quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

As sucessoras

 

Onde – e também quando - é que já ouvi isto?

Se bem me lembro…

“Foi há vinte? Há trinta? Nem eu sei já quando! …”

Upa! Upa! Embora fossem outras, as presenças palrantes então, num desenlace histórico inesperado pelos cândidos… pelos patetas, digo, como nós-outros, os confiados na História Nacional, dos anteriores caminhos da coragem, que contribuíram para o desenvolvimento desses povos, mas condenados pelos tais palrantes, que hoje não condenam, contudo, esses povos dos nobres considerandos anteriores, os quais, afinal, até pretendem hoje imitar-nos. Em maior amplitude de ambição e ultraje, todavia, já que o que fizéramos, como iniciadores e com alguns outros parceiros, fora civilizar povos praticamente então apagados na História, contrariamente aos invasores de hoje, destruidores de povos bem “acesos”, nos espaços da civilização, como essa Ucrânia do nosso pesadelo… Mas as Catarinas Martins essencialmente amantes do povo-povo (populus-i do seu afecto), celebram virtuosamente esses valores abstractos que tanto as elevam espiritualmente. Vejamos, entre outros seus ditos notáveis:Nestes tempos em que nos querem de olhos no chão, convém lembrar que o Natal celebra as famílias perseguidas, a recusa da exclusão, a solidariedade, o humanismo, excluindo, contudo, na sua referência, julgo, os tais Ucranianos maliciosamente invadidos hoje, em que o Mundo já está todo conhecido.

Cá por mim, sem ilações de peso, na inexistência de qualidade ilativa pessoal que se preze, só me lembro, na questão do NATAL, do MENINO deitado nas palhinhas, ao frio. Posso, é certo, acrescentar as rabanadas do meu prazer gustativo, que TAL DIA proporcionou à gastronomia da nossa gulodice particular.

Quanto aos “olhos no chão” da definição arrogante de Catarina a respeito dos superiores hierárquicos sobre os “inferiores”, só espero que na sua moralidade severa não transpareçam requintes de recalcamentos, que não precisa de ter, competente que é a manobrar os dados do seu saber, tal como as suas camaradas de virtude e as predecessoras.

 

Presidenciais: Catarina Martins apela a valores do Natal contra quem quer portugueses de "olhos no chão".

"Nestes tempos em que nos querem de olhos no chão, convém lembrar que o Natal celebra as famílias perseguidas, a recusa da exclusão, a solidariedade, o humanismo", salienta a candidata presidencial.

AGÊNCIA LUSA: Texto

OBSERVADOR, 23 dez. 2025, 16:22 3 

A candidata presidencial e ex-líder do BE, CATARINA MARTINS, salientou esta terça-feira que o Natal celebra “a recusa da exclusão, a solidariedade e o humanismo” e criticou quem quer os portugueses de “olhos no chão”.

 “Nestes tempos em que nos querem de olhos no chão, convém lembrar que o Natal celebra as famílias perseguidas, a recusa da exclusão, a solidariedade, o humanismo”, salienta Catarina Martins, numa mensagem de Natal divulgada esta terça-feira.

A mensagem em vídeo começa com Catarina Martins a citar um poema de Alexandre O’Neill intitulado “Portugal”: “Ó Portugal, se fosses só três sílabas”.

Para a candidata presidencial e eurodeputada, “nas três sílabas de Portugal cabe esse Natal e a luta de todos e todas por quem não tem direito ao seu presente”.

Façamos deste um tempo solidário. Transformemos o abandono em comunhão. Estendamos a mão a quem está ao nosso lado”, apelou.

Catarina Martins recorda que este poema foi publicado nos finais dos anos 60 quando a ditadura impunha a todos os que aqui viviam, a mais profunda miséria, a exploração, o exílio para sobreviver ou a obrigação de matar ou morrer numa guerra contra outras gentes que apenas reclamavam o direito a decidir sobre a sua vida”.

Na óptica da candidata a Belém, “o tempo mostrou que Portugal moderno é muito mais do que três sílabas”, mas sim “uma democracia construída na recusa da opressão e da guerra”, “uma sociedade que soube e sabe acolher”, e que “levantou do chão a solidariedade do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, da Segurança Social”.

“Calhou-nos a sorte que neste Natal ouçamos tanto discutir o que é um português, o que faz de Portugal mais português. Há quem queira semear falsas guerras culturais que só nos diminuem. A nós, que celebramos todos os dias campeões nascidos de mães guineenses, brasileiras, ucranianas de tantas outras latitudes”, elogiou.

Catarina Martins deixou ainda uma palavra para os portugueses “que se fazem valer da solidariedade e do respeito mútuo para não deixar ninguém para trás”, que “na precariedade, na exclusão e no esquecimento” e mesmo assim “lutam pela justiça, pelo direito à alegria, por um Portugal que é muito mais do que a soma das partes”.

PRESIDENCIAIS 2026       ELEIÇÕES       POLÍTICA       CATARINA MARTINS

 

COMENTÁRIOS

mais um: E as grávidas despedidas....                Oscar B: E a Lusa não faz campanha pelos restantes candidatos?                      m s: Um palco é sempre um oportunidade para ser actriz. No caso trata-se só de figurante.

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