Amarela, de defesa, de ataque, linhas de conduta, em suma, de coser,
também, a título pessoal, atinente à expressão figurativa “linhas com que te coses”, que é comum à retórica ameaçadora, linhas
por vezes formando perímetros de percurso incerto.
E eis-nos aqui, entre os chavões matar,
morrer, ferir, estropear, assassinar, subjugar, rebaixar, vitimar, em suma…
uns na aflição vivida por conta alheia, outros no regozijo poderoso
da conta própria subjugadora…
Chavões principais, num mundo de repente
a despenhar-se, aparentemente sem travões… Sem linha, também. Hoje, tempo em
que «Israel é um de apenas 36 Estados da ONU que não
reconhece a Palestina como Estado», segundo afirma NETANYAHU.
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Em
directo/ "Não vamos criar um Estado comprometido com a
nossa destruição à nossa porta", diz Netanyahu
De visita a Israel, Merz
sublinhou a necessidade de avançar para a segunda fase do acordo
de reconhecimento da Palestina. Netanyahu concordou com o primeiro
ponto, mas voltou a recusar o segundo.
Actualizado Há 5h
ABIR SULTAN/EPA
Momentos-chave
Há 5hChefe do exército
israelita define "linha amarela" como "nova fronteira" em
Gaza
Há 6hMediadores querem que
EUA forcem Israel a aceitar segunda fase de trégua
Há 11hExército israelita
mata palestiniano que cruzou Linha Amarela
Há 12hNetanyahu volta a
recusar reconhecimento do Estado Palestiniano e anuncia encontro com Trump
Há 14hIsrael acredita que
Hamas localizou corpo do último refém que ainda está em Gaza
Há 1dHamas diz estar pronto
para entregar armas se Israel cessar ocupação
Há 1dQatar e Egipto apelam ao destacamento da
força internacional para Gaza
Há 1dPelo menos 367
palestinianos mortos em Gaza desde entrada em vigor do cessar-fogo
Há 1dPresidente israelita considera perdão a
Netanyahu, mas desvaloriza influência de Trump
Há 1dMerz pressiona Abbas a
fazer "reformas urgentes" na Autoridade Palestiniana
Actualizações em directo
Há 5h18:52 Agência Lusa
Chefe do
exército israelita define "linha amarela" como "nova
fronteira" em Gaza
Num texto dirigido aos soldados
da reserva em Gaza, o chefe do Estado-Maior israelita, Eyal Zamir,
afirmou que a “linha amarela” representa “uma linha de defesa avançada para
os colonatos (israelitas) e uma linha de ataque”.
De acordo com o cessar-fogo
acordado com o Hamas, em vigor desde 10 de outubro, as tropas israelitas
deverão retirar-se da Faixa de Gaza de forma faseada, após uma retirada inicial
dentro do território delimitado pela “linha amarela”.
Hoje, exército israelita matou
um palestiniano depois de este ter alegadamente cruzado a chamada “linha
amarela” na zona sul da Faixa de Gaza.
Num comunicado, a organização
militar de Israel explicou que, depois de ter sido identificado “um
terrorista”, as tropas abriram fogo para “eliminar a ameaça”.
Sob o pretexto de “ameaças
imediatas”, as tropas israelitas têm matado diariamente habitantes de
Gaza desde a entrada em vigor do cessar-fogo, elevando o número oficial de
mortos para 366, segundo o Ministério da Saúde do enclave, sem contar os
registos mais recentes.
Entre os mortos estão
militantes e civis de Gaza que alegadamente atravessaram a “linha amarela”, a
demarcação imaginária para a qual as tropas israelitas se retiraram quando o
cessar-fogo começou. Para além dessa linha, todo o perímetro, mais de
50% de Gaza, continua sob controlo militar de Israel.
Há 6h18:27 Agência Lusa
Mediadores
querem que EUA forcem Israel a aceitar segunda fase de trégua.
Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar afirmou
hoje que o objectivo principal dos mediadores do conflito na Faixa de Gaza é
que os Estados Unidos forcem Israel a aceitar a segunda fase da trégua.
“Neste momento, o nosso principal objectivo é conseguir que os Estados
Unidos empurrem Israel até à fase dois [da trégua] e apoiar o desenho desse
processo”,
disse Majed al Ansari, citado pela agência Efe, num encontro com jornalistas à
margem do Fórum de Doha, que terminou hoje com a participação de vários
representantes internacionais.
O porta-voz fez referência à implementação do plano de paz de 20
pontos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que entrou em vigor
em 10 de outubro, quando Israel e o Hamas acordaram um frágil cessar-fogo
que tem sido violado, especialmente pela parte israelita com ataques
recorrentes em Gaza, segundo a Efe.
Al Ansari denunciou que “qualquer violação do cessar-fogo constitui uma
ameaça para o mesmo”, num momento em que não há perspectivas para o início da segunda
fase do plano, que estipula o desarmamento do Hamas, a implementação de uma
força de estabilização internacional e a formação de um governo tecnocrata.
“A falta de decisão sobre muito destes temas dá tempo para que se
derrube o cessar-fogo.
Estamos bastante preocupados, mas acreditamos no processo e na colaboração com
os Estados Unidos”, asseverou o porta-voz, que apontou que o Catar e os
restantes mediadores (entre os quais o Egipto e Turquia) trabalham
“muito de perto com a administração Trump para impulsionar o início da segunda
fase”.
Al Ansari reconheceu que o Catar
já supunha que o plano de paz “necessitaria de um segundo impulso” depois da implementação da primeira, que estipulava a libertação de presos palestinianos, a
libertação de reféns vivos às mãos do Hamas e a devolução dos corpos dos
mortos, entre outros pontos.
Segundo a agência Efe, resta o corpo de um refém por
devolver, algo que o responsável do Catar
qualificou de “milagre”, uma vez que acreditava que era algo “quase impossível”.
Não obstante, afirmou que a preocupação se centra nas “garantias de
segurança” e outros aspectos no terreno, onde há “violações do cessar-fogo
quase diariamente” e que a ajuda humanitária “não está a
chegar segundo o acordado”.
O primeiro-ministro israelita,
Benjamin Netanyahu,
defendeu hoje que a terceira fase do cessar-fogo em Gaza, proposta pelo
Presidente norte-americano, Donald Trump, deverá passar pela “desradicalização” do território.
Netanyahu comparou o processo ao
realizado na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial.
“Como disse ao chanceler [Friedrich Merz] há uma terceira fase: a desradicalização
de Gaza,
algo que também era considerado impossível, mas que foi conseguido na
Alemanha”, salientou o primeiro-ministro de Israel numa conferência de imprensa
em Jerusalém.
Ao lado do chanceler alemão,
Netanyahu afirmou que a primeira fase do cessar-fogo já foi concluída e que a
segunda deverá avançar “muito em breve”, embora reconheça que será “mais
difícil”, quase dois meses após ter entrado em vigor.
“Discutimos como acabar com o domínio do Hamas em Gaza. Concluímos a
primeira fase. Esperamos
agora avançar muito em breve para a segunda fase”, declarou.
A terceira etapa, acrescentou, terá início posteriormente.
No total, desde que Israel
começou a sua ofensiva em Gaza como retaliação pelos ataques do Hamas em
outubro de 2023, um total de 70.354 palestinianos
morreram em ataques israelitas e 171.030 ficaram feridos,
muitos com amputações e lesões para a vida, ao passo que 367
morreram desde a entrada em vigor da trégua, segundo o Ministério da
Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas.
Há 11h13:46 Agência Lusa
Irão anuncia regresso de mais 55
cidadãos deportados pelos EUA a Teerão nos próximos dias.
O Irão anunciou hoje que 55 dos seus cidadãos deportados pelos Estados
Unidos chegarão a Teerão nos próximos dias, após a decisão norte-americana de
reexaminar as autorizações de residência emitidas a cidadãos de 19 países
“considerados preocupantes”.
“Nos próximos dias, cerca de 55 cidadãos regressarão ao Irão. Este é o
segundo grupo que regressa ao Irão nos últimos meses”, afirmou o porta-voz do
Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Baghaei, na sua
conferência de imprensa semanal.
O diplomata disse que estas deportações “se baseiam em motivos políticos
e em políticas anti-imigração que vão contra o direito internacional”.
Em setembro, funcionários iranianos indicaram que os Estados Unidos
tinham identificado cerca de 400 iranianos para serem deportados e que um
primeiro voo com 120 pessoas se dirigia a Teerão via Qatar.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros indicou então que as
autoridades americanas pediram aos cidadãos iranianos que abandonassem o seu
território, “embora alguns deles residissem naquele país há várias décadas”, e
denunciou que o “comportamento do governo americano em relação a esses cidadãos
foi desumano e discriminatório”.
Há 11h13:34 Madalena Moreira
Exército israelita mata palestiniano que cruzou Linha Amarela
Uma pessoa palestiniana foi morta hoje pelas forças israelitas, que
justificaram o ataque com o facto de a pessoa ter cruzado a Linha Amarela,
que marca os limites da ocupação israelita na Faixa de Gaza. “Feita a
identificação, as tropas eliminaram o terrorista”, escreveu o Exército em
comunicado.
Ao todo, 373 pessoas foram mortas e 970 foram feridas em ataques
israelitas durante o cessar-fogo assinado em outubro e que continua em vigor na
Faixa de Gaza, segundo números das autoridades palestinianas.
Há 12h12:13 Madalena Moreira
Netanyahu volta a recusar
reconhecimento do Estado Palestiniano e anuncia encontro com Trump
Ainda durante a conferência de imprensa com Friedrich Merz, Benjamin
Netanyahu também se mostrou disponível para avançar para a segunda fase do
acordo de cessar-fogo assinado em outubro. “Vou discutir
[as actuais oportunidades da paz] com o Presidente Trump quando me reunir com
ele no final deste mês”, detalhou.
Netanyahu comparou a situação na Faixa de Gaza com a situação na Alemanha no
pós-II Guerra Mundial — em ambos os casos, disse, é necessário um processo de
“desradicalização”.
O líder israelita elogiou os diálogos com Merz, que diz serem “honestos
e abertos”, mesmo quando discordam. Um exemplo dessa discordância é o reconhecimento do Estado da
Palestina — um passo a que a Alemanha não fecha a porta mas continua sem dar —,
que Netanyahu voltou a recusar, apesar de fazer parte do plano a longo prazo
para Gaza.
“Eles já tinham um
Estado de facto em Gaza e foi utilizado para tentar destruir o
único Estado judeu.
Acreditamos que há um caminho para avançar para uma paz alargada com
os Estados árabes e um caminho para também estabelecer uma paz exequível com os
nossos vizinhos palestinianos, mas não vamos criar um Estado que está
comprometido com a nossa destruição à nossa porta“, declarou Netanyahu — Israel é um de apenas 36 Estados da ONU que não
reconhece a Palestina como Estado.
CONTINUA
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