Do blog da PAULA.
Há, todavia, vantagens para a
nossa alma, que assim ganha o céu, com essas nossas dádivas generosas. Os
governos sabem muito, eu diria que a sabem toda. EDUARDO MALTEZ SlLVA, todavia,
parece que é dos egoístas que não alinha nas dádivas, só disposto a condenar,
bolas! - pois só se refere a um tu, bem mesquinho este, todavia, com as suas
bolachas e óleo como dádiva. Cá por mim às vezes também ponho arroz, açúcar e
massa, no meu saco meio cheio. Há dias foi mesmo só azeite, e mais nada, que o
azeite é mais caro, e o saco ficou diminuto, mas Deus me perdoará, que tudo
pode e o que conta é a intenção, mau grado as chufas do Social Liberal Internacionalista e
Tecnofuturista Criador de conteúdos digitais Social Liberal Internacionalista e
Tecnofuturista de Caldas da Rainha, generoso nos títulos próprios,
está visto, mais do que nessa das dádivas patéticas de que se exclui.
Apresentação:
Social Liberal Internacionalista e Tecnofuturista
Perfil· Criador de conteúdos digitais
Vive em Caldas da Rainha
Secção Em Destaque
Arroz e Ferraris
Enquanto tu, de boa fé, enchias o
carrinho com óleo e bolachas Maria para quem passa fome, os retalhistas
contavam os ganhos.
São 4 milhões de euros de lucro
para os supermercados...repito, por ano são 4 milhões de euros de LUCRO vindos
da ajuda para quem não tem o que comer.
Já lucravam com a inflação que
provocou fome; agora lucram também com a própria fome.
Reparem que a caridade existe — e é promovida — precisamente porque a redistribuição
falhou.
Porque é muito mais cómodo transformar o combate à pobreza num gesto
voluntário, esporádico e moralmente louvável do que numa obrigação colectiva
estruturada por impostos justos e políticas públicas fortes.
A caridade torna-se um favor que
dá lucro a quem já tem mais, pago sobretudo pela classe média que ingenuamente
acha ser essa a única solução.
A redistribuição, essa, seria uma
obrigação justa: quem ganha mais, contribui mais — mas isso já não interessa.
É mais cómodo transformar a pobreza
num problema individual e a solidariedade num gesto esporádico...
Do que garantir um Estado
forte, capaz de responder com justiça, não com campanhas.
Enquanto fazemos caridade, não
somos confrontados com a verdadeira pergunta:
Por que razão é que este sistema precisa de caridade para manter as pessoas
vivas?
A ironia, é que essas grandes empresas retalhistas,
exigem menos impostos, contribuem para enfraquecer o Estado social… e depois
vendem-te sacos de arroz como solução.
Nenhum comentário:
Postar um comentário