A respeito dos
Ucranianos – que acusou de neonazis - pretexto para as acções seguintes, para
não se dizer que não havia motivo para as arremetidas russas na Ucrânia. Os
motivos são imprescindíveis. Dantes, isto é, nos meus tempos juvenis, não
havia, de facto, tanta excitação social. Talvez por ignorância. Ou
desprendimento. Ou menos liberdade na questão dos vómitos. A democracia trouxe
muitos direitos. E menos deveres também, por conta do lema tripartido, julgo
eu, propiciador dos vómitos fraternais… ou doutorais, conforme as convicções
pessoais acerca dos igualitarismos que se prezam.
Quem
define o "discurso de ódio"?
Explicam que "os neo-nazis estão a
sair do armário". Certos comentadores e deputados eleitos estabelecem uma
equivalência entre os neo-nazis e os homossexuais. Talvez nem percebam o que
andam a dizer.
MARGARIDA BENTES PENEDO Arquitecta e deputada municipal
OBSERVADOR10
jul. 2025, 00:1856
Uma sopa turva de falácias na sessão plenária desta terça-feira na
Assembleia Municipal de Lisboa. Agressões; neo-nazis; actores da Barraca;
“discurso de ódio”; declamação
pública de nomes; tudo no mesmo ponto da Ordem dos Trabalhos, como convém às
cabeças sinuosas que vivem destes assuntos. Aqui, como o percurso
lógico é meu, e para tentar pôr ordem na confusão, a ordem dos pontos é
distinta. Porque as coisas, parecendo que não, fazem sentido. Só não
fazem o sentido que a santimónia lhes quer dar.
As agressões “neo-nazis” aos actores
do teatro A Barraca. Devem, como
é evidente, ser repudiadas todas as agressões, e estas tanto como quaisquer
outras, na medida da sua gravidade e violência, e também dos danos provocados.
A causa, pessoal, política ou social, em nome da qual a violência é cometida
devia ser irrelevante. Não há agressões boas e agressões más, como
alguns parecem entender. O problema, no caso de A Barraca, foi que o
atacante confesso e ouvido na Polícia desmentiu qualquer ligação à
extrema-direita. Os ataques em nome de causas políticas costumam ser
reivindicados, e não desmentidos. Desde logo, para que produzam efeito.
Vale a pena mencionar uma expressão que
se ouviu naquele dia repetidamente, e que também já vi escrita ou soada nos
cantos mais mal frequentados da paisagem, explicando que “os neo-nazis estão a sair do armário”. Com toda
a naturalidade, certos comentadores nos media do regime, e vários deputados
eleitos, estabelecem uma equivalência entre os neo-nazis e os homossexuais. Talvez nem percebam o que andam a dizer.
É nesta curva que entra o Dia
Internacional de Combate ao Discurso de Ódio, com que a esquerda em peso se expandiu exibindo as virtudes e
moralidades típicas. Uma celebração aberrante. A
própria concepção de “discurso de ódio” é um erro. E uma infelicidade
anti-democrática, e uma porta aberta para a censura. Por essa porta entram todas as arbitrariedades. Fontes Pereira de
Melo dizia que não há ideias proibidas, há comportamentos ilegais. Hoje,
mais uma vez, percebe-se a dificuldade em estabelecer onde está o “discurso de
ódio” e onde está a “resistência legítima” (ou a “desobediência civil”, tal
como é ensinada pelo filósofo nas “oficinas” de Braço de Prata).
Nos anos do ajustamento, os
estudantes dessa “resistência” apresentaram-se ostentando um coelho enforcado para receber o Primeiro-Ministro na
universidade. Há pouco
tempo, alguns ilustríssimos deputados da nação, e outros tantos da Assembleia
Municipal, desceram a Avenida gritando “morte
aos senhorios!”. Nenhum
destes exercícios foi descrito como “discurso de ódio”. A esquerda
determina qual é o lado do mal e do bem; e a direita, por regra, aceita os
termos e as decisões morais da esquerda. O “discurso
de ódio” é a ilegalização das
ideias, uma ilegalização estabelecida com base nas modas intelectuais e nas
maiorias políticas de circunstância. A figura política e, pior ainda,
jurídica do “discurso de ódio” é uma abominação. Deve ser execrada em vez de
celebrada.
Como, de resto, se torna nítido no escândalo armado com os nomes de crianças
estrangeiras. O Partido
Socialista é o último partido com autoridade para condenar a declamação, porque
foi exactamente isso que fez durante um Congresso, em 2014, quando resolveu
declamar um por um os trinta e quatro nomes e apelidos de todas as mulheres que
tinham sido mortas por violência doméstica naquele ano. Chamaram a
actriz Maria do Céu Guerra que, ao lado de António Costa, naturalmente aceitou mais este lamentável papel. Naquele dia, os socialistas não se
preocuparam com os filhos destas mulheres, que se viram a si mesmos
identificados indirectamente, e viram os respectivos pais expostos como
assassinos das mães deles. Todo o Congresso se levantou para ouvir o teatrinho
medonho em silêncio. Este momento não pode ser apagado só porque agora convém
ao Partido Socialista alterar e falsificar a sua própria história.
LISBOA PAÍS SOCIEDADE
POLÍTICA
COMENTÁRIOS (de 56)
Hugo Silva: Já o disse por diversas vezes... O André Ventura pode
ter inúmeros defeitos, pode exagerar em diversas situações, mas uma coisa
podemos agradecer-lhe, o combate feroz à esquerda e extrema-esquerda, um
combate que até então ninguém ousou liderar. André Ventura sofreu e sofre
ataques vis dessa gente, políticos, deputados, jornalistas. Nunca se encolheu, ao contrário de alguns que agora
se colocam em bicos de pés. Deus lhe dê força para continuar. Obrigado André
Ventura por colocar a esquerda e extrema esquerda no seu devido lugar. Carlos
Chaves: Cara
Margarida Bentes Penedo, tudo isto é muito mais simples do que aquilo que
pensa… Quando a “direita” abre a boca, ainda antes de sair uma única palavra… o
discurso é de ódio! Quando a esquerda verborreia as maiores barbaridades… o
discurso é de paz e amor! São estas as regras ditadas e seguidas pela maioria
da comunicação social portuguesa! Até um dia! P.S. Obrigado por nos trazer
estas autênticas pérolas que vão passando pela autarquia alfacinha! SDC Cruz.
Mais uma excelente crónica de Margarida
Bentes Penedo a elucidar-nos (para quem ainda tem dúvidas), que a nossa
esquerdalha não tem vergonha. Os discursos de ódio só o são se forem
proferidos pela direita. A esquerdalha só faz discursos de amor e de virtudes.
Os gritos e lágrimas de crocodilo que vasaram no parlamento e na CS por se
terem dito nomes sem os apelidos são um atentado á democracia da
esquerdalha. Quando são enunciados os nomes próprios e os apelidos de mulheres
assassinadas, o PS levanta-se e aplaude de pé. Já não há, de facto, pachorra
para esta escumalha. José B
Dias: Antes de
ontem ouvi e vi por diversas vezes nas televisões criaturas, aos gritos ou com
muita calma e ponderação, a incitarem ao assassinato de um indivíduo que
acabara de ser absolvido por um tribunal de júri de todas as acusações que lhe
tinham sido feitas. E ouvi e vi promessas de vinganças e de morte e juras de
colocar um fim no referido indivíduo e nos seus progenitores. E ouvi e vi
insinuações de corrupção dos jurados, procuradores e juízes e acusações à juíza
presidente de ser má mãe e de estar ao lado dos assassinos. Desconheço a esta
data a existência de eventual inquérito judicial a todos estes crimes
praticados à vista de todos e repetidos à exaustão nas rádios, televisões e
jornais... e não consigo deixar de pensar que há quem esteja preso a cumprir
pena por uma publicação de mau gosto nas redes a propósito das "mulheres
de esquerda"! Ricardo
Ribeiro:
Conclusão dos últimos tempos e actos
eleitorais: Quanto mais a esquerda e respectiva extrema abraça as causas do
combate ao"discurso de ódio" e da parafernália dos seus
condicionamentos e ideologias, mais os eleitores mostram "ódio e
repulsa" às "convicções" da mesma... É deixá-los espernear...
Quanto mais esperneiam, mais insignificantes ficam! Maria Paula Silva: Excelente! O tão apelidado "discurso de
ódio" é um pau de dois bicos que os esquerdóides não percebem ter na mão
ou nas vozes, porque os jargões que eles próprios apregoam monocordicamente (e
sem imaginação) a criticar a direita por tudo e por nada são frases, ou
conjuntos de palavras às vezes sem muito nexo, que exprimem ódio e incitam ao
ódio. Portanto, conclusão: eles querem combater o discurso de ódio com discurso
de ódio, ok. Ai, oh
Margarida, vai-me desculpar mas chamar "o filósofo" (cognome
que ele próprio deve ter incutido nos seguidores) ao fanático, é fôfinho e
muito simpático da sua parte. p.s. - adoro ver os videos das suas intervenções
lá na AM. Como se pode dizer tanto de forma tão sintética. Armando
Vale > José
B Dias: Sim. E ainda
aqui há dias vi uma notícia de um “cantor” que cantava DEATH TO THE IDF. Eu
acho que é discurso de ódio, mas digam vocês. Mas percebo e concordo em geral
com o ponto do artigo que depende da subjetividade e da “Bias” de cada um pelo
que provavelmente mais vale aceitar que são ideias e não actos ilegais. João
Floriano > Hugo
Silva: Subscrevo. jose
gomes: Sem dúvida.
Criminalização ou impedimento daquilo que a esquerda decide ser "discurso
de odio" é igual a institucionalização da censura. José
Paulo Castro > PATRICIA
RODRIGUES: A autora diz
isto: A própria concepção de “discurso de ódio” é um erro. E uma infelicidade
anti-democrática, e uma porta aberta para a censura. Por essa porta entram
todas as arbitrariedades. Fontes Pereira de Melo dizia que não há ideias
proibidas, há comportamentos ilegais. Já eu acho que, enquanto tentarem
fazer a ligação dos actos, isolados e contextualizados, a um suposto discurso
sem possibilidade de definição, são vocês quem tenta criar e definir e classificar
o discurso dos outros como 'ódio', são vocês que estão a promover um discurso
difamatório, de generalização preconceituosa, de fraca tolerância ao outro e às
suas ideias diferentes.Fontes estava certo e sabia onde estava a fronteira. Vocês
só querem que a fronteira seja definida por vocês e abarque o pensamento do
outro. É o que perpassa em todo o seu discurso. E nem tem hipótese de entender
isto, tal a formatação dos preconceitos.
Alfredo
Freitas: É uma graça
para um parolo do interior, como dizem os lisboetas, que essa fauna de esquerda
e extrema-esquerda só ronque e esperneie aí em Lisboa, no resto do país nunca
são notícia. Nem tudo é mau viver no interior! Não é por acaso, que os
problemas ou pseudo-problemas, que os telejornais noticiam 90% estão
localizados em Lxa,.Valente caixote do lixo! João
Saltão: Parabéns
Margarida por mais um lúcido e esclarecedor escrito, desta vez, sobre o
oportunismo e desfaçatez das esquerdas unidas sobre a proliferação e até a judicialização
do designado "discurso de ódio". Pena que a Margarida não vá às
televisões analisar e comentar os temas que defende. Seria um grande
contributo para o esclarecimento e desconstrução das falsidades das esquerdas,
com o conhecimento e lucidez que lhe são peculiares. Em vez disso deixam os
Pedros Marques Lopes e afins desta vida, a intoxicar o espaço mediático. José B Dias > Armando
Vale: As ideias
consideradas más combatem-se com ideias que se considerem justificadamente
melhores... Ideias não são actos e penalizar ideias é penalizar o pensamento e
ferir de morte a Liberdade individual! Jorge
Tavares: Tudo isto
serve para confirmar uma coisa que nós todos já sabíamos - mas que é sempre
chocante de constatar: A ESQUERDA JOGA SUJO. Não têm a verdade
do lado deles - por isso mentem e inventam. Não têm os factos do lado deles -
por isso "reinterpretam". Não têm os números do lado deles - por isso
massajam-nos e torturam-nos. Cada vez mais, não têm os votos do lado deles.
Bóra lá, mudar a constituição - nem que seja para os arreliar. Lourenço
de Almeida: Muito bem!
É espantosa a aversão à liberdade que os portugueses têm!! Basta mudar o nome
da coisa e aceitam prisão domiciliária, censura ao que escrevem, ao que dizem
e, pelos vistos, ao que pensam quando fazem certas coisas! Deve ser com base na
distinção entre o discurso - e porque não, pensamento - de ódio e pseudociência
que os socialistas (nacionais e outros) têm assassinado aqueles a quem atribuem
intenções odiosas, nomeadamente os judeus ou os kulaks, mas com orgulho no que
fizeram porque o fizeram sem ódio, senão mesmo por amor! Rosa
Silvestre: Excelente! Maria Alva: Muito bem 🎯👏👏
Carlos Carvalho: Parabéns.
Encostar a escumalha esquerdista à parede. A barraca sempre foi um “ninho de
actores” comunista, que vivem à custa dos pagadores de impostos Pobre Portugal: "Odeio
quem odeia". Diz a esquerda, com cara de Anjo. Paul C.
Rosado: Muito bem!
Margarida, candidate-se à liderança do partido. Precisamos de vozes como a sua
e não de "mansinhos".
Geena Costa Lopes: Brilhante.
Pela clareza, pela determinada paciência em pôr os pontos nos iis sem confusão,
sempre com senso. Paulo
Almeida > José
B Dias: É a forma
como toda a esquerda pelo mundo fora encontrou para ganhar popularidade. Inventam
palavras, rotulam acções, criam oprimidos e fazem nascer os opressores. E
veja-se, são sempre de direita. Quem é de esquerda nunca prega ódio, nunca
parte vitrines de lojas, nunca faz nada de "ódio". É sempre pelas
causas boas. O que isto está a fazer na sociedade é destruí-la por dentro,
quebrando os laços de comunidades e solidariedade que o ser humano deveria ter
com todos. E não apenas com os que pensam igual a ele
"politicamente". Isto é o sinal do desespero da esquerda que já não
tem nada para dar ao povo. Tipicamente quando sabemos que não somos melhores
que o adversário, os fracos tentando rebaixar o adversário ao nível deles, seja
de que maneira for. António
Reis > Hugo
Silva: É isso mesmo.
Longa vida ao André Ventura!
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