A TAP foi algo de prestigiante que
Salazar
criou.
Nunca esquecerei que a ela devo – com gratidão a Salazar – a primeira viagem -
de Portugal a Lourenço Marques, em Julho de 1955 – viagem de férias, que, como
estudante universitária me foi permitido fazer, gratuitamente, como, de resto,
o seria a viagem de barco com que iniciei a minha primeira separação da
família, ao vir estudar para Coimbra, em 53.
Por isso é com grande mágoa que leio sobre as tentativas de reprivatização dessa velha amiga que AQUELE de quem sempre se disse mal mas que sempre foi ajudando a reconstruir um PAÍS largamente devastado quando lhe tomou o leme, e ainda favoreceu com algum capital para o leme dos governantes seguintes, ornado, este, de cravos e de ingratidão pasmada, leme de um país seguidamente orientado ao abrigo de empréstimos, os quais não permitem, contudo, a manutenção dessa velha TAP da perícia governativa de um ditador, ao que se diz – dizem os que foram minando sempre, na sombra, os alicerces desse país, cuja «TAP Air Portugal», segundo «NOTÍCIA DA INTERNET» «foi criada a 14 de março de 1945, com o nome "Transportes Aéreos Portugueses" e é a companhia aérea de bandeira portuguesa, com sede em Lisboa e hub no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, Portugal. A companhia aérea nacional é membro integrante da Star Alliance. «Através do seu hub em Lisboa, plataforma privilegiada de acesso na Europa, na encruzilhada com África, América do Norte, Central e do Sul, a TAP é líder na operação entre a Europa e o Brasil. A rede TAP cobre 93 destinos em 36 países a nível mundial. Operando em média cerca de 2 500 voos por semana, a TAP dispõe de uma frota de 100 aeronaves: 78 aviões Airbus e 22 ao serviço da TAP Express, a marca comercial da companhia para a sua rede regional. «A TAP Air Portugal é avaliada com três estrelas no ranking Skytrax.»
Sim, também assim lembramos Alberto
Caeiro, por outros motivos, em todo o caso, de tristeza – não a dos tormentos
íntimos próprios da condição humana pessimista - mas aquela que resulta do
desmascarar das habilidadezinhas governativas de quem se propõe continuar com a
História… Mas qual História?
«Alberto Caeiro»
XXVIII - Quem
me dera que eu fosse o pó da estrada
XXVIII
Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando...
Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira...
Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo...
Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse...
Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena... 1914
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