Ou vindo, que é natural que possa acontecer, na igualdade de direitos e
deveres que nos rege, mesmo discordando. Entretanto, vamos revendo pedaços de
História, com prazer e apoiando a tese da “superioridade” judaica, que o
Coronel Comando JOSÉ ANTÓNIO RODRIGUES DO CARMO, com uma
coragem apreciável, se atreve a defender, nestes tempos de apoio à causa
palestiniana, a pobrezinha a merecer a piedade universal.
Mais uma “divina vitória”
Por uns dias assistimos a um espectáculo bizarro nos palcos
mediáticos. Numa alquimia repentina, a “República Islâmica” desapareceu e deu
lugar à Pérsia mitológica, Teerão reencarnou como Persépolis.
JOSÉ ANTÓNIO RODRIGUES DO CARMO Coronel
"Comando"
OBSERVADOR, 30 jun. 2025, 00:1886
Segundo
o aiatola Khameney, o Hezbolah e certos “especialistas” da CNN Portugal e da
SIC-N, o Irão alcançou uma gloriosa vitória. Como?
No dia 13 de junho de 2025, Israel decidiu
recordar ao mundo que existe, e que
existe para sobreviver, não para participar em workshops de multiculturalismo
nem para servir de tapete ao próximo fascismo teocrático com turbante. Atacou
directamente o coração militar e nuclear de um país 75 vezes maior, 10 vezes
mais populoso e com recursos quase míticos. Fê-lo com o implícito aval dos Estados
Unidos, a fúria previsível da Rússia, do Eixo das Autocracias, e dos seus
admiradores, e a simpatia silenciosa de quem, como o Chanceler
alemão, admitiu que Israel estava a fazer o trabalho sujo que todos temem
fazer.
O ataque foi brutal, letal e eficaz. Seria de esperar que esta demonstração de
precisão e alcance levantasse
menos sobrancelhas e mais copos. Mas em vez de aplausos, ergueram-se lamentos. O guichet do costume reabriu: quando Israel é
atacado, deve conter-se; quando se defende, deve desculpar-se; quando vence,
perde e deve ser investigado. Os peritos de sofá garantiram que o Irão esperava
o ataque, que nada foi destruído em definitivo, e que o regime continua
intacto, e até mesmo reforçado. Os mesmos que antes juravam que atacar o Irão
era impossível, que Israel estava isolado, e que tudo não passava de
propaganda. Erraram em tudo, mas persistem no erro com o ar de pau dos
iluminados sem vergonha na cara.
Durante uns dias, assistimos a um
espectáculo bizarro nos palcos mediáticos nacionais. Numa alquimia
repentina, a “República
Islâmica” desapareceu do vocabulário e deu lugar à Pérsia
mitológica, berço de civilização e extraordinárias maravilhas. Khamenei
passou de carrasco a uma espécie de sábia reencarnação de Xerxes. Teerão era
outra vez a antiga Persépolis. A repressão interna, as mulheres
sovadas e mortas por mostrarem o cabelo, os homossexuais enforcados em
guindastes, o terror exportado para lá das fronteiras, os milhares de mísseis,
a procura da bomba explicitamente declarada para destruir a “entidade sionista”
tudo evaporado e sublimado nas fantasias das Mil e Uma Noites e na evocação de
Xerazad. A qual, se vivesse hoje, já estava a fazer tijolo ou
enjaulada numa masmorra por atentado à virtude. Já Israel, e a sua
história milenar, valem o que os opinadores decidirem que
valem naquele dia. Invariavelmente nada.
Israel, como de costume, não podia
vencer. Se
parece que venceu, ou é propaganda, ou foi pelas razões erradas, ou com meios
errados, ou porque sim, ou foi “uma jogada para desviar as atenções de Gaza”. Em
contrapartida, quando o Hamas corta gargantas ou o Irão anuncia que vai apagar
Israel do mapa, isso é resistência, é luta, é liberdade. Os mesmos termos reciclados da indigência moral
ocidental, pelos “especialistas” em generalidades e culatras, todos oriundos da
mesma bolha ignorante, mas arrogante.
Durante anos, o Irão foi cozinhando a
bomba atómica sob o manto de negociações de faz-de-conta, relatórios nebulosos
e inspecções combinadas. Israel cansou-se. E decidiu cortar a cabeça da hidra. Doze dias
depois, tinha feito exactamente isso. Uma campanha cirúrgica, com objectivos
claros: neutralizar
o programa nuclear, reduzir a capacidade ofensiva, eliminar lideranças e
reescrever as regras da dissuasão. Israel, os EUA e o Irão jogaram. Dois venceram. O terceiro saiu com
o turbante entre as pernas, a lamber as feridas, com estupor, e a
dignidade enterrada em escombros povoados de restos de centrifugadoras, urânio,
mísseis e cimento das “cidades de mísseis”
Netanyahu não falou em linhas
vermelhas nem em processos de negociações eternos. Falou em acção. Disse que o tempo do faz-de-conta
acabou. Os especialistas de serviço gritaram que era ilegal, que não havia
provas. Como se a ausência de prova fosse prova de ausência. Como se fossem juízes. Como se isto fosse
um julgamento e não uma guerra. Como se não fosse evidente que, se temos um
gato e um sofá arranhado, é provável que a culpa seja do bichano.
Israel inferiu o que era evidente e concretizou uma das mais sofisticadas
campanhas de ataque preventivo da era moderna. Destruiu centenas de alvos:
bases, centros de drones, mísseis, instalações nucleares, radares. Tudo isto
enquanto combatia o Hamas, dissuadia o Hezbollah e interceptava mísseis e
drones. Os
media “de referência” e os especialistas de sofá reagiram com lamentos, teorias
da conspiração e profecias apocalípticas, tudo embrulhado na exaltação
das maravilhas da antiga Pérsia: que se
tratava de um acto de desespero político, “uma jogada do Nethanyau” um acto
desesperado. Quando Israel acerta, é suspeito; quando falha, é
incompetente. Segundo os mesmos que elogiam Putin como paladino da civilização
cristã.
A operação incluiu constantes passeios aéreos
sobre Teerão. A defesa aérea iraniana foi aniquilada. Incapaz de
abater um único caça, para visível irritação dos generais putinistas reformados
das glórias soviéticas. Humilhação total para o
regime islâmico. A supremacia aérea israelita foi absoluta e a mensagem clara:
“Vamos onde quisermos, quando
quisermos, e destruímos o que entendermos”.
Mas não se
limitaram a destruir betão. Foram atrás dos figurões. Generais,
cientistas, centenas de membros da Basij. Um festival de “mártires” com turbante
a caminho da orgia das 70 virgens.
Instalações nucleares varridas: Desde Natanz a Fordow,
foi tudo varrido à bomba. Estima-se que cerca de mil mísseis balísticos e dois
terços dos lançadores dos aiatolas foram pulverizados.
E os
comentadores? Em negação, agarrando-se a
qualquer teoria da conspiração ou fonte “anónima”. Clamando que não há provas independentes, o que
tudo foi um fracasso. Que o Irão conseguiu pôr a
recato o urânio enriquecido.
São os mesmos que uns dias antes juravam que não havia provas de que o Irão
estava a enriquecer urânio, que era tudo pela paz e para produzir energia. E que jamais algum avião se atreveria a violar os
céus do Irão, por medo de serem abatidos pela “defesa aérea mais
sofisticada do Médio Oriente” (Agostinho Costa dixit).
A verdade é
que o airbag estratégico iraniano ficou em fanicos. O Hamas é
hoje um bando de assaltantes famélicos. O Hezbollah nada disse. Os Houthis
dispararam dois foguetes que ninguém viu e foram dormir. Os xiitas do Iraque e
da Síria? Silêncio. A aura da invencibilidade iraniana foi destruída com uma
marreta.
E no
Ocidente? O costume: gritaria sobre genocídios, crimes de guerra,
desproporções. A fonte? Hamas,
Al Jazeera e afins, passo a redundância. A
história de sempre. Mas a narrativa é uma coisa e a realidade é
outra. O Irão passou da arrogância à irrelevância. Atirou mais de 500 mísseis e 1.000 drones. Quase todos interceptados.
Menos de 10 causaram danos sérios. A maioria das 28 vítimas foram civis.
O programa
nuclear foi empurrado para trás, talvez por anos. O Hezbollah, O Hamas, o aiatola Khameney e os “especialistas” afins, garantem que não. É habitual naquelas latitudes. Uns anos antes,
ali perto, Saeed al-Sahhaf, o “Baghdad Bob” berrava” que os americanos, a
passar por ele, se iam render ou arder.
Trump? Olhou com
cautela, entrou com estrondo. Como um avançado que está “à
mama” na área e percebe que pode marcar o golo decisivo e ser o homem do jogo.
Tudo acabou aí.
A “retaliação” do Irão foi a coreografia patética de
quem levou uma tareia, mas quer parecer “macho
man” perante os amigos. Enviou uns mísseis contra uma base americana do
Qatar, mas avisou que eram só a fingir. Não houve explosões, todos os mísseis
foram interceptados. Nada de nada, provavelmente nem explosivos levavam.
Festejos de S. João.
Doze dias de
guerra, e um cessar-fogo imposto pelos EUA a Israel, para que Trump pudesse
mostrar ao mundo os seus louros.
E mesmo assim, os escribas do costume continuam a
falar de “escalada”, de “risco para a estabilidade”. Como se a estabilidade fosse
uma mãe de aluguer do fanatismo. Quando um Estado democrático desarma um
regime genocida, muitos no Ocidente rasgam as vestes e acusam-no de incontáveis
crimes. É a decadência moral, a confusão entre força legítima e violência,
entre defesa e agressão, entre civilização e barbárie.
Israel venceu. Apesar disso,
ou talvez por causa disso, os “anti sionistas” redobram o azedume e a negação.
Israel só pode vencer quando ninguém se incomoda. Se o faz com apoio americano,
é manipulação; se o faz sozinho, é aventura unilateral; se perde civis, é um
fracasso; se os evita, foi tudo um teatro.
Mas o vencedor
não foi apenas Israel. Foi o sistema internacional que ainda não se rendeu ao
fanatismo. E isso, para os amigos de Putin, os apologistas do Hamas, os xiitas
de estimação e os antissemitas funcionais, é insuportável. E por isso mesmo,
imperdoável.
O Irão saiu ferido, mas não
morto. Terá de ser travado de novo, algures no futuro, se os aiatolas não
tiverem aprendido a lição. Até lá, resta a Israel e ao Ocidente a
vigilância, a esperança e a vontade de agir ao menor sinal. E resta também este estranho
ódio a Israel e o aberrante amor por regimes terroristas, agressores e
repressores. Para esta massa de
transtornados que continuamos a criar, o problema não é o que Israel faz. É o facto de existir.
Algum dia será de outra maneira?
MÉDIO ORIENTE
MUNDO IRÃO ISRAEL
COMENTÁRIOS (de 86)
Agnelo Furtado: Mto bom, 100% no alvo dos generais charlatães k
pululam pelas sics e tvis da vida Antonio
Rodrigues: Muito boa
crónica, mais uma vez. O 'comentariado nacional', de Nuno Rogeiro aos
infindáveis Majores Generais, passando, obviamente, pela enorme corte de
'professores de relações internacionais', continuam na sua saga de comentar o
que não sabem. Inevitavelmente vêem os acontecimentos com uns óculos fabricados
no PREC e ainda não mudaram as lentes. Luís CR
Cabral: Com esta
maneira acertada de pensar e escrever está cada vez mais longe a possibilidade
de ter um contrato com alguma tv . António
Soares: Excelente
crónica.
Um retrato perfeito do que pregam os "missionários" que enxameiam as
Madrassas SICN e CNN. José
Paulo Castro: Ainda me
lembro do Gen. Carlos Branco - sempre recomendado como referência pelos
comentadores/militantes do PCP nos programas de rádio, o que me esclareceu logo
sobre a personagem - a dizer, uns meros 2 ou 3 dias antes do fim, que Israel
tinha cometido um erro terrível ao iniciar esta guerra. Isto porque estaria a
ficar sem mísseis de defesa do escudo (12 milhões cada, segundo ele) enquanto o
Irão tinha uma indústria pronta a produzir mais mísseis. Logo, quando Israel
ficasse sem defesas ou recursos, o Irão iria destruir Israel com os seus
mísseis, muito mais baratos de produzir. Portanto, o destino final da guerra
estava decidido e Israel tinha precipitado a sua
destruição a pretexto de uma suposta ameaça nuclear inexistente. É estranho os
'mullah' iranianos não terem seguido o conselho de tão brilhante estratega e
terem acedido ao cessar-fogo 'salvífico' proposto por Trump. Estavam quase,
quase a postos para arrasarem Israel e/ou forçarem custos militares imensos e
obrigarem Trump a fornecer e produzir mais Arrows para Israel. Uma interminável
guerra de desgaste, em que só tinham de produzir mísseis baratos e promover
membros da Guarda Revolucionária, primeiro ao paraíso e depois a substitutos
dos mártires. E aceitaram um cessar-fogo.
Precisam
do Gen. Carlos Branco a orientá-los, no futuro. Podemos mandá-lo para lá ? Carlos Ferreira: Esta crónica também foi na mouche! ;-) Carlos
Chaves: Felizmente
alguém a falar verdade sobre este conflito no médio oriente, ao contrário da
contrainformação mentirosa que a maioria da comunicação social nos quer
impingir! Obrigado pela
sua coerência, caro José António Rodrigues do Carmo! Df: Nota 20. Felizmente alguém mantém a lucidez no nosso
triste panorama mediático, pejado de amores aberrantes por terroristas,
teocratas sanguinários, ditadores comunistas e neo-fascistas do eixo
Moscovo-Pequim-Pyongyang-Teerão.
António Soares > Antonio Rodrigues: Nuno Rogeiro está muito acima da maioria de
comentadores da nossa Praça. Quer na questão da Ucrânia, Médio Oriente ou em
relação a Trump, Rogeiro está muito acima da escumalha geral de comentadores. Comparar
Rogeiro com militares do PREC, é de uma ignorância atrevida. Leio Rogeiro desde
os tempos em que ainda rapazinho, escrevia no semanário O Diabo, então dirigido
pela saudosa Vera Lagoa.
Jose Carmo > José Cortes: Foi isso mesmo. Foi até minuciosamente estudada a
estratificação geológica. E parece que as bombas seguiram o percurso das torres
de ventilação, com detonadores regulados para a explosão se dar na profundidade
certa, ou seja, dentro das galerias. Ou seja, estas bombas foram feitas de
propósito para este alvo.
José Cortes: O ataque a Forlow começou a ser preparado em 2006,
quando dois cientistas iniciaram o projecto da MOP. Foi forlow a razão de ser
da sua criação, nada menos. A precisão destes sistemas nesta operação foi
absoluta: em cada um dos dois pontos, a 1ª para destapar o concreto que lá
tinham posto dias antes, depois várias para haver certeza de penetração
progressiva. E ainda deixaram lá uma 6ª para redundância. Entraram, saíram,
ninguém soube de nada. Nota: a MOP 2 já está em testes. Jose Pires: Tanta verdade nesta excelente crónica (mais uma).
Deveria ser esfregada na cara dos Putinistas comuno/nazis, fascistas, que
envergonham a farda que um dia vestiram. Traidores do povo a quem só uma
Esquerda fascista dá voz na Comunicação Social sem vergonha, nem dignidade. Já
agora, como eu gostava de ver um debate entre o sr Coronel Rodrigues do Carmo e
o proto-nazi Agostinho da Costa na Tv. Olha lá se alguma tv arrisca... Maria Nunes: Excelente artigo. Alguns comentadores da SIC
Notícias e da CNN são pessoas tudo menos isentas no comentário que fazem. É
mudar de canal rapidamente. O Gen. Carlos Branco então é hilariante. Gosto de
NR e do Gen. Isidro pois têm a preocupação de informar sem ideologias. Walter
Humberto subiza Pina: Vivi no Irao
e posso dar por certo que continuaram com sua cruzada contra nossa civilização
e especialmente os Satans, EUA e Israel. No futuro têm de ser travados
novamente, a guerra santa continua, o funeral dos mortos prova isto. António Alberto Barbosa Pinho: Certo, Sr. Coronel. Joao Moreno: Excelente. Manuel Matos: Brilhante! Carlos Carvalho: Amei. Os legacy media só debitam mentiras Luis Santos: Um excelente artigo, à altura do que nos tem
habituado. Sempre certeiro, com grande conhecimento e adaptado ao mundo real.
Infelizmente, a nossa comunicação social, que vive da desinformação, procura
causar alarme social e adulterar os nossos interesses ocidentais, insiste em dar voz a
desequilibrados que nada acertam e persistem em desvirtuar a verdade, como é o
caso do famigerado Cabo Agostinho. Manuel Magalhaes: Muito bem este realista artigo
em que se põe a nu o que é a “nossa” vergonhosa e acéfala comunicação social
acompanhada por políticos e “generais” anti ocidentais que nos enchem de
vergonha, um artigo destes nunca é demais!!!
S N: Sucinto, rigoroso, focado no essencial e Certeiro. Muito bom. A léguas da
indigência analítica geral sobre o tema. Parabéns ao autor Meio Vazio: Não me atrevo a comentar o
conteúdo do texto (ainda que, também eu, o pudesse fazer - de Badajoz para cá
seremos à volta de 10 milhões os especialistas em políticas de habitação, em
saúde, em educação, em prevenção de incêndios, em "alterações
climáticas", em imigração e, claro, em "Médio Oriente"); mas que
este homem sabe escrever - e, coisa cada vez mais rara, em Português - não
restam dúvidas! Luis
Santos > Luis Silva: O Cabo Agostinho mudou de
nome. António
Duarte > Luís CR Cabral: É verdade que o Sr Coronel
jamais será convidado a comentar a política / guerra internacional, mas com
isso só perde o povo que não terá acesso à sua lúcida opinião. Pelo menos, aqui
no Observador podemos beneficiar disso (e da sua bela prosa, num português que
, lamentavelmente, pouco se boor aí) rui brito: Como sempre excelente. Estas
crónicas do Cor Carmo são sempre um refrigério para a inteligência. Só não sei
é se lá o tal paraíso consegue produzir virgens para aqueles mártires todos,
que isto de cada um ter direito a 70 unidades é muita fruta. Filipe Costa: A extrema esquerda odeia
Judeus, só posso concluir que são adoradores de Hitler. Tristão: Uma delicia 😋 Casimiro > Luis Silva: Estou impressionado! Temos
aqui um leitor que tem acesso a fotos que a Mossad não quer que se divulguem.
Não sabia que tínhamos entre nós gente tão bem colocada na espionagem
internacional.
António Cézanne: Claro, só pode ter dúvidas quem tem palas, ou melhor, vendas nos olhos que
nem a ponta dos dedos consegue ver, ou quem tem um grande atraso cerebral. São os mesmos que uns dias
antes juravam que não havia provas de que o Irão estava a enriquecer urânio,
que era tudo pela paz e para produzir energia. E que jamais algum avião se
atreveria a violar os céus do Irão, por medo de serem abatidos pela “defesa
aérea mais sofisticada do Médio Oriente” (Agostinho Costa dixit). Ou seja os que diziam que não havia provas do Irão ter
Urânio enriquecido num valor superior ao uso civil (por exemplo Agostinho
Costa), são exactamente os mesmos que agora dizem que esse mesmo urânio não foi
destruído porque o Irão o escondeu a tempo. Que
gente é esta? De onde vem esta gente? Gente
que só espero que nunca se cruze comigo em nenhum espaço público. Maria Cordes: Parangonas dos nossos jornais, nesses dias
atribulados, O Irão festeja a vitória histórica sobre Israel.
Esfregam-se os olhos, não dá para acreditar.Andarão a fumar charros? Dias
seguintes, O Urânio estava escondido, não deram com ele, o ataque foi
feito a um número mínimo de bases, as maiores não foram beliscadas.
As escolas de jornalismo, neste país, devem ser madrassas controladas por
boaventuras, para má ventura nossa. Visitem o Irão, vão às Universidades,
não é necessário perguntar, a juventude vem ter conosco,
entusiasta, curiosa, expõem a sua ânsia de liberdade. Por todo o lado somos
abordados, queixas, críticas e ansiedade pelo futuro. Os aiatolas são
odiados. Leiam Robert Fisk. O sistema tem prendido milhares e executado
centenas. O medo reina no Império de Ciro. klaus muller: 1 hora e meia antes do ataque de Israel ao Irão, o
general Agostinho garantia que isso nunca sucederia: o Irão era uma potência e,
ainda por cima, com armamento da Mãe Rússia. Viu-se
... Depois do ataque americano, deve ter recebido logo a cartilha da embaixada
russa ou do PCP (é tudo o mesmo), e o mantra era que os States tinham falhado
os alvos e naqueles em que não se podia negar terem acertado em cheio, não
estava lá nada. Enfim ... só
peço a Deus é que não corram com o gen. Agostinho pois, apesar de não abonar
nada em meu favor, a verdade é que sempre tive um fraco por idiotas úteis. joaquim Duarte: Os comentadores que pululam nas nossas televisões e
rádios deviam ter um disclamer de declaração de interesses no caso de alguns
bastava dizer que não estavam ali como militares ou ex militares mas como
militantes de partidos, avençados de; saudosos de; e que a sua opinião era
meramente a prossecução dos seus objectivos e interesses. miguel cardoso: Obrigado mais uma vez. Ou bem que acreditamos que temos uma cultura e maneira
de estar que é a melhor que a História algum dia viu, ou bem (mal) que estamos
do lado dos que assim não vêem. Agora
esta história de mamar na teta do Ocidente e ao mesmo tempo querer sodomizá-lo
(passe a imagem violenta) é que não! Agnelo Furtado: Apoiado! Abaixo o anti-semitismo! Viva o Povo Judeu! João Floriano: «.....indigência
moral ocidental,....» Resume a situação da Europa, com tantos inimigos internos
como externos, isto para ser optimista. O politicamente correcto e o ódio a
Israel e aos Estados Unidos têm devastado o estofo anímico europeu. No Irão, os
aiatollas vão voltar-se com fúria redobrada para a repressão interna. O regime
tremeu mas parece que se aguenta. Não tenho uma ideia do que poderá vir a
seguir aos turbantes infames. Os aiatollas nunca vão admitir que Israel lhes
deu uma tremenda sova. E como fica a guerra na Ucrânia? O Irão tem fornecido
muito material de guerra a Putin. Conseguirão continuar a fazê-lo? Carlos F.
Marques: Muito
bom. De
vitória em vitória, até à Derrota Final.
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