domingo, 21 de dezembro de 2025

A tragédia dos complexos

 

Ou talvez a comédia. O poder – intelectual que seja - a merecer retaliação… Da parte do inferior no talento, naturalmente. Em contrapartida, da parte do superior… será o desdém que se instala, no seu espírito. E tudo isso cria – mas algo mais, felizmente - os diferentes caracteres neste mundo vário, que os romancistas de mão arguta, tão bem descrevem, por vezes, na interpretação do Homem, esse conhecido.

As conspirações contra a América

Com todas as suas turbulências, a América vai funcionando bem, e os seus detractores nem por isso. E desvalorizam a América para se sentirem, ou fingirem que se sentem superiores.

ALBERTO GONÇALVES Colunista do Observador

OBSERVADOR, 20 dez. 2025, 00:22124

Nem sei porque é que a polícia de lá se deu ao trabalho. Antes da madrugada de sexta-feira, já incontáveis portugueses tinham descoberto a causa do assassínio do físico Nuno Loureiro: a circunstância de viver nos EUA. Milhares de especialistas em psicologia social que exercem no Facebook explicaram sem grandes detalhes nem paciência que aquilo é um regabofe em que toda a gente anda armada e desata ritualmente aos tiros. Incauto que ponha ali o pé habilita-se imediatamente a ser baleado. O prof. Loureiro, brilhante na investigação da energia de fusão limpa e irrelevâncias assim, carecia desta sapiência que só se adquire na Universidade da Vida, se por “vida” quisermos dizer passar os dias a repetir mitos, bitaites e asneiradas acerca de assuntos que prodigiosamente desconhecemos.

Na verdade, o prof. Loureiro foi morto em Brookline, arredores de Boston, à porta de casa. Há seis anos que não havia um homicídio nessa cidade de sessenta e tal mil habitantes: em vinte anos, o do prof. Loureiro foi o segundo. Nesse período, houve no município de Lisboa cerca de 300, 150 vezes mais para uma população 10 vezes maior. Pressupor que o prof. Loureiro corria risco acrescido apenas por morar onde morava é dos maiores erros de cálculo ao alcance de um ser humano. Pior, só se entretanto se descobrisse que o criminoso nem sequer era americano, e sim um português ressentido que pelos vistos fora colega do cientista no Instituto Superior Técnico e falhou em ter o seu talento devidamente aclamado na Universidade de Brown.

Não acredito que a revelação vá alterar as convicções que resfolegam por aí. Se há coisa em que os especialistas espontâneos são exímios é na tortura e submissão de quaisquer dados que ponham em causa o seu, digamos, “pensamento”. Por mais informação nova e contraditória que adquiram, o “pensamento” deles mantém-se em última instância intacto. À hora a que escrevo, a ortodoxia não se abalou: o prof. Loureiro morreu porque a lei americana facilita o acesso às armas – como se os especialistas soubessem a origem da arma em questão, como se as armas não precisassem de alguém para as manusear e como se o Brasil, por exemplo o Brasil, não tivesse uma legislação particularmente restritiva na matéria. Não satisfeitos, os especialistas, e uns tantos dissertam nas televisões, acrescentam que há o “perigo” de Donald Trump passar a perseguir a comunidade portuguesa nos EUA.

Sempre o sr. Trump, não é? Não. Há décadas, bem antes do advento político do homem, que alguns europeus, 97% dos franceses e por reflexo condicionado abundantes portugueses dedicam à América um sólido rancor. Porquê? Porque, com todas as suas turbulências, a América vai funcionando bem, e os seus detractores nem por isso. E desvalorizam a América para se sentirem, ou fingirem que se sentem, acima de uma sociedade alimentada a fast-food, materialismo, caipiras, individualismo, novos-ricos, deboche, asfalto, racismo, superficialidade, gasolina, imperialismo e desumanidade. E violência, claro. A visão que têm da América, remotamente inspirada pela realidade, parece saída da saudosa revista “Vida Soviética”, no nosso caso temperada com a aversão de Salazar a tamanho antro de libertinagem.

Certa ocasião, soube de fonte directa que diversos alunos de um curso de engenharia da Universidade de Coimbra não acreditavam que um colega tivesse viajado durante três semanas pelos EUA sem presenciar um único tiroteio. É espantoso, mas acontece. Contas por alto, já viajei sessenta intermitentes semanas por trinta estados americanos e, salvo por uma solitária excepção, de resto aninhada no coldre, nunca vi uma arma na posse de um civil. Nunca ouvi um disparo. Nunca encontrei um polícia com maus modos. Nunca comi hambúrguer ou pizza. Nunca permiti que a inegável obsessão local com o espectáculo me ofuscasse a luz dos desertos e o prazer da vastidão. Nunca experimentei os horrores da xenofobia, muito menos entre os labregos do Sul, do Oeste e das lendas.

O que experimentei, e tenciono continuar a experimentar, foi liberdade, ou a forte impressão de que, ainda hoje, ainda que as consequências das mudanças e das ameaças incessantes que atingem a América estejam por apurar, se pode ser livre ali de uma maneira inviável aqui. E concluí, em harmonia com os factos, que a América não é um país “bom” ou “encantador”: é, há 250 anos, o destino, manifesto ou não, de milhões e milhões e milhões de pessoas. A América é o lugar para onde o mundo converge.

Está bem. Admito que possa ter tido sorte, ou a incapacidade de interpretar os “sinais” que especialistas fechados em Oeiras ou Gondomar possuem. Porém, acho que não, e que o bolor do “anti-americanismo” lhes pesa no discernimento. Não são necessariamente indivíduos estúpidos ou desinformados, mesmo que sejam menos iluminados e cultos do que se julgam. Não são forçosamente marxistas. São os génios da rua deles, se tanto, receosos de que a avenida ao lado lhes exponha a vulgaridade. São no fundo infelizes desconfiados das possibilidades que a liberdade oferece, e do risco que a liberdade impõe.

À semelhança do assassino de Brookline e de Providence, perdão, Torres Novas, os anti-americanos são movidos pela inveja. Felizmente, ao contrário de Cláudio Valente, em geral não saem do sítio.

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COMENTÁRIOS (de 124)

Pobre Portugal: Claro que é inveja. O mesmo se passa em relação a Israel. A Europa é uma velha invejosa que passa os dias a desejar o mal aos países bem sucedidos, como se isso a impedisse de morrer na miséria.                     Miguel Vilaverde > André Ondine: Com todo o respeito, não precisa de rasgar as vestes desse modo. Ou li outro texto mas não vi no texto do Alberto Gonçalves qualquer cinismo ou desprezo pelo trabalho importantíssimo e brilhante de Nuno Loureiro, apenas a ironia habitual. Eu pessoalmente não sofro, tal como o Alberto de ATS (Anti-Trump Sindrome), não fui mandatado para o defender, nem sou acólito do personagem, simplesmente observo com a distância devida, alguém que foi legitimamente escolhido em sufrágio universal pelo povo americano...confesso no entanto o pecado de um prazer inconfessável de testemunhar os efeitos físicos e mentais que tal "síndrome" causa em certas pessoas em particular de certas áreas político-sociais. Desejos um Feliz Natal.                     André Ondine: Só não compreendo porque é que AG, para mostrar o seu fascínio (que eu também partilho) pela vastidão cultural dos Estados Unidos e a sua sempre meio escondida indignação pelas críticas a Donald Trump (personagem de ego descontrolado e doente que eu acho desprezível e que AG procura sempre defender subtilmente, mesmo dizendo que não) tem de ser cínico para com o físico Nuno Loureiro, apoucando os seus feitos de forma supostamente engraçada mas, quanto a mim, pouco elegante e despropositada.  Nuno Loureiro foi morto de forma violenta e em circunstâncias bárbaras. Era considerado um físico relevante e a realizar um trabalho importante. O facto de não estarmos a par do seu trabalho não nos permite, ainda-por cima depois deste episódio, caricaturá-lo para ter mais seguidores ou ser mais popular. Isso também é ser ignorante. Ou populista.                 Josél Paulo: Verdade! Então os franceses são o expoente máximo anti americano...pobres coitados. inveja! Se fossem realistas viam primeiro ao que chegou Paris. Não são tiros ...e cidade refém de tudo que é mau. No fundo cada um que fala da América... se morderem a língua caem  fulminados por veneno.                    Alberto Gonçalves > André Ondine: Não costumo participar aqui, mas impõe-se uma clarificação: julguei ser óbvio que nunca me passou pela cabeça desvalorizar o trabalho de Nuno Loureiro. Pelo contrário: era sem dúvida uma pessoa brilhante, e que por isso só pôde exercer o seu trabalho num país compatível. Recorri à ironia. O senhor não a percebeu. Falha minha, com certeza.                   Jose Carmo: Muito bom, Alberto. Eu  li in Ilo tempore "A obsessão anti-americana" e o fenómeno que aqui descreves já nessa altura era comum. Olhar para a América através de filtros de estereótipos que não resistem  nem à realidade nem a um pequeno esforço de atenção e razão.                  José B Dias > André Ondine: Só que ninguém o caricaturou ... a ironia é de facto uma figura de estilo muito incompreendida!                Albino Mendes: A liberdade sempre despertou o sentimento de inveja. Na Europa socialista/comunista não é diferente.                      Maria Tubucci: Muito bem observado, Sr. AG. Os formatados mentais anti-americanos são uma espécie que adora denegrir o American way of life. Enquanto estão sentados no MacDonald a trincar hambúrgueres e a emborcar coca-colas, escrevendo no seu Macbook ou a digitar no seu iphone, vestindo umas Lewis. Ali vão espalhando a sua mensagem hipócrita no Instagram, X ou quiçá no Facebook. Quando viajam em flotilhas da treta enviam as suas mensagens via Starlink. E digo mais, se lhe oferecessem um green-card para os USA embarcariam na hora. Isto faz-me lembrar a piada: Estavam um americano e um português parados na berma da estrada num semáforo, nisto passa um supercarro. Diz o americano: Um dia hei-de ter um carro destes. Responde o português: Um dia vais, mas é andar a pé como eu.  Bom Natal para todos! Com muitas filhós à mistura com fatias de bolo-Rei e muitos bombons de chocolate, tudo intercalado com cálices de vinho do Porto...  🎄 🎁 🍫 🥮 👑 🍷                 Jorge Ferreira: Top, Alberto, top! Muito obrigado pela partilha .              mais um. Magistral! Começo a achar que o que pago pela assinatura é barato! Ups...falei demais...               klaus muller: Sem dúvida que é principalmente a inveja que está na base do anti americanismo.                     João Diogo: Excelente , o passatempo favorito dos europeus é dizer mal dos USA e agora ainda mais desde que o belzebu do Trump está na casa branca.                 João Das Regras: E no meio disto ouvi um tal de Rodrigo Prata que se diz jornalista da SIC notícias a perguntar ao seu interlocutor: Não acha que a partir de agora se corre o risco de os portugueses nos EUA serem alvos de xenofobia e racismo?? As cabecinhas da extrema esquerda são uma maravilha                 Tristão: Alberto Gonçalves conseguiu transformar um crime brutal, um português que matou outro português e mais dois americanos antes de se suicidar, numa espécie de ode aos Estados Unidos. Curiosamente, quando o tema é a Europa, Alberto Gonçalves aparece sempre de dedo em riste. Quando o tema são os EUA, tudo fica mais difuso, mais indulgente, mais complexo. Trump nunca é bem defendido… mas também nunca é claramente condenado. A Europa é sempre o espaço do declínio moral. Os Estados Unidos, mesmo com violência endémica, armas por todo o lado e tragédias recorrentes, continuam a ser tratados como o paraíso imperfeito, mas inspirador. Usar uma tragédia humana para este contraste civilizacional é, no mínimo, de mau gosto intelectual.  É evidente que há estereótipos de parte a parte. Tal como muitos americanos têm uma visão caricatural da Europa, também muitos europeus reduzem os Estados Unidos a um conjunto de clichés: incultura, violência permanente, armas em todo o lado, pobreza extrema ao lado de riqueza obscena, gente a morrer à porta dos hospitais, despedimentos diários. Tudo isso existe, como existem problemas sérios na Europa, mas não define uma sociedade inteira. Generalizações dão conforto moral, não explicam realidades complexas.  Imaginemos que o autor do crime se chamava Mustafa, era muçulmano e imigrante. A indignação teria sido imediata, ruidosa e transversal: Alberto Gonçalves lá teria a sua explicação cultural e acusações coletivas. Mas como foi um português a matar outro português e ainda dois americanos, o discurso é outro. A diferença não está na gravidade do crime. Está na identidade de quem o comete. Onde andam os meninos e meninas que tantas vezes aparecem para acusar os imigrantes de tudo e mais alguma coisa… desta vez não aparecem‼                   Miguel Sanches: Muito bem, muito bem, muito bem!                  Vasco Esteves > Pedra Nussapato: Não mudava nada , pois no fim do dia , os atacantes de bondi beach são porcos terroristas muçulmanos                    Alexandre Barreira: Pois. Caro AG, Muito bem. Sem....."papas-na-língua". Um santo Natal.......!                   klaus muller > José Tomás: Essa figurinha afro-americana não quer é reconhecer que a desgraça desse seu antepassado foi a sorte grande dele.                      José Tomás: Pena, não vou lá há 30 anos. Dei umas grandes voltas, e a única vez que me chatearam foi num terminal de autocarros, um “afro-americano”, com o célebre saco de papel na mão, que me exigiu desculpas por eu (por ser português) o ter trazido para a América. Quem diria que passadas 3 décadas havia de ouvir o mesmo em Portugal, dito por brancos sóbrios?.                  Vasco Esteves: Sem dúvida , milhões continuam a querer imigrar para os eua. Já na Venezuela, Cuba , etc são de lá querem fugir . O socialismo destruiu muitas cabecinhas no ocidente .                    Henrique Mota: Alberto Gonçalves as suas sessenta vezes acrescente mais três da minha conta ( tenho diversificado mais as minhas viagens) e, confesso, nem uma arma no coldre de alguém enxerguei. Já, como o Alberto, vejo muita inveja em Portugal . E ainda por cima , inveja negativa , ou seja eles têm de ser como nós., e não , gostava de ser como eles. Portugal dos Pequeninos - espero que não em sentido literal a partir de 18 de Janeiro                Pedra Nussapato: Imaginem o que seria o artigo de AG se, tal como previram incontáveis comentadeiros especialistas aqui do Obs nas 1as notícias do caso, o assassino fosse imigrante, muçulmano ou "sueco". Pior, imaginem o que seria o artigo de AG se, tal como chegou a ser adiantado, o assassinato estivesse relacionado com o suposto apoio da vítima ao povo judeu, pelo "facto" da mulher ser judia (a maravilha da desinformação). Como não foi nada disso que aconteceu, AG pega na criminalidade reduzida da pacata cidade de Brookline para extrapolar que na terra do tio Sam não se passa nada de particularmente anormal em termos de tiroteios e vítimas destes; ainda 2025 não acabou e a K-12 School Shooting Database já contabilizou 231 incidentes com armas em escolas, com um total de 148 pessoas atingidas, incluindo aquelas cujos ferimentos foram fatais. O dr AG, a sério?!                Paradigmas Há Muitos!Nuno Abreu: Sobre o "irrelevâncias" será que vale a pena explicar o que é "ironia"? Não é mais que evidente nesse caso? Essa leitura, e a sua não é a única, é tão absurda que o AG até se viu obrigado a clarificar. E com isto confirma-se uns relatórios maus sobre a compreensão de textos em Portugal, que algo vai mal no reino da Dinamarca. Ou é por falta de formação, por falta de leitura e por falta de ginástica mental ou resulta de forte preconceito que leva a baixar a capacidade de análise do texto. Como você não caberá nas três primeiras situações ....                   Pobre Portugal > Américo Silva: O que AG diz é que o número de mortes com armas é maior no Brasil do que nos EUA. E diz que, em percentagem, Lisboa teve mais homicídios do que Brookline.  Se não consegue desmentir estes números, mais valia não ter escrito nada.                  Mario Figueiredo: O texto de chamada da crónica é um exemplo perfeito de um texto sectário e panfletário. E porque se apoia em categorias vagas e julgamento de intenções em vez de factos verificáveis, é facilmente substituível pelo outro lado da opinião pública e publicada. Vejam só o que acontece quando se muda uma palavra: Com todas as suas turbulências, a Europa vai funcionando bem, e os seus detractores nem por isso. E desvalorizam a Europa para se sentirem, ou fingirem que se sentem superiores. O Anti-Europeísmo ranzinza cricri sempre existiu. Em Portugal é em especial um produto do nosso habitual complexo de inferioridade e do mau hábito que temos de ver a relva do vizinho sempre mais verde que a nossa. A verdade, obviamente, não está em lado nenhum. A frase, independentemente de como a queremos construir, apenas demonstra a falta de profundidade de pensamento de quem escolhe proferir platitudes em estilo de dogma: Os Propagandistas. Em vez de se afastar daqueles que quiseram usar o assassinato do físico português para fazer debate político, AG mostra que ele próprio é parte desse debate de crianças. No seu habitual registo, toma o seu lado e desata a atacar o outro. E acaba a encostar-se a si próprio contra a parede num profundo miserabilismo intelectual: Neste caso, resume-se a "as reacções à morte do físico português demonstram como a Europa está em crise e tem inveja dos Estados Unidos". Convenientemente esquece-se das enormes parvoíces que de lado a lado se têm dito. Por exemplo, não faz referência nenhuma ao facto de se terem querido associar a morte dele ao islamismo, apesar de não existir qualquer evidência. Ou o facto de ter sido morto pelos Chineses porque estava próximo de descobrir a fusão. O texto de AG está todo ele ao nível de um post no X. A semana passada deu-nos um gostinho do cronista que perdemos. Esta semana volta a confirmar que está irremediavelmente perdido para os seus leitores. Como é que chegámos a um nível tal de debate público, que são gente com esta pobreza intelectual as nossas referências semanais, é absolutamente desolador.                      Maria Cordes: Os invejosos da América, aqui do burgo, que se acautelem. Ontem, em Benfica, pelas 14.30h, a 100m onde eu estava, em frente ao mercado, houve tiroteio. Quando claramente ouvi um tiro e olhei, avistei 2 carrinhas da polícia. De carro, hesitei descer a rua, por alguns segundos. Quando passei, de metro a metro havia um polícia hirto e com cara preocupada. Parece, que não passou nada. Os meliantes fugiram, desconhece-se a sua identidade. Se fosse polícia, estaria com medo que me prendessem, se disparasse um tiro. Lamento profundamente a morte do cientista. Que nas nossas casas não falte o presépio, mesmo pequeno. Bom Natal.             MariaPaula Silva: Muito bem.  A inveja não está só na base do anti-americanismo, está na base da génese do povo português. É a chamada inbejinha da boa. Pequeninos e inbejosos.                    Jorge Espinha: Uma coisa que os “especialistas “ Portugueses nunca conseguem explicar é como num país onde toda a gente anda armada (supostamente) quando há um “mass shooting “ nunca há ninguém do outro lado com uma arma. Curioso!               Jose Pires > André Ondine: Tem de aprender a interpretar o que lê! O que AG escreveu é exactamente o contrário. Explica que o Prof Nuno Loureiro não era um inculto com um emprego qualquer que não soubesse o que é a América real! Ironia sabe o que é? Em vez de dizer disparates, aprenda a ler!                JP Miranda: Inveja e ressentimento, a base dos males em todas as sociedades tendo no comunismo/socialismo o seu expoente mais trágico.                      Paulo Nuno Pato Rosa e Silva Cardoso: Os Estados Unidos da América são o pais mais invejado deste planeta.                    Manuel Rocha: God bless America                 victor guerra: Malta poucachinha. Só ouço a CNN e a Sic para me rir                José B Dias > Vitor Batista: Seria difícil a ironia ser mais evidente ... 😉                  antonio afonso: como é usual assino por baixo toda a análise, e realmente confirmo e é verdade a inveja que se tem do povo americano, eu tenho realmente muita pena de não viver lá.                     LUÍS DIOGO RAMOS DE AZEVEDO SOBRAL: Top!               Humilde Servo: Excelente crónica, como sempre. Eu sou um caso um pouco diferente do Alberto Gonçalves: gosto muito dos EUA pelo que representam como país e espaço de liberdade, mas ao mesmo tempo não gosto das cidades americanas e, sobretudo, do geral mau gosto dos americanos. Enquanto subsistir um módico de liberdade aqui em Portugal, ficarei por cá. Citando Miguel Esteves Cardoso, "gosto desta merd@!"                   Tristão  > Pedra Nussapato: E se o assassino português fosse um mustafá qualquer, que crónica teríamos?🤔                   Paulo Sousa: Nem Trump é a América, nem Putin é a Rússia. Já viajei por estes dois países e prefiro o primeiro. Concordo genericamente com o que diz, mas os frequentes massacres nas escolas são indicadores de uma perversão que, existindo também noutras paragens, ali ganha uma dimensão que não se pode desligar da facilidade de acesso às armas.                   Miguel Vilaverde > Pobre Portugal: Muito bem.              klaus muller > MariaPaula Silva: lol, é isso mesmo, Paula.                 josé cortes: Que Grande comentário.  Fica a vontade de dizer tantas coisas, com esta ode.  Mas ela fala por si mesma.  E por mim e muitos, certamente. Home of the brave and land of the free.                  Humilde Servo > António Afonso: Até pode ser, mas pelos vistos Bill Clinton era pior o não sabíamos. Vamos ver o que se saberá um dia sobre Obama, Bush e Biden. Sobre Trump sabemos que é um boçal e um ordinário, mas também sabemos que é corajoso e tem uma estratégia para os EUA. A pessoa de Trump é-me repulsiva, mas reconheço que os EUA têm hoje um rumo claro e, sobretudo, que estão a acabar com uma deriva autodestrutiva que está em grande a dar cabo da Europa. A beatice da imigração e das alterações climáticas, mais a oposição aos valores cristãos do ocidente, estão em regressão nos EUA mas aqui ainda dão cartas. Foi preciso uma figura como Trump para isso acontecer. Não se pode ter tudo.           Humilde Servo > Nuno Abreu: Era a ironizar.                 António Afonso: Temos de saber distinguir entre a grandiosa América, que é injustamente atacada pelos invejosos esquerdolas da Europa, e o seu actual presidente, que é um ser desprezível, mentiroso, desumano e egoísta.                      Lily Lu: Muito bem.                   João Paulo Moita: Excelente , como sempre.                klaus muller > João Das Regras: Não seja tão crítico dessa figurinha Prata, João. Não se deve exigir mais do que aquilo que cada um pode dar ...                    Pedra Nussapato > Mario Figueiredo: É provavelmente o comentário mais certeiro sobre AG que alguns vez li por aqui.               Vasco Esteves > Mario Figueiredo: Você só pode ser tontinho . O que está aqui a fazer ? Velhadas comuna                      Luis Mira Coroa > Mario Figueiredo: Pq perdes o teu tempo a ler A.G.? Inveja?               Rosa Graça: Excelente.               Vitor Batista > Pedra Nussapato: O que o AG quer dizer é que quando está por lá nunca testemunha nada parecido, ele não afirmou que os tiroteios não existem.

 

 

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