“À beira do rio”. Sim, “enlacemos
as mãos”.
É o que nos dá no goto,
a aventura da Lídia pessoana, ainda que heteronímica, mais do que o discurso condenatório
do racismo português que a Lídia de todos nós – Jorge por acumulação – entendeu
por bem lançar-nos em rosto - maneira clássica de expormos virtude pessoal, pela
condenação exibicionista do pecado alheio. Não é minha intenção negar ou
justificar a acusação, Fê-lo JOSÉ
RIBEIRO E CASTRO superiormente demonstrativo. Só me parece pedante a aliança “raça”
/ “escravatura”, esta condenatória da primeira, por fervor virtuoso, de bons
que somos.
O tropeção do 10 de Junho na escravatura
Não foi Lídia Jorge a pôr termo à escravatura, nem os
militantes do oportunismo tardio, nem os wokistas de pacotilha. Foram o Marquês
de Sá Bandeira e outros da sua têmpera que o fizeram.
JOSÉ RIBEIRO E
CASTRO Advogado e cidadão
OBSERVADOR, 01
jul. 2025, 00:1646
O discurso da escritora Lídia Jorge nas cerimónias oficiais do 10 de
Junho, em Lagos, suscitou muitas críticas de vários sectores sociais e
políticos. Também elogios. É um discurso que dividiu. E a polémica ressoou na
comunicação social e sobretudo pelas redes sociais, ampliando o eco das
palavras da conselheira de Estado e presidente da Comissão Organizadora das
Comemorações do 10 de Junho.
Não podiam deixar de ser reacções
esperadas à abordagem que fez de um tema muito manipulado: a escravatura. Percebe-se bem ao reler o discurso. Ou seja, o discurso de Lídia Jorge não representou um consenso
nacional, nem era isso que pretendia; foi escrito e lido para agitar as águas,
e era isso que pretendia.
Das críticas que se manifestaram, escolho
dois artigos de João Pedro Marques com que inteiramente me identifico: “Considerações sobre um discurso de Lídia Jorge” (Observador, 11-junho-2025) e “Os três
erros de Lídia Jorge” (Observador, 18-junho-2025). Remeto o
leitor, em geral, para estes textos. São reflexões muito acertadas e
rigorosas, equilibradas e certeiras, vindas de um autor que é uma autoridade na
matéria – um dos nossos especialistas, muito conhecedor –, que, pelo menos
desde 2017, mantém atenta intervenção pública, respondendo de modo sempre
oportuno, muitas vezes sozinho, às mentiras, falsidades e manipulações que o
wokismo vai semeando e propalando. Mais uma vez o fez aqui. E tem publicado
vários livros (alguns, coligindo as suas crónicas; outro, textos originais),
que constituem preciosa ferramenta e património precioso para fazermos a
travessia destes tempos difíceis. Graças a João Pedro Marques, só nos
deixamos enganar se quisermos. A verdade nunca prescreve.
Lídia
Jorge começa com um discurso bem escrito e bem construído, à altura do seu
talento. É assim até, já perto do final, aterrar no ponto
desastrado que seria o seu propósito: conotar os Descobrimentos com a
escravatura, manchá-los, amolgar o prestígio de grandes figuras portuguesas
(como o Infante), alardear superioridade moral sobre os portugueses de antanho,
ignorar por inteiro o tempo histórico, para servir levianamente a exibição da
vergonha e da condenação fora de tempo. Em resumo, a derrapagem woke, embora
suavizada aqui ou ali.
Isto
não se faz, sobretudo num 10 de Junho.
Se
entidades oficiais querem reflectir sobre o tema da escravatura (ou similares),
podem fazê-lo em qualquer ocasião que não o 10 de Junho, Dia de Portugal, de
Camões e das Comunidades Portuguesas (ou similar). Podem até fazê-lo,
escolhendo um momento ad hoc e sem limites ou constrangimentos de
oportunidade. Fazer como foi feito, é inteiramente fora de propósito
e só serve para alimentar estratégias de enxovalho.
Se
a escravatura ainda existisse até aos nossos dias, podia-se compreender que o
10 de Junho fosse uma data possível para decretar, enfim, a sua abolição e
redefinir a comunidade dos portugueses em base totalmente nova. Fazê-lo agora
vem com enorme atraso: 250 anos
de atraso, se levarmos em conta as primeiras medidas de abolição, no reinado de
D. José, no século XVIII; 150 anos de atraso, se tomarmos como referência as
últimas medidas impulsionadas pelo Marquês de Sá da Bandeira, no final do
século XIX.
É, aliás, chocante que o discurso de
Lídia Jorge ignore por inteiro a figura do Marquês
de Sá Bandeira, esse grande português, político de grande dimensão, que, ao
longo de décadas, contra tudo e contra todos, dedicou a sua vida pública à
causa da abolição total da escravatura e do seu tráfico e a cuja porfia
exemplar devemos a sua concretização.
Não, não foi Lídia Jorge a pôr termo
à escravatura. Não, não foram os pequenos políticos de hoje,
militantes do oportunismo tardio e da falsa compaixão que terminaram com a
escravatura. Não, não
foram os vários wokistas de pacotilha que enxameiam alguns meios intelectuais,
que acabaram com a escravatura. Foram o Marquês de Sá Bandeira e outros da sua têmpera que o fizeram, no
seu tempo, enfrentando
e vencendo as resistências e dificuldades e afirmando uma liderança moral que
merece ser exaltada.
A realidade da escravatura é de uma
dureza brutal que nos interpela, é verdade. Chega a níveis e a graus que
escandalizam, é verdade. Há relatos do trabalho escravo em minas, na
Antiguidade Clássica, que arrepiam e revoltam, é verdade. Mas tinha sido sempre assim. A escravatura era um dado de facto
das sociedades antigas, cenário comum da organização social e da economia. Havia alguns de nós que caíam fora da
humanidade e eram vistos como meras coisas, desprovidos de direitos e de
personalidade jurídica (ou o conceito equivalente). Não conheço sociedade de
então que os não tivesse.
Houve povos e nações com mais escravos e outros com menos, houve
épocas de mais escravatura e outras de menos – mas houvera-a sempre e por todo
o lado. Os escravos eram
frequentemente cativos de guerras e confrontos, mas também capturados
directamente para o seu comércio. Nada disto desculpa, mas contextualiza.
Ninguém pode dizer que está
isento de falta, nem de culpa – até ao tempo da abolição, no século XIX, em
todos os países ocidentais e seus domínios, e meados do século XX, nomeadamente
em países árabes mais renitentes. Isto é que merece ser conhecido e
exaltado: foi preciso
a escravatura cruzar-se com o Ocidente e seus valores para ser decretada a sua
abolição e proibição, nos países respetivos e a título universal. Nunca isto
acontecera. Nunca! No século XIX (e já no século XX para os retardatários), foi
proibida em todo o lado e para sempre.
Teria ficado bem aplaudir este
triunfo extraordinário, já há 150 anos. Teria ficado bem identificar e dirigir
a atenção geral para as bolsas de escravidão que, hoje, contra todas as
declarações de direitos e vários tratados e leis proibicionistas, ainda existem nalguns lugares e os mercados
sórdidos que alimentam, vitimando em especial mulheres e crianças.
Os
escravos do século XIX (e para trás) podem passar sem a nossa compaixão. Não os
de hoje! Estes, sim, exigem a nossa atenção e reclamam a nossa coragem e
desassombro, porque sofrem em silêncio, incluindo o silêncio do nosso 10 de
Junho.
Quem fala de escravos, calando os de hoje, faz o mesmo que
criticamos aos do século XV: olhavam os escravos, sem os ver como pessoas. Foi
o que se passou, neste 10 de Junho, em Lagos. Convocar a questão da escravatura
e silenciar as bolsas onde a escravidão ainda subordina, oprime e mata nos
nossos dias, é manter, hoje, a mesma condescendência que se diz condenar no
passado. Este é o único traço de união contrastante entre Lagos
do 10 de Junho e Lagos da conhecida crónica de Gomes Eanes de Zurara, em 1444.
Zurara aponta com crueza a realidade do seu tempo, 2025 ignora a factualidade
de hoje: prefere esconder-se atrás do passadismo para esconder a realidade do
presente.
Também não pode passar sem
reparo a ponte feita com as narrativas que sublinham – por vezes, com erro mais
ou menos grosseiro – os números do tráfico transatlântico de escravos de África
para as Américas, em que Portugal participou. Tudo, como se tivessem sido os
portugueses a introduzir a captura e o tráfico de escravos em África e como se
não houvesse outras eras de tráfico em tão altos números ou ainda mais altos. Choca a obstinação com que se pretende
esconder o tráfico massificado que, desde cedo, na Idade Média, mercadores
árabes fizeram de escravos negros para o Norte de África, a Ásia e a Europa.
Os portugueses foram encontrar este tráfico em África e juntaram-se a ele, como
outros europeus, servindo a pressão económica da colonização das Américas.
Repito: não serve de desculpa, nem de justificação, mas é indispensável
contextualizar.
Os
46 escravos dados ao Infante, como contou Lídia Jorge, citando a crónica de
Zurara, foram capturados por portugueses nas costas de África, nas práticas de
corso que eram frequentes na época, também nas costas do norte do Mediterrâneo
e até na costa atlântica de Portugal. Mas a larguíssima maioria dos escravos
comerciados por navegadores portugueses eram entregues aos portugueses por
algum poderoso local ou um mercador árabe – isto é, não eram normalmente os portugueses a
capturá-los. A história africana de Portugal, em diferentes
costas, está cheia de episódios em que negreiros portugueses procuravam também
capturar escravos para o seu comércio, mas
eram mantidos à distância pelos soberanos locais, que consideravam essa tarefa
exclusivo seu. Houve confrontos por esta disputa, mas os soberanos
africanos procuraram sempre proteger e salvaguardar essa sua fonte de riqueza.
E os mercadores árabes mantinham-se também activos na intermediação, sobretudo
nas costas mais a Norte.
No ritual de expiação por que a oradora enveredou, podíamos situar a
nódoa com que manchou o Infante, citando centenas, senão milhares de outros
exemplos ilustres da cultura e da ciência, da política e da religião, pois essa
era prática corrente na época, em diferentes partes do Mundo. Thomas
Jefferson, um
dos primeiros Presidentes dos EUA, político notável, principal autor da
belíssima Declaração da Independência, teve centenas de escravos ao longo da
sua vida – diz-se que mais de 600. E, quando morreu, tinha cerca de 130
escravos na sua célebre fazenda Monticello, na Virgínia. Visitei-a nos anos
’80. Apesar de se estar já no século XIX, e não no século XV (o do Infante),
nada disso afectou a extraordinária importância da vida de Thomas Jefferson,
nem os magníficos textos inspiradores que deixou aos americanos, na fundação da
sua nação, e ao Mundo, numa das mais belas revoluções da História. O abolicionismo estava a chegar. Mas
ainda não chegara.
Enfim, não pode deixar de notar-se que, sendo
o Dia de Camões, poderia ter sido recordado, no 10 de Junho, que também Luís de
Camões teve um escravo, frequentemente referido como Jau, que o acompanhou em
Goa e em Lisboa, até à morte. Terá amado ainda uma escrava. Ainda bem que isso
não foi feito. Usá-lo, para amolgar Camões e municiar o wokismo, seria de
franco mau-gosto naquele dia, naquele lugar e naquelas cerimónias.
É
exactamente o que sinto quanto ao que foi dito na parte final, que critico, do
discurso de Lídia Jorge: franco mau-gosto, manipulação fora do contexto e
serviço nefasto a agendas sem utilidade e sem valor.
ESCRAVATURA SOCIEDADE 10 DE JUNHO PAÍS WOKISMO CULTURA HISTÓRIA
COMENTÁRIOS
Rui Lima: O discurso daquela senhora em outro dia podia ser
considerado normal no dia de Portugal é uma afronta aos portugueses , não
merece ser conselheira de estado porque detesta a história da nação e quem a
escolheu devia ser responsabilizado. Ruço Cascais: Livros de Lídia Jorge, aqui em casa, não entra mais nenhum. Tinha um que me
ofereceram cujo o título não fixei, mas queimei-o no último domingo para atear
o churrasco. Estragou-me as febras, as primeiras vinham com um cheirinho a
bedum das páginas queimadas. No churrasco tinha uma família amiga de
Moçambique que vieram a Portugal de férias e também ver um filho que acabou
este ano o seu curso com mestrado integrado numa universidade do Porto. Queixam-se
de Moçambique. Arrependem-se de terem investido lá e não em Portugal. Andam á
procura de um apartamento por aqui, querem viver a reforma em Portugal. Pelo
que dizem Moçambique está mesmo muito mal, quer do ponto de vista político onde
matam quem falar demais sem problema nenhum, assim como do ponto de vista
económico e de investimento. Não se percebe muito bem os elogios de Marcelo na
última visita. Moçambicanos, angolanos, timorenses, cabo-verdianos, goeses
todos querem vir viver para a terra do antigo colonizador. Convém dizer que já
não são apenas partes da sociedade mais elitista que querem fugir desses
paises, o povo mais básico também. O moçambicano que cava a sua machamba num
ermo qualquer também quer vir viver para a terra do ex-colonizador. Mas a Lídia
Jorge quer vingança. Quis acordar fantasmas e colocar-nos a todos num buraco
fundo, frio e de vergonha. Não quis festejar ou elogiar os feitos dos
portugueses quis antes tocar-nos pelas nossas vergonhas. Quais vergonhas? Tenho
que ter vergonha do meu avô que era analfabeto? Tenho que ter vergonha dos
portugueses que construíram uma cidade lindíssima como foi Lourenço Marques?
Tenho que ter vergonha do Infante Dom Henrique, de Vasco da Gama ou de
Bartolomeu Dias? Não, não tenho. Lídia Jorge que meta o
discurso no seu buraquinho escuro e fundo e que fique lá com ele durante muito
tempo. Gente desta não interessa a ninguém (portugueses), só mesmo o Marcelo
para a ter convidado para Conselheira de Estado. Estou a imaginar os conselhos
que dá naquelas reuniões... Fonix. João Floriano: Excelente crónica apesar de já se terem passado
20 dias sobre a efeméride. Ambos os discursos, de Lídia Jorge e de Marcelo
Rebelo de Sousa, são impróprios para uma data em que se celebra ou devia
celebrar a união dos portugueses, o que os agrega e não o que os divide.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac: o relógio não para para nos vermos livres de um
presidente que não deixará saudades e cujos afectos, selfies e anedotas seriam
perfeitamente dispensáveis. Olho para os candidatos a Belém e para já o cenário
não é famoso. Cada vez desconfio mais de Gouveia e Melo, Marques Mendes nem
pensar, Seguro é a colher de óleo de fígado de bacalhau que o PS não quer mas
vai acabar por ter de engolir. Espero que o novo presidente prescinda dos
sábios conselhos de Lídia Jorge. Lourenço Sousa Machado de
Almeida: A culpa é do
complexado do Marselfie que é um mariquinhas hipocondríaco e vive horrorizado
com a ideia de o ligarem ao seu Pai que foi governante no tempo do Salazar.
Escusado será dizer que sendo ele Presidente da República, o pai foi muito mais
do que ele que nunca passou de "um bocas", seja nos jornais ou na
presidência! Ter a Lídia Jorge e "permitir" um discurso daqueles no
10 de Junho é mais uma concessão de alguém cuja tarefa, entre outras, é
garantir que este tipo de coisa não acontece! Maria
Nunes: Excelente artigo. Lídia Jorge enxovalhou os portugueses no 10 de Junho. João Floriano > Ruço Cascais: Excelente Ruço! Eu não consigo
ler Lídia Jorge. É mais uma ressabiada de esquerda que achava que a adoração à
esquerda seria para sempre, era um dado adquirido. João Floriano > Lourenço Sousa Machado de Almeida:
Basta uma
pesquisa muito rápida na internet para encontrarmos vários relatórios
sobre formas de escravatura no século XXI. Se estas personalidades estão
assim tão motivadas, o melhor é denunciar essas práticas nos tempos actuais.
Mas é muito mais fácil vomitar disparates como aconteceu no 10 de Junho. Df: Muito bem. A Europa, com
Portugal, foi a primeira e única civilização a defender e realizar o
abolicionismo. As outras devem envergonhar-se da escravatura, não nós que a
abolimos. Na verdade, a humanidade deve dar graças à Europa, com o contributo
de Portugal, por ter inventado a liberdade, a igualdade, a democracia os
direitos humanos, o estado social, o estado de direito, o mercado livre, etc.,
etc. Lídia Jorge é bastante ignorante, sem qualificações para falar no 10 de
junho. Francisco
Almeida: Excelente artigo, embora algo atrasado como bem notou João Floriano no seu
comentário. E, para mim, algo incompleto.Lídia Jorge foi nomeada para o
Conselho de Estado por Marcelo, escolhida para presidente das Comemorações por
Marcelo e, lendo os dois discursos, dela e de Marcelo, pressente-se que houve
articulação. E mais não digo porque injuriar o chefe de Estado é crime. Pedro Belo > Ruço Cascais: Excelente comentário. Optam
por criar divisões num dia que deveria ser para unir e glorificar este país com
900 anos de História. Velha do Restelo: Excelente artigo, mais um
contributo para a reposição da verdade histórica que tantos querem deturpar.
Obrigada!
Carlos Chaves: “Graças a João Pedro Marques, só nos deixamos enganar
se quisermos. A verdade nunca prescreve.” “Touché”!: Lídias Jorge e Marcelos Rebelo
de Sousa, leva-os o vento…
José Martins de Carvalho: Cem por cento de acordo com este artigo
indispensável. Tim
do A: Artigo
importante mas que não toca na ferida, passando ao lado do que para mim
realmente conta. É que Lídia Jorge pode ser uma traidorazeca que não conta para
nada. Faltou, assim, dizer que Marcelo se associou vergonhosamente ao discurso
da escritora. Eu diria até que o discurso de Lídia Jorge foi uma encomenda do
maquiavélico Marcelo que detesta os portugueses e destrata o país a que
preside. Pior, Marcelo, ao reduzir os portugueses a mestiços e traficantes
negreiros, desprezou os toda a História de Portugal, toda a identidade dos
portugueses e toda uma nação que é uma das mais antigas da Europa com
quase 900 anos. O presidente doentiamente anti português apelidou os
portugueses de rafeiros. Vão chamar Rafeiros a outro ! Rafeiros são eles! Um
português que não se sente com este insulto não é filho de boa gente. Faltou
dizer isto para completar o seu artigo. Obrigado por voltar a trazer o tema ao
Observador.
Jorge Barbosa: Excelente
artigo posto a desmascarar o vergonhosamente oportunista e falso discurso de
Lídia ,Jorge com o beneplácito da PR Rui Martinho: Bom artigo, observações criteriosas e bem
fundamentadas, parabéns ao autor e um lamento por uma data tão representativa
da nossa História ter sido enlameada por um discurso woke da escritora
convidada pelo PR. GateKeeper:
Top 30. Uma estreia. Lourenço Sousa Machado
de Almeida df: Exactamente! António
Duarte > Tim do A: Exactamente. Tirou-me as palavras da boca.
Nada perdoa a presença muda do cata-vento nessa triste cerimonia!
José Ribeiro e Castro > Nuno Filipe: : Obrigado. Mas... O que eu digo é verdade: “foi
proibida em todo o lado e para sempre”. O problema é que a proibição não é
cumprida em todo o lado, havendo fenómenos (alguns especialmente perversos,
abjectos e ignóbeis) na América Latina, no Norte de África e nalgumas regiões
da Ásia. Mas é ilegal. A diferença é que até ao século XIX era legal. Agora, é
ilegal. A diferença é enorme. Quanto ao futuro, podemos ter dúvidas. Mas eu
considero impossível que a escravatura volte a ser legal, embora, como diz o
outro, "é muito difícil fazer previsões sobretudo a respeito do
futuro." Ou seja, continuaremos com o dever de combater SEMPRE os novos
fenómenos ilegais de escravatura. Faz-se alguma coisa contra isso, mas creio
que não o suficiente. Nomeadamente, temos de despertar as consciências para
isso. É o que também escrevo no meu texto. JM Azevedo: Leitor assíduo do JPM, não posso estar mais de acordo
com o JRC. Belíssimo artigo. Lourenço Sousa Machado de
Almeida > Jorge Cardoso Escravos que eram pessoas que os seus vizinhos
decidiram prender para os vender a quem desse mais! Mas graças a cretinos como
os que têm voz nessa choldra, parece que a culpa não é de quem os vendeu, mas
apenas de quem os comprou!
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