segunda-feira, 2 de junho de 2025

Visita de estudo


A Paula tem umas turmas

De alunos estrangeiros

A quem ensina a disciplina

De Português

Distribuídos também

Por outras mestras

Entre as quais a Rosa

Que eu conheço

Sempre em graças e brinquedos

Do nosso apreço.

Resolveram fazer

Uma visita de estudo

A espaços de Lisboa

Coisa de muita alegria

Pela substituição ocasional

Da verbal conjugação

E das mais esquisitices

Gramaticais e linguísticas

De uma língua estrangeira

Pelas vistas e alegrias

De um passeio pelos espaços

Externos ou de interior

De uma capital por enquanto

Liberta do desencanto

Das guerras perniciosas

Que os alunos estrangeiros

Recordam dos seus países

Numa movimentação

Sem grande explicação

A não ser

As tramas dos presidentes

Das suas terras distantes

Ou outros motivos de errância

Que não nos cumpre esclarecer.

Vejamos, pois, a narrativa

Da Paula

Do alegre passeio

Com o discípulo estrangeiro

Que teve um comportamento

Equilibrado

Como a Paula conta

Do pedagógico evento

Conquanto acalorado:

 

«O dia 29 de maio

amanheceu a escaldar

e a malta de PLNM

foi p’ra Lisboa flanar.

De Cascais partimos todos,

com bilhete navegante,

no comboio da CP,

para lugar mais distante.

E logo, no Cais do Sodré,

começou o TPC.

Rumo ao Terreiro do Paço,

onde vimos a sombrinha,

havia aí muito espaço,

mas tínhamos de seguir a linha.

Subimos à Madalena,

igrejas, Sé, miradouros,

a Luzia, Portas do Sol,

pulseiras, gelados e fotos. Lol.

Descemos toda a Alfama

até ao Campo das Cebolas,

em passo de caracol,

por causa das nossas solas

que diziam: “Se cais, rolas!”

Não apanhámos batéis

mas a Estação Fluvial

abriu-nos os seus painéis:

descanso fresco e merecido.

Já em Belém almoçámos

na relva da loja fixe,

sem qualquer grande alarido.

Piquenique e uma bola

(de Portugal),

comprada lá no jardim.

Estava-se a ver que a tarde

ia ficar mesmo assim.

Afinal foi cultural!

Mas o cansaço era tal

que tudo acabou no meio.

Cascais é bem mais fresquinho

e, no comboio cheinho,

sonhou-se outro devaneio

que vá por outro caminho.»

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