quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Um título de esperança


O do texto. Mas o cinismo do mundo, ou uma zanga impotente ante um criminoso de casta continuarão a impor-se. Leio também, aqui, no OBSERVADOR, outros títulos esclarecedores:


«Crianças ucranianas raptadas e levadas para Coreia do Norte»

04 dez. 2025 , por Tiago Caeiro

 

«NATO desvaloriza ameaça de Putin de guerra com Europa.

Mark Rutte, secretário-geral da NATO, afirmou não comentar todas as declarações de Putin, mas defendeu a necessidade de pressionar a Rússia caso não existam resultados das negociações de paz.»

Gabinete de Guerra

«Daniela Nunes considera que a reunião entre as delegações dos EUA e Rússia serviu para o “processo de legitimação” do Kremlin e para Washington se posicionar como “árbitro” internacional.»

Guerra na Ucrânia

«O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro Peter Szijjarto afirmou que assim que o plano for formalmente adoptado, a Hungria "irá contestá-lo imediatamente no Tribunal de Justiça da União Europeia".»

NoticiárioGuerra na UcrâniaNATO desvaloriza ameaça de Putin de guerra com Europa

«Mark Rutte, secretário-geral da NATO, afirmou não comentar todas as declarações de Putin, mas defendeu a necessidade de pressionar a Rússia caso não existam resultados das negociações de paz.»

 

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira na Casa Branca que o encontro dos seus enviados com Vladimir Putin foi “razoavelmente bom” mas que não sabia dizer o que ia resultar dela.

“São precisos dois para dançar o tango”, disse, falando aos jornalistas na Sala Oval, sublinhando achar que tinham chegado a “um acordo bastante satisfatório com eles”. “Estou muito satisfeito”, rematou………………


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Zelensky garante que a Ucrânia "está mais próxima da paz do que nunca"

O Presidente Zelensky garantiu no parlamento irlandês que a Ucrânia está focada nos esforços de paz e pediu união perante Moscovo. "Ninguém pode quebrar o mundo sozinho, nem mesmo a Rússia", advertiu.

ADRIANA ALVES: Texto

OBSERVADOR, 02 dez. 2025, 19:47  

O líder ucraniano discursou esta terça-feira no parlamento irlandês

POOL/AFP via Getty Images

 “Hoje a Ucrânia está mais próxima da paz do que nunca. Há uma hipótese real“. As palavras foram proferidas esta terça-feira pelo Presidente ucraniano num discurso no parlamento da Irlanda. VOLODYMYR ZELENSKY assegurou aos deputados irlandeses que a Ucrânia quer pôr fim à guerra, garantindo que as autoridades de Kiev estão focadas e envolvidas nas negociações.O mundo deve aproveitar esta oportunidade para a paz”, advertiu.

Zelensky começou por agradecer à Irlanda pelo apoio que tem prestado, traçando também uma comparação entre a história dos dois países. “Os nossos povos, ucraniano e irlandês, são dos poucos que passaram centenas de anos a lutar pelo direito de permanecer como nós próprios”, afirmou.

O foco da mensagem do líder ucraniano acabaria por ser a importância da união para se alcançar a paz. “Para restaurar a justiça e defender o que está certo precisamos de uma comunidade feita de muitas nações“, apontou. ZELENSKY apontou que quando um país é apoiado por uma verdadeira comunidade “não pode ser esmagado” e os seus direitos podem ser “restaurados”.

Ninguém pode quebrar o mundo sozinho. Nem mesmo a Rússia. Ninguém pode mentir ao mundo inteiro para sempre. Nem mesmo Putin”, afirmou. “Ninguém pode estar contra todos os outros e isso é a verdade. Mas é também verdade que alguém pode inspirar os outros e é por isso que a Ucrânia está a lutar por todas as vozes do mundo”, acrescentou.

“Sem uma paz justa, o ódio não vai desaparecer”, afirma Zelensky

O líder ucraniano lembrou que a “memória humana é muitas vezes curta e atenção pode ser fugaz”. “Por favor lembrem ao mundo sempre que for necessário: a invasão russa da Ucrânia é um acto criminoso de agressão que requer justiça”, afirmou.

VOLODYMYR ZELENSKY disse que a invasão russa aconteceu por um único motivo: “A Rússia quer tratar a Ucrânia como sua propriedade e os ucranianos como se fossem gado do seu quintal”.

O líder ucraniano pediu um reforço das sanções contra a Rússia e apoio para a criação de um tribunal especial para julgar a invasão. Sublinhou também a importância de devolver as crianças levadas pelas forças russas e os prisioneiros detidos desde 2014, ano da ocupação da península da Crimeia. Zelensky recordou ainda o desejo de adesão à União Europeia: “Queremos estar ao lado da Irlanda na UE, como iguais. Estou confiante de que isso vai acontecer. A Europa não pode fugir dos seus próprios valores”.

O Chefe de Estado defendeu a necessidade de uma paz verdadeira, “sem humilhação” e baseada em “valores partilhados”. Isto já se prolonga há demasiado tempo para simplesmente fecharmos os olhos e virarmos a página em relação à Rússia. Sem uma paz justa, o ódio não vai desaparecer”, afirmou, acrescentando que “continuará a arder e a provocar novos actos de violência”.

A História já viu isto antes e desta vez tem de ser diferente. Precisamos de uma paz verdadeira. Ajudem-nos a consegui-la”, pediu.

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