A Paula tem umas turmas
De alunos estrangeiros
A quem ensina a disciplina
De Português
Distribuídos também
Por outras mestras
Entre as quais a Rosa
Que eu conheço
Sempre em graças e brinquedos
Do nosso apreço.
Resolveram fazer
Uma visita de estudo
A espaços de Lisboa
Coisa de muita alegria
Pela substituição ocasional
Da verbal conjugação
E das mais esquisitices
Gramaticais e linguísticas
De uma língua estrangeira
Pelas vistas e alegrias
De um passeio pelos espaços
Externos ou de interior
De uma capital por enquanto
Liberta do desencanto
Das guerras perniciosas
Que os alunos estrangeiros
Recordam dos seus países
Numa movimentação
Sem grande explicação
A não ser
As tramas dos presidentes
Das suas terras distantes
Ou outros motivos de errância
Que não nos cumpre esclarecer.
Vejamos, pois, a narrativa
Da Paula
Do alegre passeio
Com o discípulo estrangeiro
Que teve um comportamento
Equilibrado
Como a Paula conta
Do pedagógico evento
Conquanto acalorado:
«O dia 29 de maio
amanheceu a escaldar
e a malta de PLNM
foi p’ra Lisboa flanar.
De Cascais partimos todos,
com bilhete navegante,
no comboio da CP,
para lugar mais distante.
E logo, no Cais do Sodré,
começou o TPC.
Rumo ao Terreiro do Paço,
onde vimos a sombrinha,
havia aí muito espaço,
mas tínhamos de seguir a linha.
Subimos à Madalena,
igrejas, Sé, miradouros,
a Luzia, Portas do Sol,
pulseiras, gelados e fotos. Lol.
Descemos toda a Alfama
até ao Campo das Cebolas,
em passo de caracol,
por causa das nossas solas
que diziam: “Se cais, rolas!”
Não apanhámos batéis
mas a Estação Fluvial
abriu-nos os seus painéis:
descanso fresco e merecido.
Já em Belém almoçámos
na relva da loja fixe,
sem qualquer grande alarido.
Piquenique e uma bola
(de Portugal),
comprada lá no jardim.
Estava-se a ver que a tarde
ia ficar mesmo assim.
Afinal foi cultural!
Mas o cansaço era tal
que tudo acabou no meio.
Cascais é bem mais fresquinho
e, no comboio cheinho,
sonhou-se outro devaneio
que vá por outro caminho.»
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