Construir para destruir, destruir para construir, supervisionar, por lá, na América, também…
Mais malabarismos, para se singrar impante. Por isso eles se entendem, os respectivos “putins”, actuais – aparentemente – irrequietos donos do “mando, posso e quero” mundanal.
Haja fé.
Caracas anuncia que Estados Unidos
suspenderam voo previsto com deportação de venezuelanos
Apesar de as autoridades
norte-americanas terem avisado as companhias aéreas internacionais contra o
risco de sobrevoarem a Venezuela, os voos de deportação tinham-se mantido
regulares até ao momento.
OBSERVADOR, 12 dez. 2025, 07:43
▲Tudo
se deve ao importante destacamento naval dos Estados Unidos junto à costa
venezuelana nas Caraíbas e no Pacífico Sul, o que provocou o cancelamento
generalizado de ligações internacionais de e para Caracas MIGUEL GUTIERREZ/EPA
O Governo venezuelano anunciou esta
quinta-feira que os Estados Unidos decidiram suspender “unilateralmente” o voo
de deportação de cidadãos venezuelanos que estava previsto para esta
sexta-feira.
Apesar
de as autoridades norte-americanas terem avisado as companhias aéreas
internacionais contra o risco de sobrevoarem a Venezuela, devido ao importante
destacamento naval dos Estados Unidos junto à costa venezuelana nas Caraíbas e
no Pacífico Sul, o que provocou o cancelamento generalizado de ligações
internacionais de e para Caracas, os voos de deportação dos Estados
Unidos para a Venezuela tinham-se mantido regulares até ao momento.
O espaço aéreo sob a responsabilidade
da Venezuela cobre 1,2 milhões de quilómetros quadrados, que inclui uma grande
área marítima muito próxima da zona no mar das Caraíbas para onde em agosto foi
destacada uma importante frota da marinha de guerra dos Estados Unidos, que
inclui o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, para
combater, segundo
o Presidente norte-americano, Donald Trump,
o tráfico de droga.
Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação dos Estados
Unidos (FAA) recomendou “extrema cautela”
ao sobrevoar a Venezuela e o sul das Caraíbas devido ao que considera “uma
situação potencialmente perigosa” na região.
Várias companhias aéreas, incluindo
a TAP, suspenderam então os seus voos para aquele país.
Trump afirmou no início do mês que as
operações militares em torno da Venezuela vão “muito além” de uma campanha de
pressão contra o homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, e insistiu que “em
breve” poderão começar operações em terra semelhantes às que têm sido
realizadas em águas internacionais contra embarcações, supostamente carregadas
de drogas.
Maduro tem contraposto que o
verdadeiro objectivo de Trump com as manobras militares é derrubá-lo e apoderar-se do petróleo do
país, um argumento ao qual voltou esta quinta-feira, depois das forças
armadas norte-americanas terem interceptado e confiscado um petroleiro junto às
águas do país sul-americano.
“Por isso digo que ontem
[quarta-feira] a máscara deles caiu (…) é o petróleo que querem roubar, e a
Venezuela defenderá a sua soberania sobre os seus recursos naturais e
voltaremos a triunfar”, disse Maduro na quinta-feira.
Os Estados Unidos bombardearam desde
setembro até agora mais de duas dezenas embarcações de alegados
narcotraficantes, com um saldo de mais de 85 mortos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário