Vão surgindo jovens que não se acobardam em denunciar os erros de uma
sociedade enviesada. MARGARIDA BENTES PENEDO é uma delas.
O lugar da esquerda é na rua
Com a agressão na Barraca, usando uma
desmentida motivação de extrema-direita, a raiva levantada pela esquerda
pretende combater na rua a magnífica derrota eleitoral do dia 18 de Maio.
MARGARIDA BENTES
PENEDO Arquitecta e deputada municipal
OBSERVADOR, 19 jun. 2025, 00:1870
Terça-feira, Assembleia Municipal de
Lisboa, debate sobre a Informação Escrita do Presidente. Carlos Moedas, cujos esforços mais enérgicos
sempre se ocuparam de polir as arestas à extrema-esquerda, suplicou pela
segurança na cidade apelando ao empenho dos partidos, pedindo mais polícias e
abominando o “discurso de ódio”, proverbialmente distribuído em partes iguais
pelo “radicalismo” tanto “da direita como da esquerda”. Um
erro e uma tarefa a que devia poupar-se. A extrema-esquerda, assim que se
apoderou do microfone, despejou sobre Carlos
Moedas todo o lixo moral e retórico da seita, numa fúria por
causa da equivalência com a extrema-direita. No essencial, e pelos motivos
errados, a extrema-esquerda tem razão. Não há equivalência.
Voltando um pouco atrás. A Câmara de Lisboa, pela voz do próprio
presidente Carlos
Moedas, tem
insistido cada vez mais, com o avançar do mandato, em reconhecer na cidade
problemas de segurança e em pedir ao governo mais Polícia. Não
começou hoje, nem tem por origem as agressões da semana passada. A esquerda
chegou agora, e o assunto só lhe interessou a partir da maneira como foi
agredido um actor da Barraca. Até lá, havia uma “falsa sensação de
insegurança”. Sempre que se falava da necessidade de aumentar a presença ou
acção policial isso era associado, de forma directa ou insinuada, a impulsos
fascistas e autoritários. A reacção
clássica da esquerda: quem dela discorda é fascista.
Num artigo publicado há uns dias aqui no Observador, Nuno Gonçalo Poças
descreve com o detalhe necessário seis crimes violentos cometidos
este ano, respectivamente a 27 de Janeiro, 6 de Maio, 5 de Junho, 10 de Junho
(dois crimes), e 11 de Junho. Como era
esperável, a esquerda (extrema ou moderada) agarrou-se a um único e, durante a
semana inteira, esguichou raiva nos jornais, na rua, nas “redes” e nas
televisões, clamando contra o ataque “à cultura” e à “liberdade de expressão”; todos os partidos, sem excepção,
repudiaram o sucedido; e o poder político abominou o caso através de dois
ministros, cabendo ao inefável Rangel prometer “uma perseguição e punição
exemplar”. Para todos os restantes crimes, silêncio.
Isto mostra um desvio. Em matéria de
agressões públicas, não existe simetria política entre esquerda e direita. As agressões atribuídas à direita não têm
representação nem protecção oficial. Uma diferença incontestável. Ou seja, elas
não são protegidas por nenhum partido com deputados eleitos, seja na Assembleia
Municipal de Lisboa, seja na própria Assembleia da República. Não existe um
único partido do lado direito que apoie ou defenda qualquer agressão pública,
ou que tente sequer suavizar a gravidade destes crimes.
O mesmo não podemos dizer da esquerda. Em
matéria de agressões públicas, a esquerda tem representação; e tem vindo a
subscrever acções agressivas; e ela própria a protagonizar acções agressivas
através do comportamento dos seus deputados em manifestações públicas. Mais: a extrema-esquerda identifica-se a si mesma como
herdeira e subscreve um legado histórico e intelectual de actos de extrema
violência e regimes brutalmente repressivos, desde que em nome de causas da
esquerda; e apresenta atenuantes e desculpas de contexto para os
crimes de rua que legitimam a retórica dela ou as respectivas políticas.
Perante este passado e os distúrbios
mais recentes, a esquerda não perdeu de vista nem o seu programa nem a sua
natureza. O lugar
preferido da esquerda é na rua. Com a agressão ao actor da Barraca,
usando uma desmentida motivação de extrema-direita rapidamente dilatada aos
partidos, a raiva levantada pela esquerda pretende enfraquecer moralmente a
legitimidade do governo português e a peremptória maioria de direita na
Assembleia da República. E pretende, acima de tudo, combater na rua a magnífica
derrota eleitoral do dia 18 de Maio.
Receba
um alerta sempre que Margarida Bentes Penedo publique um novo artigo.
VIOLÊNCIA
CRIME
SOCIEDADE
SEGURANÇA
POLÍCIA
POLÍTICA
COMENTÁRIOS (de)70
Ricardo Ribeiro: E nos próximos anos, vai ser esta a estratégia da extrema-esquerda mais a subserviente criminosa Cs, e chutar para canto a questão de estar cada vez mais irrelevante para o povo português. Preparem-se vai ser duro e não vai estar para discursos/acções fofinhos e subservientes da direita, cada vez mais sociologicamente maioritária. Paulo J Silva: A extrema-esquerda tem nomes, tem caras, tem partidos. Tem demasiada influência nas universidades, na função pública e no aparelho do Estado. Uma influência desproporcional à sua representação eleitoral. Mas os ditos moderados mostram ter medo desta escumalha. Moedas é um destes. É necessário que sejam eleitos políticos com espinha dorsal, na postura e nos princípios, para pôr esta gentalha no seu lugar, deixando de lhes dar palco, importância e subsídios. João Floriano: O lugar da esquerda é na rua, porque quando não queremos indesejáveis na nossa casa, abrimos a porta da rua e convidamo-los com mais ou menos persuasão a sair, a ir para a rua. Ainda ficaram alguns indesejáveis na Assembleia da República. Margarida Bentes tem razão quando afirma que subitamente temos a extrema esquerda a clamar por mais segurança, por mais «bófia», quando até há bem pouco tempo tudo se resumia a percepção errada. O que está a acontecer era totalmente previsível. A esquerda radical sai á rua com o único intuito de incomodar e atrapalhar a vida dos portugueses. Nunca tiveram nada de construtivo ou positivo para mostrar. Agora estão pior e não vão ficar por aqui. Ruço Cascais > Maria Paula Silva: Quando era gaiato - até tenho vergonha de escrever isto - agredimos com moedas as Doce num concerto das Festas do Mar em Cascais. Foi há muitos anos. Diziam que elas pediram um cachê acima da média para actuarem nas festas e o nosso amigo pescador mais velho mas ainda jovem (já falecido em morte trágica), acelerado por natureza e mais ainda por meia dúzia de cervejas, lembrou-se de atirar moedas para o palco em jeito de provocação. A malta copiou o nosso chefe e guarda-costas e livramo-nos das poucas moedas que tínhamos no bolso com a diferença que fizemos pontaria às belezuras da altura. Criou-se um pequeno aparato, as moedas eram poucas e o nosso amigo era tramado para a porrada. Nunca me esqueci desta estupidez. Como podemos ser realmente parvos levados pelo momento e pelo contexto. Se fosse hoje teríamos sido notícia. Se em vez das Doce fosse o Sérgio Godinho teríamos sido classificados como neonazis. Vem isto a propósito do soco ao actor e de como podemos empolar uma situação dando-lhe uma roupagem política. A esquerda é mestre nisso e a comunicação social é masoquista em ser o veículo para a propaganda enganosa. Não deveria ter havido soco nenhum, mas, o que nos foi vendido não teve correspondência com a dimensão do acontecimento. As esquerdas continuam a insistir no erro de procurar a condenação da direita através da manipulação de casos. Esta manipulação das esquerdas não dá votos, antes continua a tirá-los. Mas eles não vão desistir, vão continuar na esperança que um dia todos "WOKE" para a condenação da direita. Maria Cordes: Na comunicação social os partidos com ínfíma votação terão de ser remetidos, no tempo de audição, a essa votação. Ontem, as poucas vezes que abri a televisão, vi a cara da Mortágua. Na RTP, a cara do ayatola tomou conta do tempo de antena. Sobre a guerra Irão-Israel, só faltou a senhora envolvida em panos, tudo era pró Irão. Alguém terá de meter ordem nisto. A primeira coisa a fazer, acabar com a taxa, que sou obrigada a pagar. Aconselho Moedas a ouvir os vídeos da autarca de Madrid, para aprender. Não tenham medo! Afonso Soares: Agressão a actor foi neonazi concluiu a esquerda radical e comunicação social. Ontem, na Amadora, grupo de 40 pessoas aos tiros, com intervenção policial, havendo apenas um detido, foi o quê? Carlos Chaves: No final de contas a culpa não é da esquerda, qualquer pessoa com dois neurónios, sabe os radicais, mentirosos, manipuladores, arrogantes, antidemocráticos … que eles são! O grande problema está na comunicação social, que lhes dá mais que desmesurada voz, que põe os temas deles em destaque, que esconde os outros, que enche os estúdios de televisão e rádio e as redações dos jornais de avençados da extrema-esquerda, disfarçada de esquerda fofinha! Felizmente ainda vamos tendo Margaridas Bentes Penedo e Gonçalos Poças, para denunciar o jogo sujo que nos querem impingir, Deus vos abençoe! Tim do A: A extrema-esquerda, desesperada, já tem pouco onde se agarrar. Mas tem o apoio de toda a comunicação social. Incluindo os canais privados que são de extrema-esquerda. Exceptuando pouco mais do que o Observador. Maria Paula Silva: Excelente! Abençoadinha seja :) o que mais consterna é que o discurso que a esquerda apresenta para atenuantes e desculpas para os crimes de rua, ou outros, é sempre o mesmo há 50 anos, enjoativo. Os gajos sofrem mesmo de falta de imaginação. Afonso Soares > Maria Paula Silva: A comunicação social tem medo de dizer ciganos e então diz: grupo de pessoas, duas ou mais famílias, em vez de preto fiz "africanos" como se não houvesse africanos brancos, desculpe, enganei-me " caucasianos". Sabe, na minha idade rio-me com tudo isto. É que passamos a ser todos "maneirinhos" e assim não precisamos de ir aos psicólogos. Lino Oliveira: De facto é ofensivo comparar a extrema-esquerda com a extrema-direita. Esta resume-se a uns quantos que, de quando em vez, vão presos, provavelmente com razão. O Chega é apenas de direita e, nalguns aspectos até de esquerda, infelizmente. Já a extrema-esquerda, desde o PREC e o PREC2 de Costa, não tem feito outra coisa senão "fracturar" e escaqueirar o país. Antonio Sobral Almeida: Gostei da expressão "uma magnifica derrota eleitoral da esquerda" ! Coxinho: Mais um belíssimo artigo, a mesma visão periférica completa, a lucidez política e sobretudo o bom senso. Francisco Andrade: Bem visto!! Gente ignóbil procuram no palheiro agulha para picar. Francisco Almeida: Como já por aqui escrevi, derrotada nas urnas, a esquerda sai para as ruas. Se contestada nas ruas - o que já começa a acontecer - a esquerda parte para a violência. Sempre foi assim e assim vai ser. Joana Quintela: Bravo!!! Corajosa!!! Miguel Macedo: Muito bem! Como sempre! Maria Paula Silva > Afonso Soares: não moro na Amadora mas segundo oiço dizer, foi o "pão nosso de cada dia" ... João Seabra: Como arquitecto, é para mim um deleite saber que ainda há profissionais desta classe que sabem escrever e pensar…logo, comunicar. Maria Tubucci: Já causaram demasiada destruição no nosso país. A energia que gastam é inversamente proporcional ao seu tamanho, espero que se extingam... Manuel Magalhaes: Toda a razão, estamos infectados pelo pior que a esquerda tem e isto com o conluio dos “chamados” moderados, seja na política seja nos media, coisa que a esquerda aproveita abusivamente, conclusão, não temos nem políticos nem média competentes nem que se respeitem a si próprios… Francisco Ramos > Maria Paula Silva: Bom dia Maria Paula: Era bom.... Mas não vai ser, porque a profissão desta gente é esta, agitar, complicar, provocar, causar alarido, e por último andar ela própria envolvida na violência. Um inferno, que só com lideranças fortes, sem medo, nem complacência com esta gente, o problema se resolveria. Mas quanto a líderes fortes estamos conversados!!!!!!!!!! Cisca Impllit: Necessitamos de uma rua asseada também Paulo Silva: Cara colunista e arquitecta Margarida Bentes Penedo, a polícia já estava a tratar do caso, mas a Barraca teve de vir à rua para arregimentar as hostes e fazer teatro do oprimido. Mas tudo isto já era esperado. A esquerda é filha da Revolução e a rua é o seu elemento, foi lá que nasceu... A esquerda revolucionária nunca chegou ao poder pela via democrática. Nunca debate ideias nem precisou das eleições para nada. Assoma ao poder de duas formas: ou pela força bruta com revoluções, golpes de estado e guerras civis; ou pela subversão dos valores da sociedade, o modelo a que estamos a assistir neste momento no Ocidente aplicado de forma eximia... Mas ao fim e ao cabo é uma combinação das duas. O que nunca cessa de me espantar é saber que a esquerda foi responsável pelos maiores crimes contra a humanidade nos últimos cem anos, e no entanto tem sempre lugar cativo nas passerelles da virtude, passeando-se para trás e para a frente com a maior das descontrações... Luis Santos: O problema neste momento chama-se Comunicação Social que se encontra refém da esquerda. Os jornais, as televisões fazem debates , programas, completamente enviesados tendentes a manipular os poucos coitados que ainda assistem. Lily Lx: A esquerda sempre foi assim, desde que a revolução Francesa. Violenta, intolerante, odiosa. Os seus filhos são seres vazios, perigosos, a roçar a psicopatia. Tudo por poder. O lugar da esquerda é na rua, fora da AR, fora da AM. Rua com ela, em nome dos direitos humanos, em nome de Portugal! vitor gonçalves > Joao Carlos Almeida: Sim , a Ayuso é uma mulher a sério, que dá 100 a zero aos nossos políticos de " pacotilha" .Enfim, uns medrosos para não dizer uns " merdosos". David Costa: Lindo sem espinhas. 😛 José B Dias > Ruço Cascais: Tivessem muitos outros a coragem de relembrar os seus tempos de juventude e mais ridículo ainda surgiria retratado este novo estado de coisas que por acção ou omissão criámos ou ajudámos a criar ... E os canais 24/7, sempre sequiosos de conteúdos para encher espaço "informativo", os pasquins movidos a emoções primárias e regados a sangue e os políticos fofinhos sempre prontos a tudo fazer para o "nosso bem" irão continuar a alimentar a coisa e a inflar o balão! vitor gonçalves > Carlos Chaves: Pior ainda, com os nossos impostos. mais um: A esquerda foi quase posta na rua poucos ficaram no parlamento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário