Enaltecer
tudo o que de bom os “agentes” da “criação” que uma maior riqueza ou um maior
poder, aliados a um espírito de maior competência e empenho organizadores, e
inteligência encaminhadora, orientam, num objectivo de difusão cultural indispensável
na tal sociedade que a razão humana deve formatar. O Dr. Salles,
incansavelmente, o faz, movido pelo seu grande amor pátrio, tão necessário, (e que
também a voz maravilhosa de ANTÓNIO CALVÁRIO demonstra na sua canção “REGRESSO”,
que reponho para o Dr. Salles), pese embora o seu afastamento espiritual,
relativamente ao tema que o Dr. Salles desenvolve, de alargamento cultural imprescindível,
como demonstra a sua homenagem aos CONDES DE VIL’ALVA, na sugestão da criação,
em Évora, do CÍRCULO CULTURAL com o nome daqueles. O certo é que a progressiva
infiltração dos mais variados povos nos mais diversos espaços, vai perturbando
o tal espírito patriótico tendente a diluir-se gradualmente, dos terrenos pátrios, a perder sentido.
Regresso
Oh minha terra
Onde eu nasci
Quanta saudade
Eu tive de ti
O amor redobra
Com as saudades
Tu és para mim
O doce toque das trindades
Ai ai ai
Ai ai ai
Velhos caminhos
Como é bom voltar
Ai ai ai
Ai ai ai
Doces carinhos
Deixai-me recordar
Adoro em ti esses bons
Tempos de menino
Pois foi então
Que Deus traçou
O meu destino
Nas horas tristes
Como Mãe a abençoar
Eras tu oh minha terra
Doce afago a confortar
Eu quero ouvir
Os teus pardais
Ao desafio
Quero sentir
A sombra amiga
Do estio
E teus folguedos
Reviver com emoção
Oh pião da minha infância
Vem de novo à minha mão
CÍRCULO
CULTURAL «CONDES DE VIL’ ALVA»
HENRIQUE SALLES DA FONSECA
A BEM DA NAÇÃO, 18.07.25
Vasco
Maria Eugénio de Almeida, Engenheiro Agrónomo, Socialmente
reconhecido como «Conde de
Vil’Alva», casado com Maria Teresa Belo Eugénio de Almeida socialmente
reconhecida como «Condessa de
Vil’Alva», eram proprietários de vasto património rural e urbano e não
tinham herdeiros em 1º grau;
Decidiram constituir a «Fundação
Eugénio de Almeida» com o
objectivo principal de reinstalar os estudos superiores em Évora – e
assim feito com o ISESE – Instituto
Superior Económico e Social de Évora, assim ressurgiu a Universidade.
* * * *
Sem demérito para os demais
objectivos da Fundação, o regresso dos «Altos Estudos» à cidade constituía o
principal instrumento para o desenvolvimento intrínseco daquela região de
Portugal. O
verdadeiro desenvolvimento endógeno é humano; ocupação de mão-de-obra é
«política esmoler».
«Se um pobre te pedir um peixe, ensina-o a pescar».
Como dizia o poeta, «falta cumprir-se Portugal»: onde
persiste o analfabetismo, onde a maior parte da população em idade activa
não cumpre com o ensino obrigatório, onde continuam a ser poucos os que têm alguma formação
pós-secundária.
Os Condes de Vil’Alva, foram compassivos, voluntariosos e generosos
mas nós, os seus beneficiários, aguardamos
egoisticamente a consumir oxigénio à espera que «a da foice» nos venha
buscar. Assim, para não bulir muito com a passividade instalada, sugiro
criação (mesmo que apenas informalmente) do círculo cultural Condes de Vil’alva não apenas para honrarmos a sua memória
mas sobretudo para tentarmos dar algum seguimento à sua obra de valorização
humana.
Junho de 2025
HENRIQUE SALLES DA FONSECA
2 COMENTÁRIOS
ADRIANO MIRANDA LIMA 18.07.202 15:30: Gostei de
ler e acho justíssima a sugestão do Dr. Salles da Fonseca. Honre-se a memória
de quem agiu em prol da ciência e da humanidade. Pode ser que assim se
incentive o mecenato, ao invés da acumulação de riqueza sem qualquer proveito
para a sociedade. Um abraço amigo ADRIANO
LIMA
A P MACHADO 18.07.2025 17:14: Pode contar comigo. Até
porque, se bem me recordo, fui prof de uma sobrinha neta dos Eugénio d'Almeida
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