Onde – e também quando - é que já ouvi isto?
Se bem me lembro…
“Foi
há vinte? Há trinta? Nem eu sei já quando! …”
Upa! Upa! Embora fossem outras,
as presenças palrantes então, num desenlace histórico inesperado pelos cândidos…
pelos patetas, digo, como nós-outros, os confiados na História Nacional, dos anteriores
caminhos da coragem, que contribuíram para o desenvolvimento desses povos, mas
condenados pelos tais palrantes, que hoje não condenam, contudo, esses povos
dos nobres considerandos anteriores, os quais, afinal, até pretendem hoje imitar-nos.
Em maior amplitude de ambição e ultraje, todavia, já que o que fizéramos, como
iniciadores e com alguns outros parceiros, fora civilizar povos praticamente então
apagados na História, contrariamente aos invasores de hoje, destruidores de
povos bem “acesos”, nos espaços da civilização, como essa Ucrânia do nosso
pesadelo… Mas as Catarinas Martins essencialmente amantes do povo-povo (populus-i do seu afecto), celebram virtuosamente esses
valores abstractos que tanto as elevam espiritualmente. Vejamos, entre outros seus
ditos notáveis: “Nestes tempos em que
nos querem de olhos no chão, convém lembrar que o Natal celebra as famílias
perseguidas, a recusa da exclusão, a solidariedade, o humanismo, excluindo, contudo, na sua referência, julgo, os tais Ucranianos maliciosamente
invadidos hoje, em que o Mundo já está todo conhecido.
Cá por mim, sem ilações de peso,
na inexistência de qualidade ilativa pessoal que se preze, só me lembro, na
questão do NATAL, do MENINO deitado nas palhinhas, ao frio. Posso, é certo,
acrescentar as rabanadas do meu prazer gustativo, que TAL DIA proporcionou à
gastronomia da nossa gulodice particular.
Quanto aos “olhos no chão” da
definição arrogante de Catarina a respeito dos superiores hierárquicos sobre os
“inferiores”, só espero que na sua moralidade severa não transpareçam requintes
de recalcamentos, que não precisa de ter, competente que é a manobrar os dados
do seu saber, tal como as suas camaradas de virtude e as predecessoras.
Presidenciais: Catarina
Martins apela a valores do Natal contra quem quer portugueses de "olhos
no chão".
"Nestes tempos em que nos querem de olhos no chão, convém lembrar
que o Natal celebra as famílias perseguidas, a recusa da exclusão, a
solidariedade, o humanismo", salienta a candidata presidencial.
OBSERVADOR, 23 dez. 2025, 16:22 3
A candidata presidencial e
ex-líder do BE, CATARINA MARTINS, salientou esta terça-feira que o Natal celebra “a recusa da
exclusão, a solidariedade e o humanismo” e criticou quem quer os portugueses de
“olhos no chão”.
“Nestes tempos em que nos querem
de olhos no chão, convém lembrar que o Natal celebra as famílias perseguidas, a
recusa da exclusão, a solidariedade, o humanismo”, salienta
Catarina Martins, numa mensagem de Natal
divulgada esta terça-feira.
A mensagem em vídeo começa com
Catarina Martins a citar um poema de Alexandre O’Neill intitulado “Portugal”: “Ó Portugal, se fosses só três sílabas”.
Para a candidata presidencial e
eurodeputada, “nas três sílabas de
Portugal cabe esse Natal e a luta de todos e todas por quem não tem direito ao
seu presente”.
“Façamos deste um tempo solidário. Transformemos
o abandono em comunhão. Estendamos a mão a quem está ao nosso lado”,
apelou.
Catarina Martins recorda que este
poema foi publicado nos finais dos anos 60 “quando a ditadura impunha a todos os que aqui viviam, a mais profunda
miséria, a exploração, o exílio para sobreviver ou a obrigação de matar ou
morrer numa guerra contra outras gentes que apenas reclamavam o direito a
decidir sobre a sua vida”.
Na óptica da candidata a Belém,
“o tempo mostrou que Portugal moderno
é muito mais do que três sílabas”, mas sim “uma democracia construída na recusa
da opressão e da guerra”, “uma
sociedade que soube e sabe acolher”, e que “levantou do chão a solidariedade do
Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, da Segurança Social”.
“Calhou-nos a sorte que neste
Natal ouçamos tanto discutir o que é um português, o que faz de Portugal mais
português. Há quem queira semear falsas guerras culturais que só nos diminuem. A nós, que celebramos todos os dias
campeões nascidos de mães guineenses, brasileiras, ucranianas de tantas outras
latitudes”, elogiou.
Catarina Martins deixou ainda
uma palavra para os portugueses “que
se fazem valer da solidariedade e do respeito mútuo para não deixar ninguém
para trás”, que “na precariedade, na exclusão e no esquecimento” e mesmo assim
“lutam pela justiça, pelo direito à alegria, por um Portugal que é muito mais
do que a soma das partes”.
PRESIDENCIAIS 2026 ELEIÇÕES POLÍTICA CATARINA MARTINS
COMENTÁRIOS
mais um: E as grávidas despedidas.... Oscar B: E a Lusa não faz campanha
pelos restantes candidatos? m s: Um palco é sempre um oportunidade para ser actriz.
No caso trata-se só de figurante.
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