terça-feira, 1 de julho de 2025

E a guerra lá vai indo


Ou vindo, que é natural que possa acontecer, na igualdade de direitos e deveres que nos rege, mesmo discordando. Entretanto, vamos revendo pedaços de História, com prazer e apoiando a tese da “superioridade” judaica, que o Coronel Comando JOSÉ ANTÓNIO RODRIGUES DO CARMO, com uma coragem apreciável, se atreve a defender, nestes tempos de apoio à causa palestiniana, a pobrezinha a merecer a piedade universal.

Mais uma “divina vitória”

Por uns dias assistimos a um espectáculo bizarro nos palcos mediáticos. Numa alquimia repentina, a “República Islâmica” desapareceu e deu lugar à Pérsia mitológica, Teerão reencarnou como Persépolis.

JOSÉ ANTÓNIO RODRIGUES DO CARMO Coronel "Comando"

OBSERVADOR, 30 jun. 2025, 00:1886

Segundo o aiatola Khameney, o Hezbolah e certos “especialistas” da CNN Portugal e da SIC-N, o Irão alcançou uma gloriosa vitória. Como?

No dia 13 de junho de 2025, Israel decidiu recordar ao mundo que existe, e que existe para sobreviver, não para participar em workshops de multiculturalismo nem para servir de tapete ao próximo fascismo teocrático com turbante. Atacou directamente o coração militar e nuclear de um país 75 vezes maior, 10 vezes mais populoso e com recursos quase míticos. Fê-lo com o implícito aval dos Estados Unidos, a fúria previsível da Rússia, do Eixo das Autocracias, e dos seus admiradores, e a simpatia silenciosa de quem, como o Chanceler alemão, admitiu que Israel estava a fazer o trabalho sujo que todos temem fazer.

O ataque foi brutal, letal e eficaz. Seria de esperar que esta demonstração de precisão e alcance levantasse menos sobrancelhas e mais copos. Mas em vez de aplausos, ergueram-se lamentos. O guichet do costume reabriu: quando Israel é atacado, deve conter-se; quando se defende, deve desculpar-se; quando vence, perde e deve ser investigado. Os peritos de sofá garantiram que o Irão esperava o ataque, que nada foi destruído em definitivo, e que o regime continua intacto, e até mesmo reforçado. Os mesmos que antes juravam que atacar o Irão era impossível, que Israel estava isolado, e que tudo não passava de propaganda. Erraram em tudo, mas persistem no erro com o ar de pau dos iluminados sem vergonha na cara.

Durante uns dias, assistimos a um espectáculo bizarro nos palcos mediáticos nacionais. Numa alquimia repentina, a “República Islâmicadesapareceu do vocabulário e deu lugar à Pérsia mitológica, berço de civilização e extraordinárias maravilhas. Khamenei passou de carrasco a uma espécie de sábia reencarnação de Xerxes. Teerão era outra vez a antiga Persépolis. A repressão interna, as mulheres sovadas e mortas por mostrarem o cabelo, os homossexuais enforcados em guindastes, o terror exportado para lá das fronteiras, os milhares de mísseis, a procura da bomba explicitamente declarada para destruir a “entidade sionista” tudo evaporado e sublimado nas fantasias das Mil e Uma Noites e na evocação de Xerazad. A qual, se vivesse hoje, já estava a fazer tijolo ou enjaulada numa masmorra por atentado à virtude. Já Israel, e a sua história milenar, valem o que os opinadores decidirem que valem naquele dia. Invariavelmente nada.

Israel, como de costume, não podia vencer. Se parece que venceu, ou é propaganda, ou foi pelas razões erradas, ou com meios errados, ou porque sim, ou foi “uma jogada para desviar as atenções de Gaza”. Em contrapartida, quando o Hamas corta gargantas ou o Irão anuncia que vai apagar Israel do mapa, isso é resistência, é luta, é liberdade. Os mesmos termos reciclados da indigência moral ocidental, pelos “especialistas” em generalidades e culatras, todos oriundos da mesma bolha ignorante, mas arrogante.

Durante anos, o Irão foi cozinhando a bomba atómica sob o manto de negociações de faz-de-conta, relatórios nebulosos e inspecções combinadas. Israel cansou-se. E decidiu cortar a cabeça da hidra. Doze dias depois, tinha feito exactamente isso. Uma campanha cirúrgica, com objectivos claros: neutralizar o programa nuclear, reduzir a capacidade ofensiva, eliminar lideranças e reescrever as regras da dissuasão. Israel, os EUA e o Irão jogaram. Dois venceram. O terceiro saiu com o turbante entre as pernas, a lamber as feridas, com estupor, e a dignidade enterrada em escombros povoados de restos de centrifugadoras, urânio, mísseis e cimento das “cidades de mísseis

Netanyahu não falou em linhas vermelhas nem em processos de negociações eternos. Falou em acção. Disse que o tempo do faz-de-conta acabou. Os especialistas de serviço gritaram que era ilegal, que não havia provas. Como se a ausência de prova fosse prova de ausência. Como se fossem juízes. Como se isto fosse um julgamento e não uma guerra. Como se não fosse evidente que, se temos um gato e um sofá arranhado, é provável que a culpa seja do bichano.

Israel inferiu o que era evidente e concretizou uma das mais sofisticadas campanhas de ataque preventivo da era moderna. Destruiu centenas de alvos: bases, centros de drones, mísseis, instalações nucleares, radares. Tudo isto enquanto combatia o Hamas, dissuadia o Hezbollah e interceptava mísseis e drones. Os media “de referência” e os especialistas de sofá reagiram com lamentos, teorias da conspiração e profecias apocalípticas, tudo embrulhado na  exaltação das maravilhas da antiga Pérsia: que se tratava de um acto de desespero político, “uma jogada do Nethanyau” um acto desesperado. Quando Israel acerta, é suspeito; quando falha, é incompetente. Segundo os mesmos que elogiam Putin como paladino da civilização cristã.

A operação incluiu constantes passeios aéreos sobre Teerão. A defesa aérea iraniana foi aniquilada. Incapaz de abater um único caça, para visível irritação dos generais putinistas reformados das glórias soviéticas. Humilhação total para o regime islâmico. A supremacia aérea israelita foi absoluta e a mensagem clara: “Vamos onde quisermos, quando quisermos, e destruímos o que entendermos”.

Mas não se limitaram a destruir betão. Foram atrás dos figurões. Generais, cientistas, centenas de membros da Basij. Um festival de “mártires” com turbante a caminho da orgia das 70 virgens.

Instalações nucleares varridas: Desde Natanz a Fordow, foi tudo varrido à bomba. Estima-se que cerca de mil mísseis balísticos e dois terços dos lançadores dos aiatolas foram pulverizados.

E os comentadores? Em negação, agarrando-se a qualquer teoria da conspiração ou fonte “anónima”. Clamando que não há provas independentes, o que tudo foi um fracasso. Que o Irão conseguiu pôr a recato o urânio enriquecido. São os mesmos que uns dias antes juravam que não havia provas de que o Irão estava a enriquecer urânio, que era tudo pela paz e para produzir energia. E que jamais algum avião se atreveria a violar os céus do Irão, por medo de serem abatidos pela “defesa aérea mais sofisticada do Médio Oriente” (Agostinho Costa dixit).

A verdade é que o airbag estratégico iraniano ficou em fanicos. O Hamas é hoje um bando de assaltantes famélicos. O Hezbollah nada disse. Os Houthis dispararam dois foguetes que ninguém viu e foram dormir. Os xiitas do Iraque e da Síria? Silêncio. A aura da invencibilidade iraniana foi destruída com uma marreta.

E no Ocidente? O costume: gritaria sobre genocídios, crimes de guerra, desproporções. A fonte? Hamas, Al Jazeera e afins, passo a redundância. A história de sempre. Mas a narrativa é uma coisa e a realidade é outra. O Irão passou da arrogância à irrelevância. Atirou mais de 500 mísseis e 1.000 drones. Quase todos interceptados. Menos de 10 causaram danos sérios. A maioria das 28 vítimas foram civis.

O programa nuclear foi empurrado para trás, talvez por anos. O Hezbollah, O Hamas, o aiatola Khameney e os “especialistas” afins, garantem que não. É habitual naquelas latitudes. Uns anos antes, ali perto, Saeed al-Sahhaf, o “Baghdad Bob” berrava” que os americanos, a passar por ele, se iam render ou arder.

Trump? Olhou com cautela, entrou com estrondo. Como um avançado que está “à mama” na área e percebe que pode marcar o golo decisivo e ser o homem do jogo.

Tudo acabou aí.

A “retaliação” do Irão foi a coreografia patética de quem levou uma tareia, mas quer parecer “macho man” perante os amigos. Enviou uns mísseis contra uma base americana do Qatar, mas avisou que eram só a fingir. Não houve explosões, todos os mísseis foram interceptados. Nada de nada, provavelmente nem explosivos levavam. Festejos de S. João.

Doze dias de guerra, e um cessar-fogo imposto pelos EUA a Israel, para que Trump pudesse mostrar ao mundo os seus louros.

E mesmo assim, os escribas do costume continuam a falar de “escalada”, de “risco para a estabilidade”. Como se a estabilidade fosse uma mãe de aluguer do fanatismo. Quando um Estado democrático desarma um regime genocida, muitos no Ocidente rasgam as vestes e acusam-no de incontáveis crimes. É a decadência moral, a confusão entre força legítima e violência, entre defesa e agressão, entre civilização e barbárie.

Israel venceu. Apesar disso, ou talvez por causa disso, os “anti sionistas” redobram o azedume e a negação. Israel só pode vencer quando ninguém se incomoda. Se o faz com apoio americano, é manipulação; se o faz sozinho, é aventura unilateral; se perde civis, é um fracasso; se os evita, foi tudo um teatro.

Mas o vencedor não foi apenas Israel. Foi o sistema internacional que ainda não se rendeu ao fanatismo. E isso, para os amigos de Putin, os apologistas do Hamas, os xiitas de estimação e os antissemitas funcionais, é insuportável. E por isso mesmo, imperdoável.

O Irão saiu ferido, mas não morto. Terá de ser travado de novo, algures no futuro, se os aiatolas não tiverem aprendido a lição. Até lá, resta a Israel e ao Ocidente a vigilância, a esperança e a vontade de agir ao menor sinal. E resta também este estranho ódio a Israel e o aberrante amor por regimes terroristas, agressores e repressores. Para esta massa de transtornados que continuamos a criar, o problema não é o que Israel faz. É o facto de existir.

Algum dia será de outra maneira?

MÉDIO ORIENTE      MUNDO      IRÃO      ISRAEL  

COMENTÁRIOS (de 86)

Agnelo Furtado: Mto bom, 100% no alvo dos generais charlatães k pululam pelas sics e tvis da vida       Antonio Rodrigues: Muito boa crónica, mais uma vez. O 'comentariado nacional', de Nuno Rogeiro aos infindáveis Majores Generais, passando, obviamente, pela enorme corte de 'professores de relações internacionais', continuam na sua saga de comentar o que não sabem. Inevitavelmente vêem os acontecimentos com uns óculos fabricados no PREC e ainda não mudaram as lentes.                Luís CR Cabral: Com esta maneira acertada de pensar e escrever está cada vez mais longe a possibilidade de ter um contrato com alguma tv .     António Soares: Excelente crónica.
Um retrato perfeito do que pregam os "missionários" que enxameiam as Madrassas SICN e CNN.      
José Paulo Castro: Ainda me lembro do Gen. Carlos Branco - sempre recomendado como referência pelos comentadores/militantes do PCP nos programas de rádio, o que me esclareceu logo sobre a personagem - a dizer, uns meros 2 ou 3 dias antes do fim, que Israel tinha cometido um erro terrível ao iniciar esta guerra. Isto porque estaria a ficar sem mísseis de defesa do escudo (12 milhões cada, segundo ele) enquanto o Irão tinha uma indústria pronta a produzir mais mísseis. Logo, quando Israel ficasse sem defesas ou recursos, o Irão iria destruir Israel com os seus mísseis, muito mais baratos de produzir. Portanto, o destino final da guerra estava decidido e Israel tinha precipitado a sua destruição a pretexto de uma suposta ameaça nuclear inexistente. É estranho os 'mullah' iranianos não terem seguido o conselho de tão brilhante estratega e terem acedido ao cessar-fogo 'salvífico' proposto por Trump. Estavam quase, quase a postos para arrasarem Israel e/ou forçarem custos militares imensos e obrigarem Trump a fornecer e produzir mais Arrows para Israel. Uma interminável guerra de desgaste, em que só tinham de produzir mísseis baratos e promover membros da Guarda Revolucionária, primeiro ao paraíso e depois a substitutos dos mártires. E aceitaram um cessar-fogo.

Precisam do Gen. Carlos Branco a orientá-los, no futuro. Podemos mandá-lo para lá ?               Carlos Ferreira: Esta crónica também foi na mouche! ;-)                   Carlos Chaves: Felizmente alguém a falar verdade sobre este conflito no médio oriente, ao contrário da contrainformação mentirosa que a maioria da comunicação social nos quer impingir! Obrigado pela sua coerência, caro José António Rodrigues do Carmo!                       Df: Nota 20. Felizmente alguém mantém a lucidez no nosso triste panorama mediático, pejado de amores aberrantes por terroristas, teocratas sanguinários, ditadores comunistas e neo-fascistas do eixo Moscovo-Pequim-Pyongyang-Teerão.              António Soares > Antonio Rodrigues: Nuno Rogeiro está muito acima da maioria de comentadores da nossa Praça. Quer na questão da Ucrânia, Médio Oriente ou em relação a Trump, Rogeiro está muito acima da escumalha geral de comentadores. Comparar Rogeiro com militares do PREC, é de uma ignorância atrevida. Leio Rogeiro desde os tempos em que ainda rapazinho, escrevia no semanário O Diabo, então dirigido pela saudosa Vera Lagoa.                   Jose Carmo > José Cortes: Foi isso mesmo. Foi até minuciosamente estudada a estratificação geológica. E parece que as bombas seguiram o percurso das torres de ventilação, com detonadores regulados para a explosão se dar na profundidade certa, ou seja, dentro das galerias. Ou seja, estas bombas foram feitas de propósito para este alvo.

José Cortes: O ataque a Forlow começou a ser preparado em 2006, quando dois cientistas iniciaram o projecto da MOP. Foi forlow a razão de ser da sua criação, nada menos. A precisão destes sistemas nesta operação foi absoluta: em cada um dos dois pontos, a 1ª para destapar o concreto que lá tinham posto dias antes, depois várias para haver certeza de penetração progressiva. E ainda deixaram lá uma 6ª para redundância. Entraram, saíram, ninguém soube de nada. Nota: a MOP 2 já está em testes.                 Jose Pires: Tanta verdade nesta excelente crónica (mais uma). Deveria ser esfregada na cara dos Putinistas comuno/nazis, fascistas, que envergonham a farda que um dia vestiram. Traidores do povo a quem só uma Esquerda fascista dá voz na Comunicação Social sem vergonha, nem dignidade. Já agora, como eu gostava de ver um debate entre o sr Coronel Rodrigues do Carmo e o proto-nazi Agostinho da Costa na Tv. Olha lá se alguma tv arrisca...               Maria Nunes: Excelente artigo. Alguns  comentadores da SIC Notícias e da CNN são pessoas tudo menos isentas no comentário que fazem. É mudar de canal rapidamente. O Gen. Carlos Branco então é hilariante. Gosto de NR e do Gen. Isidro pois têm a preocupação de informar sem ideologias.              Walter Humberto subiza Pina: Vivi no Irao e posso dar por certo que continuaram com sua cruzada contra nossa civilização e especialmente os Satans, EUA e Israel. No futuro têm de ser travados novamente, a guerra santa continua, o funeral dos mortos prova isto.             António Alberto Barbosa Pinho: Certo, Sr. Coronel.               Joao Moreno: Excelente.               Manuel Matos: Brilhante!                   Carlos Carvalho: Amei. Os legacy media só debitam mentiras           Luis Santos: Um excelente artigo, à altura do que nos tem habituado. Sempre certeiro, com grande conhecimento e adaptado ao mundo real. Infelizmente, a nossa comunicação social, que vive da desinformação, procura causar alarme social e adulterar os nossos interesses ocidentais, insiste em dar voz a desequilibrados que nada acertam e persistem em desvirtuar a verdade, como é o caso do famigerado Cabo Agostinho.               Manuel Magalhaes: Muito bem este realista artigo em que se põe a nu o que é a “nossa” vergonhosa e acéfala comunicação social acompanhada por políticos e “generais” anti ocidentais que nos enchem de vergonha, um artigo destes nunca é demais!!!        S N: Sucinto, rigoroso, focado no essencial e Certeiro. Muito bom. A léguas da indigência analítica geral sobre o tema. Parabéns ao autor                Meio Vazio: Não me atrevo a comentar o conteúdo do texto (ainda que, também eu, o pudesse fazer - de Badajoz para cá seremos à volta de 10 milhões os especialistas em políticas de habitação, em saúde, em educação, em prevenção de incêndios, em "alterações climáticas", em imigração e, claro, em "Médio Oriente"); mas que este homem sabe escrever - e, coisa cada vez mais rara, em Português - não restam dúvidas!               Luis Santos > Luis Silva: O Cabo Agostinho mudou de nome.                António Duarte > Luís CR Cabral: É verdade que o Sr Coronel jamais será convidado a comentar a política / guerra internacional, mas com isso só perde o povo que não terá acesso à sua lúcida opinião. Pelo menos, aqui no Observador podemos beneficiar disso (e da sua bela prosa, num português que , lamentavelmente, pouco se boor aí)                        rui brito: Como sempre excelente. Estas crónicas do Cor Carmo são sempre um refrigério para a inteligência. Só não sei é se lá o tal paraíso consegue produzir virgens para aqueles mártires todos, que isto de cada um ter direito a 70 unidades é muita fruta.                Filipe Costa: A extrema esquerda odeia Judeus, só posso concluir que são adoradores de Hitler.               Tristão: Uma delicia 😋                    Casimiro > Luis Silva: Estou impressionado! Temos aqui um leitor que tem acesso a fotos que a Mossad não quer que se divulguem. Não sabia que tínhamos entre nós gente tão bem colocada na espionagem internacional.                 António Cézanne: Claro, só pode ter dúvidas quem tem palas, ou melhor, vendas nos olhos que nem a ponta dos dedos consegue ver, ou quem tem um grande atraso cerebral. São os mesmos que uns dias antes juravam que não havia provas de que o Irão estava a enriquecer urânio, que era tudo pela paz e para produzir energia. E que jamais algum avião se atreveria a violar os céus do Irão, por medo de serem abatidos pela “defesa aérea mais sofisticada do Médio Oriente” (Agostinho Costa dixit). Ou seja os que diziam que não havia provas do Irão ter Urânio enriquecido num valor superior ao uso civil (por exemplo Agostinho Costa), são exactamente os mesmos que agora dizem que esse mesmo urânio não foi destruído porque o Irão o escondeu a tempo. Que gente é esta? De onde vem esta gente? Gente que só espero que nunca se cruze comigo em nenhum espaço público.               Maria Cordes: Parangonas dos nossos jornais, nesses dias atribulados, O Irão  festeja a vitória  histórica sobre Israel. Esfregam-se os olhos, não  dá para acreditar.Andarão a fumar charros? Dias seguintes, O Urânio estava escondido, não  deram com ele, o ataque foi feito a um número mínimo  de bases, as maiores não  foram beliscadas. As escolas de jornalismo, neste país,  devem ser madrassas controladas por boaventuras, para má ventura nossa. Visitem o Irão,  vão às Universidades, não  é  necessário  perguntar, a juventude vem ter conosco, entusiasta, curiosa, expõem a sua ânsia de liberdade. Por todo o lado somos abordados, queixas, críticas e ansiedade pelo futuro. Os aiatolas são  odiados. Leiam Robert Fisk. O sistema tem prendido milhares e executado centenas. O medo reina no Império  de Ciro.    klaus muller: 1 hora e meia antes do ataque de Israel ao Irão, o general Agostinho garantia que isso nunca sucederia: o Irão era uma potência e, ainda por cima, com armamento da Mãe Rússia. Viu-se ... Depois do ataque americano, deve ter recebido logo a cartilha da embaixada russa ou do PCP (é tudo o mesmo), e o mantra era que os States tinham falhado os alvos e naqueles em que não se podia negar terem acertado em cheio, não estava lá nada. Enfim ... só peço a Deus é que não corram com o gen. Agostinho pois, apesar de não abonar nada em meu favor, a verdade é que sempre tive um fraco por idiotas úteis.                 joaquim Duarte: Os comentadores que pululam nas nossas televisões e rádios deviam ter um disclamer de declaração de interesses no caso de alguns bastava dizer que não estavam ali como militares ou ex militares mas como militantes de partidos, avençados de; saudosos de; e que a sua opinião era meramente a prossecução dos seus objectivos e interesses.            miguel cardoso: Obrigado mais uma vez. Ou bem que acreditamos que temos uma cultura e maneira de estar que é a melhor que a História algum dia viu, ou bem (mal) que estamos do lado dos que assim não vêem. Agora esta história de mamar na teta do Ocidente e ao mesmo tempo querer sodomizá-lo (passe a imagem violenta) é que não!              Agnelo Furtado: Apoiado! Abaixo o anti-semitismo! Viva o Povo Judeu!              João Floriano: «.....indigência moral ocidental,....» Resume a situação da Europa, com tantos inimigos internos como externos, isto para ser optimista. O politicamente correcto e o ódio a Israel e aos Estados Unidos têm devastado o estofo anímico europeu. No Irão, os aiatollas vão voltar-se com fúria redobrada para a repressão interna. O regime tremeu mas parece que se aguenta. Não tenho uma ideia do que poderá vir a seguir aos turbantes infames. Os aiatollas nunca vão admitir que Israel lhes deu uma tremenda sova. E como fica a guerra na Ucrânia? O Irão tem fornecido muito material de guerra a Putin. Conseguirão continuar a fazê-lo?                    Carlos F. Marques: Muito bom. De vitória em vitória, até à Derrota Final.

 

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