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Alemanha diz que Teerão "nunca deverá ter armas
nucleares"
Chanceler Friedrich Merz sublinhou que o Irão "nunca deverá ter
armas nucleares". Declarações foram feitas durante uma reunião com o
sultão de Omã.
OBSERVADOR, 15 jun. 2025, 14:52 1
FILIP SINGER/EPA
O chanceler
alemão, Friedrich Merz, sublinhou este domingo que o Irão
“nunca deverá ter armas nucleares”, durante uma reunião com o sultão de Omã,
disse o porta-voz do Governo em Berlim.
Ao mesmo tempo, Merz enfatizou o seu desejo, partilhado com o sultão
Haitham bin Tarik al-Said, de “impedir
uma extensão do conflito” através de esforços diplomáticos, acrescentou o porta-voz do executivo alemão,
Stefan Kornelius, em comunicado.
A posição do chanceler alemão surge
na mesma linha da transmitida pela diplomacia da União Europeia.
“A UE sempre foi clara: o Irão nunca deve ser autorizado
a adquirir uma arma nuclear”, disse
a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, numa mensagem nas redes sociais,
após ter conversado com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas
Araghchi.
Para
a alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de
Segurança, “o risco de uma nova escalada na região é perigosamente alto”.
“A
diplomacia deve prevalecer”, instou Kaja Kallas, acrescentando: “Somente a diplomacia pode levar a uma solução
duradoura. A UE está pronta para apoiá-la”.
Hoje, a França, o Reino Unido e a
Alemanha propuseram retomar as
negociações nucleares com o Irão, no terceiro dia de conflito armado com
Israel.
“A Alemanha, juntamente com a França
e o Reino Unido, está pronta. Oferecemos
negociações imediatas sobre o programa nuclear. Espero que a oferta seja aceite”, afirmou o ministro dos Negócios
Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, horas depois de o Presidente da França,
Emmanuel Macron, ter falado com o seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian,
para se pronunciar nos mesmos termos.
Os
três países europeus faziam parte da antiga delegação 5+1 (os cinco países
membros do Conselho de Segurança mais a Alemanha) que
assinou em 2015 o histórico acordo
nuclear com o Irão, no qual o Irão se comprometia a esclarecer as
dúvidas sobre a natureza pacífica do programa nuclear em troca da sua
reintegração nos mercados internacionais.
O acordo
foi invalidado para todos os efeitos após
a retirada unilateral ordenada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, três
anos depois, durante o seu primeiro mandato na Casa Branca.
Embora
os países europeus tenham manifestado a sua intenção de prosseguir com as
negociações, o Irão
denunciou que, na realidade, eles se tinham submetido completamente à decisão
norte-americana.
A guerra entre Israel e o Irão, desencadeada
na madrugada de sexta-feira por bombardeamentos israelitas que visaram
instalações militares e nucleares iranianas, causou já mais de 100 mortos e 800
feridos no Irão, entre lideranças militares, cientistas e civis.
Entre os mortos, contam-se
vários oficiais superiores, incluindo o chefe do Estado-Maior General das
Forças Armadas, general Mohamad Hossein Baqari, o comandante-chefe da Guarda
Revolucionária Iraniana, Hossein Salami, e o chefe da Força Aeroespacial da Guarda
Revolucionária, general Amir Ali Hajizadeh.
Os ataques israelitas, efectuados por
200 aviões contra uma centena de alvos, atingiram sobretudo Teerão (norte) e as
centrais de enriquecimento de urânio de Fordow e Natanz (centro), o aeroporto
nacional de Mehrabad e várias bases militares.
O
Irão retaliou com centenas de mísseis direccionados às cidades de Telavive e
Jerusalém, que fizeram pelo menos 13 mortos e 150 feridos.
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COMENTÁRIOS
EDUARDO CUNHA: o Irão nunca deverá ter armas nucleares (eu vou mais longe, nunca deveria
ter armas) mas têm de ser os israelitas a fazer o trabalho que todo o mundo dito
livre deveria fazer. Obrigado, Israel .
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