuloso pelo real, o imaginário pela medida, o medo pelo cálculo
– o peixe-demónio pelo astrolábio.
É
justamente nesta atitude, neste desassombro metódico perante o desconhecido
– “e mais que o mostrengo, que minh’alma teme / E roda nas trevas do fim
do mundo”, como dizia o homem do leme de Pessoa –, que se encontra uma das marcas
mais profundas da mentalidade revolucionária que sustentou os Descobrimentos e
deu “novos mundos ao mundo”. Todo o descobrimento é, também, um
auto-descobrimento. Todo o mapa-múndi é, antes de mais, um mapa mental.
Ser fiel à História de Portugal não é
reescrevê-la: é inscrevê-la, com o Ocidente no seu conjunto, num imenso
processo civilizatório, marcado por tensões e encontros, equívocos e
realizações e, sobretudo, reformas constantes e aperfeiçoamentos sucessivos. Longe de corresponder à narrativa simplista do
maniqueísmo marxista (reciclado hoje nos seus avatares penitenciais), a
História de Portugal é uma história vivida por homens reais que encontraram
outros homens reais, e cuja relação – e descoberta recíproca – gerou também
aprendizagens morais e culturais que, cultivadas, amadurecidas e partilhadas,
vieram a desabrochar nos ideais mais elevados que a aventura humana já
produziu.
É precisamente este património –
histórico, intelectual e moral – que hoje se vê sob cerco quando se pretende
reduzir o passado ocidental a um tribunal de culpados imprescritíveis, reunido
em sessão permanente e ao serviço de uma dupla ofensiva em curso. De um lado, a ofensiva externa dos que procuram
ocultar os seus fracassos sociais e económicos com a culpa do “homem branco” –
bode expiatório ideal dos nossos tempos. Do outro,
a ofensiva interna das últimas carpideiras do longo velório leninista, que
sempre elegeram, como seu principal inimigo, não os vícios, mas precisamente as
virtudes que moldaram o legado ocidental.
O discurso penitencial das
“reparações históricas”, próprio da nova apology diplomacy, é mais do
que uma caricatura moral e política: é um instrumento ao serviço da estratégia
de desmoralização do Ocidente nas mãos dos seus adversários, externos e internos.
As “reparações
históricas” são, na verdade, a nova forma de colonização moral:
substituem a arrogância do conquistador pela arrogância do arrependido.
A
amizade entre povos funda-se no decoro do respeito mútuo, não no exibicionismo
despudorado da culpa. E o papel de uma nação várias vezes centenária é o de
soberano e mediador, não o de penitente.
Portugal é uma parte do Ocidente que,
por sua vez, é maior do que as suas partes: no
seu inconfundível código genético estão inscritos os cromossomas da maiêutica
de Sócrates e da cruz de Cristo, do realismo de Hobbes e do imperativo de Kant,
dos frescos de Rafael e dos violoncelos de Bach, das equações de Einstein e dos
poemas de Baudelaire. Merece, por isso e muito mais, ser preservado.
Preservar a civilização ocidental é muito mais do que um luxo tardio: é a
própria condição inaugural – e de possibilidade – da liberdade em si.
Preservar a civilização é manter viva
a raiz antes da flor, o húmus antes da colheita: é cuidar da seiva que,
invisível, alimenta a beleza que se oferece à visão. Preservar a
civilização é, em última análise, um acto de jardinagem espiritual.
Sabia-o Voltaire quando, na conclusão do seu Cândido, lembrava às utopias
panglossianas do seu tempo (e às do nosso): mais il faut cultiver notre jardin, “mas é preciso cultivar
o nosso jardim”.
A nossa civilização não é uma gaiola em
busca de pássaro, é um jardim à espera de jardineiro. E Portugal, “jardim à
beira-mar plantado”, não se rebaixa em genuflexões penitenciais impostas pelos
remanescentes comatosos, ainda que ruidosos, do marxismo crepuscular, que têm
por hábito e vocação intensificar a sua radicalização ideológica à medida que
se esvaziam de representação sociológica. O
império, com todas as suas contradições – inerentes a toda a empresa humana – e
com todas as suas realizações – próprias apenas das mais especiais –, não foi
apenas, nem sobretudo, conquista: foi também uma imensa aventura do espírito,
inscrita num processo civilizatório que não só ampliou o mundo e os seus
limites, como expandiu o próprio homem e os seus horizontes. Portugal é,
essencialmente, desde o seu átomo inaugural, uma imensa aventura do espírito. E
das mais especiais.
Por
mais que, nos seus sobrevoos predatórios, patrulhando os céus em busca de presa
ferida ou dócil, insistam em transformar a nossa história numa imensa gaiola
penitencial, Portugal é demasiado indomável, na sua memória e na
sua dignidade, para se deixar capturar em pleno voo: o povo português jamais
será o pássaro que procuram.
COMENTÁRIOS (de 27)
Francisco Almeida: Artigo que alia convicção e erudição. Ao lê-lo
tive a sensação libertadora de estar a sair deste asfixiante quotidiano. João Floriano: Este texto é uma verdadeira pérola, tanto no
conteúdo como na qualidade da escrita com que esse conteúdo é apresentado. Esta questão das compensações também devia
fazer parte do menu de perguntas que são colocadas aos candidatos á
presidência, em vez de se repetirem temas que não têm a ver com as
competências presidenciais. Seria desastroso um novo presidente que no que
respeita à culpa do homem branco português e da obrigação das reparações,
continuasse o rumo subserviente de Marcelo Rebelo de Sousa e exercesse o seu
poder de influenciar o governo para meter os portugueses na gaiola. A
metáfora de gaiolas à procura de pássaros é perfeita e demonstra bem o quanto
tudo isto é kafkiano e sem sentido, a não ser para os que com oportunismo
querem tirar vantagens de culpas imaginárias. Maria
Nunes: Brilhante
artigo. Parabéns. Quanto a MRS, já falta pouco tempo. Carlos
Chaves: O
Marcelo ele próprio é um personagem Kafkiano enjaulado no palácio cor-de-rosa,
e quando sai só diz asneiras, e quando volta continua a dizê-las! Mais uma
excelente crónica de Tiago Moreira de Sá, denunciando a falsa retórica
leninista, sobre os efeitos sempre, mas sempre negativos das “colonizações”,
incluindo a nossa. Apareça mais vezes por favor! “Ser fiel à
História de Portugal não é reescrevê-la: é inscrevê-la, com o Ocidente no seu
conjunto, num imenso processo civilizatório, marcado por tensões e encontros,
equívocos e realizações e, sobretudo, reformas constantes e aperfeiçoamentos
sucessivos.” “Portugal
é uma parte do Ocidente que, por sua vez, é maior do que as suas partes: no seu
inconfundível código genético estão inscritos os cromossomas da maiêutica de
Sócrates e da cruz de Cristo, do realismo de Hobbes e do imperativo de Kant,
dos frescos de Rafael e dos violoncelos de Bach, das equações de Einstein e dos
poemas de Baudelaire.” Simplesmente genial! Albano
Cortez: Texto muito bem escrito.
Parabéns. Reparações a quem? A quem perdeu tudo sem receber qualquer
compensação? Há países que simplesmente nāo existiam com as actuais
fronteiras, se não tivessem sido colonizados. Houve colónias em todos os
continentes e é estranho que sejam sobretudo os dirigentes de países da Africa
subsaariana, responsáveis pela actual miséria nos países que receberam e pelas
emigrações que entretanto originaram, a reivindicar
reparações. Marcelo deve ter algum complexo por o pai ter sido Governador
geral de Moçambique, mas não pode falar pelos portugueses. Penso aliás que
Baltazar Rebelo de Sousa nunca subscreveria tal posição. joão
Cerqueira: Escreveu
um texto extraordinário que começa por desmontar as teorias da culpa histórica
e acaba por definir Portugal. Sugiro que volte ao assunto. Entretanto, espero que este artigo chegue ao
Brasil. José
Lúcio: Brilhante!
Só acrescentaria da Física de Newton ao Cálculo de Leibnitz (e ainda fica tanto
na inefável criatividade e arrojo do Ocidente…) Carlos
Chaves > João Floriano: Caro João, concordo em absoluto! Maria
Nunes > Carlos Chaves: Caro Carlos Chaves, temo que tenha razão. Luis Silva > João: São mais cultos em média que os dos outros partidos. António Duarte: É por questões como estas que ao
fim de vinte anos de ausência pensada recomecei a votar em todas as eleições e
também o farei na que se aproxima… Miguel
Macedo: Muito
bem! Excelente! Carlos
Chaves > Maria Nunes: Caríssima Maria Nunes, bom dia para si também,
a esperança é a última coisa a morrer, mas olhando para panóplia de candidatos
acho que vamos substituir uma figura que desgraçou a imagem do cargo de
Presidente da República, por outra que a vai arrasar!
Carlos
Chaves > Maria Nunes: O suficiente para ainda fazer das suas! E será
que vem melhor?
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