terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Pacifismo de brincadeira


O de Putin, que está como peixe na água, comandando de cátedra a sua guerra. Ou da simples cadeira, tanto faz. Sem risco para ele - é o que conta. Não, não faz questão de chefiar as suas tropas. Mas o seu nome é que perdurará na História, não haja dúvidas, nisto da sorte  macaca. Macaqueadora, digo, em revisão da problemática bélica dos nossos tempos “democráticos”, em que tudo se permite - com lealdade, fraternidade, igualdade, seja qual for o significado disso. Daí que Zelensky não terá grande sorte, na expectativa da ajuda externa, acho.

MUNDO / Guerra na Ucrânia

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Zelensky pede tropas internacionais para dissuadir Rússia

Presidente ucraniano diz acreditar que as tropas internacionais são uma "garantia de segurança real", e salienta que bombardeamentos russos não condizem com "retórica supostamente pacífica" de Putin.

AGÊNCIA LUSA: Texto

OBSERVADOR, 29 dez. 2025, 13:25 1 

O Presidente ucraniano afirmou esta segunda-feira que o envio de tropas estrangeiras para o país seria garantia de segurança necessária e real para dissuadir a Rússia de novos ataques.

Para ser honesto, sim. Acredito que a presença de tropas internacionais constitui uma garantia de segurança real, um reforço das garantias de segurança que os nossos parceiros já nos oferecem”, disse Volodymyr Zelensky, em conferência de imprensa via internet.

O líder ucraniano declarou ainda que os bombardeamentos constantes da Ucrânia pela Federação Russa, não condizem com a “retórica supostamente pacífica” que o Presidente russo, Vladimir Putin, tem usado enquanto negoceia com o chefe de Estado norte-americano, Donald Trump.

Por um lado, diz ao Presidente dos Estados Unidos que quer acabar com a guerra. Por outro lado, comunica abertamente que quer continuar a guerra. Ataca-nos com mísseis, fala abertamente sobre isso, comemora a destruição das infraestruturas civis e dá instruções aos generais sobre onde avançar (…). Essas ações não correspondem à retórica supostamente pacífica que [Putin] usa nas conversas” com Trump, salientou.

Zelensky esclareceu também que o funcionamento da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, e as questões territoriais continuam por resolver no plano para o fim da guerra.

“Duas questões permanecem: a central nuclear de Zaporijia — como vai funcionar? — e o problema territorial. Essas são as duas questões que ainda constam no documento de 20 pontos“, afirmou.

Os EUA ofereceram à Ucrânia “garantias de segurança sólidas” contra a invasora Rússia por um período de 15 anos, renovável, disse também o presidente ucraniano.

Zelensky acrescentou ter pedido a Trump, no encontro de domingo, na Flórida (sudeste dos EUA), um prazo mais longo.

No domingo, Trump anunciou que Rússia e Ucrânia concordaram negociar através de um grupo de trabalho, formado pelos principais colaboradores, para finalizar um acordo de paz “nas próximas semanas”.

A Ucrânia vai contribuir com algumas pessoas muito boas”, disse em conferência de imprensa o líder dos EUA, no final do encontro com Zelensky.

Trump acrescentou que, numa ligação telefónica anterior, com Putin, obteve a aceitação do Kremlin para esta mediação.

Rússia e Ucrânia estão em guerra há quase quatro anos, depois de as tropas russas terem invadido território ucraniano, em 24 de fevereiro de 2022.

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COMENTÁRIOS:

Abilio SilvaCorrecção: A Ucrânia começou a ser invadida a 28fev14 por “homenzinhos verdes” russos que encontraram pouca resistência e assim se apoderaram da Crimeia e a resposta internacional na altura foi 000.

 

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