Ou talvez a comédia. O poder – intelectual que seja - a merecer
retaliação… Da parte do inferior no talento, naturalmente. Em contrapartida, da
parte do superior… será o desdém que se instala, no seu espírito. E tudo isso
cria – mas algo mais, felizmente - os diferentes caracteres neste mundo vário,
que os romancistas de mão arguta, tão bem descrevem, por vezes, na
interpretação do Homem, esse conhecido.
As conspirações contra
a América
Com todas as suas turbulências, a
América vai funcionando bem, e os seus detractores nem por isso. E desvalorizam
a América para se sentirem, ou fingirem que se sentem superiores.
ALBERTO GONÇALVES Colunista do Observador
OBSERVADOR, 20 dez. 2025, 00:22124
Nem sei porque é que a polícia de lá se
deu ao trabalho. Antes da madrugada de sexta-feira, já incontáveis portugueses
tinham descoberto a causa do assassínio do físico Nuno Loureiro: a circunstância de viver nos EUA.
Milhares de especialistas em psicologia social que exercem no Facebook
explicaram sem grandes detalhes nem paciência que aquilo é um regabofe em
que toda a gente anda armada e desata ritualmente aos tiros. Incauto que
ponha ali o pé habilita-se imediatamente a ser baleado. O prof. Loureiro,
brilhante na investigação da energia de fusão limpa e irrelevâncias assim,
carecia desta sapiência que só se adquire na Universidade da Vida, se por “vida” quisermos dizer passar os dias a repetir
mitos, bitaites e asneiradas acerca de assuntos que prodigiosamente
desconhecemos.
Na verdade, o prof. Loureiro foi morto
em Brookline, arredores de Boston, à porta de casa. Há seis anos que não havia um homicídio nessa cidade de sessenta e
tal mil habitantes: em vinte anos, o do prof. Loureiro foi o segundo.
Nesse período, houve no município de Lisboa cerca de 300, 150 vezes mais para
uma população 10 vezes maior. Pressupor que o prof. Loureiro corria risco
acrescido apenas por morar onde morava é dos maiores erros de cálculo ao
alcance de um ser humano. Pior, só se
entretanto se descobrisse que o criminoso nem sequer era americano, e sim um
português ressentido que pelos vistos fora colega do cientista no Instituto
Superior Técnico e falhou em ter o seu talento devidamente aclamado na
Universidade de Brown.
Não acredito que a revelação vá alterar
as convicções que resfolegam por aí. Se há coisa em que os especialistas
espontâneos são exímios é na tortura e submissão de quaisquer dados que ponham
em causa o seu, digamos, “pensamento”. Por mais informação nova e contraditória
que adquiram, o “pensamento” deles mantém-se em última instância intacto. À
hora a que escrevo, a ortodoxia não se abalou: o prof. Loureiro morreu porque a
lei americana facilita o acesso às armas – como se os especialistas soubessem a
origem da arma em questão, como se as armas não precisassem de alguém para as
manusear e como se o Brasil, por
exemplo o Brasil, não tivesse uma legislação particularmente restritiva na
matéria. Não satisfeitos, os especialistas, e uns tantos dissertam nas
televisões, acrescentam que há o “perigo” de Donald Trump passar a perseguir a
comunidade portuguesa nos EUA.
Sempre o sr. Trump, não é? Não. Há
décadas, bem antes do advento político do homem, que alguns europeus, 97% dos
franceses e por reflexo condicionado
abundantes portugueses dedicam à América um sólido rancor. Porquê? Porque, com
todas as suas turbulências, a América vai funcionando bem, e os seus
detractores nem por isso. E
desvalorizam a América para se sentirem, ou fingirem que se sentem, acima de
uma sociedade alimentada a fast-food, materialismo, caipiras,
individualismo, novos-ricos, deboche, asfalto, racismo, superficialidade, gasolina,
imperialismo e desumanidade. E violência, claro. A visão que têm
da América, remotamente inspirada pela realidade, parece saída da saudosa
revista “Vida Soviética”, no nosso caso temperada com a aversão de Salazar
a tamanho antro de libertinagem.
Certa ocasião, soube de fonte directa
que diversos alunos de um curso de engenharia da Universidade de Coimbra não
acreditavam que um colega tivesse viajado durante três semanas pelos EUA sem
presenciar um único tiroteio. É espantoso, mas acontece. Contas por alto, já
viajei sessenta intermitentes semanas por trinta estados americanos e, salvo
por uma solitária excepção, de resto aninhada no coldre, nunca vi uma arma na
posse de um civil. Nunca ouvi um disparo. Nunca encontrei um polícia com maus
modos. Nunca comi hambúrguer ou pizza. Nunca permiti que a inegável obsessão
local com o espectáculo me ofuscasse a luz dos desertos e o prazer da vastidão.
Nunca experimentei os horrores da xenofobia, muito menos entre os labregos do
Sul, do Oeste e das lendas.
O
que experimentei, e tenciono continuar a experimentar, foi liberdade, ou a
forte impressão de que, ainda hoje, ainda que as consequências das mudanças e
das ameaças incessantes que atingem a América estejam por apurar, se pode ser
livre ali de uma maneira inviável aqui. E concluí, em harmonia com os factos,
que a América não é um país “bom” ou “encantador”: é, há 250 anos, o destino,
manifesto ou não, de milhões e milhões e milhões de pessoas. A América é o lugar para onde o mundo
converge.
Está bem. Admito que possa ter tido
sorte, ou a incapacidade de interpretar os “sinais” que especialistas fechados
em Oeiras ou Gondomar possuem. Porém, acho que não, e que o bolor do
“anti-americanismo” lhes pesa no discernimento. Não são necessariamente
indivíduos estúpidos ou desinformados, mesmo que sejam menos iluminados e
cultos do que se julgam. Não são forçosamente marxistas. São os génios da rua
deles, se tanto, receosos de que a avenida ao lado lhes exponha a vulgaridade.
São no fundo infelizes desconfiados das possibilidades que a liberdade oferece,
e do risco que a liberdade impõe.
À semelhança do assassino de Brookline e
de Providence, perdão, Torres Novas, os anti-americanos são movidos pela
inveja. Felizmente, ao contrário de Cláudio Valente, em geral não saem do
sítio.
ESTADOS
UNIDOS DA AMÉRICA AMÉRICA MUNDO
COMENTÁRIOS (de 124)
Pobre Portugal: Claro que é inveja. O mesmo se passa em relação a Israel. A Europa é uma velha invejosa que passa os dias a
desejar o mal aos países bem sucedidos, como se isso a impedisse de morrer na
miséria. Miguel Vilaverde > André Ondine: Com todo o respeito, não precisa de rasgar as vestes
desse modo. Ou li outro texto mas não vi no texto do Alberto Gonçalves qualquer
cinismo ou desprezo pelo trabalho importantíssimo e brilhante de Nuno Loureiro,
apenas a ironia habitual. Eu pessoalmente não sofro, tal como o Alberto de ATS
(Anti-Trump Sindrome), não fui mandatado para o defender, nem sou acólito do
personagem, simplesmente observo com a distância devida, alguém que foi legitimamente
escolhido em sufrágio universal pelo povo americano...confesso no entanto o
pecado de um prazer inconfessável de testemunhar os efeitos físicos e mentais
que tal "síndrome" causa em certas pessoas em particular de certas áreas
político-sociais. Desejos um Feliz Natal. André
Ondine: Só não
compreendo porque é que AG, para mostrar o seu fascínio (que eu também
partilho) pela vastidão cultural dos Estados Unidos e a sua sempre meio
escondida indignação pelas críticas a Donald Trump (personagem de ego
descontrolado e doente que eu acho desprezível e que AG procura sempre defender
subtilmente, mesmo dizendo que não) tem de ser cínico para com o físico Nuno
Loureiro, apoucando os seus feitos de forma supostamente engraçada mas, quanto
a mim, pouco elegante e despropositada. Nuno Loureiro foi morto de
forma violenta e em circunstâncias bárbaras. Era considerado um físico
relevante e a realizar um trabalho importante. O facto de não estarmos a
par do seu trabalho não nos permite, ainda-por cima depois deste episódio,
caricaturá-lo para ter mais seguidores ou ser mais popular. Isso também é ser
ignorante. Ou populista. Josél
Paulo: Verdade! Então os franceses são o expoente máximo anti americano...pobres
coitados. inveja! Se fossem realistas viam primeiro ao que chegou Paris. Não
são tiros ...e cidade refém de tudo que é mau. No fundo cada um que fala da
América... se morderem a língua caem fulminados por veneno. Alberto Gonçalves > André Ondine: Não costumo participar aqui,
mas impõe-se uma clarificação: julguei ser óbvio que nunca me passou pela
cabeça desvalorizar o trabalho de Nuno Loureiro. Pelo contrário: era sem dúvida
uma pessoa brilhante, e que por isso só pôde exercer o seu trabalho num país
compatível. Recorri à ironia. O senhor não a percebeu. Falha minha, com
certeza. Jose
Carmo:
Muito bom, Alberto.
Eu li in Ilo tempore "A obsessão anti-americana" e o fenómeno
que aqui descreves já nessa altura era comum. Olhar para a América através
de filtros de estereótipos que não resistem nem à realidade nem a um
pequeno esforço de atenção e razão. José B
Dias > André Ondine: Só que ninguém o caricaturou
... a ironia é de facto uma figura de estilo muito incompreendida! Albino Mendes: A liberdade sempre despertou o
sentimento de inveja. Na Europa socialista/comunista não é diferente. Maria
Tubucci: Muito bem observado, Sr. AG. Os formatados mentais anti-americanos são uma
espécie que adora denegrir o American way of life. Enquanto estão sentados
no MacDonald a trincar hambúrgueres e a emborcar coca-colas, escrevendo no seu
Macbook ou a digitar no seu iphone, vestindo umas Lewis. Ali vão espalhando a
sua mensagem hipócrita no Instagram, X ou quiçá no Facebook. Quando viajam em
flotilhas da treta enviam as suas mensagens via Starlink. E digo mais, se lhe
oferecessem um green-card para os USA embarcariam na hora. Isto faz-me lembrar
a piada: Estavam um americano e um português parados na berma da estrada num
semáforo, nisto passa um supercarro. Diz o americano: Um dia hei-de ter um
carro destes. Responde o português: Um dia vais, mas é andar a pé como eu. Bom Natal para todos! Com muitas filhós à
mistura com fatias de bolo-Rei e muitos bombons de chocolate, tudo intercalado
com cálices de vinho do Porto... 🎄 🎁 🍫 🥮 👑 🍷 Jorge
Ferreira: Top, Alberto, top! Muito obrigado pela partilha . mais um. Magistral! Começo a achar que
o que pago pela assinatura é barato! Ups...falei demais... klaus
muller: Sem dúvida que é principalmente a inveja que está na base do anti
americanismo. João
Diogo: Excelente , o passatempo favorito dos europeus é dizer mal dos USA e agora
ainda mais desde que o belzebu do Trump está na casa branca. João Das
Regras: E no meio disto ouvi um tal de Rodrigo Prata que se diz jornalista da SIC
notícias a perguntar ao seu interlocutor: Não acha que a partir de agora se
corre o risco de os portugueses nos EUA serem alvos de xenofobia e racismo?? As
cabecinhas da extrema esquerda são uma maravilha Tristão: Alberto Gonçalves conseguiu
transformar um crime brutal, um português que matou outro português e mais dois
americanos antes de se suicidar, numa espécie de ode aos Estados Unidos.
Curiosamente, quando o tema é a Europa, Alberto Gonçalves aparece sempre de
dedo em riste. Quando o tema são os EUA, tudo fica mais difuso, mais
indulgente, mais complexo. Trump nunca é bem defendido… mas também nunca é
claramente condenado. A Europa é sempre o espaço do declínio moral. Os Estados
Unidos, mesmo com violência endémica, armas por todo o lado e tragédias
recorrentes, continuam a ser tratados como o paraíso imperfeito, mas
inspirador. Usar uma tragédia humana para este contraste civilizacional é, no
mínimo, de mau gosto intelectual. É evidente que há estereótipos de parte
a parte. Tal como muitos americanos têm uma visão caricatural da Europa,
também muitos europeus reduzem os Estados Unidos a um conjunto de clichés:
incultura, violência permanente, armas em todo o lado, pobreza extrema ao lado
de riqueza obscena, gente a morrer à porta dos hospitais, despedimentos
diários. Tudo isso existe, como existem problemas sérios na Europa, mas não
define uma sociedade inteira. Generalizações dão conforto moral, não explicam
realidades complexas. Imaginemos que o autor do crime se chamava
Mustafa, era muçulmano e imigrante. A indignação teria sido imediata, ruidosa e
transversal: Alberto Gonçalves lá teria a sua explicação cultural e acusações
coletivas. Mas como foi um português a matar outro português e ainda dois
americanos, o discurso é outro. A diferença não está na gravidade do crime.
Está na identidade de quem o comete. Onde andam os meninos e meninas que tantas
vezes aparecem para acusar os imigrantes de tudo e mais alguma coisa… desta vez
não aparecem‼️ Miguel
Sanches: Muito bem,
muito bem, muito bem! Vasco
Esteves > Pedra Nussapato: Não mudava nada , pois no fim do dia , os atacantes
de bondi beach são porcos terroristas muçulmanos Alexandre
Barreira: Pois. Caro AG, Muito
bem. Sem....."papas-na-língua". Um santo Natal.......! klaus
muller > José Tomás: Essa figurinha afro-americana não quer é reconhecer
que a desgraça desse seu antepassado foi a sorte grande dele. José
Tomás: Pena, não vou
lá há 30 anos. Dei umas grandes voltas, e a única vez que me chatearam foi num
terminal de autocarros, um “afro-americano”, com o célebre saco de papel na
mão, que me exigiu desculpas por eu (por ser português) o ter trazido para a
América. Quem diria que passadas 3 décadas havia de ouvir o mesmo em Portugal, dito
por brancos sóbrios?.
Vasco Esteves: Sem dúvida ,
milhões continuam a querer imigrar para os eua. Já na Venezuela, Cuba , etc são
de lá querem fugir . O socialismo destruiu muitas cabecinhas no ocidente . Henrique
Mota: Alberto Gonçalves as suas sessenta
vezes acrescente mais três da minha conta ( tenho diversificado mais as minhas
viagens) e, confesso, nem uma arma no coldre de alguém enxerguei. Já, como o
Alberto, vejo muita inveja em Portugal . E ainda por cima , inveja negativa ,
ou seja eles têm de ser como nós., e não , gostava de ser como eles. Portugal
dos Pequeninos - espero que não em sentido literal a partir de 18 de Janeiro Pedra Nussapato: Imaginem o que seria o artigo
de AG se, tal como previram incontáveis comentadeiros especialistas aqui do Obs
nas 1as notícias do caso, o assassino fosse imigrante, muçulmano ou
"sueco". Pior, imaginem o que seria o artigo de AG se, tal como
chegou a ser adiantado, o assassinato estivesse relacionado com o suposto apoio
da vítima ao povo judeu, pelo "facto" da mulher ser judia (a
maravilha da desinformação). Como não foi nada disso que aconteceu, AG pega na
criminalidade reduzida da pacata cidade de Brookline para extrapolar que na
terra do tio Sam não se passa nada de particularmente anormal em termos de
tiroteios e vítimas destes; ainda 2025 não acabou e a K-12 School Shooting
Database já contabilizou 231 incidentes com armas em escolas, com um total de
148 pessoas atingidas, incluindo aquelas cujos ferimentos foram fatais. O dr
AG, a sério?! Paradigmas
Há Muitos!Nuno Abreu: Sobre o
"irrelevâncias" será que vale a pena explicar o que é
"ironia"? Não é mais que evidente nesse caso? Essa leitura, e a sua não é a
única, é tão absurda que o AG até se viu obrigado a clarificar. E com isto confirma-se uns
relatórios maus sobre a compreensão de textos em Portugal, que algo vai mal no
reino da Dinamarca. Ou é por falta de formação, por falta de leitura e por
falta de ginástica mental ou resulta de forte preconceito que leva a baixar a
capacidade de análise do texto. Como você não caberá nas três primeiras
situações .... Pobre
Portugal > Américo Silva: O que AG diz é que o número de
mortes com armas é maior no Brasil do que nos EUA. E diz que, em percentagem,
Lisboa teve mais homicídios do que Brookline. Se não consegue desmentir
estes números, mais valia não ter escrito nada. Mario Figueiredo: O texto de chamada da crónica é um exemplo perfeito de
um texto sectário e panfletário. E porque se apoia em categorias vagas e
julgamento de intenções em vez de factos verificáveis, é facilmente substituível
pelo outro lado da opinião pública e publicada. Vejam só o que acontece quando
se muda uma palavra: Com todas as suas
turbulências, a Europa vai funcionando bem, e os seus detractores nem por isso.
E desvalorizam a Europa para se sentirem, ou fingirem que se sentem superiores.
O Anti-Europeísmo ranzinza cricri sempre existiu. Em Portugal é em especial um
produto do nosso habitual complexo de inferioridade e do mau hábito que temos
de ver a relva do vizinho sempre mais verde que a nossa. A verdade, obviamente,
não está em lado nenhum. A frase, independentemente de como a queremos
construir, apenas demonstra a falta de profundidade de pensamento de quem
escolhe proferir platitudes em estilo de dogma: Os Propagandistas. Em vez de se
afastar daqueles que quiseram usar o assassinato do físico português para fazer
debate político, AG mostra que ele próprio é parte desse debate de crianças. No
seu habitual registo, toma o seu lado e desata a atacar o outro. E acaba a
encostar-se a si próprio contra a parede num profundo miserabilismo intelectual:
Neste caso, resume-se a "as reacções à morte do físico português
demonstram como a Europa está em crise e tem inveja dos Estados Unidos". Convenientemente
esquece-se das enormes parvoíces que de lado a lado se têm dito. Por exemplo,
não faz referência nenhuma ao facto de se terem querido associar a morte dele
ao islamismo, apesar de não existir qualquer evidência. Ou o facto de ter sido
morto pelos Chineses porque estava próximo de descobrir a fusão. O texto de AG
está todo ele ao nível de um post no X. A semana passada deu-nos um gostinho do
cronista que perdemos. Esta semana volta a confirmar que está irremediavelmente
perdido para os seus leitores. Como é que chegámos a um nível tal de debate
público, que são gente com esta pobreza intelectual as nossas referências
semanais, é absolutamente desolador. Maria
Cordes: Os invejosos da América, aqui do burgo, que se acautelem. Ontem, em
Benfica, pelas 14.30h, a 100m onde eu estava, em frente ao mercado, houve
tiroteio. Quando claramente ouvi um tiro e olhei, avistei 2 carrinhas da
polícia. De carro, hesitei descer a rua, por alguns segundos. Quando passei, de
metro a metro havia um polícia hirto e com cara preocupada. Parece, que não
passou nada. Os meliantes fugiram, desconhece-se a sua identidade. Se fosse
polícia, estaria com medo que me prendessem, se disparasse um tiro. Lamento
profundamente a morte do cientista. Que nas nossas casas não falte o presépio,
mesmo pequeno. Bom Natal. MariaPaula
Silva: Muito bem. A inveja não está só na base do anti-americanismo, está na
base da génese do povo português. É a chamada inbejinha da boa. Pequeninos e
inbejosos. Jorge
Espinha: Uma coisa que os “especialistas “ Portugueses nunca conseguem explicar é
como num país onde toda a gente anda armada (supostamente) quando há um “mass
shooting “ nunca há ninguém do outro lado com uma arma. Curioso! Jose
Pires > André Ondine: Tem de aprender a interpretar
o que lê! O que AG escreveu é exactamente o contrário. Explica que o Prof Nuno
Loureiro não era um inculto com um emprego qualquer que não soubesse o que é a
América real! Ironia sabe o que é? Em vez de dizer disparates, aprenda a ler! JP
Miranda: Inveja e ressentimento, a base dos males em todas as sociedades tendo no
comunismo/socialismo o seu expoente mais trágico. Paulo
Nuno Pato Rosa e Silva Cardoso: Os Estados Unidos da América são o pais mais invejado
deste planeta. Manuel
Rocha: God bless America victor
guerra: Malta poucachinha. Só ouço a
CNN e a Sic para me rir José B
Dias > Vitor Batista: Seria difícil a ironia ser
mais evidente ... 😉 antonio
afonso: como é usual assino por baixo toda a análise, e realmente confirmo e é
verdade a inveja que se tem do povo americano, eu tenho realmente muita pena de
não viver lá. LUÍS DIOGO RAMOS DE AZEVEDO
SOBRAL: Top! Humilde
Servo: Excelente crónica, como sempre. Eu sou um caso um
pouco diferente do Alberto Gonçalves: gosto muito dos EUA pelo que representam
como país e espaço de liberdade, mas ao mesmo tempo não gosto das cidades
americanas e, sobretudo, do geral mau gosto dos americanos. Enquanto subsistir
um módico de liberdade aqui em Portugal, ficarei por cá. Citando Miguel Esteves
Cardoso, "gosto desta merd@!" Tristão
> Pedra Nussapato: E se o assassino português
fosse um mustafá qualquer, que crónica teríamos?🤔 Paulo Sousa: Nem Trump é a América, nem
Putin é a Rússia. Já viajei por estes dois países e prefiro o primeiro.
Concordo genericamente com o que diz, mas os frequentes massacres nas escolas
são indicadores de uma perversão que, existindo também noutras paragens, ali
ganha uma dimensão que não se pode desligar da facilidade de acesso às armas. Miguel
Vilaverde > Pobre Portugal: Muito bem. klaus
muller > MariaPaula Silva: lol, é isso mesmo, Paula. josé
cortes: Que Grande comentário. Fica a vontade de dizer tantas coisas, com
esta ode. Mas ela fala por si mesma. E por mim e muitos,
certamente. Home of the brave and land of the free. Humilde
Servo > António Afonso: Até pode ser, mas pelos vistos
Bill Clinton era pior o não sabíamos. Vamos ver o que se saberá um dia sobre
Obama, Bush e Biden. Sobre Trump sabemos que é um boçal e um ordinário, mas
também sabemos que é corajoso e tem uma estratégia para os EUA. A pessoa de
Trump é-me repulsiva, mas reconheço que os EUA têm hoje um rumo claro e,
sobretudo, que estão a acabar com uma deriva autodestrutiva que está em grande
a dar cabo da Europa. A beatice da imigração e das alterações climáticas, mais
a oposição aos valores cristãos do ocidente, estão em regressão nos EUA mas
aqui ainda dão cartas. Foi preciso uma figura como Trump para isso acontecer.
Não se pode ter tudo. Humilde
Servo > Nuno Abreu: Era a ironizar. António
Afonso: Temos de saber distinguir entre a grandiosa América, que é injustamente
atacada pelos invejosos esquerdolas da Europa, e o seu actual presidente, que é
um ser desprezível, mentiroso, desumano e egoísta. Lily Lu: Muito bem. João
Paulo Moita: Excelente , como sempre.
klaus muller > João Das Regras: Não seja tão crítico dessa
figurinha Prata, João. Não se deve exigir mais do que aquilo que cada um pode
dar ... Pedra
Nussapato > Mario Figueiredo: É provavelmente o comentário
mais certeiro sobre AG que alguns vez li por aqui. Vasco
Esteves > Mario Figueiredo: Você só pode ser tontinho . O que está aqui a fazer ?
Velhadas comuna Luis Mira
Coroa > Mario Figueiredo: Pq perdes o teu tempo a ler A.G.? Inveja? Rosa Graça: Excelente. Vitor
Batista > Pedra Nussapato: O que o AG quer dizer é que quando está por lá nunca
testemunha nada parecido, ele não afirmou que os tiroteios não existem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário