E as duplicidades habituais, sinalizadas
metodicamente – embora inutilmente - por MARGARIDA BENTES PENEDO. De facto, o
mal é que tal categoria de verduras, não há sol que as amadureça.
A esquerda quer proteger os "nativos"
O que o PEV diz no seu documento oficial está inteiramente certo. Fosse
o parágrafo apresentado por um partido de direita e estava instalado o
escândalo por "racismo" e "xenofobia".
MARGARIDA BENTES
PENEDO Arquitecta e deputada municipal
OBSERVADOR, 26
jun. 2025, 00:1832
Terça-feira desta semana, dia 24 de
Junho, Assembleia Municipal de Lisboa. Debate sobre a Moção (do PEV)
“Prioridade aos incentivos à habitação acessível”.
Assente
nas habituais mentirolas e caricaturas, o documento do PEV pedia mais habitação
pública, menos alojamento local, mais construção a custos controlados, enfim:
mais Estado. Ou seja, mais burocracia, mais concursos e contratos, mais obras
públicas, mais esquerda a mandar; fatalmente, mais corrupção e menos liberdade
individual.
Temos um problema grave de habitação,
é uma verdade indesmentível. É também
verdade que não se resolve desta maneira, como de resto os últimos anos se
encarregaram de mostrar. E ainda é mais verdade que a esquerda não está
disposta a aceitar as políticas que poderiam contribuir para o resolver, já que
todas essas políticas embatem nos interesses da esquerda, diminuem-lhe os
poderes, e ferem-lhe as crenças que ela embala no fundo do coração.
Mas este texto não é sobre o preço das
habitações: é sobre a duplicidade da esquerda. Regressando ao documento do PEV (Moção
nº 182/02) a chave
encontra-se no seguinte parágrafo:
“Quando uma cidade assiste à debandada dos seus nativos e dos seus
residentes, por muito “lavada” e renovada que esteja, passa a estar reconhecida
como uma comunidade sem alma, socialmente descaracterizada e com uma economia
depauperada.”
Assim, letra por letra, “nativos” e
tudo. Não interessa a gramática, nem a prosódia, nem o facto de sermos
oprimidos pela prosa semi-instruída que a esquerda produz. Aqui, o PEV tem toda
a razão. O que o PEV diz no seu documento oficial está inteiramente certo. Fosse o parágrafo apresentado por um partido de
direita e estava instalado o escândalo por “racismo” e “xenofobia”.
Efectivamente, a cidade, como o país, é
um conjunto constituído por um território e um determinado grupo de pessoas. Sobretudo
por pessoas. Quando as pessoas
mudam, e se mudam bruscamente, e em números tão elevados quanto 10 a 20 por
cento da população, o país deixa de ser o mesmo – como a cidade deixa de ser a
mesma.
O PEV compreendeu que os noruegueses e gregos, como os nepaleses,
paquistaneses ou bengalis não querem saber do Santo António. Não ouvem a
Amália, não marcham Avenida abaixo nos Santos Populares, não jogam as damas ou
a sueca no jardim público e não frequentam a Sociedade Recreativa de que a
esquerda tomou conta. Os
estrangeiros são uma massa de gente incompreensível cujos comportamentos a
esquerda não compreende nem prevê. E foi por esta via, não pelos bons
sentimentos de “humanismo”, que a esquerda se apercebeu de uma alteração
social. Mais: a
esquerda, que em larga medida ainda manda nos bairros mais pobres, vê os
eleitores dela a queixar-se, e a mudar de bairro assim que podem, e a serem
substituídos por gente incompatível com os modelos habituais.
Que a esquerda consiga constatar o problema, é uma boa notícia. Mas
dispensamos que se apresentem armados em virgens púberes quando ele aparece,
posto pela direita, em termos rigorosamente iguais.
HABITAÇÃO E URBANISMO PAÍS SOCIEDADE
IMIGRAÇÃO MUNDO POLÍTICA
RACISMO DISCRIMINAÇÃO
COMENTÁRIOS (de 32)
João Queiroz e Lima: Odeia-se o turismo massivo porque destrói a cultura
local mas adora-se a imigração massiva que destrói a cultura local. Ricardo
Ribeiro: Pois é, de vez em quando aos "fascistas, racistas e xenófobos"
esquerdolas sai da boca a verdade...mas depois sai também palavras e acções
estapafúrdias e completamente manipuladas e enviesadas pela sua ideologia. Não
dá para mais e ainda bem que cada vez são menos... Maria
João Pestana: Tudo o que sai das boquinhas Santas e inteligentes da esquerda é sagrado e
inquestionável. O resto, refiro-me a cerca de 80%, somos burros e fascistas.
Claro que isto tem de rebentar. Temos mais que fazer do que cacarejar, mas a
paciência tem limites. fonseca
07 > Pedra
Nussapato: Realmente é verdade, deveria era enaltecer a esquerda
que tão bons resultados tem trazido à nossa praça? Só não vê quem tem palas, a
esquerda nada trouxe de positivo, pelo contrário. Ruço Cascais: Pois muito bem apanhada. O termo nativos numa ideia de
direita levava automaticamente com o carimbo do racismo e xenofobia. A esquerda
com esta ideia de "nativos" começa a dar um passo no tema da
imigração. A sobrevivência da esquerda eleitoralmente em próximas eleições
obriga à abordagem do tema da imigração, e, a uma abordagem diferente. Vai doer-lhes
na alma, mas, mais tarde ou mais cedo lá terão que dobrar o discurso. NATIVOS é
um começo. SDC Cruz: Pois
é, cara Margarida, a esquerdalha, com tempo irá reconhecer (será que irá?) que
os tempos mudaram e as pessoas também. Concordo inteiramente consigo. Se o mesmo
parágrafo fosse, nem vou tão longe, do PS2, estava instalada mais uma
peixeirada! Obrigado e até para a semana. José Tomás > Pedra
Nussapato: Errado. "A sua função aqui é
manifestar" a miséria moral da esquerda, por exemplo, de gente que, num
dia, chama "racistas" aos outros, e, no dia seguinte, quer proteger
os "nativos" dos "de fora" (ou de gente que, confrontada
com essa evidência, comenta que a autora devia era ter falado do tempo, dos
joanetes, ou de "políticas de habitação"). Luis Figueiredo: A esquerda, mais uma vez, criou um sério
problema de co habitação nas nossas grandes metrópoles. Mas não assume a questão.
O habitual nesta gente. Nada de novo. A realidade chegou e eles esbarram contra
o muro, mas de tão "inteligentes" não se apercebem...
Manuel RB > Novo
Assinante: Você deve
estar aqui por pouco tempo. O BE perdeu muita subvenção depois das últimas
eleições e a "Nova Assinatura" custa dinheiro e dá lucro a interesses
capitalistas. A menos que
se tenha passado para o partido do Tavares, agora com muito mais subvenções. De qualquer modo, você vive de subvenções, não tem o mínimo
interesse no que aqui se escreve e só bota discurso pré-formatado. Pelos "likes" que traz consigo, presume-se
que os "Novos Assinantes" se multiplicam. José Nicolau > Novo
Assinante: Já cá
faltava o Neo-Lelo! É tão idiota que quando ia fazer a assinatura no Avante,
sem ter tomado os comprimidos, enganou-se e assinou o Observador. Francisco Almeida: Foi pela autora que soube a sombria realidade
dos governos de António Costa, que teve o apoio da extrema-esquerda, terem
construído anualmente 17 fogos de construção pública. Por outro lado é também
dp governo de António Costa a política de fronteiras abertas que fez entrar em
Portugal 1 milhão de imigrantes em 7 anos. Quer dizer a esquerda tornou a oferta irrelevante e fez explodir a
procura. Deviam ficar impedidos de se pronunciar sobre habitação pelo menos
durante os próximos dez anos.
GateKeeper: Top 10. António Costa e Silva: Querem que sejamos estrangeiros na nossa terra. Manuel Filipe Correia de
Araújo: "A Esquerda
quer proteger os "nativos". Finalmente, a Esquerda acordou para os
temas e problemas da Imigração... Pois mais vale tarde do que nunca! m s: Portanto se os "nativos" partem, os velhos
morrem, as crianças não nascem, não houve sismo ou bombardeamento que demolisse
as casas, e os emigrantes na França continuam a construir as maisons, afinal para quem são os milhares de casas que
dizem que são precisas? Lidia
Ricardo: Eu entendo os
interesses que se defendem, só dá vontade de rir o espectáculo do cinismo. Já
estou como Alexandre Herculano, a respeito do país" Isto dá vontade de
morrer!" Como eu o compreendo pois de lá para cá a mesma vesguice nas
políticas de desenvolvimento, a mesma ganância boçal, ah e o mesmo compadrio.
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