quarta-feira, 31 de julho de 2024

“Papéis pintados com tinta”?


Só mesmo por brincadeira de um extraordinário pintor nosso.

Livros para todas as estações (e um desabafo deprimente)

Marcello Mathias, a “Desoras” , num xadrez consigo próprio, através da escrita: servidor público, cosmopolita, lúcido, intransigente, observador, sarcástico. Paisagista de almas. A ler absolutamente.

MARIA JOÃO AVILLEZ Jornalista, colunista do Observador

OBSERVADOR, 31 jul. 2024, 00:2022

1Aterram sempre por esta altura Ninguém estranha, é verão. Há poucas “boas acções” tão previsíveis quanto a lista de livros “para ler nas férias” que nos é gratuitamente fornecida, todos os anos. Embirro um bocadinho talvez porque no meu caso não tenho mais predisposição para ler em Julho ou em Agosto (tenho-a sempre), nem mais tempo, por ser verão (com casas com mais gente que camas, ler é um número de circo).

Lembrei-me disto porque ando há um bom par de meses para recordar aqui algumas obras mas – ossos do ofício – só calhou agora. E é agora que deixo alguns livros sem estação: são livros de todas as estações. Escritos em português, o que me apraz fazer notar.

2Quando aí pela vigésima ou trigésima página de um livro vou buscar o lápis, o gesto antecipa-me a possibilidade de uma “certeza” de que serei a ansiosa receptadora: a certeza do infindo prazer que será cavalgar, a passo, a trote, a galope ou mesmo á desfilada, sobre as palavras. A certeza dessa surpresa. E sob o ribombar desse trovão de emoções, há-de ficar a planar a última certeza: um livro é finito mas a sua memória ficará para sempre no tracejado do lápis avançando pelas páginas.

3Deve ter sido quase logo de início que comecei a anotar o livro de Martim Sousa Tavares. “Falar Piano e Tocar Francês – Arte, cultura e humanismo na era dos memes” (Zigurate). A badana indica-nos que “a beleza está em todo lado“, que “é importante falar dela e não a perder de vista”, etc. Sim. Claro. Mas o que retive antes do mais (além da – indefinível? – natureza de que o autor é feito) foi a invulgaríssima maneira com que partilhou connosco o seu entendimento de “beleza”. E onde ela pode estar, e de que pode ser feita, e de como fazer para quando nos salta ao caminho, não a perder de vista, nem lhe perder o sentido. Martim regressou a lugares, ensinou-nos música e contou-nos músicos, visitou museus, casou com Veneza, homenageou mestres, elaborou sobre maestros, escritores, pintores, ou uma receita de cozinha; estabeleceu improváveis paralelismos ou cruzamentos entre épocas, artes, criadores. Jamais esquecerei a sua maravilhosa “observação/explicação” do que pode levar um maestro a querer absolutamente reger de uma forma lentíssima, um determinado andamento de uma peça musical… Tão, tão, lentamente e num “arrastamento” tal, que um distraído julgará tratar-se de um critério musicalmente errado ou de uma obsessão, quando afinal está diante de uma forma de transcendência, no modo como o mestre “lê” e dá a ouvir “aquele” andamento… (Eu diria que é uma prova da existência de Deus mas eu não toco piano, só falo francês.)

Não há neste livro, uma continuidade de temas, nem uma cronologia, nem uma biografia, nem o mero relato de experiências e ocorrências. Há o Martim. E bocados da sua vida, sem ligação aparente mas unidos pelo modo como ele foi ter com eles, e eles consigo. E nesse sentido, o que retive foi o que de tão “especial” ,Martim Sousa Tavares fez de tudo isso e com tudo isso.

Sabíamos que era um músico abençoado, um criador, um divulgador de inesgotável imaginação e iniciativa. Talvez não soubéssemos que afinal possa simplesmente ser sobredotado.

4Falei em bocados de vida e o que é um “Diário” senão um imenso puzzle de peças de uma vida? Tenho uma antiquíssima admiração por quem joga consigo mesmo esse xadrez e Marcello Mathias é um dos mais exímios praticantes dessa delicadíssima modalidade literária: ao escolher a peça na qual vai mexer: saber qual avançará, eleger a que quer quieta; decidir a que deve recuar; determinar qual a que retira do tabuleiro. Percepcionar o lugar de todas, uma aqui, outra ali, esta desiste, aquela resiste.

Há anos que leio estes Diários, que só nos largam quando, virando uma página, percebemos subitamente que é a última, não há mais páginas… Este chama-se “A Desoras – Diário, 2017-2023” (D. Quixote) e dizem-nos – será assim? – que será o último dos seus diários.

O jogador de xadrez percebendo como tudo é antes do mais derisório, talvez se tenha cansado. Há um momento em que a lucidez pode ser tão impiedosa, e a ausência de qualquer ilusão tão sombria, que se atinge um qualquer limite e o jogador de xadrez resolve entregar-se. Nunca saberemos se verdadeiramente decidiu fazê-lo nem o porquê desta rendição – as perigosas contas com o já vivido? O brumoso temor do que resta viver? O que podia ter sido e não foi? Esperar?

Nunca saberemos. (Ele saberá?)

5Li estas “Desoras” num fôlego e – eu sabia – lá estava o patriota sem ilusões mas nunca se permitindo que a desilusão lhe pulverizasse o que ele sabe termos sido e termos feito. E também sabe como por essas incríveis lonjuras se contam ainda hoje marcas e marcos nossos – que só parecem manifestamente incomodar-nos a nós; e ainda sabe que nove séculos depois, cá estamos, os mesmos e dentro das mesmas fronteiras. Lá estava o cidadão culto, civilizado, de bom berço e acuidado critério, capaz de nos trazer – em dez linhas, três apontamentos, dois adjectivos ou trinta páginas – um ser humano inteiro. Lá estava o cosmopolita, reeditando o seu dom de pintar aguarelas sobre outras pátrias e povos, em tons ácidos, cores luminosas, ou tintas penumbrosas. E oferecendo-nos as memórias, os apontamentos, as histórias, as descobertas, as observações que coleccionou nas diversas geografias onde serviu como diplomata – pertence à dinastia dos Mathias – ou por onde deambulou. Lá estava o captador de mentes e almas -ou deveria dizer mais apropriadamente um dos melhores intérpretes que conheço da natureza humana? Lá estava este homem arguto que nunca resistiu a atrelar ao humor que usa uma não despicienda quantidade de sarcasmo. Talvez porque o excesso de lucidez lhe vete humor mais afável, talvez por entender que o humor é algo de tão sério que dispensa afabilidades. E lá estava o escritor. Este que respira em permanência o mundo, a vida, a paisagem humana dentro ou fora das nossas acanhadas portas e depois as atira para o mar da escrita. Deixando que as palavras levem às costas a realidade das coisas como as viu. Lá estava enfim o praticante de xadrez que só joga consigo próprio.

Um Marcello Mathias, que felizmente reencontrei igual a si mesmo - patriota, servidor público, cosmopolita, culto, intransigente com o que merece a intransigência, observador, sarcástico. Mas sempre, sempre, antes do mais e de livro para livro, muito interessante. Mesmo que o tempo que passa – a que se costuma chamar idade, mas eu não chamo – se tenha interposto entre ele e nós. E por isso tenha coberto esta escrita com o véu de uma melancolia que costumava ser fininha mas hoje pesa no véu. Perceberão o que quero dizer na minha quando os convoquei para este português que vale a pena.

(Oportunamente voltarei aqui com a magnifica biografia de Lucas Pires da autoria de Nuno Gonçalo Poças, e com o extraordinário – depois explico – livro de crónicas de Guilherme Oliveira Martins, “A Cultura como Enigma”. Oportunamente, se bem se percebe é aqui um eufemismo: voltarei quando a casa com mais gente que camas me der autorização).

PS — Mesmo em Agosto, com os Jogos Olímpicos, as férias, o verão, o calor, os amigos, só não vê quem não quer. O quê? Este deprimente banzé que aí anda – e andará –, idealizado, produzido, realizado e interpretado por André Ventura. Já com o banzé em andamento e após alguns actos do premeditado teatro que tem sido a Comissão de Inquérito Parlamentar promovida pelo Chega ao Presidente da República, começaram a ouvir-se felicitações a José Pedro Aguiar Branco porque (finalmente?) atrasou ou impediu que se viesse a entrar na maior devassa de que haveria memória em 50 anos. Ventura queria mais faenas, desta feita com WhatApp e tutti quanti – e amanhã o quê? Uma destituição do Chefe do Estado? Um assalto aos computadores do Palácio? A prisão de Nuno Rebelo de Sousa? Foi pena Aguiar Branco não se lembrar de que tinha muito do seu lado para impedir – ou ter acautelado – a menorização do parlamento, a vergonha de alguns parlamentares, a desconfiança sarcástica do povo, o descrédito da política. Vai – agora? – pedir “pareceres” a uma secção da Procuradoria-Geral da República? E porque não um pedir um parecer a si mesmo, legitimado pela sua função e com a autoridade que lhe advém de segunda figura do Estado (e sereno conhecedor de homens e leis). Apesar de já aí estar o verão, as férias, a família reunida, novos projectos… conseguem deprimir-nos. (E já agora… a penosa pantomina da denominada última ceia, na inauguração dos Jogos Olímpicos, foi um bom contributo em deprimência: tão despropositado, tão desinteressante, tão grotesco. Mais patético que “inclusivo”, dificilmente terá convidado à prática da tolerância (e que confusão que aí anda com “tolerância” só para um lado…). Os dias não andam amáveis.

LIVROS      LITERATURA      CULTURA      ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA      POLÍTICA

COMENTÁRIOS (de 22)

Tim do A: Mais uma senhora que abraça a corrupção quando é praticada pelos seus. Digo -lhe que isso é uma moral muito duvidosa. Ademais a corrupção é o principal problema deste país e por isso devemos combatê-la sem tréguas. É isso que Ventura faz. Por isso é tão atacado pelo poder corrupto do PS e do PSD e CDS e seus escribas militantes. P.S. E já que afirma não gostar dos Wokes, que diz do wokismo do seu governo AD? Afinal gosta?               José Manuel Pereira: Pois cá estão os comentadores do Chega a fazer o que mais sabem: ofender; intimidar; ser grosseiros para além do razoável a todos que não lhes seguem a cartilha a gosto... Espantoso (ou talvez não) o Observador impávido perante este continuado e debochado insulto dos comentadores do Chega aos articulistas de quem não gostam... Agora, os articulistas têm de ser sacrificados ao péssimo gosto e insultos dos cheganos? e já agora, todos os outros comentadores também? E os articulistas que não gostam do Chega ou de "coisas" que o Chega faz, têm de aturar esta incivilidade grupal e aparentemente coordenada com paciência, é? Ao melhor estilo do cancelamento e silenciamento que apeteça a estes comentadores? Os outros comentadores também são assinantes, ou os cheganos têm mais direitos especiais de ataque, falta de gosto, falta de civilidade, falta de bom senso... que as restantes pessoas? "Isto" começa a ser um espetáculo degradante que em nada abona ao Observador, é excessivo e particularmente grosseiro neste artigo da Maria João Avilez que muito prezo, como tanta gente neste país, mesmo que possa nem sempre concordar com ela. A única coisa que posso fazer é deixar um pequeno desabafo de sério descontentamento com o facto de ter de aturar sistematicamente aqui a grosseria do Chega, como se fossem donos do país, da razão, da verdade absoluta... e do Observador... e sistematicamente com ameaças e tentativas de cancelamento..             .Pobre Portugal: Os instalados do centrão (que até à extrema esquerda se aliam) têm cá um medo do Chega. Pois, quem deve teme.                   Fernando Cascais > José Manuel Pereira: Olhe caríssimo, eu não sou do Chega e sou do piorio. Desancar em articulistas e outros comentadores há poucos com o meu nível. Linguagem ordinária, tiques de racista, xenófobo, homofóbico e misógino, creio que devo ser o melhor exemplo da caixa de comentários. Bem gostaria que o Observador corresse comigo de vez, mas nada. Por causa de mim muitos assinantes não vão renovar a assinatura como é o caso do Mário Figueiredo, coitado. Desde já desculpas antecipadas da minha parte. Isto vai ficar muito mais pobre sem um leitor da categoria do Marinho. Mas, oh Zé Manel, a maioria dos cheganos que escrevem aqui é boa gente que anda preocupada com a imigração descontrolada e com o Movimento Woke. Apoiam o Trump porque acham que representa a direita, prova, que são inocentes boa rapaziada mas ingénuos. Piores mesmo, tirando eu, são aqueles que se fazem de santinhos e querem um jornal feito à medida. Não gostam da contradição, apoiam Maduro às escondidas e acreditam em aparições de almas com dois mil anos. Quanto a esta articulista nunca gostei muito do seu jornalismo. É um bocadinha, como é que posso dizer, influenciada. Aquando dos debates das legislativas foi convidada a pontuar os debates, e, imaginem, favorecia mais os outros do que o seu PSD, imaginem. O discurso também é muito redondo e os amores saltam entre Mário Soares e Cavaco Silva, o que prova sem dúvida alguma bipolaridade ou pouco à vontade em arranjar inimigos na política. Soares e Cavaco serão sempre antagónicos. Ou gostamos de um ou do outro, isto, politicamente e enquanto governantes.                 Pobre Portugal > José Manuel Pereira: Desculpe, o senhor está a ter alucinações? É que não vejo nenhum comentário a “ofender; intimidar; ser grosseiros”, nem “ameaças e tentativas de cancelamento”. Pode-me indicar, por favor, qual o comentário que tem as características que acabou de enunciar. Não será que é o senhor quem está carregado de ódio por quem pensa diferente da colunista e de si?               Fernando Cascais: Se um tipo seguisse as recomendações de leitura dos colunistas do Observador ficava completamente maluco e teria um verão e umas férias piores do que uma estadia num campo de concentração. Recomendem livros normais para pessoas normais que se leiam entre duas banhocas no atlântico ou na piscina. Custa muito? Aqui em cima da mesa para arrumar que se lê de uma penada (dois dias no máximo com muitos mergulhos à mistura); Os Olhos da Escuridão de Dean Koontz, tão bom ou mesmo melhor do que Stephen King.

Agradecimento


A João Paulo Oliveira e Costa pelo seu texto enriquecedor, excelente trabalho de pesquisa, com a foto dos quadros citados, que revejo no OBSERVADOR. Aos comentadores do assunto, que se aperceberam da questão. À Ana Gomes, que também esclareceu, como sempre faz e segundo aqui se diz.

Entre a Última Ceia e a Festa dos Deuses. O fio da História

Os simpáticos organizadores dos Jogos talvez não soubessem esta pequena história, mas a ignorância não os torna inocentes. Já os comentadores televisivos são, na grande maioria, inocentes ignorantes.

JOÃO PAULO OLIVEIRA E COSTA Professor catedrático do departamento de História da NOVA/FCSH e titular da Cátedra Unesco «O Património Cultural dos Oceanos»

OBSERVADOR, 30 jul. 2024, 00:1517

Na sequência da polémica causada por uma das cenas da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, muitos sabichões, inclusive comentadores das nossas televisões como Ana Gomes, criticaram a reacção dos católicos que se indignaram. Então esses católicos não sabiam que essa cena era uma adaptação de um quadro de um pintor neerlandês sobre o tema “O Festim dos deuses” e que não tinha nada a ver com a “Última Ceia”, de Leonardo da Vinci? Pois bem, fiz uma pequena investigação que agora partilho convosco com as respectivas imagens.

Quadro 1– Leonardo da Vinci pinta o fresco em Milão “A Última Ceia” (1495). Com o passar do tempo esta imagem torna-se um ícone desse episódio estruturador do Cristianismo. De acordo com o Evangelho, a Eucaristia foi instituída por Cristo nesse momento, que os católicos celebram sempre na Quinta Feira Santa.

Quadro 2Rafael, em 1515, usa o mesmo envolvimento para pintar o festim dos deuses, num período em que a obra de Leonardo ainda não tinha ganhado a fama que viria a ter. Estamos no apogeu do Renascimento, no mesmo ambiente intelectual que ainda vai ser usado, por exemplo, por Camões em “Os Lusíadas” e a Igreja está sedenta de reforma.

Mas essa reforma, desencadeada por Lutero a partir de 1517 vai trazer mais do que a reforma das instituições, que quase todos desejavam. Lutero nega a maior parte dos sacramentos, incluindo a Eucaristia e o mistério da consubstanciação.

Certamente por isso, os artistas que continuaram a pintar o “Festim dos deuses”, colocaram-no antes num jardim, separando a tradição greco-romana das novas polémicas suscitadas pela Reforma. A memória da “Última Ceia” ganhou um novo sentido desde então e passou a ser preservada.

Quadro 3– O “Festim dos deuses”, iniciado por Bellini (1436-1516), mas terminado por Ticiano (1490-1576) mostra precisamente essa envolvência.

Quadro 4 – O mesmo se diga de “O Festim dos deuses” pintado por Rubens (1577-1640)…

Quadro 5 – … e do “Festim dos deuses” atribuído a Jan van Balen a Hendrik van Kessel, moradores na católica Antuérpia em meados do século XVII.

Outros temas semelhantes, como o “Triunfo de Baco”, por Velasquez (1629), também foram pintados na envolvência de um jardim. Os nossos simpáticos e inocentes organizadores dos Jogos Olímpicos desconhecem toda esta tradição católica ou pura e simplesmente ignoraram-na. Rubens?  Ticiano? Pfff.

Quadro 6 Entretanto, em 1635, Jan Harmensz van Bijlert, neerlandês calvinista estabelecido em Utrecht, que visitara Itália e se deixou influenciar por Caravaggio, resolveu também pintar o “Festim dos deuses”, mas ao contrário do que faziam os seus colegas católicos de Antuérpia, decidiu repor o “Festim” em torno de uma mesa, ao modo da icónica “Última Ceia”.

Resumindo:

O quadro de Bijlert não é “a” representação original do “Festim dos deuses”, que foi pintada em plena contra-reforma por católicos num outro enquadramento. O quadro de Bijlert, produzido em plena Guerra dos Trinta Anos, quando católicos e protestantes se enfrentavam cruelmente nos campos de batalha e disputavam sem quartel as questões teológicas nos púlpitos e nos livros, tem de ser entendido num enquadramento de afrontamento contra o mundo católico. Bijlert, que viajara por Itália, sabia o que estava a fazer.

Os simpáticos organizadores dos Jogos Olímpicos talvez não soubessem esta pequena História que aqui vos alinhavei, mas a sua ignorância não os torna inocentes. Já os comentadores televisivos são de facto, na sua grande maioria, inocentes ignorantes.

JOGOS OLÍMPICOS       DESPORTO       PINTURA       ARTE      CULTURA

COMENTÁRIOS (de 17)

Antonius Caucasianus: Obrigado pelo pequeno esclarecimento que nos traz, a propósito do quadro de Da Vinci e os outros. O esclarecimento não obsta a que todos aqueles que se sentiram ofendidos, manifestassem o seu desagrado pela ofensa, que esse "quadro" "progressista", onde alguma nata da escória da sociedade actual, nomeadamente esses representantes máximos da ideologia de género, os degenerados Lgbtqi+xyz, têm papel de relevo (aplaudidos pelas esquerdas!?). Estes, fazem ali a sua gloriosa actuação, assumindo esse mesmo papel de degeneração, com o habitual circo colorido e a sensação de deboche, em transe! Uma espécie de "La grande boufe"! Só que neste "quadro", são apenas panascas! Alinham também, na moda do "inclusivo", pois vemos "bichas" de todas as cores: brancos, pretos, amarelos... alinham todos no mesmo comboio…Quanto à "comentadora" mais populista de esquerda, Ana Gomes, não podia deixar de criticar os que se sentiram achincalhados pelo reles teatro "progressista" (é o seu entendimento de Liberdade!) pois, ela mesmo, assume-se como socialista e "progressista", portanto do lado daquele arco-íris de debochados, mais dignos de uma cena do “Inferno de Dante” do que de uma “última Ceia” de Da Vinci! Desde que seja "progressista" é bom e as ovelhas não podem discordar! Sabemos todos que há outros "progressismos" socialistas que estão a levar as sociedades europeias à decadência, tanto moral, como cultural e social. Estes são os verdadeiros assassinos de democracias! E da Europa! Basta pôr os olhos no socialismo de Maduro na Venezuela! Ana Gomes, não teve a coragem de criticar abertamente, pois estava entalada com o seu colega socialista! Desculpou-se, ontem, dizendo que ela era também socialista, mas que Maduro não era um “verdadeiro socialista”! Não era conveniente! É para rir! Maduro é o verdadeiro socialista, pois pôs em prática o que os manuais socialistas ordenam: tomada do poder por todos os meios, ditadura, mentira, pobreza e igualdade na mesma! Ana Gomes é a falsa socialista "democrática", pois vive encapotada, beneficiando de um socialismo, ainda que limitado por uma “democracia” liberal, em que um parco capitalismo lhe vai oferecendo uma boa vida burguesa, à espreita que se repita um novo Prec, para assim assumir as roupas de revolucionária socialista e partir, com os correligionários, ao ataque definitivo do país, como Maduro!          António Fernandes: Se fosse algo a brincar com os fanáticos maometanos, tínhamos a aninhas de dentes afiado contra a le pen... por aí vai....              bento guerra: Uma boa explicação ,como seria de esperar deste autor. Acredito que a blasfêmia com a "Última Ceia" não estivesse no espírito dos organizadores, mas no meio daquela salganhada e com "drag queens" à mistura alguém compôs o quadro. Depois da bronca, foram à pressa encontrar a "Festa dos Deuses" ,que não é semelhante ao que vimos                 Miguel Bergano: Seja lá em que foi inspirado, aquilo que se viu foi uma coisa nojenta, vómito total.         Alcides Longras: Obrigado por esta resenha. Mas discordo da conclusão. Acho que sabiam perfeitamente o que estavam a fazer e a escolher a "inspiração" perfeita! Para atingirem os seus objectivos reais, tendo sempre uma justificação tão soberba e pretensiosa quanto a casta que a inventou                 Manuel Lisboa: Muito interessante a exposição de João Paulo Oliveira. Há beleza em todas reproduções dos quadros apresentados como exemplo mesmo naquele do calvinista neerlandês. No entanto, existe apenas fealdade, vulgaridade, mau gosto na paródia a evocar um quadro pouco representativo e quase desconhecido, durante a cerimónia (fraca - claro, as imagens de Paris, mesmo à chuva são sempre magníficas, não havendo dúvidas que a capital francesa continua a valer pelo menos uma Missa) de abertura dos jogos olímpicos. Com tanta beleza por toda a França e, especialmente, em Paris não é de facto inocente a escolha da pintura e a forma da sua evocação. Evidentemente, até o pintor neerlandês se arrepiaria e revoltaria perante o tipo de personagens escolhidas para lembrar o seu trabalho. É obtusa a escolha do estapafúrdio e do iconoclasta para chocar por ocasião de um momento, que se pretendia de festa e universalidade.        Maria Augusta Martins: Na minha terra aquilo seria chamado " Ceia das Badalhocas"! A Ana Gomes é uma delas e deve estar apenada por lhe não terem reservado um lugar nem que fosse a "apresentar toalhas" para as damas de pés de cabra enxugarem os humores e os vómitos. Na próxima ceia podemos contar com ela!           Paulo Almeida: Muito bom, a Ana Gomes é um troll ignorante comuna autoritária           Francisco Almeida: Obrigado pela publicação. Apenas anoto que Ana Gomes tem pouco de ignorante e nada de inocente.

 

TEXTOS de Luis Soares de Oliveira

 

E seus amigos. O prazer de leituras que nos libertam do massacre dos desmandos actuais, reflexões, todavia, que nos ajudam a compreender a História e a Vida e a rever leituras de tempos mais moços.

I De LUÍS SOARES DE OLIVEIRA:

4 d

Lido:-"Álvaro Cunhal. retrato pessoal e íntimo", por Adelino Cunha, 638 páginas. Bem documentado, imparcial mas não explica o absurdo cunhalista. Enquanto Mário Soares seguindo trilha convergente obteve tudo quanto desejava - e não era pouco - Cunhal só conseguiu a legalização do partido e, por fim, uma rica carteira imobiliária que converteu o partido comunista numa agremiação capitalista.

AC Seria muito inteligente mas não compreendeu que extinta a pide, ninguém mais queria substituir um autoritarismo de direita por outro de esquerda. "Poder aos proletários" era um slogan eslavo de 1917. Nem Estaline quis tal coisa. e tinha uma certa lógica: ele quis Estaline no poder e estalinismo no poder só pela violência.

O que lhe faltou a AC foi aquilo que fez grandeza de Park chung hee, ou seja o sentido do crescimento económico. Faltou também o reconhecimento daquilo que foi conquista humana do século ,ou seja o afastamento gradual de violência na política.

II

há 6 anos

Luis Soares de Oliveira

29 de julho de 2018

COLÉGIOS INTERNOS

O que cada um mais rapidamente aprende nos grandes colégios em regime de internato é a esconder e disfarçar a sua própria individualidade. Alguns conseguem-no pelo afastamento e pelo silêncio; a grande maioria porém prefere representar o papel ali apreciado. E assim ficam, tanto uns como outros, para o resto das suas vidas.

Luis Soares de Oliveira: Simplificando: individualidade é o que nos faz diferentes; colectivo o que nos faz iguais, o que nos faz pertencer. Churchill entendia que o homem é individualista para certos fins e colectivista para outros. Já o filósofo Henri Frederick Amiel confessou "Fiz desaparecer a minha individualidade para nada ter que defender; afundei-me no incógnito para não ter qualquer responsabilidade; foi no zero que procurei a minha liberdade."

Carlos Abrunhosa: ... perfeitamente de acordo! Neste aqui representado, aos 10 anos na primeira semana de aulas fui “obrigado” a planear a minha individualidade enquanto ali permanecesse... mal sabia que foi para o resto da vida.

José Correia Guedes: No norte havia uma espécie de casa de reclusão a que chamavam as "Caldinhas" (Instituto Nun´Álvares, em Santo Tirso) que nos era apresentada como uma ameaça: "Ou estudas ou vais parar às Caldinhas!". Eu escapei mas dos meus amigos que por lá passaram n… não conheci um único que tivesse melhorado.

Gabriel Henriques: Esses resultados podem acontecer em qualquer lado. Alguém ganhou um preconceito contra colégios internos...😊

Terrífico


Como lição de todo o sempre. Para sempre, também. Por isso, temos o fado, como canção imorredoira.

Os turistas um dia ficam fartos?

As populações locais começam a revoltar-se contra o turismo. Se queremos ter turismo, o caminho mais racional é gerir a procura, para ela não desaparecer.

HELENA GARRIDO Colunista

OBSERVADOR, 30 jul. 2024, 06:1663

O ocidental entrou na barbearia e, nesse exacto momento, o dono obrigou o local, que estava sentado a cortar o cabelo, a sair da cadeira. O cliente que acabava de entrar prometia um preço mais alto e muito provavelmente uma boa gorjeta. É uma história real que de forma quase caricatural nos dá uma imagem de detalhes do quotidiano que sofrem com o turismo. Multipliquemos este efeito pelas várias vertentes da vida, afectadas pelo número absurdamente elevado de turistas em alguns locais. E assim percebemos porque é que o turismo de massas começa a ser rejeitado, em alguns casos de forma violenta, em Barcelona, nas ilhas Baleares, em Amesterdão, em Quioto ou até em Sintra.

No domingo dia 21 de Julho, cerca de 50 mil pessoas, de acordo com a  CNN, manifestaram-se na ilha de Maiorca pedindo um modelo diferente de turismo. Em Barcelona, os turistas são atingidos com pistolas de água. Amesterdão tem uma campanha dirigida a quem tem entre 18 e 35 anos, nomeadamente ingleses, avisando que se forem para a cidade criar conflitos serão multados e presos e, por isso, avisam “stay away”. Sintra tem um movimento o QSintra apelando a turismo de qualidade e não em quantidade. Em Quioto, no Japão, há ruas no bairro das gueixas com o acesso condicionado a turistas por sucessivos comportamentos que não respeitam as regras básicas. Também no Japão, a cidade de Fujikawaguchiko resolveu colocar barreiras e uma cortina para bloquear a vista para o monte Fuji, depois de ter tentado tudo para moderar os turistas – e a iniciativa foi tomada apesar da dependência que a localidade tem do turismo. E na Suiça, o acesso ao lago Riffelsee, em Zermat, está agora condicionado para proteger a flora local. São apenas alguns exemplos.

Além do turismo de massas, que tem o seu efeito mais significativo através dos grandes barcos de cruzeiro, o mundo enfrenta um novo turismo com efeitos igualmente nefastos, os “instagramers” em busca da fotografia perfeita, sem olharem aos danos que podem causar. Somam-se ainda, ao turismo, as políticas de atracção dos designados nómadas digitais, jovens adultos bem pagos com impactos muito semelhantes nas comunidades locais, designadamente no que diz respeito ao custo de vida e ao preço das casas.

As políticas públicas têm estado em geral indiferentes às consequências do turismo em excesso na vida da população, só começando agora a reagir em alguns países, mas não em Portugal – onde este Governo até recuou no Alojamento Local. E as consequências no país são já bastante visíveis, não se limitando aos temas mais graves, como a habitação, ou que provocam uma degradação da qualidade de vida em geral dos locais, como acontece em Sintra onde quem lá vive se sente no meio de um parque temático. Há outros efeitos menos visíveis, como nos transportes públicos. Tente-se, por exemplo, apanhar um autocarro, pela manhã, do Cais do Sodré em direcção a Belém para se perceber como o turismo, sem um ajustamento adequado da oferta, tem impacto na vida de quem quer ir para o trabalho e anda de transportes públicos.

A razão pela qual os governos têm desvalorizado os efeitos do turismo na vida dos locais pode ser encontrada na necessidade que os políticos têm de obter resultados no curto prazo, desvalorizando os efeitos negativos a médio e longo prazo. Vale a pena ler Ricardo Pais Mamede no Público sobre os efeitos estruturais do turismo e a razão pela qual os governos lhes fecham os olhos. A irracionalidade é tal, ou o poder do sector, que das 60 medidas do programa Acelerar a Economia, 17 são dirigidas ao Turismo quando manifestamente não precisa de ser dinamizado.

A reacção das populações, como aquelas a que se começa a assistir em Espanha e mesmo por aqui em Sintra, é a via para que os governos e os poderes locais comecem a levar mais a sério os efeitos que o excesso de turismo está a ter. Vendo-se perante a possibilidade de perder votos, na sequência de o excesso de turismo que, como têm dito os seus críticos em Espanha, beneficia alguns e prejudica a maioria, tornando a vida dos locais impossível, a classe política vai começar a reagir.

E o que se pode fazer? Há várias medidas que passam ou por actuar na quantidade ou no preço. Ricardo Reis, no Expresso, destaca fundamentalmente medidas do lado dos preços. Na prática é internalizar, através de taxas, por exemplo, os custos económicos que o turismo está a gerar. Ou seja, o preço que estão a pagar para visitar, por exemplo, Sintra, é inferior ao custo total da sua presença. Em alguns casos, no entanto, vale a pena pensar em limites quantitativos, designadamente quando se trata de destinos como ilhas. Por exemplo, Fernando Noronha, no Brasil, tem um limite de 132 mil pessoas por ano e 11 mil pessoas por mês. Também a subida ao Monte Fuji, no Japão, passou a ter limites mais apertados e preços mais elevados.

Outras medidas, como limitar a oferta de alojamento não podem igualmente ser colocadas de parte. A quantidade de hotéis na baixa de Lisboa, além de descaracterizar a cidade, tornando-a também por isso menos interessante para os turistas, significa igualmente menos casas para os locais. O mesmo se passa com o alojamento local, que tem de ter obviamente limites, levando aqui em consideração o facto de se estar a actuar sobre micro-empresas – a intervenção tem de ser planeada para não colocar em risco o rendimento de uma família.

Tem ainda de se actuar sobre o tipo de turismo com maiores impactos negativos: os cruzeiros. Além do efeito ambiental, o retorno que dão aos locais que visitam é muito baixo já que são em geral pacotes de tudo pago dentro do navio. Neste caso a via mais eficaz é a do preço, elevando as taxas de entrada nos portos.

Ninguém quer obviamente acabar com o turismo, mas a dimensão que assumiu exige mais regulação, adequando nomeadamente o preço ao seu custo económico e social. Um turista gera receita nos restaurantes, nos hotéis e nos museus. Mas gera um custo não contabilizado associado às infraestruturas do país que utiliza, algumas das quais são indivisíveis – se eles as usam os locais não as podem utilizar -, o que acontece nos transportes mas também na habitação.

Os governos, o português e todos aqueles que enfrentam a pressão do turismo de massas, terão de lidar, mais cedo ou mais tarde, com este problema por via da revolta das populações. A próxima fase pode prejudicar o próprio sector, afastando os turistas. Vale mais gerir a procura do que de repente ficarmos sem ela. Porque os turistas também podem ficar fartos de irem a sítios onde só há turistas e onde começam a ser maltratados.

TURISMO       SOCIEDADE

COMENTÁRIOS (de 63)

Tim do A: O turismo, a aposta do centrão, é errada como aposta única. Pois o turismo é uma indústria de baixo valor acrescentado, de baixa produtividade e de salários mínimos, transformado os portugueses numa população ainda mais pobre e servil. A falta de estratégia dos nossos governantes da AD e do PS é perdedora relativamente aos países de leste que nos ultrapassam. Assim vamos mesmo ficar os mais pobres da Europa. Mas deve ser isso que serve os interesses do lobbie da maçonaria.                Rui Lima: Recentemente ouvi o Director de pesquisa e estudos da Natixis e administrador da Total falar de Portugal , do país que desistiu de ir mais longe na produtividade, aposta no baixo valor de tudo o que tem pouco valor acrescentado, turismo e agricultura que nunca darão salários decentes, não é com estas actividades que irão pagar a reforma e saúde nossa e dos imigrantes que também vão ficar velhos e doentes. Dizer que, importando estrangeiros para actividades pouco produtivas, vão resolver o problema da segurança social é o maior disparate e erro da história de Portugal. A Holanda recebe estrangeiros hiper diplomados para trabalhar na empresa mais importante do mundo e a mais valiosa da Europa a ASML, o que estamos a fazer vai agravar os equilíbrios da segurança social daqui a um anos, mas os actuais políticos nunca pensam no futuro. Lamento que ninguém faça contas a taxa de reposição é maior nos baixos salários, baixos salários dão pouco Irs, 80% do custo da saúde é 24 meses antes de morrer e o custa é o mesmo para quem descontou muito ou nada , ou seja um estado social não é possível nestas condições. Para dar uma ideia, a LVMH contribuiu mais para o PIB francês que toda a Agricultura, e a França é um país agrícola, é esta empresa que paga a reforma e a saúde dos franceses com os muitos milhares de milhões que paga, de impostos , nenhum país com turismo e agricultura paga o estado social.                     João Floriano: Parece que o Algarve está a voltar ao antigo hábito de servir preferencialmente o turista estrangeiro e deixar a secar o turista nacional. Aconteceu-me em vários restaurantes, ficar sentado à espera que o meu almoço ou jantar chegasse à mesa, enquanto outros eram servidos primeiro porque eram estrangeiros. Depois passou-se por um período de carência e o turista nacional passou a receber mais atenção. Agora voltamos ao mesmo, com duas agravantes: a violência e o turismo das mochilas. Os turistas das mochilas, também já fui um deles, não vão a restaurantes mas sentam-se num banco de jardim a comer a sandes que compararam no supermercado da esquina. Não pagam hotéis caros, mas hotéis onde dormem em camaratas com beliches, correndo uma série de perigos porque não se sabe se quem ressona na tarimba ao lado é um maluco com surtos psicóticos e uma preferência por facas, muito em voga hoje em dia. Os nómadas digitais não são melhores. Temos em mãos o caso misterioso da morte do jovem alemão da carrinha carbonizada. Contudo tenho reservas quanto a classificar o AL como um vilão. Na proposta apresentada por Marina Gonçalves, o AL era o mau da fita, um dos grandes culpados da falta de casas para alugar. Felizmente Marina Gonçalves é hoje uma simples deputada a bater palmas ao presente líder do PS e também à futura líder, já que Alexandra Leitão está bem posicionada na calha da sucessão. Para além do turismo dos pelintras há a bolha dos turistas com capacidade económica. Encontramo-los nos campos de golfe do Algarve (muitos reduzem Portugal apenas ao Algarve e nunca saíram da sua bolha de hotéis de cinco estrelas.) São os que pagam 50 euros por uma eiro. Por garrafa de Gatão ou Casal Garcia e acham barato. O outro local onde os podemos encontrar é o Douro vinhat enquanto ainda não dá para ficarem fartos, mas sendo os destinos turísticos uma questão de moda, lá chegará o dia em que Portugal deixará de estar na moda, apesar de ser um destino barato. A articulista fala do impacto dos cruzeiros e concordo que Lisboa devia estudar esse impacto e como tirar proveito dos milhares de turistas que chegam de manhã ao terminal de Santa Apolónia e partem às cinco da tarde. Tendo em consideração as verdadeiras cidades flutuantes que cada vez são maiores e o facto de Lisboa ser porta de entrada e saída para vários destinos de cruzeiros devido à sua posição estratégica, é um tipo de turismo e turista que a CML e o governo deviam estudar com muita atenção.          Manuel Pinheiro: Bom artigo que valoriza (não diaboliza ) o turismo mas o enquadra numa necessidade de sustentabilidade social e económica. Sendo o turismo uma actividade essencial ao país, deve ser tratado de forma positiva e responsável e não como uma corrida de sprint nem como a fonte de todos os males.              João Floriano > Rui Lima: Caro Rui, de estranho não tem absolutamente nada. Antes de março a freguesia de Santa Maria Maior era um exemplo de inclusividade e multiculturalismo, onde todos se davam bem. Agora que o governo é PSD, apareceram as queixas e ontem a PSP deteve vários indivíduos, resta saber se não serão apenas arraia-miúda e se dentro de semanas não estará tudo na mesma. Faz parte da estratégia de desculpabilização e não reconhecimento das culpas próprias por parte do PS, que entre 2016 (vamos esquecer os últimos meses de 2015) e 2024 destruiu Portugal coadjuvado pela extrema esquerda.                Tutto Gama: E vai daí, vamos construir um aeroporto para meter cá o dobro ou o triplo dos turistas que já cá temos...               Joaquim Rodrigues: Numa excelente entrevista dada ao Observador, o professor de Economia em Nova Iorque, Luís Cabral, referiu não perceber o interesse estratégico de o Estado manter a propriedade da TAP, afirmando: “É um imposto pago pelo português médio que beneficia portugueses de classes de rendimentos mais elevados”. O problema é que, atrás da TAP pública subsidiada pelos contribuintes, vem um “megalómano-Hub” subsidiado pelos contribuintes, atrás de um megalómano Hub vem Alcochete pago pelos contribuintes, atrás de Alcochete vem uma terceira travessia do Tejo Chelas-Barreiro, paga pelos contribuintes, atrás de uma terceira travessia do Tejo vem um TGV com uma estação ferroviária a 60Kms de Lisboa para tramar os milhões de utilizadores nacionais da ferrovia, e atrás de tudo isso vem o “turismo rasca” que vai atrasar o desenvolvimento de Portugal por mais quatro décadas. Numa avaliação sumária, que qualquer um de nós pode confirmar com meia dúzia de contas, contabilizando apenas custos directos de investimento inicial e custos de operação/exploração, a opção Alcochete (Canha) implicará, em relação à opção (Portela+Alverca), um custo adicional para os utilizadores da ferrovia e aeroporto, mas principalmente para os contribuintes, da ordem dos 2 mil milhões de euros, por ano, durante os próximos 40 anos. Não contabilizamos aqui os custos económicos da perda de competitividade da Cidade de Lisboa, a nível internacional, “para o turismo de qualidade”, por causa da localização do seu aeroporto a 60 Kms, ou da perda de competitividade da ferrovia, em relação à rodovia, nas ligações Lisboa-Porto, Lisboa-Aveiro, Lisboa-Coimbra e Lisboa-Leiria. Tal como não contabilizamos também os "custos ambientais" de aumentar em cerca de 3 mil milhões de (passageiros x Km) por ano, os trajectos ferroviários Lisboa-Porto e os trajectos rodo-ferroviários Aeroporto (Canha)-Lisboa, bem como os custos Sociais, urbanísticos e no Ordenamento do Território de deslocar uma comunidade de mais de 20 mil trabalhadores aeroportuários para Canha. Tal como aconteceu em Barajas a solução é obvia e entra pelos olhos dentro: construção de uma segunda pista do Aeroporto da Portela em Alverca, distando, uma da outra, menos de 10 minutos, em veículo próprio. A Terceira Travessia do Tejo em Alverca custa 5% do custo da Chelas-Barreiro. O País pouparia “12 mil milhões de euros” de investimento inicial e pouparia e cerca de (2 mil milhões/ano) se considerarmos os custos de “investimento, operação e exploração” do aeroporto e da ferrovia, ao longo do seu tempo de vida útil. Por cada “PPP” (Parceria Público Privada) que o Estado contratualize na área das “Infraestruturas Públicas de Transportes”, a ser seguido o modelo das SCUTs, é mais um “fardo” que o País (todos nós) carrega às costas na corrida pela competitividade económica em tempos de “globalização”. Se quanto às SCUTs já nada podemos fazer, quanto ao Aeroporto e à Ferrovia ainda vamos a tempo de corrigir os “crimes económicos” que estão a ser cometidos, Sr. Pinto Luz. Se, no caso das SCUTs, o maior “crime” consistiu no desperdício de Fundos Comunitários, ao terem construído autoestradas no sítio onde o Plano Rodoviário Nacional previa que se construíssem vias com “perfil tipo” de IP, que custavam em média 10 vezes menos por Km, na ferrovia, o maior “crime” que está a ser cometido é o desperdício de milhões de Fundos Comunitários, neste caso, por não cumprirmos as “Orientações Técnicas” e o “Plano da Rede Ferroviária Transeuropeia” aprovado por todos os Países da EU incluindo Portugal, construindo as novas vias ferroviárias em "Bitola Tuga" em vez de as construir em "Bitola Europeia". No caso do Aeroporto, “o crime” não está no desperdício de Fundos Comunitários porque, por razões de concorrência, a União Europeia não pode financiar Aeroportos. Neste caso o “crime” está no incumprimento do contrato que o Estado Português celebrou com a VINCI e, cuja quebra, implicará, para além de uma indemnização à empresa, a sua desobrigação contratual de aumentar a capacidade aeroportuária a custo zero. Em contrapartida a construção do Aeroporto em Alcochete implicará um custo adicional para os contribuintes e utilizadores do aeroporto e ferrovia que se estima da ordem dos “2mil milhões de euros/ano” para todo o sempre. Não tarda nada teremos também a VINCI, a trabalhar na sombra, para que avance a construção de Alcochete. O outro “crime económico” que tem sido cometido está no “modelo de negócio” consagrado na generalidade dos contratos das PPPs de “Infraestruturas de Transportes” em Portugal. As “Rendas” a pagar aos “Consórcios Privados” das PPP, são calculadas, não em função do tráfego de passageiros/veículos que efectivamente usam essas infraestruturas, mas em função dos passageiros/veículos que as “podiam” utilizar, mesmo que ninguém as use. É um convite aos “Elefantes Brancos”, (tipo SCUTs), adquiridos a peso de ouro e sustentados, a pão de ló, pelos contribuintes. Os “Consórcios Privados”, nessas parcerias, não correm qualquer risco. Os empréstimos bancários que são obrigados a contrair (em complemento dos diminutos financiamentos comunitários a que o Estado português consegue aceder) vão, também eles, ser pagos pelos contribuintes, ao longo de décadas, com taxas de juro bem generosas. E têm essas “rendas sempre garantidas pelos contribuintes” mesmo que as ditas infraestruturas tenham uma “procura” diminuta ou, no limite, não tenham “procura” nenhuma. Para além do desperdício inexplicável e inaceitável dos Fundos Comunitários é aí que está a perversão das PPPs das Infraestruturas de Transportes "à portuguesa". Já não há Engenheiros, Ambientalistas, Economistas, Geógrafos e Urbanistas com “coluna” em Portugal? Cara Helena Garrido: qualquer dia, metade do Orçamento de Estado está à partida comprometido para as PPPs, (para a economia rentista) não deixando qualquer margem para diferentes "Opções de Governação".                  Pedro Lucas: 9% do PIB. É a economia, est***** ?  Esta semana saiu uma noticia sobre a Universidade do Minho. Empresas do ramo (4% do PIB, 40K trabalhadores) juntaram-se para pagar propinas a alunos de Eng. de Polímeros, oferecem estágios, pagam despesas, 100% empregabilidade, porque não há mão de obra qualificada, importamos gente para guiar ubers, tuktuks e limpar o r*** a turistas, o nosso conceito de desenvolvimento. Façam a fineza de ir até à Sé de Lisboa ou ao Miradouro da Sra do Monte a ver se não se fartam de turistas em 5 minutos. Infelizmente o povo é sereno. Cá, claro.                    António Soares > Pedro Pereira: Setúbal foi um distrito onde estavam algumas das indústrias mais importantes do país, (Lisnave, CUF, Setenave, Siderurgia Nacional, etc). Indústrias que o PREC reduziu a escombros, com as nacionalizações.                 Pedro Pereira: Todos querem Sol na eira e chuva no nabal, mas esquecem-se como eram os centros e as cidade 12 anos atrás, vazias e degradadas! Nunca tivemos verdadeira Indústria, a não ser no Norte do País que sempre foi maltratada. Preferia um País Industrializado com forte desenvolvimento em TIs mas é o que temos, devido a estes políticos Poucochinhos!          José B Dias: Verifiquei que os custos fiscais, de compensações urbanísticas e da burocracia/compadrio das aprovações de projectos têm pouca influência no custo das habitações em Lisboa ... Constatei também que os cruzeiros têm muito impacto ambiental - imagino que muito superior aos dos aviões que seriam necessários para transportar o mesmo número de pessoas - e que os turistas de cruzeiro quando visitam, por exemplo, Sintra ou Cascais levam o farnel de bordo ... E dei nota de haver quem não recorde já o deserto assustador de fachadas sujas e janelas entaipadas que a Baixa de Lisboa era depois do pôr do Sol há uns anitos atrás ...          Ana Maria Caldeira: «… »o país não é só Lisboa e o turismo pode ser a salvação para muitas aldeias. Há que redireccionar os recursos de marketing e apoios para os territórios de baixa densidade

terça-feira, 30 de julho de 2024

A mania das acusações


Jogos Olímpicos não são com ele, por isso ele não sabotou. Ele é mais mísseis e o nuclear.

Em directo/ Estados Unidos aprovam nova ajuda de 1.4 mil milhões de euros à Ucrânia

Zelensky afirmou que a Rússia está a concentrar as operações em direcção a Pokrovsk, tornando os combates em Donetsk “extremamente difíceis”, mas que a Ucrânia "tem força para atingir os objectivos".

CAROLINA SOBRAL Texto

OBSERVADOR, 30/7/24

Actualizado Há 11h

AFP via Getty Images

Momentos-chave

Há 11hEstados Unidos aprovam nova ajuda de 1.4 mil milhões de euros à Ucrânia

Há 14hMeloni discutiu invasão russa com Xi Jinping

Há 16hZelensky visita linha da frente em Kharkiv

Há 16hAlemanha diz que não se vai deixar intimidar com as ameaças nucleares de Putin

Há 18hDois mortos e 140 feridos em acidente de comboio na Rússia

Há 19h"Fakenews": Rússia nega qualquer envolvimento em actos de sabotagem dos Jogos Olímpicos

Há 20hComboio descarrila na região russa de Volgograd e faz entre 20 e 100 feridos

Há 20hDeputado japonês de visita a Rússia depois de visita de 2023 o ter levado a abandonar partido

Há 20hMinistro japonês já chegou a Kiev

Há 21hOnze feridos, incluindo três crianças, em ataque russo na região de Kherson

Há 21hCombates em Donetsk são “extremamente difíceis”, mas a Ucrânia tem “força para atingir os seus objetivos”, diz Zelensky

Actualizações em direto

Há 11h20:24 Madalena Moreira

Estados Unidos aprovam nova ajuda de 1.4 mil milhões de euros à Ucrânia

O Departamento de Defesa norte-americano anunciou hoje um novo pacote de ajuda a Kiev, para “necessidades críticas de defesa e segurança”. Este será o vigésimo pacote que os Estados Unidos entregam, no âmbito da Iniciativa de Assistência de Segurança à Ucrânia, no valor de 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1.4 mil milhões de euros). É ainda a 62ª remessa de equipamento do arsenal norte-americano, que inclui interceptores de defesa-aérea, munições para sistemas de rockets e armas anti-tanques.

O Presidente ucraniano já agradeceu “ao Presidente Joe Biden, ao Congresso, aos dois partidos e a todo povo americano” pela ajuda. “Hoje, em Khakiv, testemunhei em primeira mão como esta ajuda nos permite salvar vidas e proteger as pessoas dos ataques russos. Mais importante, esta assistência mostra a força e liderança da América face à agressão e ao terror. Quão mais forte for esta liderança, mais estável é o mundo”, escreveu Zelensky na sua conta do X.

Há 13h17:56

Rússia afirma que tomou controlo de aldeia em Donetsk

O Ministério da Defesa russo afirmou que as forças russas tomaram o controlo da aldeia de Vovche, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, depois de terem expulsado as forças ucranianas, citou o The Guardian.

Há 14h17:42 Carolina Sobral

Meloni discutiu invasão russa com Xi Jinping

A Primeira-Ministra italiana, Giorgia Meloni, discutiu com o Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, durante a sua visita a Pequim, a guerra na Ucrânia e a situação no Médio Oriente.

Segundo a Ukrinform, os líderes “abordaram questões prioritárias da agenda internacional, desde a guerra na Ucrânia até aos riscos de uma nova escalada da situação no Médio Oriente”.

Há 16h15:00 Carolina Sobral

Zelensky visita linha da frente em Kharkiv

O Presidente ucraniano anunciou que chegou à zona de Vovchansk, na região nordeste de Kharkiv, onde as forças russas têm tentado avançar desde maio.

“Hoje tive a honra de estar presente para parabenizar os nossos guerreiros das Forças Especiais pelo seu dia profissional e para lhes entregar prémios estatais. Estou grato pela vossa bravura e pelas operações heróicas atrás das linhas inimigas, bem como durante a defesa e desocupação das nossas cidades e aldeias”, escreveu Volodymyr Zelensky numa publicação no X.

Há 16h14:54 Carolina Sobral 

Alemanha diz que não se vai deixar intimidar com as ameaças nucleares de Putin

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, Sebastian Fischer, afirmou que a Alemanha não se vai deixar intimidar pelas declarações de ontem de Vladimir Putin de relançar a produção de armas nucleares de longo alcance se os EUA confirmarem a sua intenção de estacionar mísseis na Europa, avançou o The Guardian.

Vladimir Putin avisou este domingo que os planos dos Estados Unidos para estacionar mísseis mais sofisticados na Europa fazem lembrar os tempos da Guerra Fria e não ficará sem resposta da parte da Rússia.

“O tempo de voo desses mísseis, que no futuro podem ser equipados com ogivas nucleares, para alvos no nosso território será de cerca de dez minutos”, disse Putin. “Vamos tomar medidas em espelho para mobilizar, tendo em conta as acções dos EUA, dos seus satélites na Europa e noutras regiões do mundo.”

“Não nos deixaremos intimidar por tais declarações”, disse Sebastian Fischer numa conferência de imprensa governamental na segunda-feira, quando questionado sobre os comentários do Presidente russo.

Há 18h13:28 Carolina Sobral

Dois mortos e 140 feridos em acidente de comboio na Rússia

Pelo menos duas pessoas morreram e 140 ficaram feridas depois de um comboio ter descarrilado na região russa de Volgograd, avançou a Tass, com o número de mortos a ser avançado pelo jornal online russo Mash.

Dos 140 feridos, 16 foram hospitalizados, incluindo uma criança, e todas se encontram estáveis. No comboio seguiam 812 pessoas.

Há 19h12:04

"Fakenews": Rússia nega qualquer envolvimento em actos de sabotagem dos Jogos Olímpicos

O Kremlin diz que não tem nada a ver com os actos de sabotagem às linhas ferroviárias de Paris, no dia da abertura nos Jogos Olímpicos, na sexta-feira, acusando a imprensa ocidental de difundirem “fakenews”.

Os meios de comunicação ocidentais “não se detêm perante nada para acusar literalmente a Rússia de tudo o que corre mal no mundo”, respondeu Dmitry Peskov quando hoje os jornalistas o interpelaram sobre o assunto.

É “mais uma notícia falsa e mais uma porção de acusações sem fundamento”, acusou o porta-voz do Kremlin, citado pela agência de notícias russa TASS.

Há 20h11:49

Comboio descarrila na região russa de Volgograd e faz entre 20 e 100 feridos

Entre 20 e 100 pessoas ficaram feridas depois de um comboio, que fazia a ligação entre Kazan e Adler, ter descarrilado na região russa de Volgograd, avançou a Ria Novosti, com a Nexta a dar conta do número de feridos.

“Seis carruagens estão tombadas. Três equipas de ambulâncias estão a trabalhar”, disse a agência.

Segundo a Nexta, o comboio descarrilou depois de ter colidido com um camião.

Há 20h11:42

Deputado japonês de visita a Rússia depois de visita de 2023 o ter levado a abandonar partido

O deputado japonês da Câmara Alta, Muneo Suzuki, chegou a Moscovo no sábado, 27 de julho, para uma visita oficial. No programa, estão reuniões com o representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo e da Agência Federal das Pescas da Rússia, avançou a  A visita de Muneo Suzuki termina no final do mês de julho.

Esta é a segunda visita do deputado japonês à Rússia desde da guerra na Ucrânia. Em outubro do ano passado, a sua primeira viagem causou indignação, uma vez que, desde o início da guerra, o Japão aconselha todos os cidadãos a não viajarem para o país liderado por Vladimir Putin. Em consequência, o deputado pró-russo viu-se obrigado abandonar o partido populista Japan Innovation Party, ao qual pertencia, após críticas por apoio à Rússia.

A decisão surgiu após o governo japonês ter dito que “não tinha sido informado pelo senhor Suzuki da sua visita à Rússia”, onde este se reuniu com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrei Rudenko.

Há 20h11:01

Ministro japonês já chegou a Kiev

O ministro japonês da Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, Masahito Moriyama, chegou esta manhã a Kiev. Na capital ucraniana, vai discutir projectos conjuntos e oportunidades para uma maior cooperação “nas esferas cultural e educacional”, avançou a embaixada japonesa na Ucrânia numa pulicação no Facebook.

A visita de Moriyama ocorre um mês depois de a Ucrânia e o Japão terem assinado um acordo de segurança de 10 anos, à margem da cimeira do G7, que tem como principais objectivos a assistência à defesa, a ajuda humanitária e a cooperação técnica e financeira.

Há 21h10:46

Onze feridos, incluindo três crianças, em ataque russo na região de Kherson

Onze pessoas ficaram feridas, incluindo três crianças, na sequência de ataque russos na região de Kherson no domingo, avançou o governador regional Oleksandr Prokudin.

NoTelegram, escreveu que os alvos das forças russas foram “instalações de infra-estruturas críticas”, um parque infantil e bairros residenciais de áreas povoadas da região, acrescentando que armazéns, garagens e carros particulares também ficaram danificados.

Há 21h10:38

Combates em Donetsk são “extremamente difíceis”, mas a Ucrânia tem “força para atingir os seus objetivos”, diz Zelensky

O Presidente ucraniano afirmou que os combates na região de Donetsk são “extremamente difíceis”, com as forças russas a continuar a concentrar a maior parte das suas operações em direcção a Pokrovsk, mas que, apesar da situação tensa, a Ucrânia tem “força para atingir os seus objectivos”.

Na sua mensagem diária, Volodymyr Zelensky avançou que a Rússia está a efectuar os seus mais pesados ataques perto daquela cidade, com uma maior concentração registada em torno das aldeias de Zhelanne e Novooleksandrivka.

Por sua vez, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia afirmou que os combates na frente de Pokrovsk eram os mais fortes em todo o leste da Ucrânia, acrescentando que as forças ucranianas tinham combatido 52 ataques russos nas últimas 24 horas.

Há 21h10:31

Carolina Sobral 

Bom dia,

Iniciamos aqui um novo dia de cobertura jornalística da guerra na Ucrânia. Pode ver o que se passou ontem