quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Pontos de vista


Numa democracia plena de pontos.  De vistas também.

A aprendizagem da eficácia e outras notas

Só com a devolução do insulto a Ventura de cada vez que ele nos insulta a nós – a tantos e tantos como eu – não vamos lá. As coisas estão sérias. Também temos de nos habituar a saber lidar com elas.

MARIA JOÃO AVILLEZ Jornalista, colunista do OBSERVADOR

OBSERVADOR, 03 dez. 2025, 00:2263

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1Tenho reparado na quantidade de vezes que o adjectivo “eficaz” é empregue a propósito de André Ventura. O líder do Chega – dizem – tem sido “eficaz” nos debates televisivos; eu tropeço na palavra mas percebo-a: está mais à mão, é um meio expedito para abrigar simultaneamente o ruído, as más maneiras, a interrupção compulsiva, uma loquacidade sem travões, o estafado uso de apenas três-temas-três, o estafante abuso do insulto como argumento.

E com isto da “eficácia” sai um dois-em-um: não encoraja uma análise, falseia a natureza de um político. Foi uma escolha: sabe-se, é verdade, que há um milhão e meio de portugueses que rejubilam com esta “eficácia”, a querem ampliada e a escolheram para porto de abrigo do seu, digamos, inconforto, com a pátria. E Ventura – que não brinca em serviço – acode ao inconforto, chocando, insultando e escarnecendo, no exclusivo papel que escolheu para si no teatro das presidenciais: este mesmo. Temos de nos habituar.

Julgo porém que será mais proveitoso – para todos de resto – começar a tomar boa nota da (definitiva?) convicção de gente séria e gente boa – conheço alguma – que acredita com a sua melhor boa-fé que só Ventura se dispôs, “haja o que houver”, a protagonizar uma mudança que estava já inscrita no vento e no tempo. Estava a caminho. Só falta “instalá-la”. Nesse sentido não se pode estranhar que contemporizem tão bem com o “instalador”: para os “seus”, ainda mais que “instalador”, o líder do Chega é o general salvador que os vai retirar da zona do “atoleiro” com o qual confundem o país, içando-os do covil dos “ladrões e corruptos, e levando-os para a terra prometida.

Ou seja: só com a devolução do insulto a Ventura de cada vez que ele nos insulta a nós – a tantos e tantos como eu – não vamos lá. As coisas estão sérias. Também temos de nos habituar a saber lidar com elas.

2Surpreende-me a postura de Gouveia e Melo nos debates onde tem participado. No imaginário de grande parte do país tratava-se de alguém cuja démarche correspondia ao brio da farda militar que usava ininterruptamente: um homem decidido, pronto, organizado, tarefas distribuídas, calendários rigorosos, metas para cumprir, mesmo que de um plano já anteriormente delineado. E nisto – ou melhor, na estranhíssima empreitada política em que escolheu meter-se, vá lá saber-se porquê – o que vemos é antes do mais um cidadão nas antípodas daquele militar alto e garboso que se multiplicava por entre seringas de vacinas: em seu lugar surgiu ao país, como dizer?, alguém aparentemente em manifestas dificuldades: consigo próprio, com a forma como está diante das câmaras; como se inclina para a frente quase como se quisesse fugir dali; como por vezes se agarrou a um (salvífico?) papel como um náufrago a uma bóia; como prefere respostas no geral sempre curtas, como se não houvesse da sua parte suficiente argumentação ou fôlego para suster mais palavras, mais esclarecimento, mais resposta. E como se entenderá ele – ou não – com a sua equipa próxima (onde os índices de ressentimento pessoal com a política e os políticos não se pode dizer que sejam modestos)?

Conhecendo apenas alguns nomes que há muito estão com Gouveia e Melo, ignoro em absoluto quem é seu núcleo duro, com quem se aconselha, quem elege temas ou quem prioriza as questões internamente consideradas como obrigatórias. Admito – estou mesmo certa – que todo este meu raciocínio obteria naturalmente no seio desta campanha a mais glacial indiferença e me atirariam com as “sondagens”. Na dúvida, eu não me iludiria assim.

3Pelo contrário, nada me surpreendi com o que tem dito António Felipe, espanto-me é que haja ainda praticantes de uma fé que nunca o voto colocou em altar nenhum. Não vingou em Portugal em 1975 por uma unha negra, mas apesar de ruidosamente celebrada a fé dissolveu-se por entre os ateus que eram infinitamente mais do que os crentes: falhou a revolução, falharam os votos, falhou a produção comunista do prometido lote de “amanhãs” que “cantariam” e a que eles chamavam “socialistas”. Quando se simpatiza com António Felipe – que felizmente para todos nós não é “eficaz” –, simpatiza-se com as suas boas maneiras. As mesmas que põe ao persistir num erro deste tamanho.

4Espantei-me e não foi pouco com a gloriosa alegria de Catarina Martins pisando sob aplausos estrepitosos um chão de ruínas. Espanta a leveza face a uma derrota que lhe coube por inteiro – os algarismos do fracasso são eloquentes. A sucessora foi ainda mais infeliz: os resultados passaram a glaciais quando Mariana Mortágua soçobrou numa flotilha que ia para Gaza sabendo que não ia para Gaza, com ajuda humanitária que sabíamos todos – nós, o mundo e eles próprios – que nunca era para chegar ao destino. Após esta encenação para tolos e respectiva queda eleitoral, vai agora vigorar, segundo percebi, um marxismo (?) que supostamente seria abençoado pelo Papa Francisco. Face a tudo isto, que aplaudiam tão derisoriamente aqueles militantes?

5O que não me espantou absolutamente nada foi o encontro do Presidente da República – a quem desejo rápidas melhoras! – com o grupo de jovens campeoníssimos de sub-17 há dias no Palácio de Belém. Diante daquele friso juvenil em fato de treino que o olhava algo intimidado, o Chefe de Estado usou do verbo certo, do tom certo, da emoção certa. E era aqui que eu queria chegar: quando resiste a si mesmo e escolhe saber em vez de intrigar, Marcelo pode ser imbatível. Tomei boa nota disso mesmo ao longo destes anos em que por vezes tanto o critiquei (com a mesmíssima cara com que hoje o elogio): retive óptimos discursos, improvisos brilhantes, oratórias inspiradas. Sucedeu de novo este fim de semana, com os jovens da bola, onde Marcelo conseguia estar mais feliz que eles próprios, mas pode acontecer nas mais variadas “montras”. Recentemente houve nova performance – esta talvez mesmo excepcional – no lançamento de uma biografia do ex-ministro das Finanças de Salazar, António Pinto Barbosa, escrita por Filipe S. Fernandes (Guerra e Paz). Foi como se Marcelo tivesse levado a plateia “pela mão” aos bastidores do Estado Novo, na época governativa de Pinto Barbosa, andando para trás, andando para a frente, parando aqui, virando ali. Com a memória, o saber, a segurança, o interesse, o gosto que teria por exemplo um maestro a contar-nos a sua orquestra, ou como faria o director do melhor museu mundo numa visita guiada à sua instituição: íntimo da História, bom conhecedor dos seus protagonistas, dono de prodigiosa memória, Marcelo também nos fez uma visita guiada pelo tempo, a história, os protagonistas e pares do ex-ministro António Pinto Barbosa e por ele próprio: um muito inteligente político que se sentava ao lado de Salazar à mesa do Conselho de Ministros quando era mestre e senhor das contas públicas do país, entre 1955 /65 e a seguir se sentou no Banco de Portugal até 1974, na cadeira do seu Governador.

A ler. Ou a descobrir.

PRESIDENCIAIS 2026       ELEIÇÕES       POLÍTICA       PRESIDENTE MARCELO       MARCELO REBELO DE SOUSA       PRESIDENTE DA REPÚBLICA       ANDRÉ VENTURA       PARTIDO CHEGA       ALMIRANTE GOUVEIA E MELO

COMENTÁRIOS (de 63)

Jorge Barbosa: Sugiro à autora que desça uns minutos do seu pedestal de jornalista protegida pela ampla cultura socialista não revolucionária que está posta ainda a sufocar o progresso económico e social do país, desde o 25 de Novembro de 1975, que suspenda por momentos a sua obrigação de seguir o "politicamente correcto". Faça isso por uns momentos. Depois, suspendendo por momentos o ódio político já doentio que tem contra o AV e o CHEGA, rebobine a fita designadamente das últimas duas governaçôes socialistas        (designadamente de Sócrates e do Costa) e das funestas consequências havidas para a população em geral (Corrupção, fraca economia e baixos salários, habitação incomportável, crise SNS, abandalhamento no ensino público, "corrupção" inoperância face aos incêndios, imigração portas abertas que levou à saturação dos serviços públicos agravando-se todos os problemas anteriores). Focando-se então em todo este contexto só posto a piorar dia a dia, tenha presente quem é que surgiu a pregar  a necessidade de urgentes correcções e reformas? E quem se lhe opôs e como? Pois terá de concluir que foi o Ventura o único a fazê-lo, sempre sozinho, já que TODOS os partidos, da esquerda à direita ainda demasiadamente "socialista", se lhe opuseram-se, e a "ferro e fogo" insultando-o e estigmatizando-o estupidamente especialmente na praça pública, apesar de todos (políticos e não políticos) perceberem de que as bandeiras acenadas pelo Ventura logo o povo as iria acolher já que elas eram justas.. Isto tudo para dizer que quanto mais censurarem e insultarem o AV, agora já apoiado por 1,5 milhão de eleitores, mais o CHEGA crescerá. Tomo a liberdade de lhe aconselhar a ver a longa conversa televisiva de 2a feira passada, na NOW, no programa do Pedro Santana Lopes. Talvez isso ajude a perceber de que insultar e censurar o CHEGA com a intensidade semelhante à que o Mussolini fazia aos seus opositores em Itália, só será boa solução para impedir maioria de direita (e o dr. Luís Montenegro) de reformar o país. A solução é unir a direita (o que agora inclui o Ventura e o CHEGA) antes que seja tarde e a desgraçada esquerda volte ao poder, e para isso há que deixar de se destratar o CHEGA. Quando a AD, negociando com o AV, acolher as bandeiras do "CHEGA", o país melhorará então. O sectarismo partidário em excesso matará a democracia. Respeitosamente desejo Santo Natal                José Silva: Minha cara: O Ventura apenas revida os insultos com que desde sempre todos os políticos e todos, todos os escreventes e jornaleiros da nossa comunicação o têm mimoseado desde que o Chega fez a sua aparição. Se não, atentem na última entrevista-conversa com Santana Lopes, ocorrida muito recentemente e façam as respectivas comparações. O homem não se deixa "pisar" e aproveita o embalo para pôr a nu as incongruências dos políticos que actuam na nossa arena. Nunca me esquecerei do esgar da desbocada Ana Gomes, quando o Ventura lhe pespega em directo na TV uma foto da madama aos abraços ao Zé Sócrates, mas nem assim a gaja ganhou vergonha, pois nunca a teve. Ficou esquecida na barriga da mãe!           Maria Cunhaesa: Maria João:  vejo que para si a forma é muito mais importante do que o conteúdo.  A Maria João prefere um António Filipe educado e cordato, que apoia os regimes da Coreia do Norte e da Venezuela, do que um Ventura mais rude, que tem razão em praticamente tudo o que diz.  É pena.               Rita Salgado: Cara Maria João, nem um sentimento para com Cotrim de Figueiredo, Marques Mendes ou Seguro?! O silêncio também é revelador... Aprecio a sua escrita, mas sugiro que poupe nos adjectivos, que no modo superlativo sintético nunca falham, e invista tempo a ver a entrevista do insuspeito Santana Lopes ao Ventura no canal NOW.                  Manuel F: Esta jornalista há muito que deixou de me agradar, enquanto tal. Nesta sua crónica critica uns e omite outros, porque será que não fala nos candidatos do PS e do PSD (PS2) e critica os outros ? Eu não gosto de nenhum e também nunca votei no actual. Este Marcelo que ela elogia foi o redactor das actas que o outro Marcelo, seu padrinho, e um grupo de próximos efectuo na Choupana nos idos de 1950(?) e era, então, candidato a grandes voos no regime anterior. A propósito recordo que no livro publicado pelo historiador Veríssimo Serrão sobre a correspondência por ele trocada com o Marcelo  Caetano exilado no Brasil, este refere muitos portugueses que o visitaram ou lhe escreveram, quer familiares como amigos e nem uma palavra sobre o Marcelo afilhado, porque seria?               José Costa-Deitado: a idade não perdoa!               Maria Emília Santos: A jornalista deve ser de esquerda, para odiar tanto o Ventura! É uma pena, mas nós de direita os portugueses de bem, já estamos habituados!  Sabe, Sra jornalista Maria João? Realmente se não tivesse surgido o grande André Ventura na política, Portugal já tinha desaparecido e nós já andávamos aí todos a pedir com um saco às costas! Pelo menos os portugueses, porque a esquerda odeia cristãos, e pior ainda se forem católicos, mas tranquilize-se porque há bastante clero, famoso, que sempre votou e continuará a votar esquerda! É uma casta de clérigos progressistas, que lamentavelmente, se estão nas tintas para a verdadeira Fé, e querem mesmo é estar e ser "pra-frentex".  Pelo contrário, Sra jornalista, o Ventura tem uma turma enorme de gente fiel ao Evangelho, a rezar e oferecer sacrifícios por ele e para que Deus nos dê governantes segundo o Seu Coração! Por isso, todos os ataques de pessoas como a senhora, ou piores ainda, são zero na Balança Divina, porque a força mais poderosa do mundo é a oração!                Carlos Chaves:  “(…) o Chefe de Estado usou do verbo certo, do tom certo, da emoção certa.” Não posso deixar passar esta afirmação em branco! Caríssima Maria João Avillez, quem viu e ouviu o Sr. Presidente da República nesta cerimónia de homenagem aos jovens futebolistas campeões, não pode deixa de sentir desprezo e tristeza pela maneira como o Chefe do Estado destratou e vilipendiou a nossa língua! Por favor, veja e ouça novamente!  Quanto ao resto, concordo com a sua opinião sobre a boçalidade, má criação (palavras minhas), e completa superficialidade sobre as poucas “propostas”, que André Ventura escolheu para se dirigir aos eleitores! Um autêntico desperdício do que podia ser, erradicarmos a esquerda por longo tempo do nosso horizonte!     Quanto ao Almirante, esse nunca me enganou, espanta-me que a tenha enganado a si! António Filipe e Catarina Martins, nem merecem grande comentário, apenas ainda não perceberam que estão no tempo errado!    Quanto à proposta de leitura, agradeço, irei considerar se vale a pena!                   Maria Alva: Com tantos descréditos ao André Ventura, será que já cortou relações com a sobrinha Teresa Nogueira Pinto, actual dirigente do Chega?              Hugo Silva > Tristão: São o tipo de comentários que você e outros fazem sobre Ventura.                 João Floriano: Maria João Avillez está equivocada quando  a certa altura diz que muitos portugueses, aliás cada vez mais, sentem desconforto com  a pátria. Bem pelo contrário, sentimos um enorme amor pela nossa pátria. O desconforto é com elites cada vez mais isoladas e em negação que há mais de 50 anos procuram manter-se no poder, uma espécie de aristocracia num regime republicano. Ventura causa-lhes ansiedade porque ao querer instalar as suas ideias vai desinstalar interesses velhos, obsoletos, de privilegiados. E esses não querem ser incomodados nem contestados. Quanto a Gouveia e Melo, em quem nunca pensei votar nem na primeira nem na segunda volta, compreendo a sua falta de à vontade num estúdio de televisão ou mesmo numa arruada. Não tem o traquejo de um Marques Mendes, de um Ventura mais que habituados ao mediatismo. O Almirante foi moldado por anos e anos dentro de uma lata claustrofóbica em que a sua mais pequena ordem era obedecida sem pestanejar. Esta formação ou deformação nunca desaparecerá do seu modo de actuar e profetizo momentos de confronto embaraçosos. António Filipe, o camarada, é melífluo, de boas maneiras. Mas não nos deixemos enganar. É bem perigoso. No dia em que a Rússia voltar os misseis para a Europa, o PCP lá estará na linha da frente para pedir Paz, como pede para a Ucrânia: uma Paz que tem um sabor azedo de capitulação. Por enquanto entretém-se a destruir  o país com as greves que pretendem demonstrar que se nas urnas foi vencido, nas ruas continua  a mandar. Catarina Martins, a mais esfuziante burguesa dos e das bloquistas merece igualmente um reparo de Maria João Avillez. Leonor vai para  a fonte pela verdura e vai formosa e não segura. Catarina vai para a Convenção pisando os cacos em que ela mesma mas sobretudo a sua sucessora Mariana Mortágua, deixaram o Bloco. Irresponsáveis, delirantes, sem assumirem culpas, tontinhas, são saudadas e elogiadas por Pureza igualmente patareco, que pede desculpa por a esquerda ainda não ter conseguido vencer a direita. Se honestos fossem, pediam desculpa por todo o mal que nos fizeram durante todos estas anos. E por aqui se fica a análise dos candidatos a Belém: cadê Seguro, Cotrim, Marques Mendes? Cada um à sua maneira despertam curiosidade: Seguro porque é rejeitado pelo partido que ele pensa que o apoia (será que Seguro finge que não percebe a azia que desperta no Rato?), Marques Mendes que também não desperta grande entusiasmo na AD e Cotrim perseguido pelo mistério de ter resultados anémicos nas sondagens. E Maria João Avillez não podia passar sem deixar o testemunho da sua admiração pelo seu xodó Marcelo. Só há uma coisa que me intrigou: um dos assuntos da actualidade tem sido o Ventura que invocou 3 salazares para «endireitar isto». Mas Marcelo vai discursar na apresentação de uma biografia de um dos ministros de Salazar e é tudo maravilhoso. Então não estamos a voltar ao passado e ao saudosismo do Estado Novo? Em que é que ficamos?                   João A: Esta colunista, e espero não estar a insultar, deve estar com um problema mental qualquer. Uma das explicações para o elevado apoio que o Chega tem tido é precisamente o insulto a que os seus apoiantes estão sujeitos diariamente nas tvs, e aqui em artigos como este. É preciso ter cá uma lata para escrever tanta parvoíce. Não consegue mesmo alcançar para além do seu umbigo. Uma pena!                 Pobre Portugal: Mais uma vítima do VDS (Ventura dérangement syndrome). Estas tristes figuras vão ter um colapso cardíaco no próximo dia 18 de janeiro. Ai vão, vão.                José Mendes Gil > Tristão: Quem classifica os outros como " boçais,desrespeitosos, rudes, ignóbeis , malcriados,insuportáveis " deve estar num pedestal...do caraças.                 m s: A senhora está a falar de quê? Mas quem é que insulta quem? Tem visto como André Ventura tem sido tratado nos debates e nas entrevistas pelos chamados jornalistas "democratas"? Se alguém tem que pedir desculpa são os srs. jornalistas e políticos do sistema  porque são mesmo muito mal educados. Ao pé de André Ventura até parece que foram educados com lobos.                Tristão: Só uma nota: Estes comentários deselegantes que alguns aqui vão fazendo sobre a MJA ilustram  bem o tipo de gente com que estamos a lidar: São boçais, desrespeitosos, rudes, ignóbeis, resumindo, como se dizia antigamente, malcriados. Grosseiros, como dizem os brasileiros.  Se alguma vez chegassem ao poder, seriam ainda mais insuportáveis…acreditem. 😅             victor guerra: Esta escrevinhadora tem uma obsessão contra o Ventura. Não percebe que a politica é vender votos, mas deram-lhe palco e insiste em não se reformar. Falta de modéstia, antes de tudo                    JOHN MARTINS: Longe das expectativas de há um ano, Gouveia e Melo, nos debates parece aquele aluno que estudou na véspera...e esqueceu o resumo em casa. Do  "general" disciplinado" só restou o náufrago agarrado ao papel. Presidência não é teste surpresa, é preparação, visão e confiança. O País não precisa de um marinheiro perdido em alto mar... mesmo que apareça um palhaço, em palco, de que não sei o nome, a ajudar á festa...           João Floriano > Rita Salgado: Como não houve insultos, foi muito interessante e se pautou por grande civismo, Maria João Avillez não está interessada. Vai contra o espírito da crónica.               Tristão: Sempre excelente 🫡 Os comentadores agora analisam o Ventura não pelas mentiras, ofensas, gritaria, maus modos, ausência de propostas, mas porque vai ao encontro do que o seu eleitorado quer ouvir. Bem, desde logo, por este ponto de vista, os comunistas teriam que ter sempre óptima nota, pois a cassete é a a mesma há décadas. Ja percebemos que Ventura representa um papel, tudo aquilo é postiço, é ensaiado, praticado (possivelmente em frente ao espelho 😅), mas tem um exército que é disto que gosta, que quer e pelos vistos não se cansa, muito pelo contrário, está insaciável, quer mais e mais. Se Ventura invectivar alguém em directo, estou seguro que os seus fãs entram em êxtase absoluto. Cabe aos restantes não nos cansarmos de denunciar esta farsa, esta opereta, e jamais normalizar estes salvadores da pátria.  Marcelo é capaz do melhor e pior, no seu melhor, é imbatível, não temos igual. No pior, é um embaraço nacional. Contudo, olho para Marcelo e vejo um homem bom, e isso não se explica, sente-se. Daí talvez, apesar de todas as controvérsias, voltar a ter uma boa aceitação dos portugueses como as mais recentes sondagens demonstram.           Carlos Chaves > Humilde Servo: O estilo caceteiro e histriónico aplica-se ao André Ventura que nem uma luva, por escolha, pois tenho conhecimento que ele como pessoa não é de maneira nenhuma assim, foi uma escolha que agrada a muita gente, a mim repugna-me! Quanto ao seu papel de o CHEGA trazer para cima da mesa muitos temas e muito importantes, concordo que o faz, e agradeço ao CHEGA por isso, é pena é que se fiquem por aí e soluções exequíveis, nem vê-las… E já agora as propostas socialistas do CHEGA, que metem inveja ao próprio PS, não abonam nada em seu favor! Tenho pena que estejamos a perder uma oportunidade histórica, para nos livrarmos da esquerda, e a culpa é do CHEGA, do PSD, do CDS e da IL, a continuar assim não tarda nada e a esquerda estará de volta ao poder!                       João Floriano > António Lamas: Era a hérnia que já estava encarcerada. O pior é que também deve haver alguma coisa a precisar de arranjo na cabeça do Marcelo das selfies.              Francisco Almeida: Resumindo: disse mal dos adversários de Marques Mendes e exaltou o modelo de Marques Mendes. Filipe e Catarina, fizeram o papel daquelas asinhas decorativas que nem servem para segurar a jarra.                     António Lamas: Não concordo com: Responder com insulto ao Ventura, quando ele muitas das vezes está a responder a insultos dos outros, sejam candidatos ou pior, activistas transvestidos de jornalistas.  Basta ver a elevação da entrevista de Santana Lopes ao mesmo Ventura, sem intervenção do jornalista.  E também dá recepção aos sub17.  Um discurso patético, um hino inenarrável, com muitos sinais que não estava bem.                António Costa e Silva: "...Julgo porém que será mais proveitoso – para todos de resto – começar a tomar boa nota da (definitiva?) convicção de gente séria e gente boa – conheço alguma – que acredita com a sua melhor boa-fé que só Ventura se dispôs, “haja o que houver”, a protagonizar uma mudança que estava já inscrita no vento e no tempo.” Conhece com certeza alguma “gente séria e gente boa”, também na sua família, que vê para além do dedo que aponta a Lua. A autora, pelo contrário e como de costume, fixa-se na forma e nada diz do conteúdo;  percebe-se bem o incómodo de falar da realidade que todos vemos, que nem a ela, tão tolerante, pode agradar. Seria interessante ler o que escreveria sobre a rudeza de tantos portugueses que fizeram grande a História de Portugal; porque sabemos o que escreveu sobre a delicadeza de alguns portugueses que a fizeram pequena. Não foi a única jovem ingénua, loura e de boas famílias, que se deslumbrou com os revolucionários do 25A e com alguns políticos de má nota, mais velhos e sabidos; mas será das poucas que os continua a venerar.                       António Costa e Silva > Francisco Ramos: Não precisamos de quem diz que não existe diferença entre um português e um paquistanês. Desses já temos muitos.                maria santos: Qual insulto e a quem?                   joao lemos: depois de ler , ocorre-me perguntar , se ninguém se incomoda que o Ventura e todo o seu eleitorado sejam "insultados" diariamente nos Midia, com piropos como trogloditas, atrasados, pouco instruídos, grosseiros e talvez o que mais incomode os comentadeiros , seja que ele é mesmo mesmo "Povão".                  Humilde Servo > Carlos Chaves: Um excelente comentário. Em relação a André Ventura, é pena ter escolhido ser tão caceteiro e histriónico. Por outro lado, há uma correlação entre esses traços e a disposição para abordar temas que os políticos de punhos de renda receiam abordar. Não se pode ter tudo: calhar-nos-ia sempre alguém fora do corriqueiro quando finalmente alguém se dispusesse a atacar frontalmente questões tidas como não suscetíveis de discussão entre as elites: a imigração, o multiculturalismo, a agenda woke, a corrupção. Em relação a esta última, não tenho qualquer dúvida de que a seu tempo também no Chega se tornará endémica; em relação às outras, Ventura já fez um grande favor ao país.

 

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