Com saudade.
▲Brigitte Bardot morreu aos 91 anos.
Brigitte Bardot (1934-2025). Símbolo da
emancipação sexual, a actriz que recusou o mito e escolheu a realidade
Brigitte Bardot tornou-se o
símbolo da emancipação sexual. Mas preferiu a vida aos holofotes mediáticos
que, no entanto, continuou sempre a ter. Morreu aos 91 anos.
RICARDO RAMOS GONÇALVES: Texto
OBSERVADOR, 28 dez. 2025, 10:4416
Foi uma das caras mais populares no
mundo do cinema e da moda ao longo dos últimos 70 anos. Um
dos nomes que se tornou substantivo e adjectivo, marca registada, mistério e
visão aspiracional. Mesmo já longe dos holofotes, continuava a atrair atenções
e a ser recordada – de tal forma que até a própria se questionava sobre o
interesse em torno da sua vida numa entrevista recente ao The Guardian. Mas a
verdade é que, numa retrospectiva justa, a palavra ícone
é talvez uma forma simplista de descrever aquela que foi uma das mais
revolucionárias mulheres do século XX. Aos 91 anos, morreu Brigitte Bardot,
actriz, modelo e activista francesa, na sequência de uma operação de urgência
que a levou ao internamento num hospital privado em Toulon, no sul de França.
Nascida
a 28 de setembro de 1934, em Paris, BRIGITTE
ANNE-MARIE BARDOT cresceu num
mundo em profunda transformação. Nos anos do pós Segunda
Guerra Mundial, na França que se revelaria através do cinema da Nouvelle Vague
(e não só), BB – como tantas vezes o seu nome foi evocado,
apenas pelas iniciais – destacou-se
desde jovem pela beleza e pelo inconformismo. Os
cabelos louros, os olhos grandes e arredondados, o nariz pequeno, os lábios
finos e a estatura perfeita colocaram-na rapidamente no caminho de uma ascensão
meteórica no mundo da moda, rodeada por alguns dos maiores criadores do
universo da alta-costura, como Yves Saint Laurent, Christian Dior e Pierre
Balmain. Mas foi no cinema que se tornou musa, diva, admirada e invejada,
rompendo preconceitos e emancipando-se como mulher.
A sua estreia como modelo na capa da
revista Elle, em março de 1950, aconteceu quando tinha apenas 15 anos. Para trás ficava, em definitivo, o sonho
do ballet, que praticara durante vários anos. Bardot seria rapidamente associada ao chamado estilo New Look, lançado por Dior em 1947 – o
epítome de uma revolução feminina, marcada por mulheres empoderadas e
glamorosas através da estética e do design. Simone
de Beauvoir, autora
de O Segundo
Sexo,
chegou mesmo a dizer que Bardot era “uma locomotiva da história das mulheres”. Das
sessões fotográficas para as revistas, de modelo juvenil à figura adulta, a beleza de Bardot atraiu a atenção de Marc
Allégret, cineasta conhecido por descobrir novos talentos, entre as quais Simone Simon e Michèle Morgan, ambas tornadas estrelas do cinema francês na
década de 1930.
Foi um pequeno-grande salto. Allégret
convidou Brigitte para um teste para o seu filme Les lauriers sont coupés. Foi escolhida para o papel, mas o filme
acabou por não ser realizado. Ainda assim, a oportunidade fê-la pensar em
tornar-se actriz. Mais do que isso, o encontro com o cineasta e produtor
Roger Vadim, que assistira ao teste,
influenciaria profundamente a sua carreira e a sua vida. Em 1952,
dá-se o seu primeiro momento de conquista como protagonista no icónico Manina,
la fille sans voiles, que
lhe valeu as primeiras notas de imprensa. Tornada sex
symbol nos anos seguintes, já depois de ter
casado em segredo com Vadim, Bardot atravessou, no entanto, uma primeira fase
de filmes pouco marcantes. Entre 1952 e 1956, participou em mais 15
produções cinematográficas, sobretudo dramas românticos ou históricos, mas sem
grande impacto.
No ano seguinte surge então a
primeira grande reviravolta da carreira: ao lado do jovem actor sensação
francês Jean-Louis Trintignant,
protagonizou Et Dieu… créa la
femme (1957),
realizado pelo próprio marido, Vadim. O filme, sobre uma adolescente amoral
numa pequena e respeitável cidade do litoral francês, teve um enorme sucesso, mas escandalizou pela forma como abordava a
sexualidade feminina. Censurado
em diversos países pelo seu conteúdo considerado erótico e imoral, e pela forma
como reflectia o estilo de vida liberal e emancipado da personagem interpretada
por Bardot, o filme valeu-lhe, em justaposição, a fama e o estrelato
internacional.
Quando chegou aos Estados Unidos, o filme foi um êxito de bilheteira de
tal dimensão que transformou Bardot num fenómeno da noite para o dia. Na
Europa, a imprensa conservadora e grupos religiosos reagiram violentamente,
estampando capas com a sua imagem acompanhada de termos como “vulgaridade” e
“besta”, chegando mesmo a apelidá-la de héroïne pitoyable. Durante a Exposição Universal de Bruxelas,
em 1958, o pavilhão do Vaticano, dedicado ao tema dos sete pecados capitais,
ilustrou a luxúria com um cartaz de fotos de Bardot, episódio que exigiu a
intervenção dos seus advogados e do governo francês para ser removido. Ainda
hoje, a cena em que dança descalça em cima de uma mesa é considerada uma das mais eróticas
da história do cinema.
Musa do grande ecrã
Mas voltemos atrás na história. Filha de um empresário industrial da alta
burguesia, Louis Bardot, e de Anne-Marie Mucel, Brigitte era uma de duas irmãs
(a outra é Mijanou
Bardot, actualmente
com 87 anos) educadas num meio fortemente marcado pelos preceitos morais e pela
boa educação. Ainda assim, cresceu também num ambiente
bastante ligado às artes. A mãe
tinha tentado a carreira de bailarina e o pai era, além de industrial, um poeta
premiado e cineasta nas horas vagas. Embora a
educação incluísse a rigidez própria da época, Bardot cresceu num meio
disciplinado mas próspero, que influenciaria o seu espírito rebelde. Foi
nesse período que ingressou, em 1947, no Conservatório de Música e Dança de
Paris, onde seria ensinada pelo coreógrafo russo Boris Knyazev e onde
também se torna colega e amiga de Leslie
Caron (mais tarde seria escolhida por Gene Kelly para, ao lado dele,
entrar na obra-prima de 1951, An American in Paris).
De regresso à carreira de actriz,
o perfil erótico e liberal de Brigitte Bardot foi sempre visto como uma
aposta arriscada pelos grandes estúdios norte-americanos. A isso somava-se o seu inglês limitado,
que a impediu de fazer carreira em Hollywood, então dominada por outras grandes
figuras femininas, nomeadamente Marilyn
Monroe. Ainda assim, eleita “deusa” da década
de 60, Bardot
tornara-se numa das exportações francesas mais valiosas. “Tão importante quando os automóveis da
Renault”, diria, inclusivamente, o presidente francês Charles de
Gaulle. Casa-se pela segunda vez com o actor Jacques Charrier (com quem
teve o seu único filho), com quem contracena em Babette s’en va-t-en guerre (1959). Os
seus filmes tornam-se cada vez mais substanciais, recebendo aclamação crítica,
embora os casamentos e as suas amizades continuassem a alimentar o interesse
das revistas e a gerar polémicas. Entre os escândalos, uma tentativa de suicídio – a primeira de várias – aos 25 anos de
idade.
▲ No
filme "A Vida Privada"
Filma com Jean-Luc
Godard no famoso O Desprezo (1962) e
com Louis Malle em Vie privée (1962) – entre outros – e contracena com Mastroianni, Michel Piccoli e Alain Delon, mas
a perseguição constante por parte da imprensa e dos fãs levou-a a adoptar uma
vida reservada em Saint-Tropez, ainda que nem isso impedisse os turistas de ali
acorrerem apenas para ver a famosa actriz.
Mesmo sem ter conquistado grandes prémios cinematográficos, à exceção de um David di Donatello em 1961, Bardot continuaria
a causar histeria na imprensa internacional e foi uma das poucas atrizes não
americanas da sua época a receber grande atenção mediática nos Estados Unidos.
É desse mesmo interesse inusitado que nasce o termo Bardotmania, para descrever a adoração e o
frenesim que a sua imagem provocava.
Os anos seguiam-se e, com Viva Maria!, um western de
grande orçamento rodado no México, recebe uma nomeação ao BAFTA de Melhor Atriz Estrangeira em 1967.
Voltaria também a trabalhar com Godard ao interpretar-se a si própria em Masculin
Féminin (1966), filme que aborda as
transformações culturais pelas quais o mundo estava a passar na segunda metade
da década de 1960. Já no seu terceiro casamento, com Gunter Sachs,
Brigitte Bardot sentia-se cada vez mais sufocada pelos paparazzi – como ficou
evidente na sua aparição no Festival de Cannes, em 1967, onde foi
constantemente importunada pelos fotógrafos que a seguiam a cada passo. Foram
anos em que começou, gradualmente, a afastar-se do estrelato do grande ecrã.
Na década de 1970, surge ainda
em filmes como As Noviças,
com Annie Girardot, Les
Pétroleuses, com a sua amiga Claudia Cardinale, e Don Juan ou si Don Juan était une femme (1973), no
qual causa um novo escândalo ao protagonizar com Jane Birkin uma cena de sexo lésbico. Quando as gravações
terminaram, Bardot afirmaria sem pudores: “Se
este não for o meu último filme, será o último a ficar para marcar”. Na
altura, porém, a imprensa e os fãs não levaram a sério a sua ameaça de
abandonar o cinema.
Certo é que o fim definitivo da sua
carreira como actriz chegaria em 1974, pouco antes de completar 40 anos. Questionada sobre a decisão, Bardot diria
apenas que estava cansada da indústria cinematográfica e que encerrar a
carreira aos 39 anos era uma forma de “sair elegantemente”. Nas décadas seguintes, recusou inúmeros
convites para voltar a actuar, incluindo uma oferta de um milhão de dólares
para contracenar com Marlon Brando, e ao longo dos anos rejeitou várias
propostas e proibiu diversos realizadores de fazer filmes sobre a sua vida.
Do glamour à causa animal – e às
polémicas
Do mito criado à curiosidade constante que as suas palavras despertavam
sempre que era citada na imprensa, Brigitte Bardot dedicou-se com afinco à causa da
defesa dos animais, uma luta que manteve
até ao fim da vida. Em entrevista à agência France Press, nas
vésperas de completar 90 anos, confessou que o presente que mais desejava era o
fim do consumo de carne de cavalo. E acrescentou, com a franqueza que
sempre a caracterizou: “Não podia
preocupar-me menos com a idade! Nem sequer dei por ela chegar.”
Recolhida em La Madrague, tornada vegetariana, uniu-se em 1977 ao
ecologista suíço Franz Weber e conseguiu atrair atenção internacional para a
sua causa ao denunciar o massacre de crias de foca no norte do Canadá.
Na década seguinte, ergueu a Fundação Brigitte Bardot, declarada de utilidade pública pelo
governo francês em 1992, e que, três anos mais tarde, nomeou o Dalai Lama como
seu membro honorário.
Entre 1989 e 1992, apresentou
também a série S.O.S. Animaux, copatrocinada pela sua fundação. Entre as
múltiplas frentes de acção, Bardot liderou campanhas contra a caça às baleias,
as experiências laboratoriais com animais, as lutas autorizadas entre cães, as
touradas e o uso de peles. Promoveu
ainda clínicas móveis de atendimento a animais de rua em países do Leste
Europeu. Numa das suas maiores conquistas, conseguiu que os países europeus
proibissem a importação de peles e produtos derivados da caça às focas, após
uma reunião no Conselho da Europa.
Outro episódio que protagonizou foi o boicote que promoveu aos produtos
sul-coreanos, em protesto contra o consumo de carne de cães e gatos na Coreia
do Sul e noutros países asiáticos, à época do Campeonato do Mundo de Futebol de
2002. Ficaram
igualmente célebres os comentários, considerados insultuosos para a comunidade
homossexual, contidos no seu livro de 2003, Un cri dans
le silence: révolte et nostalgie, que
mais tarde renegaria. Foi alvo de um processo por incitação ao
racismo, movido por um tribunal de Paris, após ter publicado uma carta aberta
dirigida ao então ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, onde criticava os
rituais muçulmanos de sacrifício animal durante a festa do Eid ul-Adha.
Nos anos mais recentes, e mais
próxima de ideais conservadores (casando-se ainda com Bernard d’Ormale, um
ex-conselheiro político de Jean-Marie Le Pen), Bardot voltaria às polémicas em 2018, ao classificar as actrizes do
movimento Me Too como “hipócritas e ridículas”. “Muitas actrizes tentam provocar produtores para conseguir papéis. E,
depois, quando falamos sobre elas, dizem que foram assediadas”, afirmou em
entrevista à Paris Match. A antiga actriz declararia ainda apoio a Marine Le
Pen, criticaria as medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19 e
manifestaria simpatia pelo movimento dos “coletes
amarelos”.
Apesar das posições políticas
controversas, Bardot afirmou, em várias entrevistas, que julgava os políticos apenas pelas suas propostas em defesa dos
animais. “Tive uma
esperança insana quando a Frente Nacional fez propostas concretas para reduzir
o sofrimento animal. Se amanhã um comunista aceitar as propostas da minha
fundação, eu aplaudo e voto. Mas não vou apoiar mais ninguém”,
disse. Mulher de muitas faces, e com
posições que ao longo dos anos pareceram, por vezes, antagónicas – desde a
defesa da independência da Argélia até às críticas à imigração islâmica –, Brigitte
Bardot nunca deixou de ser idolatrada. O
seu estilo e atitude influenciaram artistas como Jane Fonda, Catherine Deneuve,
Julie Christie, Faye Dunaway, Britt Ekland, Marianne Faithfull e Virna Lisi,
entre tantas outras.
Acima de tudo, Brigitte Bardot foi um
espelho do seu tempo e das suas transformações. Entre o
mito e a mulher real, construiu uma figura que oscilava entre a emancipação e o
escândalo, entre a liberdade e o excesso. Criou, talvez, um personagem que a ultrapassou, mas
que se tornou símbolo de uma geração decidida a romper convenções. A escritora e
biógrafa Marie-Dominique Lelièvre, que dedicou livros a figuras
como Yves Saint Laurent, Coco Chanel, Serge Gainsbourg e Françoise Sagan,
descreveu Bardot ao The Guardian como “a
personalidade mais complexa” com que se deparou, sublinhando que a sua
celebridade funcionou como uma cortina de fumo.
“Ela foi a primeira mulher a exibir publicamente a sua liberdade
sexual”, afirmou Lelièvre. “Antes de Bardot, uma mulher que mudasse de amante ao
sabor do desejo era chamada de rameira, uma salope. Depois de Bardot, essa
mulher passou a ser vista como libérée. Ao contrário das actrizes
de Hollywood, que jogavam segundo as regras, Bardot criou as suas próprias.
Atraía as mulheres que queriam ser
como ela – e os homens que simplesmente a desejavam.” Contraditória
e inesquecível, Bardot permanecerá mais do que uma lembrança do cinema ou da
moda: o mito de uma liberdade feminina que, entre paradoxos, continua a
incendiar o imaginário colectivo.
COMENTÁRIOS (de 16)
Paradigmas Há Muitos: Bem, artigo muito longo e com muita informação
e para não cansar muito tenho "só" 2 pontos a comentar. A BB nos primeiros anos foi um veículo do
Marxismo Cultural para a destruição da sociedade duma forma sexy e digamos
Soft. Mais tarde acordou e começou a pensar pela própria cabeça e como é
natural não seguindo uma linha pré definida. E neste ponto discordo do jornalista que diz que ela foi incoerente no caso
de primeiro ter defendido a independência da Argélia e depois ter sido contra a
imigração em massa de argelinos para França. Ora eu acho que isso é muito
coerente, independência não significa separação? Então os franceses são
corridos da Argélia e estamos de acordo que justificadamente, mas depois os
franceses são invadidos por argelinos e têm de o aceitar de boa cara? Este
pequeno pormenor revela o "wokismo" prevalecente na redação do Obs. Tenho
pena.
Tristão Paradigmas Há Muitos!: Gostei muito do artigo. Concordo consigo no
segundo ponto que mencionou. Não há incongruências nenhuma de BB relativamente
à independência da Argélia e á sua legítima preocupação com a excessiva
imigração muçulmana. Mas isso é um pormenor… Relativamente ao primeiro ponto, o artigo é claro e pelo que percebi,
não tinha essa noção, confesso, estou em completo desacordo consigo. BB
tornou-se um símbolo de libertação de costumes, uma ruptura com a moral
conservadora predominante na sua época, uma figura moldada mais pelo espírito
do tempo do que por ideologia articulada. Mais tarde isso foi depois apropriado
por correntes de esquerda cultural, mas não nasceu como projecto político
deliberado. Depois, sim, Bardot rompeu com esse meio, passou a pensar e a falar
sem filtro, assumiu posições hoje classificadas como de direita, esquerda,
identitárias e profundamente anti-conformistas. Não mudou de cartilha:
recusou cartilhas, pensou pela sua cabeça. Uma mulher livre, complexa de
definição difícil. Hoje compreendi melhor a sua importância devido a este
artigo… não foi só mais uma cara bonita do cinema 😅🙂 Tristão: Brigitte Bardot é daqueles nomes que
impressionam por si só. Uma diva absoluta, um ícone de beleza e de cinema que
marcou uma geração inteira. Para a minha geração, confesso, não é uma referência directa: conheço
melhor o cinema francês da Nouvelle Vague, Truffaut, Os Quatrocentos Golpes, do
que a sua filmografia. Ainda assim, o mito é inegável. O que mais me comove nela é a lembrança da
evidência brutal da efemeridade da beleza. Ver uma mulher que encarnou um
ideal estético transformar-se com o tempo é desconcertante, mas profundamente
humano. Não é decadência; é simplesmente a vida a cumprir o seu curso. E isso,
mais do que idolatria, convida à humildade. RIP Mario Figueiredo > Paradigmas Há Muitos !: Muito bem! O seu ponto em relação à Argélia é
um excelente exemplo da falta de lógica e um pensamento superficial e
condicionado. Especialmente mau, quando sai da caneta de um jornalista. Manuel Magalhaes: O ídolo máximo da minha
juventude… RIP !!! 🙏 JOSE MACEIRA: E Deus...criou a mulher. - Bela e eterna. Paradigmas Há Muitos ! > Mario Figueiredo: É evidente que o que eu digo
também pode ser discutido pois há nuances a ter em conta e eu simplifico para
transmitir o essencial da minha mensagem. Mas neste caso o jornalista,
conscientemente ou não, apresenta o assunto de forma tão dicotómica (que a BB
foi incoerente!) que a forma que senti ser mais eficaz para responder ao que
senti ser a sua manipulação é a que usei, ser tão esquemático quanto ele. E como você lembra, nós não somos
jornalistas. victor guerra: "La femme"
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