segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Linhas


Amarela, de defesa, de ataque, linhas de conduta, em suma, de coser, também, a título pessoal, atinente à expressão figurativa “linhas com que te coses”, que é comum à retórica ameaçadora, linhas por vezes formando perímetros de percurso incerto.

E eis-nos aqui, entre os chavões matar, morrer, ferir, estropear, assassinar, subjugar, rebaixar, vitimar, em suma… uns na aflição vivida por conta alheia, outros no regozijo poderoso da conta própria subjugadora…

Chavões principais, num mundo de repente a despenhar-se, aparentemente sem travões… Sem linha, também. Hoje, tempo em que «Israel é um de apenas 36 Estados da ONU que não reconhece a Palestina como Estado», segundo afirma NETANYAHU.

 

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Conflito Israelo-palestiniano

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Em directo/ "Não vamos criar um Estado comprometido com a nossa destruição à nossa porta", diz Netanyahu

De visita a Israel, Merz sublinhou a necessidade de avançar para a segunda fase do acordo de reconhecimento da Palestina. Netanyahu concordou com o primeiro ponto, mas voltou a recusar o segundo.

MADALENA MOREIRA: Texto

Actualizado Há 5h

ABIR SULTAN/EPA

Momentos-chave

Há 5hChefe do exército israelita define "linha amarela" como "nova fronteira" em Gaza

Há 6hMediadores querem que EUA forcem Israel a aceitar segunda fase de trégua

Há 11hExército israelita mata palestiniano que cruzou Linha Amarela

Há 12hNetanyahu volta a recusar reconhecimento do Estado Palestiniano e anuncia encontro com Trump

Há 12hMerz assegura apoio pela "existência e segurança de Israel", mas diz que críticas são necessárias

Há 14hIsrael acredita que Hamas localizou corpo do último refém que ainda está em Gaza

Há 1dHamas diz estar pronto para entregar armas se Israel cessar ocupação

Há 1dQatar e Egipto apelam ao destacamento da força internacional para Gaza

Há 1dPelo menos 367 palestinianos mortos em Gaza desde entrada em vigor do cessar-fogo

Há 1dPresidente israelita considera perdão a Netanyahu, mas desvaloriza influência de Trump

Há 1dAtaque com drones israelita mata uma pessoa no norte de Gaza. Sete palestinianos foram mortos este sábado

Há 1d"Israel, ao gerir crises na região, exporta crises para outros países", acusa Presidente da Síria

Há 1dMerz pressiona Abbas a fazer "reformas urgentes" na Autoridade Palestiniana

Há 1dPrimeiro-ministro do Qatar diz que Faixa de Gaza enfrenta "momento crítico" para transformar "pausa" em "cessar-fogo"

Actualizações em directo

Há 5h18:52 Agência Lusa 

Chefe do exército israelita define "linha amarela" como "nova fronteira" em Gaza

Num texto dirigido aos soldados da reserva em Gaza, o chefe do Estado-Maior israelita, Eyal Zamir, afirmou que a “linha amarela” representa “uma linha de defesa avançada para os colonatos (israelitas) e uma linha de ataque”.

De acordo com o cessar-fogo acordado com o Hamas, em vigor desde 10 de outubro, as tropas israelitas deverão retirar-se da Faixa de Gaza de forma faseada, após uma retirada inicial dentro do território delimitado pela “linha amarela”.

Hoje, exército israelita matou um palestiniano depois de este ter alegadamente cruzado a chamada “linha amarela” na zona sul da Faixa de Gaza.

Num comunicado, a organização militar de Israel explicou que, depois de ter sido identificado “um terrorista”, as tropas abriram fogo para “eliminar a ameaça”.

Sob o pretexto de “ameaças imediatas”, as tropas israelitas têm matado diariamente habitantes de Gaza desde a entrada em vigor do cessar-fogo, elevando o número oficial de mortos para 366, segundo o Ministério da Saúde do enclave, sem contar os registos mais recentes.

Entre os mortos estão militantes e civis de Gaza que alegadamente atravessaram a “linha amarela”, a demarcação imaginária para a qual as tropas israelitas se retiraram quando o cessar-fogo começou. Para além dessa linha, todo o perímetro, mais de 50% de Gaza, continua sob controlo militar de Israel.

 

Há 6h18:27 Agência Lusa

Mediadores querem que EUA forcem Israel a aceitar segunda fase de trégua.

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar afirmou hoje que o objectivo principal dos mediadores do conflito na Faixa de Gaza é que os Estados Unidos forcem Israel a aceitar a segunda fase da trégua.

“Neste momento, o nosso principal objectivo é conseguir que os Estados Unidos empurrem Israel até à fase dois [da trégua] e apoiar o desenho desse processo”, disse Majed al Ansari, citado pela agência Efe, num encontro com jornalistas à margem do Fórum de Doha, que terminou hoje com a participação de vários representantes internacionais.

O porta-voz fez referência à implementação do plano de paz de 20 pontos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que entrou em vigor em 10 de outubro, quando Israel e o Hamas acordaram um frágil cessar-fogo que tem sido violado, especialmente pela parte israelita com ataques recorrentes em Gaza, segundo a Efe.

Al Ansari denunciou que “qualquer violação do cessar-fogo constitui uma ameaça para o mesmo”, num momento em que não há perspectivas para o início da segunda fase do plano, que estipula o desarmamento do Hamas, a implementação de uma força de estabilização internacional e a formação de um governo tecnocrata.

“A falta de decisão sobre muito destes temas dá tempo para que se derrube o cessar-fogo. Estamos bastante preocupados, mas acreditamos no processo e na colaboração com os Estados Unidos”, asseverou o porta-voz, que apontou que o Catar e os restantes mediadores (entre os quais o Egipto e Turquia) trabalham “muito de perto com a administração Trump para impulsionar o início da segunda fase”.

Al Ansari reconheceu que o Catar já supunha que o plano de paz “necessitaria de um segundo impulso” depois da implementação da primeira, que estipulava a libertação de presos palestinianos, a libertação de reféns vivos às mãos do Hamas e a devolução dos corpos dos mortos, entre outros pontos.

Segundo a agência Efe, resta o corpo de um refém por devolver, algo que o responsável do Catar qualificou de “milagre”, uma vez que acreditava que era algo “quase impossível”.

Não obstante, afirmou que a preocupação se centra nas “garantias de segurança” e outros aspectos no terreno, onde há “violações do cessar-fogo quase diariamente” e que a ajuda humanitária “não está a chegar segundo o acordado”.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje que a terceira fase do cessar-fogo em Gaza, proposta pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, deverá passar pela “desradicalização” do território.

Netanyahu comparou o processo ao realizado na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial.

“Como disse ao chanceler [Friedrich Merz] há uma terceira fase: a desradicalização de Gaza, algo que também era considerado impossível, mas que foi conseguido na Alemanha”, salientou o primeiro-ministro de Israel numa conferência de imprensa em Jerusalém.

Ao lado do chanceler alemão, Netanyahu afirmou que a primeira fase do cessar-fogo já foi concluída e que a segunda deverá avançar “muito em breve”, embora reconheça que será “mais difícil”, quase dois meses após ter entrado em vigor.

“Discutimos como acabar com o domínio do Hamas em Gaza. Concluímos a primeira fase. Esperamos agora avançar muito em breve para a segunda fase”, declarou.

A terceira etapa, acrescentou, terá início posteriormente.

No total, desde que Israel começou a sua ofensiva em Gaza como retaliação pelos ataques do Hamas em outubro de 2023, um total de 70.354 palestinianos morreram em ataques israelitas e 171.030 ficaram feridos, muitos com amputações e lesões para a vida, ao passo que 367 morreram desde a entrada em vigor da trégua, segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas.

Há 11h13:46 Agência Lusa 

Irão anuncia regresso de mais 55 cidadãos deportados pelos EUA a Teerão nos próximos dias.

O Irão anunciou hoje que 55 dos seus cidadãos deportados pelos Estados Unidos chegarão a Teerão nos próximos dias, após a decisão norte-americana de reexaminar as autorizações de residência emitidas a cidadãos de 19 países “considerados preocupantes”.

“Nos próximos dias, cerca de 55 cidadãos regressarão ao Irão. Este é o segundo grupo que regressa ao Irão nos últimos meses”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Baghaei, na sua conferência de imprensa semanal.

O diplomata disse que estas deportações “se baseiam em motivos políticos e em políticas anti-imigração que vão contra o direito internacional”.

Em setembro, funcionários iranianos indicaram que os Estados Unidos tinham identificado cerca de 400 iranianos para serem deportados e que um primeiro voo com 120 pessoas se dirigia a Teerão via Qatar.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros indicou então que as autoridades americanas pediram aos cidadãos iranianos que abandonassem o seu território, “embora alguns deles residissem naquele país há várias décadas”, e denunciou que o “comportamento do governo americano em relação a esses cidadãos foi desumano e discriminatório”.

Há 11h13:34 Madalena Moreira 

Exército israelita mata palestiniano que cruzou Linha Amarela

Uma pessoa palestiniana foi morta hoje pelas forças israelitas, que justificaram o ataque com o facto de a pessoa ter cruzado a Linha Amarela, que marca os limites da ocupação israelita na Faixa de Gaza. “Feita a identificação, as tropas eliminaram o terrorista”, escreveu o Exército em comunicado.

Ao todo, 373 pessoas foram mortas e 970 foram feridas em ataques israelitas durante o cessar-fogo assinado em outubro e que continua em vigor na Faixa de Gaza, segundo números das autoridades palestinianas.

Há 12h12:13 Madalena Moreira 

Netanyahu volta a recusar reconhecimento do Estado Palestiniano e anuncia encontro com Trump

Ainda durante a conferência de imprensa com Friedrich Merz, Benjamin Netanyahu também se mostrou disponível para avançar para a segunda fase do acordo de cessar-fogo assinado em outubro. Vou discutir [as actuais oportunidades da paz] com o Presidente Trump quando me reunir com ele no final deste mês”, detalhou. Netanyahu comparou a situação na Faixa de Gaza com a situação na Alemanha no pós-II Guerra Mundial — em ambos os casos, disse, é necessário um processo de “desradicalização”.

O líder israelita elogiou os diálogos com Merz, que diz serem “honestos e abertos”, mesmo quando discordam. Um exemplo dessa discordância é o reconhecimento do Estado da Palestina — um passo a que a Alemanha não fecha a porta mas continua sem dar —, que Netanyahu voltou a recusar, apesar de fazer parte do plano a longo prazo para Gaza.

“Eles já tinham um Estado de facto em Gaza e foi utilizado para tentar destruir o único Estado judeu. Acreditamos que há um caminho para avançar para uma paz alargada com os Estados árabes e um caminho para também estabelecer uma paz exequível com os nossos vizinhos palestinianos, mas não vamos criar um Estado que está comprometido com a nossa destruição à nossa porta“, declarou NetanyahuIsrael é um de apenas 36 Estados da ONU que não reconhece a Palestina como Estado.

CONTINUA

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