quarta-feira, 23 de julho de 2025

Desafios

 

Palavras sábias de um ser esforçado e irrequieto, num sentido pródigo de agilidade e eficiência valorativa do ser humano, sempre na preocupação bem pedagógica de orientar um país que se ama e se deseja mais fértil em realização. Que as suas palavras sábias possam servir de meditação para uma reconstrução apoiada na valorização do homem, tanto o das chefias que deve ser atento ao seu modo de chefiar, como o que resvalou na senda da prevaricação e que poderá ser recuperado se forem mais meditadas as tais formas de recuperação, assentes em propósitos de racionalidade e humanidade.

NA OCIDENTAL PRAIA LUSITANA -4

HENRIQUE SALLES DA FONSECA

22.07.25

Hoje, pela manhã criança, as gaivotas estavam encolhidas na areia e só eu me aventurei a molhar os pés. Sábias gaivotas! Fiquei transido e com os artelhos a doer. Recolhi à duna e lembrei-me do Professor Marcelo que escolheu os banhos de mar ao longo de todo o ano para dar nas vistas. Transido, resguardei-me numa ravessa da duna e esperei que o Sol aparecesse por cima dos pinheiros no topo da arriba. E, ali, parado, bem longe de qualquer prazer, sem nada que fazer, para além de tentar recuperar algum calor, dei por mim a pensar no ócio.

O ócio é o «pai» de todos os vícios nas mentes boçais, mas os pensadores anacoretas provam o seu contrário. E cá estamos novamente na conclusão de que as coisas não são boas ou más por si próprias, mas são no conforme o uso que delas fazemos.

Passo serenamente pelo ócio benigno e pelo falso ócio, o contemplativo, mas detenho-me frente ao outro, o funesto. Este, o ímã dos ignaros e boçais, das mentes viciosas e doentes, das perversas e das rudes.

Eis por que os estabelecimentos prisionais deveriam ser divididos hermeticamente em Ala Escolar, Ala Demencial e Ala Ginasial, em todas com terapias ocupacionais concebidas adrede e visando a reintegração social do «Paciente»; em todas reduzindo sistematicamente o ócio. Assim seria a diálise social a substituir as actuais «escolas de refinamento da malandragem».

NOTA FINAL – Dito há uns tempos por um Técnico de Reinserção Social numa TV que «se as escolas prisionais tivessem o dobro da capacidade, as filas de espera não acabariam».

* * *

Soluções à vista em próximo texto sem que o Estado abra falência.

Julho de 2025

COMENTÁRIO

Anónimo 22.07.2025 15:28: Muito bem.

Nenhum comentário: