Esse
desconhecido.
Retrato de um homem só? Os receios de MARCELO.
As certezas de M. JOÃO. As dúvidas ou as simpatias da generalidade… O costume,
cá por casa.
Não
Mas onde fora Marcelo buscar aquilo,
em Julho de 2022, quando me antecipou a candidatura de Gouveia e Melo a Belém?
Não fora buscar a lado nenhum: não precisara, observara. Três verões depois,
está aí
Maria João Avillez Jornalista,
colunista do Observador
OBSERVADOR, 04 jun.
2025, 00:22114
Prólogo
No dia 18 de Julho de 2022 Marcelo
Rebelo Sousa quis juntar-se a um pequeno grupo de amigos que numa casa fora de
portas festejava o aniversário de uma das suas amigas ali presentes. Muito
próxima daquele “visitante-surpresa” ela foi de resto a primeira a espantar-se
com a súbita aparição no jardim de um surpreendente pai natal estival ajoujado
em prendas e espantando todos.
Mas aquilo que seria um jantar festivo
entre alguns amigos “de sempre” transformou-se subitamente, no pós-café, num
facto político:
“O almirante Gouveia e Melo vai
candidatar-se à Presidência da República”.
O
quê? Mas que ideia?! A que propósito? Com três anos de antecedência, que
“certeza” tão despropositada… Olhares atónitos, adjectivos que valsavam entre a
total incredibilidade e o maior dos absurdos, risos. Ninguém acreditou: onde
fora Marcelo buscar “aquilo”?
Mas Marcelo não riu. Não fora buscar a
lado nenhum: não precisara, observara. E durante uma longa dose de tempo, a
conversa noctívaga transformou-se num monólogo onde constava uma quantidade
considerável de detalhes, informação, observação, exemplos, apontamentos. Numa
soma de sinais que ele vinha a coleccionar criteriosamente e queria agora
deixar ali sob a forma de uma candidatura presidencial.
Lembro-me bem que mesmo soterrado
pelo brilho do raciocínio e a eloquência da análise, o eco da plateia foi porém
modesto e a fé nenhuma.
O que as coisas são.
1Tinham passado três anos, finalizava
agora Maio de 2025 – foi há dias – e eu estava diante de uma televisão, sozinha
em casa. Concentrei-me. Demorei tempo, voltei a ver. Ouvi com atenção. Não me
estava a ser fácil identificar-me a mim própria numa espécie de
auto-constrangimento embaraçado. Como alguém que de repente não sabe onde está
mas percebeu que se enganou na porta de uns estranhos.
Seria
o azul glacial do olhar, a entoação sincopada das palavras de efeito, o fio de
autoritarismo que percorria a voz de Henrique
Gouveia e Melo? O sortido de frases que da esquerda à direita
passando pelo tal “centro” (?) qualquer presidente de Junta poderia assinar?
O écran da televisão surpreendia-me com
uma cerimónia que parecia a sépia, face a uma plateia de gente indistinta, sem
um assomo daquela vibração que traz consigo o anúncio de qualquer coisa que se
quer que aconteça. E os não “indistintos” eram ou são figuras ainda com forte assinatura
na desgostante actualidade de que se queixam. Uma trapalhada entre sistema e
anti-sistema mas não valia a pena estranhar mais coisas. Nada daquilo era
comigo.
2Não era: não por preferir estar noutro
“lado”, mas por não querer estar naquele.
Sucede que não estou nem cansada, nem
farta, nem zangada. Não tenho que me vingar “desta” democracia como se o seu
único destino fosse arrumá-la hoje numa gaveta de trastes velhos, ou etiquetar
os últimos 50 anos como “lixo”. Sucede que foi aqui que muito trabalhei,
escrevi, conheci, reuni, juntei. Combati e acreditei. Não tem nada a ver com o
tempo nem com a idade, é uma pertença: com tudo o que de simultâneo ela possa
ter acolhido de bom e albergado de mau.
O sistema caducou, o regime está
exausto, vai ser preciso tratar de um e salvar o outro. Dir-me-ão: já não “se”
está aí, o país já está “noutra”.
É verdade mas eu vou ficando onde estou. Não por segurança, reaccionarismo,
instalação. É ainda mais banal que isso: porque não gosto dos dessa “outra” e é duvidoso que precise de ser “salva”.
Nem gosto dos salvadores, nem dos seus arautos, nem dos encenadores das grandes
estreias políticas pré anunciadas.
Estou bem aqui.
3Diante de um “candidato-buffet”,
qualquer um se pode servir com leveza e sem remorso. É o caso de GOUVEIA E
MELO. Seguiu-se um cardápio de meras boas intenções com
tom e som generalista. E depois foi-se ao nosso habitual providencialismo e
escavou-se até ao fundo no sebastianismo nacional sempre pronto a ser
ressuscitado por anónimos “apelos”. Também foi o caso.
A farda foi usada o tempo conveniente
para deixar marca e memória num povo que as estima e o estimou a ele. É
genuinamente para parte desse povo o “novo herói” mas é exactamente assim que
se geram os equívocos fatais.
Um
brioso perfil militar, em nada se confunde com uma vocação política civil, ou
uma aptidão evidente para a Chefia do Estado, conforme amplamente se observou
esta semana num exercício televisivo monocórdico e sem surpresa. Parecia uma
coisa sem motivo aparente e talvez não se possa dizer pior.
Na sua inexperiência, Gouveia e
Melo foi quase pueril na forma como nos mostrou
desconhecer o que pressupõe passar a porta do Palácio de Belém “fardado” de Presidente
da República.
Ah foi moderado e sensato? Foi. E
quê?
4Podia ter sido melhor o meio século?
Poderia sempre, pela própria definição da pergunta. Bateu no fundo como
apregoam os providenciais salvadores? Bateu algumas vezes, voltou à tona,
conforme os seus melhores ou piores timoneiros, num imenso lago de águas de
glórias, erros, conquistas, feitos, entendimentos, erros, virtudes, vícios,
brilhos e tropeções. Dito de forma desarmantemente simples: com avanços e
recuos e não é senão disso que é feita a vida, o andar dos povos, o fermento da
História.
5Já agora… Mesmo que sejam muitos os que
preferem ser resgatados por Gouveia e Melo e Ventura (claro que falo de ambos como de uma
dupla), como tencionam eles lidar com os quase 60 por cento de portugueses que
não quererão ser resgatados? Convencê-los, amestrá-los, reeducá-los,
castigá-los? Não me admirava: a fúria desabrida com que um, Ventura, ameaça
– “Ah isso agora vai tudo acabar” – e a suposta autoridade do outro quando
sinaliza lugares comuns que quer transformar em mandamentos, deixam
qualquer ser normalmente constituído entre o pasmo e a perplexidade.
Quem são eles, afinal?
De mim, sei eu: não!
ALMIRANTE
GOUVEIA E MELO POLÍTICA
COMENTÁRIOS (de 114)
António Godinho Gil: Quando as auto proclamadas
elites - que se julgam donas da democracia e não sabem sair de palco - tremem,
é bom sinal. A mensagem do Almirante produziu efeito. João Floriano: «Lembro-me bem que mesmo soterrado pelo
brilho do raciocínio e a eloquência da análise,.........» Este é o Dr. Marcelo Rebelo
de Sousa que Maria João Avillez tem na sua memória: um charmoso animador de
garden parties, sempre rodeado de ouvintes ávidos sobretudo do sexa feminino
para beber o seu discurso brilhante e eloquente. Que pena que muitos
portugueses contem os dias para ver Marcelo sair de Belém! Marcelo saturou-nos
com selfies, com os afectos, com as piadas sem graça nenhuma, com o caso das
gémeas, com a sua ligação a António Costa, com as nuances de intriga política
de bastidores, com as inconfidências quando exagerava na bebida em jantares de
correspondentes. Brilhantismo e eloquência talvez, para os seus admiradores da
sua bolha a mais elitista de todas. E que foi Marcelo senão um presidente
buffet, termo que Maria João Avillez usa para menorizar Gouveia e Melo? Marcelo
queria o amor, a admiração de todos os portugueses. Daí ter-se transformado e
por vontade própria num buffet onde todos, todas e todes, podiam servir-se de
afectos. O que irrita a cronista contra Gouveia e Melo é que de facto ele não
pertence a bolhas, a não ser às decorrentes das manobras do submarino. Mas um
grupo percebeu que não pertencendo a uma bolha em particular pode capitalizar
em todas. Observe-se quem estava no discurso de lançamento da candidatura,
veja-se quem é o mandatário e percebe-se de que bolha falamos. Maria João
Avillez não gosta de penetras ou intrusos nos garden parties onde Marcelo
Rebelo de Sousa encanta com os seus tons divinatórios, semelhante a uma Baba
Vanga de Belém. André
Ondine: Eu nunca votarei no Almirante, não gosto de alguns laivos de narcisismo e
autoridade que ele tem e acho o seu discurso redondo e previsível, mas acho
muita graça ao facto de ele deixar tão nervosas as nossas elites e as nossas
bolhas, que se julgam donas do regime e que, está aqui bem espelhado, se juntam
em encontros exclusivos de alguns eleitos a trocar lobbies e interesses. O
Almirante parece fazer tremer este status quo e só por isso já merece um
elogio. A bolha do comentariado não domina o Almirante e, logo, procura
humilhá-lo e apoucá-lo. A nossa elite urbana faz o mesmo, pois ele não é um dos
seus. E isso é muito divertido. Maria
Cordes: Muito bom sinal o Centrão, que até aqui nos conduziu onde estamos, numa
situação deplorável, estar de cabeça perdida. Habituem-se! Ricardo Ribeiro: A frase chave do texto é
"Eu estou bem aqui"...pois é, o "cherne" da questão é que
cada vez menos pessoas sentem isso e as reflexões à posteriori sem acções
determinadas soam a falso. Basta ver o que os situacionistas elitistas e bolhistas andam a fazer
nos últimos tempos já depois do aviso do 18 de Maio. Dou 2 exemplos, Carlos
Moedas e os seus Europrides com dinheiro público e Rui Moreira e as suas
mesquitas. Não aprendem...
Ruço Cascais > João Floriano: Muito bem João, mas não
embirre com a mulher, para isso já cá estou eu. Embirro mesmo, pela escrita,
que quer eloquente e distinta com laivos de poesia, mas, na verdade é confusa e
pouco clara. Depois o saudosismo. Tudo era bom, agora tudo é mau. Antigamente a
política suja tinha dignidade, hoje a política suja é detestável. Depois a
corte, sim, a corte, de quem merece estar na corte e de quem nunca lá deve
meter os pés. Depois o chá das cinco, onde se trocam confidências e onde se
promovem ou se desprestigiam actores. Gouveia não é da corte é um outsider, e,
não há nada pior que um outsider ser nomeado o Rei da corte. Mario
Guimaraes: Marcelo vidente previu o fim da pandemia, a eleição de trump, a guerra da
Ucrânia e a vitória de Portugal na liga das Nações. Previu também a nomeação de
Costa para Europa, a queda do Governo e a derrota do PS. Previu ainda que não
vai ser eleito em 2026. Gabriel
Madeira > Ricardo Ribeiro: Junte a reunificação familiar.
Atrás de 1.2 milhões, quantos mais virão ( esposas e prole)? Alexandre Areias: Gosto da Maria João e das suas
crónicas mas o que está aqui espelhado neste texto é uma obsessão
desavergonhada e quase infantil com manter o status quo dominado pelos mesmos
de sempre da bolha lisboeta. No fundo o que lhes causa impressão não são as ideias
(ou falta delas) do Almirante ou do Ventura mas sim um cenário em que os
eleitos não são mais uns ungidos frequentadores dos salões de sociedade
lisboeta ou incubados nos escritórios de advogados do costume. E o que lhes dói
ainda mais é o povo manso e dócil já não ir na conversa duma elite de “amigos
do Marcelo” habituados a cozinhar entre si tudo o que conta no país, reservando
para si os ganhos obscenos que daí resultam enquanto deixam diligentemente ao
povo “bruto e ignorante” as contas a pagar Francisco
Ramos: Eu, por mero acaso, porque raramente vejo televisão nos canais nacionais,
ouvi a intervenção de MJA ontem na SIC. Fiquei atónito coma sua apreciação
sobre a entrevista do almirante. Eu não vi a intervenção do almirante, mas li
alguns comentários, e a conclusão é de que se tratou de uma boa entrevista. Parece
que alguns lugares comuns, mas isso é regra geral. Seguro disse alguma coisa de
interesse na sua apresentação? O almirante teve respostas claras para situações
mais polémicas. Mas a entrevista que MJA viu, não deve ter sido a mesma que
pessoas mais ou menos isentas, como Miguel Pinheiro, que diz mal de quase tudo,
e com ar superior de quem é dono do conhecimento, e Carlos Magno, viram. A
apreciação destes não confere com a de MJA. MJA era, e suponho que ainda será,
convidada habitual para aquelas comitivas presidenciais que se passeiam pelo
mundo a expensas nossas (fervorosa apoiante de Mário Soares, porque ele era
bastante pródigo nos frequentes convites e ela tinha lugar cativo) deve estar a
antever alguma parcimónia, por parte do almirante, nos tais convites, e então
encosta-se a outras paredes mais pródigas em convites. Peço desculpa se fiz uma
apreciação errada. Ruço
Cascais: Um odiozinho de estimação que já começa a ter barbas. Será que Gouveia e
Melo é do Sporting? Uma coisa é certa, nunca teremos uma entrevista de Maria
João Avillez a Gouveia e Melo para lhe perguntar o nome dos netos. Em Belém,
Maria João Avillez só lá irá se for para ir ver o Museu dos Coches com o
Mendes, ou então, comer um pastelinho de belém com o Seguro, porque, no palácio
o mais certo é ficar à porta. Mas a Maria João Avillez vive de memórias e os
seus alvos serão sempre os velhos do Restelo saudosos dos tempos em que Mário
Soares dizia ao polícia para desaparecer. ou quando se preferiu dar amnistia aos
assassinos do grupo FP25 , ou até mesmo no cerco dos comunistas à AR, ou ainda
quando espetaram com a avioneta no chão de Camarate, isso sim, eram tempos em
que a política tinha dignidade. Nota: Marques Mendes na
apresentação da sua candidatura deu-nos a conhecer o seu propósito se for PR.
Marcelo foi o presidente dos afectos, Marques Mendes será o presidente
negociador. Negociar entendimentos entre o governo e a oposição, entenda-se
entre o PSD e o PS ou vice-versa. A sua experiência enquanto negociador, uma
espécie de Trump português para os negócios da política será determinante para
o desenvolvimento do país. Marques Mendes tem uma grande experiência nestas
negociações, na verdade passou a vida toda em negociações entre o PSD e o PS. JOHN MARTINS: Maria João,o seu texto reflecte
uma análise profunda e criteriosa sobre o cenário político actual e os desafios
que Portugal enfrenta. ----Ao mesmo tempo, acredito que Gouveia e Melo
representa uma oportunidade de renovação e fortalecimento da liderança
nacional. O seu histórico serviço, a sua dedicação, e sua visão estratégica são
qualidades de louvar. Por mim, um verdadeiro---SIM---a Gouveia e Melo. Joaquim Rodrigues: Se o Almirante Gouveia e Melo
vier a ser o protagonista da mudança contra os atavismos do passado, do Salazar
e do Cunhal (farinha do mesmo saco), que perduram e impedem o bom funcionamento
da democracia, é muito bem-vindo. Nessa perspectiva, a rejeição do apoio de
dois Maçons ao Almirante augura algo de bom. É amplamente conhecida a forte
“simbiose”, "mútua pertença" e “comunicação” entre as Lojas Maçónicas
e os “Oligarcas das Cortes”. E, os “Oligarcas das Cortes” e todos os outros
membros menores das "Cortes do Reino", desde há muito reunidas em
Lisboa, designadamente, da Comunicação Social que os apoia, têm códigos de
conduta próprios que não estão escritos em lado nenhum. Resultam de uma
“cumplicidade tácita”, de um “consenso implícito” entre os seus membros,
aceite, consensualizado, assimilado, cultivado e que tem vindo a ser refinado
ao longo dos tempos. São transmitidos oralmente, boca a boca, em alguns casos,
desde o berço, entre os membros de uma certa elite, que frequenta os mesmos
sítios, os mesmos restaurantes, que são visita de casa uns dos outros e, para
os quais, nada interessa ser de esquerda ou de direita, ser deste ou daquele
partido. Pelo contrário, quanto mais espalhados, pelas várias agremiações
políticas, associativas, culturais, profissionais ou outras, mais força
garantem às “Cortes”. Politicamente servem-se do “Estatismo” e do “Centralismo”
os dois atributos totalitários herdados de Salazar/Cunhal que, com a
cumplicidade de grande parte da Comunicação Social, na tentativa de “travestir”,
esses atributos, em práticas políticas de aparência democrática normal, transformaram
a política portuguesa no “Teatro de Sombras” (com palcos e portas giratórias),
que hoje é. Quando a verdade, a realidade, a justiça, a racionalidade, a
coerência ou a integridade vêm ao de cima e põem a nu os seus actos, as suas
posições ou interesses, eles não enfrentam, não se manifestam, não argumentam. Em
púbico (não em privado) ignoram pura e simplesmente. Ou fingem ignorar. Assobiam
para o ar. Fazem-se de mortos. Porque não se movem por valores, princípios,
ideais ou pela verdade. O que os move é a perpetuação do “poder” e dos
“privilégios” das “Cortes” e, em particular, os privilégios dos “Oligarcas das
Cortes”. Os
últimos grandes políticos portugueses que perceberam, o que são e como
funcionam, as “Cortes do Reino”, foram Francisco Sá Carneiro e Francisco Lucas Pires. O núcleo duro, os membros
efectivos, os apoiantes e simpatizantes mais próximos das “Cortes do Reino”
andam nervosos com a candidatura do Almirante Gouveia e Melo. E isso, à partida
abona, e muito, a favor do Almirante Gouveia e Melo. Para além do “rigor” que
tem demonstrado nos cargos e missões que tem desempenhado, é animador, o que,
verdadeiramente, já se conhece do “pensamento político” do Almirante Gouveia e
Melo. Uma coisa é certa: precisamos de uma mudança que à luz dos Princípios
Sagrados da Liberdade, da Democracia, da Justiça Social e Coesão Territorial,
promova a refundação e requalificação da prática política em Portugal, tirando
partido do “conhecimento científico, do saber, da isenção, da competência
técnica e da memória” que uma Administração Pública “refundada” permitirá ter e
a uma maior participação política dos cidadãos nas coisas da Governação e
Administração do País. É necessária, para isso, uma “Reforma Profunda do
Estado”, com redefinição das suas “Funções, Competências e Atribuições”,
adequando-as às necessidades actuais de um Estado Moderno e
redistribuindo-as, de forma racional, pelos níveis Nacional, Regional e Local,
à luz do Princípio da Subsidiariedade, como ocorre em “todos, todos, todos” os
outros países de Democracia Liberal consolidada, designadamente, os países
fundadores da União Europeia O que se espera é que este apoio de dois
Maçons ao Almirante signifique apenas uma “aproximação interesseira” naquela
lógica de que” se não o podes vencer junta-te a ele” revelando o medo da sua
eleição. Se assim fosse, este apoio rejeitado só abonaria a favor do Almirante
Gouveia e Melo. Mas, felizmente, o Almirante já se demarcou de qualquer apoio
da Maçonaria. Carlos
Almeida: Pena o genial Marcelo (candidato ao prémio Nobel do supra-sumo da
inteligência e da genialidade) ir deixar este país na miséria social e numa
estagnação económica vergonhosa e ser, para mim, pelo que fez e não fez todos
estes anos, o pior presidente da república desde 1974. O Marcelo é o génio da
conversa fiada, do paleio, sem resultados nenhuns que engrandeçam o país e
melhorem a vida dos portugueses. E vai ser recordado como o fala-barato, um não
fez nada! Para mim, Marcelo, como presidente = ZERO. Pedro
Abreupronouncer *: Que é onde esta gente vive.
Pensa que determina pensamentos da populaça que cada vez mais se afasta da
linha de pensamento deles. Ficam a falar sozinhos no comentariado onde
basicamente, salvo raras excepções, todos dizem o mesmo com pequenas variantes.
Ainda não aprenderam....vão levar outro banho de realidade. David
Pinheiro: À malta da bolha tudo corre de feição. Enquanto muitos têm de emigrar pelo
proibitivo preço das casas, os "filhos da bolha" nunca tiveram o
património herdado tão valioso.
Antonio Silva: "O sortido de frases que da esquerda à direita passando
pelo tal “centro” (?) qualquer presidente de Junta poderia assinar? " O
verniz estalou porque o desespero é grande. João Sá: Fiquei sem perceber qual o
problema do Gouveia e Melo... Começou agora a candidatura e já estão a tentar
denegri-lo. Correu bem com o Ventura. Sugiro para a próxima listar os problemas
concretos de uma dada candidatura. Ricardo
Ribeiro > Gabriel Madeira: Sim, apenas dei 2 exemplos e
agradeço o seu complemento! Se tiver oportunidade veja o meu comentário na
notícia da não eleição do vice do Chega. Dei o exemplo do que se passou aqui
nas praias de Setúbal na semana passada a meio da tarde...só lhe digo, visto
pela minha mulher, 80% das pessoas eram mulheres e respectiva prole dessa
reunificação e da etnia dos coitadinhos...depois admiram-se... Filipe Paes de Vasconcellos: UM HOMEM COM A MANIA QUE É
MAU. Assisti à declaração de candidatura de Gouveia e Melo e perguntei cá para
mim: Será que ele quer bater? Haja alguém que o aconselhe a no caso de estar
zangado com a vida, que se trate. Agora, Portugal não pode querer ter na
presidência da República um homem armado em mau mas com a mania que é o supra
sumo da barbatana. E quem vai buscar o candidato para o acompanhar são todos
aqueles que já não contam para o totobola. Aqueles que ainda se acham
relevantes porque são muito vaidosos e arrogantes, cheios de caganças. Fazem-me
lembrar os “inadiáveis “ de má sorte e memória. Rui Pedro
Matos:
ahahahahahah....realmente,
este verniz que se instala e está a partir de baço e bafiento! D. Maria João,
por favor....desejo que seja Mulher e não Mulher de meio de elite. Volta ao
texto do elitismo intelectual..... Por favor, as Castas, será isso que deseja
apregoar?! Venha a 4ª República! Jorge
Frederico Cardoso Vieira Barbosa: À caríssima Maria João Avilez,
apenas suscitou uma pergunta? Experimentados todos as acções socialmente
criminosas do PREC, feita uma descolonizacão assassina, e depois de decorridos
50 anos de prevalência socialista com a direita mantida sempre amestrada, o que
só travou o progresso do país, face à situação escabrosa em que estamos qual a
razão pela qual, agora, com uma folgada maioria de Direita no terreno,
expurgada de "Freitas do Amaral, de Basilios Hortas e outros que
tais" a Sra, continuando a tecer loas à esquerdalha que sempre enterrou o
país, só olha para a Direita com desdém, desqualificando-a nos seus comentários
? Glorioso
SLB: Erro de avaliação nessas percentagens. Fala-se q o Almirante pode ganhar à
1ª volta. Então se ganhar á 1ª volta, ñ há 60% "do outro lado". E se
juntarmos aos votos do Chega, os da extrema-esquerda, temos já mtos q ñ gostam
do centrão. Mais: para baralhar as cabeças falam-se sempre nos últimos 50 anos.
Como se fossem todos iguais. Há um século XX, de desenvolvimento, de aumento
dos rendimentos da classe média, a crescer mais do que a Europa, mesmo contando
c os anos do PREC. Dps há Guterres e estagnação até hoje. É dessa estagnação do
início do século XXI, dos wokismos que começaram no referendo do aborto, do
homossexualismo e toda a ideologia de género, que nasce o Chega e o Almirante.
Cresça o país, acabem c os wokismos e perseguições às famílias, q o centro
volta a ganhar. Jorge Freitas: Se alguém está bem num país (por exemplo) incapaz de levar um Sócrates a
julgamento, então não está a ver bem a cena. Quanto ao almirante, é um tolo
narcisista - que ainda por cima é tão entusiasmante como uma porta automática
de supermercado. Se o outro senhor era um catavento, este é um anemómetro - o
catavento, pelo menos, vai mudando de direção, este nem esse entretenimento é
capaz de oferecer. Mas também para quê? O presidente da república não passa de
um jarrão decorativo 99% do tempo.
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