terça-feira, 3 de junho de 2025

Um texto feroz

 

Do blog da PAULA.

Há, todavia, vantagens para a nossa alma, que assim ganha o céu, com essas nossas dádivas generosas. Os governos sabem muito, eu diria que a sabem toda. EDUARDO MALTEZ SlLVA, todavia, parece que é dos egoístas que não alinha nas dádivas, só disposto a condenar, bolas! - pois só se refere a um tu, bem mesquinho este, todavia, com as suas bolachas e óleo como dádiva. Cá por mim às vezes também ponho arroz, açúcar e massa, no meu saco meio cheio. Há dias foi mesmo só azeite, e mais nada, que o azeite é mais caro, e o saco ficou diminuto, mas Deus me perdoará, que tudo pode e o que conta é a intenção, mau grado as chufas do Social Liberal Internacionalista e Tecnofuturista Criador de conteúdos digitais Social Liberal Internacionalista e Tecnofuturista de Caldas da Rainha, generoso nos títulos próprios, está visto, mais do que nessa das dádivas patéticas de que se exclui.

 

Apresentação:

Social Liberal Internacionalista e Tecnofuturista

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EDUARDO MALTEZ SILVA

4 h

Arroz e Ferraris

Enquanto tu, de boa fé, enchias o carrinho com óleo e bolachas Maria para quem passa fome, os retalhistas contavam os ganhos.

São 4 milhões de euros de lucro para os supermercados...repito, por ano são 4 milhões de euros de LUCRO vindos da ajuda para quem não tem o que comer.

Já lucravam com a inflação que provocou fome; agora lucram também com a própria fome.

Reparem que a caridade existe — e é promovida — precisamente porque a redistribuição falhou.

Porque é muito mais cómodo transformar o combate à pobreza num gesto voluntário, esporádico e moralmente louvável do que numa obrigação colectiva estruturada por impostos justos e políticas públicas fortes.

A caridade torna-se um favor que dá lucro a quem já tem mais, pago sobretudo pela classe média que ingenuamente acha ser essa a única solução.

A redistribuição, essa, seria uma obrigação justa: quem ganha mais, contribui mais — mas isso já não interessa.

É mais cómodo transformar a pobreza num problema individual e a solidariedade num gesto esporádico...

Do que garantir um Estado forte, capaz de responder com justiça, não com campanhas.

Enquanto fazemos caridade, não somos confrontados com a verdadeira pergunta:

Por que razão é que este sistema precisa de caridade para manter as pessoas vivas?

A ironia, é que essas grandes empresas retalhistas, exigem menos impostos, contribuem para enfraquecer o Estado social… e depois vendem-te sacos de arroz como solução.

 

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