quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

NATAL, 25

             

E a guerra continua. Também com satélites chineses espreitando território ucraniano, em prestimosa ajuda aos amigos russos. E a figura de Zelensky mantendo-se – até quando? – o “amigo” Trump, provavelmente, aconselhando este, e jogando nos seus próprios carrinhos, mais próximos do seu pátrio ninho de ambições… Sim, a guerra é para seguir. Em várias frentes. E frontes. Das ambições mundanais. 

Guerra na Ucrânia

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Em directoZelensky revela 20 pontos do plano de paz dos EUA: documento prevê congelamento da frente de combate

Volodymyr Zelensky revelou esta terça-feira o plano de paz actualizado, redigido entre a Ucrânia e os EUA. Plano inclui cedências de Kiev, mas questão territorial continua por resolver.

Madalena Moreira: Texto

Actualizado Há 6h

Momentos-chave

Há 6hPorta-voz do Kremlin considera que negociações devem permanecer "secretas"

Há 9hKremlin não comenta plano de paz dos EUA

Há 10hServiços secretos ucranianos denunciam posicionamento de mísseis balísticos russos na Bielorússia

Há 14hZaporíjia, eleições e referendos: os detalhes do acordo

Há 14hAcordo não resolve questões territoriais, Kiev não abdica de possível adesão à NATO

Há 14hZelensky revela 20 pontos do plano de paz dos EUA: documento prevê congelamento da frente de combate

Actualizações em directo

Há 6h18:44 Agência Lusa 

Zelensky associa mais ataques russos a imagens captadas por satélites chineses

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, associou hoje a captação por satélites chineses de imagens do território ucraniano ao aumento de ataques russos contra infraestruturas energéticas, defendendo que tal permite a Moscovo prolongar a guerra.

Alertando que tem sido observado um incremento da relação da Rússia com entidades na China que podem fornecer dados de inteligência espacial”, Volodymyr Zelensky lamentou, citado pela agência noticiosa Europa Press, que “estes casos permitam à Rússia prolongar a guerra e prejudiquem seriamente a diplomacia”.

O chefe de Estado reuniu-se hoje com o chefe do Serviço de Informações Externas ucraniano, Oleg Ivashchenko, para tratar esta e outras questões relacionadas com o apoio à Rússia de atores estrangeiros na guerra, entre as quais a recente instalação de mísseis russos “Oreshnik”, com capacidade nuclear, na Bielorrússia, que faz fronteira com a Ucrânia.

“A proliferação agressiva destas armas representa uma ameaça global e cria um precedente perigoso”, insistiu Volodymyr Zelensky.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e, desde então, a guerra já custou dezenas de milhares de vidas civis e militares aos dois países, segundo várias fontes.

Há 6h18:44 Sâmia Fiates 

Porta-voz do Kremlin considera que negociações devem permanecer "secretas".

O porta-voz do Kremlin não quis confirmar se a Rússia está a tentar mudar o plano de 20 pontos proposto pelos EUA para um acordo de paz na Ucrânia, alegando que as negociações devem permanecer “secretas”.

Dmitry Peskov reagiu à notícia publicada esta quarta-feira pela Bloomberg, que escreve que, de acordo com uma fonte do Kremlin, Putin estaria a evitar rejeitar publicamente o plano para não ofender Donald Trump, mas que está a considerar a proposta norte-americana como “um ponto de partida”, apesar de não atender várias exigências russas. A fonte alega que a Rússia estaria particularmente preocupada em impor mais restrições militares à Ucrânia.

“Não tenho nenhum comentário. Continuamos a acreditar que deve haver um véu de secretismo acerca das negociações”, disse Dmitry Peskov ao jornal russo RBC, citado pela agência TASS.

Em declarações a outro órgão de comunicação social russo, Peskov disse também que uma chamada entre Trump e Putin pode ser organizada facilmente. “O feriado de Natal está a chegar, aliás, já começou. A vida lá fica mais calma durante este período. Mas se for necessário, temos a possibilidade de organizar rapidamente”, disse o porta-voz do Kremlin.

Há 6h18:23 Sâmia Fiates

Ataque que matou dois polícias e um civil em Moscovo terá sido acção dos serviços secretos ucranianos

De acordo com o que disse uma fonte dos serviços secretos militares da Ucrânia à agência AP, citada pela Al-Jazeera, o ataque desta quarta-feira em Moscovo que matou dois polícias e um civil fez parte de uma operação da agência ucraniana.

Dois polícias e um civil morreram hoje num ataque com recurso a uma bomba contra um veículo da patrulha de trânsito em Moscovo, no que aparenta ser o segundo atentado na capital russa em três dias. O Ministério da Administração Interna da Rússia identificou os polícias mortos como Ilya Klimanov, de 24 anos, e Maxim Gorbunov, de 25.

Há 6h17:57 Sâmia Fiates 

Macron diz que trabalhos da Coligação das Vontades continua em janeiro em Paris

Numa publicação no X esta quarta-feira, Emmanuel Macron diz que se reuniu com Mark Rutte, o secretário geral da NATO, para falar da situação na Ucrânia e do progresso dos trabalhos da Coligação das Vontades, o grupo de países europeus a apoiar Zelensky. “A começar em janeiro em Paris, vamos continuar os esforços com a visão de providenciar à Ucrânia garantias de segurança fortes, que são uma condição essencial para alcançar uma paz robusta e duradoura, escreveu o Presidente francês.

“Enquanto a Rússia continua a agressão, a Ucrânia continua a lutar e a demonstrar resiliência. Pode contar com o nosso apoio constante agora e no futuro”.

Há 8h16:44 Sâmia Fiates 

"Não importa como decoramos as nossas casas, mas sim como as defendemos", diz Zelensky em mensagem de Natal

À espera da resposta russa ao acordo de cessar-fogo proposto pelos EUA, Volodymyr Zelensky partilhou nas redes sociais uma mensagem de Natal a reforçar a união dos ucranianos, ao mesmo tempo em que destaca como a guerra afectou a população do país. “Apesar do sofrimento que a Rússia causou, não foi capaz de ocupar e bombardear o que mais importa, que é o coração dos ucranianos, a nossa fé e união”, começou por dizer o Presidente ucraniano.

Na mensagem de Natal, Zelensky destacou que “não importa como decoramos as nossas casas, mas sim como as defendemos”, afirmando que actualmente o que os ucranianos valorizam não são as luzes de Natal mas “que haja electricidade nas nossas casas”, e que o essencial não é ouvir canções natalícias mas “não ouvir o som de bombas e mísseis”.

Zelensky assinalou ainda os ataques russos das últimas horas, acusando a Rússia de agir de forma contrária aos princípios do “cristianismo e da humanidade”.

A chegar ao fim da mensagem, o Presidente ucraniano destacou o pedido de Natal comum a todos os ucranianos: “Que ele pereça, muitos de nós podemos pensar”, disse Zelensky, sobre o Presidente russo, Vladimir Putin. “Mas depois viramo-nos para Deus, é claro, e pedimos por algo maior. Paz para a Ucrânia”, afirmou o Presidente ucraniano, que já disse anteriormente estar à espera da resposta russa sobre o plano de 20 pontos proposto pelos EUA durante as recentes negociações em Miami.

Há 9h15:16 Sâmia Fiates 

Kremlin não comenta plano de paz dos EUA

Apesar do enviado especial do Presidente russo, Kirill Dmitriev, já ter reportado a Vladimir Putin acerca das negociações recentes em Miami, a Rússia ainda não tem comentários a fazer sobre o plano de paz dos EUA de 20 pontos, informou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações citadas pela agência TASS.

“Agora vamos considerar as informações recebidas pelo nosso chefe de Estado para formular a nossa posição e continuar os nossos contactos através dos canais disponíveis, e o mais breve possível”, disse Peskov em declarações à imprensa esta quarta-feira.

Há 10h14:42 Madalena Moreira 

Serviços secretos ucranianos denunciam posicionamento de mísseis balísticos russos na Bielorússia

Volodymyr Zelensky alertou hoje para o facto de a Rússia estar a colocar sistemas de mísseis balísticos na Bielorrússia. O Presidente considerou que “é importante os parceiros estarem conscientes disso e considerar [os mísseis] nas suas medidas defensivas”. “Acreditamos que a proliferação perigosa deste tipo de armas é uma ameaça global que cria um precedente perigoso”, escreveu o líder ucraniano nas suas redes sociais.

As declarações foram feitas após uma reunião com os responsável dos serviços de informação externos da Ucrânia. Além do posicionamento de armas na Bielorússia, os serviços secretos ucranianos denunciaram ainda a fuga da Rússia às sanções internacionais aplicadas às empresas de energia, através do recurso a “donos temporários e numerosos esquemas legais fictícios”, assim como a cooperação com a China no âmbito militar, particularmente na partilha de informações obtidas com recurso a satélites espaciais.

“Vemos estes casos como actividades que permitem à Rússia prolongar a guerra e tornar os esforços diplomáticos menos sérios. Vamos alertar para o tema os nossos parceiros”, rematou Zelensky.

Há 10h13:49 Madalena Moreira 

Ucrânia atinge alvos na Rússia e na Crimeia durante a noite

As Forças Armadas ucranianas relataram hoje ter realizado dois ataques bem sucedidos durante a noite. Um ataque teve como alvo uma fábrica de borracha na região de Tula, especializada no fabrico de peças para explosivos plásticos. O outro atingiu um local de armazenamento de drones marítimos na Crimeia ocupada.

As autoridades ucranianas afirmaram que os ataques “fazem parte de uma redução sistemática do potencial militar e económico do agressor russo”, segundo um comunicado citado pelo Ukrainska Pravda.

Há 11h13:31 Madalena Moreira 

Polícias russos mortos eram suspeitos de torturar prisioneiros de guerra, avança imprensa ucraniana

Os dois polícias russos que foram mortos esta manhã em Moscovo eram suspeitos de terem participado na tortura de prisioneiros de guerra ucranianos. A informação foi avançada pelo Kyiv Independent que cita uma fonte dos serviços de informação militares de Kiev.

Essa mesma fonte afirma que o autor do ataque agiu “em protesto contra a política agressiva do Kremlin” e que o atentado faz parte de uma sucessão de ataques que visão responsáveis russos acusados de terem cometido crimes de guerra. Nenhuma destas informações foi relatada pelas autoridades russas.

Há 14h10:23 Agência Lusa 

Atentado em Moscovo mata dois polícias de trânsito e um civil

Dois polícias e um civil morreram hoje num ataque com recurso a uma bomba contra um veículo da patrulha de trânsito em Moscovo, no que aparenta ser o segundo atentado na capital russa em três dias.

“Dois polícias de trânsito viram uma pessoa suspeita junto a um carro da polícia. Quando se aproximaram para detê-la, um artefacto explosivo foi acionado. Em consequência dos ferimentos sofridos, os dois agentes da polícia, bem como a pessoa que estava junto a eles, morreram”, informou o Comité de Instrução da Rússia (CIR), através da rede de mensagens Telegram.

Na segunda-feira, o chefe de operações do Estado-Maior do Exército russo, Fanil Sarvárov, morreu num atentado com um carro-bomba num bairro ao sul de Moscovo, segundo o CIR, que começou por atribuir o atentado aos serviços de informação ucranianos.

Há 14h10:21 Agência Lusa 

Zaporíjia, eleições e referendos: os detalhes do acordo

Em relação à grande central nuclear de Zaporíjia, ocupada pela Rússia desde 2022 e localizada no sul da Ucrânia, no plano propõe-se que seja operada em conjunto por Moscovo, Kiev e Washington, uma possibilidade rejeitada por Volodymyr Zelensky.

“Para a Ucrânia, isto parece muito inadequado e não totalmente realista”, disse aos jornalistas.

O Presidente ucraniano afirmou ainda que o documento estipula que irá realizar eleições presidenciais após a assinatura de um acordo para o fim das hostilidades.

Indicou, no entanto, que qualquer acordo que preveja a retirada das tropas ucranianas teria de ser aprovado por um referendo popular, o que exigiria um cessar-fogo de 60 dias.

Zelensky disse que esperava uma resposta da Rússia hoje sobre esta nova versão do plano norte-americano. “Teremos uma reacção dos russos depois de os americanos falarem com eles”, declarou.

Há 14h10:17 Agência Lusa 

Acordo não resolve questões territoriais, Kiev não abdica de possível adesão à NATO

Segundo Zelensky, as negociações entre Kiev e Washington ainda não conduziram a um consenso sobre estas questões territoriais, uma vez que Moscovo exige, em particular, que Kiev ceda a porção da região leste de Donetsk que ainda está sob o seu controlo.

O Presidente ucraniano referiu estar “pronto para se reunir com os Estados Unidos, ao nível de liderança, para tratar de questões sensíveis”, depois de ter solicitado anteriormente uma reunião trilateral com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Segundo Zelensky, a nova versão do plano não exige que a Ucrânia renuncie formalmente à adesão à NATO, outra grande exigência de Moscovo.

“Cabe à NATO decidir se quer ou não acolher a Ucrânia como membro. E a nossa escolha já foi feita. Decidimos não alterar a Constituição ucraniana para incluir uma cláusula que declare que o país não aderirá à NATO”, declarou o líder ucraniano.

Uma versão anterior do plano, elaborada pelos Estados Unidos, exigia que Kiev se comprometesse legalmente a não aderir à Aliança.

Há 14h10:12 Agência Lusa 

Zelensky revela 20 pontos do plano de paz dos EUA: documento prevê congelamento da frente de combate

O Presidente ucraniano afirmou que a versão mais recente do plano dos Estados Unidos para a Ucrânia prevê o congelamento das linhas da frente, mas não resolve a possível cedência de território a Moscovo.

De acordo com Volodymyr Zelensky, a nova versão do texto estipula que “a linha de posicionamento das tropas à data deste acordo é a linha de contacto reconhecida de facto”, situação que abriria caminho a discussões sobre a criação de possíveis zonas desmilitarizadas.

“Um grupo de trabalho vai reunir-se para determinar o reposicionamento das forças necessárias para pôr fim ao conflito, bem como para definir os parâmetros de possíveis futuras zonas económicas especiais”, afirmou Zelensky, que proferiu estas declarações na terça-feira, mas que foram apenas hoje divulgadas.

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