E a guerra continua. Também com satélites
chineses espreitando território ucraniano, em prestimosa ajuda aos
amigos russos. E a figura de Zelensky mantendo-se – até quando? – o “amigo”
Trump, provavelmente, aconselhando este, e jogando nos seus próprios carrinhos,
mais próximos do seu pátrio ninho de ambições… Sim, a guerra é para seguir. Em
várias frentes. E frontes. Das ambições mundanais.
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directo/ Zelensky
revela 20 pontos do plano de paz dos EUA: documento prevê congelamento da
frente de combate
Volodymyr Zelensky revelou
esta terça-feira o plano de paz actualizado, redigido entre a Ucrânia e os EUA.
Plano inclui cedências de Kiev, mas questão territorial continua por resolver.
Actualizado Há 6h
Momentos-chave
Há 6hPorta-voz
do Kremlin considera que negociações devem permanecer "secretas"
Há 9hKremlin
não comenta plano de paz dos EUA
Há 14hZaporíjia,
eleições e referendos: os detalhes do acordo
Há 14hAcordo não resolve questões territoriais, Kiev
não abdica de possível adesão à NATO
Actualizações em directo
Há 6h18:44 Agência Lusa
Zelensky associa mais ataques russos
a imagens captadas por satélites chineses
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr
Zelensky, associou hoje a captação por satélites chineses de imagens do
território ucraniano ao aumento de ataques russos contra infraestruturas
energéticas, defendendo que tal permite a Moscovo prolongar a guerra.
Alertando
que tem sido observado “um
incremento da relação da Rússia com entidades na China que podem fornecer dados
de inteligência espacial”, Volodymyr
Zelensky lamentou, citado pela agência
noticiosa Europa Press, que
“estes casos permitam à Rússia prolongar a guerra e prejudiquem seriamente a
diplomacia”.
O chefe de Estado reuniu-se hoje com o chefe do Serviço de Informações
Externas ucraniano, Oleg Ivashchenko, para
tratar esta e outras questões relacionadas com o apoio à Rússia de atores
estrangeiros na guerra, entre as quais a recente instalação de mísseis russos
“Oreshnik”, com capacidade nuclear, na Bielorrússia, que faz fronteira com a
Ucrânia.
“A
proliferação agressiva destas armas representa uma ameaça global e cria um
precedente perigoso”, insistiu Volodymyr Zelensky.
A Rússia invadiu a Ucrânia em
fevereiro de 2022 e, desde então, a guerra já custou dezenas de milhares de
vidas civis e militares aos dois países, segundo várias fontes.
Há 6h18:44 Sâmia Fiates
Porta-voz do
Kremlin considera que negociações devem permanecer "secretas".
O
porta-voz do Kremlin não quis confirmar se a Rússia está a tentar mudar o plano
de 20 pontos proposto pelos EUA para um acordo de paz na Ucrânia, alegando que
as negociações devem permanecer “secretas”.
Dmitry
Peskov reagiu à notícia publicada esta quarta-feira pela Bloomberg, que
escreve que, de acordo com uma fonte do Kremlin, Putin
estaria a evitar rejeitar publicamente o plano para não ofender Donald Trump,
mas que está a considerar a proposta norte-americana como “um ponto de
partida”, apesar de não atender várias exigências russas. A fonte
alega que a Rússia estaria particularmente preocupada em impor mais restrições
militares à Ucrânia.
“Não tenho nenhum comentário.
Continuamos a acreditar que deve haver um véu de secretismo acerca das
negociações”, disse
Dmitry Peskov ao jornal russo RBC, citado pela agência TASS.
Em
declarações a outro órgão de comunicação social russo, Peskov disse
também que uma chamada entre Trump e Putin pode ser organizada facilmente. “O feriado de Natal está a chegar, aliás, já
começou. A vida lá fica mais calma durante este período. Mas se for
necessário, temos a possibilidade de organizar rapidamente”, disse o porta-voz do Kremlin.
Há 6h18:23 Sâmia Fiates
Ataque que matou dois polícias e um civil em
Moscovo terá sido acção dos serviços secretos ucranianos
De
acordo com o que disse uma fonte dos serviços secretos militares da
Ucrânia à agência AP,
citada pela Al-Jazeera, o ataque desta quarta-feira em Moscovo
que matou dois polícias e um civil fez parte de uma operação da agência
ucraniana.
Dois
polícias e um civil morreram hoje num ataque com recurso a uma bomba contra um
veículo da patrulha de trânsito em Moscovo, no que aparenta ser o segundo
atentado na capital russa em três dias.
O Ministério da Administração Interna da Rússia identificou os polícias mortos
como Ilya Klimanov, de 24 anos, e Maxim Gorbunov, de 25.
Há 6h17:57 Sâmia Fiates
Macron diz que
trabalhos da Coligação das Vontades continua em janeiro em Paris
Numa publicação no X esta quarta-feira, Emmanuel Macron
diz que se reuniu com Mark
Rutte, o secretário geral da NATO, para falar da situação na Ucrânia e
do progresso dos trabalhos da Coligação das Vontades, o grupo de
países europeus a apoiar Zelensky. “A
começar em janeiro em Paris, vamos continuar os esforços com a visão de
providenciar à Ucrânia garantias de segurança fortes, que são uma condição
essencial para alcançar uma paz robusta e duradoura”,
escreveu o Presidente
francês.
“Enquanto a Rússia continua a
agressão, a Ucrânia continua a lutar e a demonstrar resiliência. Pode contar
com o nosso apoio constante agora e no futuro”.
Há 8h16:44 Sâmia Fiates
"Não
importa como decoramos as nossas casas, mas sim como as defendemos", diz
Zelensky em mensagem de Natal
À espera da resposta russa ao
acordo de cessar-fogo proposto pelos EUA, Volodymyr Zelensky partilhou nas
redes sociais uma mensagem de Natal a reforçar a união dos ucranianos, ao mesmo
tempo em que destaca como a guerra afectou a população do país. “Apesar do sofrimento que a Rússia causou,
não foi capaz de ocupar e bombardear o que mais importa, que é o coração dos
ucranianos, a nossa fé e união”, começou por dizer o Presidente ucraniano.
Na
mensagem de Natal, Zelensky destacou que “não importa como decoramos
as nossas casas, mas sim como as defendemos”,
afirmando que actualmente o que os ucranianos valorizam não são as luzes de
Natal mas “que haja electricidade nas nossas casas”, e que o
essencial não é ouvir canções natalícias mas “não ouvir o som de bombas e
mísseis”.
Zelensky
assinalou ainda os ataques russos das últimas horas, acusando a Rússia de agir
de forma contrária aos princípios do “cristianismo e da humanidade”.
A
chegar ao fim da mensagem, o Presidente ucraniano destacou o pedido de Natal
comum a todos os ucranianos: “Que ele pereça, muitos de nós podemos
pensar”, disse Zelensky, sobre o Presidente russo, Vladimir Putin. “Mas depois
viramo-nos para Deus, é claro, e pedimos por algo maior. Paz para a Ucrânia”,
afirmou o Presidente ucraniano, que já disse anteriormente estar à espera da
resposta russa sobre o plano de 20 pontos proposto
pelos EUA durante as recentes negociações em Miami.
Há 9h15:16 Sâmia Fiates
Kremlin não
comenta plano de paz dos EUA
Apesar
do enviado especial do Presidente russo, Kirill Dmitriev, já ter reportado a
Vladimir Putin acerca das negociações recentes em Miami, a Rússia
ainda não tem comentários a fazer sobre o plano de paz dos EUA de 20 pontos,
informou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações citadas pela agência TASS.
“Agora vamos considerar as informações recebidas pelo nosso chefe de
Estado para formular a nossa posição e continuar os nossos contactos através
dos canais disponíveis, e o mais breve possível”,
disse Peskov em declarações à imprensa esta quarta-feira.
Há 10h14:42 Madalena Moreira
Serviços secretos ucranianos denunciam posicionamento
de mísseis balísticos russos na Bielorússia
Volodymyr Zelensky alertou
hoje para o facto de a Rússia estar a colocar sistemas de mísseis balísticos na
Bielorrússia. O
Presidente considerou que “é
importante os parceiros estarem conscientes disso e considerar [os mísseis] nas
suas medidas defensivas”. “Acreditamos que a proliferação perigosa deste tipo
de armas é uma ameaça global que cria um precedente perigoso”, escreveu o líder ucraniano nas suas redes sociais.
As declarações foram feitas após uma reunião com os responsável dos
serviços de informação externos da Ucrânia.
Além do posicionamento de armas na
Bielorússia, os serviços
secretos ucranianos denunciaram ainda a fuga da Rússia às sanções
internacionais aplicadas às empresas de energia, através
do recurso a “donos
temporários e numerosos esquemas legais fictícios”, assim como a cooperação com a China no âmbito
militar, particularmente na partilha de informações obtidas com recurso a
satélites espaciais.
“Vemos estes
casos como actividades que permitem à Rússia prolongar a guerra e tornar os
esforços diplomáticos menos sérios. Vamos alertar para o tema os nossos
parceiros”, rematou Zelensky.
Há 10h13:49 Madalena Moreira
Ucrânia atinge
alvos na Rússia e na Crimeia durante a noite
As
Forças Armadas ucranianas relataram hoje ter realizado dois ataques bem
sucedidos durante a noite. Um ataque teve como alvo uma fábrica de borracha na
região de Tula, especializada no fabrico de peças para explosivos plásticos. O
outro atingiu um local de armazenamento de drones marítimos na Crimeia ocupada.
As
autoridades ucranianas afirmaram que os ataques “fazem parte de uma redução
sistemática do potencial militar e económico do agressor russo”, segundo
um comunicado citado pelo Ukrainska Pravda.
Há 11h13:31 Madalena Moreira
Polícias russos mortos eram suspeitos de torturar prisioneiros de
guerra, avança imprensa ucraniana
Os
dois polícias russos que foram mortos esta manhã em Moscovo eram suspeitos de
terem participado na tortura de prisioneiros de guerra ucranianos. A informação
foi avançada pelo Kyiv Independent que
cita uma fonte dos serviços de informação militares de Kiev.
Essa
mesma fonte afirma que o autor do ataque agiu “em protesto contra a política
agressiva do Kremlin” e que o atentado faz parte de uma sucessão de ataques
que visão responsáveis russos acusados de terem cometido crimes de guerra.
Nenhuma destas informações foi relatada pelas autoridades russas.
Há 14h10:23 Agência Lusa
Atentado em
Moscovo mata dois polícias de trânsito e um civil
Dois
polícias e um civil morreram hoje num ataque com recurso a uma bomba contra um veículo da
patrulha de trânsito em Moscovo, no que aparenta ser o segundo atentado
na capital russa em três dias.
“Dois
polícias de trânsito viram uma pessoa suspeita junto a um carro da polícia.
Quando se aproximaram para detê-la, um artefacto explosivo foi acionado. Em
consequência dos ferimentos sofridos, os dois agentes da polícia, bem como a
pessoa que estava junto a eles, morreram”, informou o Comité de Instrução da
Rússia (CIR), através da rede de mensagens Telegram.
Na
segunda-feira, o chefe de operações do Estado-Maior do Exército russo, Fanil
Sarvárov, morreu num atentado com um carro-bomba num bairro ao sul de Moscovo,
segundo o CIR, que começou por atribuir o atentado aos serviços de informação
ucranianos.
Há 14h10:21 Agência Lusa
Zaporíjia,
eleições e referendos: os detalhes do acordo
Em
relação à grande central nuclear de Zaporíjia, ocupada pela Rússia desde 2022 e localizada no sul da Ucrânia, no plano propõe-se
que seja operada em conjunto por Moscovo, Kiev e Washington, uma possibilidade
rejeitada por Volodymyr Zelensky.
“Para
a Ucrânia, isto parece muito inadequado e não totalmente realista”, disse aos jornalistas.
O
Presidente ucraniano afirmou ainda que o documento estipula que irá realizar
eleições presidenciais após a assinatura de um acordo para o fim das
hostilidades.
Indicou, no entanto, que qualquer acordo
que preveja a retirada das tropas ucranianas teria de ser aprovado por um referendo popular, o que exigiria um
cessar-fogo de 60 dias.
Zelensky
disse que esperava uma resposta da Rússia hoje sobre esta nova versão do plano
norte-americano. “Teremos
uma reacção dos russos depois de os americanos falarem com eles”, declarou.
Há 14h10:17 Agência Lusa
Acordo não
resolve questões territoriais, Kiev não abdica de possível adesão à NATO
Segundo
Zelensky, as negociações entre Kiev e Washington ainda não conduziram a um
consenso sobre estas questões territoriais, uma vez que Moscovo exige, em
particular, que Kiev ceda a porção da região leste de Donetsk que ainda está
sob o seu controlo.
O
Presidente ucraniano referiu estar “pronto para se reunir com os Estados
Unidos, ao nível de liderança, para tratar de questões sensíveis”, depois de
ter solicitado anteriormente uma reunião trilateral com o Presidente russo,
Vladimir Putin.
Segundo Zelensky, a nova versão do plano não exige que a Ucrânia
renuncie formalmente à adesão à NATO, outra grande exigência de Moscovo.
“Cabe
à NATO decidir se quer ou não acolher a Ucrânia como membro. E a nossa escolha
já foi feita. Decidimos não alterar a Constituição ucraniana para incluir uma
cláusula que declare que o país não aderirá à NATO”, declarou o líder
ucraniano.
Uma
versão anterior do plano, elaborada pelos Estados Unidos, exigia que Kiev se
comprometesse legalmente a não aderir à Aliança.
Há 14h10:12 Agência Lusa
Zelensky revela 20 pontos do plano de
paz dos EUA: documento prevê congelamento da frente de combate
O
Presidente ucraniano afirmou que a versão mais recente do plano dos Estados
Unidos para a Ucrânia prevê o congelamento das linhas da frente, mas
não resolve a possível cedência de território a Moscovo.
De
acordo com Volodymyr Zelensky, a nova versão do texto estipula que “a linha
de posicionamento das tropas à data deste acordo é a linha de contacto
reconhecida de facto”, situação que abriria caminho a discussões sobre a
criação de possíveis zonas desmilitarizadas.
“Um grupo de trabalho vai reunir-se para determinar o
reposicionamento das forças necessárias para pôr fim ao conflito, bem como para
definir os parâmetros de possíveis futuras zonas económicas especiais”, afirmou Zelensky, que proferiu estas declarações na
terça-feira, mas que foram apenas hoje divulgadas.
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