Ela gostaria também de dar o seu contributo, como os mais, Mediterrâneo em
fora, coisa digna de se ver. Mal seria não se amparar, mesmo em festa, julgo,
que esta serve para alternar com os momentos menos felizes, o AG nunca aceita
as boas intenções alheias, sempre restringido ao provérbio a respeito dessas,
bolas!
A flotilha: diário de bordo
Sobre a epopeia não posso adiantar muito. Diz-se que há embarcações
retidas em praias das Baleares e outras em Barcelona. Eu estou dentro de um
barco e o barco está pousado no mar, isso é certo. Acho.
ALBERTO GONÇALVES Colunista do Observador
OBSERVADOR, 06
set. 2025, 00:20129
Dia 0
Já todo o pessoal chegou a Barcelona. O
ambiente é de festa rija, que às vezes interrompemos para gravar uns vídeos
comoventes sobre o genocídio e partilhá-los nas “redes”. Uma camarada
activista, que é deputada em Portugal, disse que “o mundo e a humanidade estão
a ser salvos pelo povo palestiniano”, que por sorte é aquele que nós vamos
salvar. Parece confuso mas faz sentido, sobretudo após uns cogumelos que
consumimos.
Hoje aprendi uma palavra nova: “sumud”,
que pelos vistos significa persistência em árabe ou lá qual é a língua que os camaradas do Hamas falam. A
camarada portuguesa acrescentou o seguinte: “Porque quando as pessoas se unem, camaradas, somos uma
superpotência, somos mais poderosos do que qualquer governo, do que qualquer
exército, do que qualquer regime! Somos uma superpotência de solidariedade! Em
português dizemos ‘navegar é preciso’, vamos navegar!” Até me arrepiei, ainda
que fosse do frio e dos cogumelos.
Na esplanada da marina, um vendedor com
sotaque esquisito perguntou-me se queria um café. “Com adoçante de stevia”,
respondi. Afinal a oferta era um “keffiyeh”,
o lenço dos resistentes palestinianos que estão a salvar a humanidade.
Aceitei comovida e estendi o lenço nas costas. Paguei apenas 65 euros. Como
somos vegetarianos, jantámos sushi e gritámos “From the river to the sea,
Palestine will be free” durante hora e meia, momento em que o dono do
restaurante, que era um querido, correu connosco.
Dia 1
“Vamos navegar!” Depois de carregar os
doze quilos de Cerelac que vão furar o desumano bloqueio sionista, partimos do
porto de Barcelona, decididos a salvar os salvadores do mundo. Com o “sumud”
com que estamos, nada nem ninguém conseguirá parar esta “superpotência de
solidariedade”, mais poderosa que exércitos e regimes. Entretanto informaram-nos
que por causa de eventuais chuviscos teríamos de regressar ao cais. Foi
aborrecido. Não foi catastrófico: o genocídio pode esperar um dia extra. Como
somos vegetarianos, jantámos ovos rotos com um bocadinho pequenino de presunto
e, entre copos de sangria de mirtilo, gritámos “From the river to the sea,
Palestine will be free”. Mas baixinho.
Dia 2
Agora sim! Embora com algumas baixas na
flotilha humanitária, causadas por razões não divulgadas e ressaca, partimos do
porto de Barcelona pela segunda vez e com o “sumud” da primeira. Logo a seguir,
novo boletim meteorológico e novo regresso às origens para a maioria das
embarcações. Isto está complicado, mas inspirou-me uma frase gira: “Hamas e
más, há ir e voltar para trás”. @s camaradas não apreciaram.
Aproveitei
para fazer compras aos colegas de activismo, praticantes do comércio justo.
Comprei umas peúgas giríssimas com padrão palestiniano, uma caneta com a
bandeira da Palestina e, para presentear a família, meia-dúzia de ímanes de
frigorífico com o logotipo do Ministério da Saúde de Gaza. No cais
cruzei-me com a enorme Greta Thumberg
e pedi-lhe um autógrafo. Ela não entendeu e ficou-me com a caneta. Tentei, em vão, descobrir onde se
jantava. Adormeci com fome e “sumud”,
a contar crimes de guerra cometidos pelo governo nazi-sionista de Bibi.
Dia 3
Deixem-me ver se consigo fazer o ponto da situação da maior missão
humanitária da História. Há embarcações que partiram, há embarcações
que não partiram, há embarcações que desistiram e há notícias, decerto postas a
circular por lacaios do sionismo, que dão conta de algumas embarcações a
cirandar defronte ao porto de Barcelona e de outras estacionadas em Maiorca.
Eu, francamente, não sei onde estou. Sei que estou no mar alto e que ali ao
fundo há uma praia com banhistas que nos segue há horas. Tenho muito medo da
crueldade israelita e de que chova, mas agarro-me ao “sumud” e a uma picanha
vegan que se derrete na boca. Vou murmurar “From the river…” por um bocado e quero meditar antes de adormecer. Ando a
meditar pouco.
Dia 4
Alerta geral! Alerta geral! Um
camarada de viagem, que dá “workshops” em interseccionalidade e é especialista
em comunicações, partilhou na internet um vídeo a explicar que ficámos sem
internet. O consenso imediato é que se trata de sabotagem sionista. Ao que
consta, estamos limitados à navegação à vista, e é por isso que no vídeo
aparece outro camarada a contemplar o horizonte através de um par de binóculos,
decerto à procura de wi-fi. Por sorte, o TikTok continua a funcionar. Troquei o
jantar, que era tofu, por dois pacotes de “nachos” sustentáveis com sabor a
entrecosto, e deitei-me a ouvir discursos do eng. Guterres e do mártir São
Sinwar. Lá fora, no convés, havia camaradas a tocar bongo e camaradas que
dançavam para desafiar um estado genocida. Tresandava a erva e a tofu refogado,
e o sono chegou. Afaguei o “keffiyeh” e sonhei com a “jihad” para reforçar o
“sumud”.
Dia 5
Outro alerta geral! Outro alerta
geral! Esta noite havia drones a sobrevoar-nos, evidentemente sionistas que nos
vigiam a fim de recolher dados. Por mim, desliguei logo o “bluethooth” do
iPhone. Um camarada berrou para desligarmos a luz. Às escuras, os drones
deixaram de nos ver. Não sei as implicações disto na navegação à vista, mas o
facto é que não sei a quantas andamos. Que
o “sumud” nos guie, já que com os camaradas da tripulação não temos ido longe.
Dia 6
O que sobra da flotilha, imparável na
luta, está de luto: a incansável Greta perdeu o chapéu do sapinho, levado pelo
vento. Era um chapéu verde, com olhinhos de batráquio a espreitar no topo, de
imenso valor afectivo e que a acompanhava desde a primeira infância, leia-se
anteontem. Ganhei coragem para lhe apresentar as condolências e voltar a
pedir-lhe um autógrafo, e ela voltou a ficar-me com uma caneta. É um exemplo
para todos.
Sobre a epopeia, não posso adiantar
muito. Diz-se que há embarcações retidas em praias das Baleares e embarcações
retidas em Barcelona. Eu estou dentro de um barco e o barco está pousado no
mar, isso é certo. Acho. O resto é uma incógnita. Se calhar, faz tudo parte de
um plano para confundir as forças sionistas, que não contam que gastemos as
duas semanas de viagem a chapinhar em águas espanholas ou lá que sítio é este.
Também é verdade que assim não chegaremos a Gaza, mas chegar a Gaza nunca nos
passou pela cabeça. Aliás, nas nossas cabeças não se passa grande coisa. Só
“sumud”.
EXTREMISMO
SOCIEDADE CONFLITO ISRAELO-PALESTINIANO
MUNDO
PALESTINA
COMENTÁRIOS (de 129):
Bailaruco Madeira: O LIXO que navega na dita
Flotilha nunca se preocupou com os milhões de deslocados, a Fome e as centenas
de milhares de mortos no Sudão. Nunca se preocupou com a Perseguição das mulheres
no Afeganistão. Nunca se preocupou com os milhares de mortos na Ucrânia. Nunca
se preocupou com a fronteira de Rafah, entre Gaza e o Egipto, que este país
fechou há muito tempo. São uns HIPÓCRITAS, a começar pela IDIO/TA Mortágua e a
TONTA Greta. Mário
Silva > Pedra
Nussapato: Quem quer genuinamente ajudar parte do Chipre e não de Barcelona. Isto é
puro exibicionismo de quem não distingue o Hamas do povo Palestiniano, ou pior
de um grupo terrorista que chacinou um grupo de inocentes, mantém reféns e
transformou milhões de pessoas em carne para canhão como escudos humanos. Maria
Tubucci: Está excelente Sr. AG. Eu sigo um Youtuber espanholito que segue a Ada
Colau, que segue num barquito de luxo, 6000€/dia, o Alma Explorer, e que vai
narrando e gozando todas las peripécias do sumud, que anda para trás e para a
frente ao sabor da ararem do marketing ideológico. Segundo o espanholito
quem financia el paseo recreativo são ricaços de Hamas de Londres e do Catar,
que estão instalados no bem-bom com o dinheiro que os papalvos dos ocidentais
enviaram para sustentar Gaza, e de ONGs dos USA. Os participantes do sumud
assinaram contratos, onde está expressamente dito que não podem colocar a
bandeira dos analfabetos da tribo do abecedário. O departamento de marketing do
Hamas, não brinca em serviço, exige que os camaradas do Hamas coloquem selfies,
façam comentários anti-semitas para as redes sociais cheios de “humanismo” e
que berrem as baboseiras do costume pois são pagos em likes. É uma moda, como
os camaradas são políticos falhados agora querem abraçar uma outra carreira internacional,
serem Influencers do Hamas para poderem espalhar aos 4 ventos a sua ideologia
sanguinária. Tal como disse, os camaradas do Hamas só querem dançar ao som do
djambé, vestir algodão biológico embrulhados em “keffiyeh”, beber café
biológico e sustentável e curtir uns cogumelos. Depois é só postar tudo nas
redes sociais ... Maria
Emília Ranhada Santos: O BE não quer morrer nem por nada e então
inventa “Notáveis
Actos de generosidade" a ver se aparece nas notícias! Estão na última trincheira e vêem-se a
desaparecer e isso é revoltante! Oxalá desapareçam mesmo, porque só têm feito mal ao
nosso país e ao seu povo! José B
Dias:
Parece-me uma
narrativa que pode até ter uma forte aderência à realidade ... mais uma vez se
diz muito através do humor e da fina ironia. Rita
Pereira: Muito bom, Alberto Gonçalves. Há muito que não ria tanto ao ler um artigo. António
Tomás Ribeiro: Que grande crónica! Realismo fantástico revisitado com impagável humor.
Para guardar. Esperamos os próximos capítulos! Meio
Vazio: Si non é vero, é bene trovato. Vitor BatistaLuis
Silva:
Já tens a
medicação pronto para tomar?és um caso sério de vermes no cérebro. A FJ: Não desejo mal a esta gente. Mas se calhar
fazerem umas feriazinhas com os amigos do Hamas imagino que mudem logo de
perspectiva! Jorge
Tavares: Nunca falam de genocídio
quando o exército de Putin mata civis na Ucrânia. Para a miss Antipatia, um
terrorista do Hamas deve valer mais do que 10 civis ucranianos. m s: Finalmente alguém nos dá
notícias da Heroica Flotilha. Estávamos
preocupados com o futuro incerto de tantas e tão notáveis gentes. Sobre a Flotilha das Baleares que o
futuro assim designará, serão muitos e famosos os escritores e cronistas que a
descreverão e chamarão de epopeia. Nenhum se equiparará a Alberto Gonçalves
com esta crónica que temos o privilégio de ler. Será sempre a crónica das
crónicas. Obrigada Alberto Gonçalves e obrigada Observador. Manuel
Magalhaes: Divertido e não deve andar muito longe da realidade, na verdade esta ridícula
«epopeia » de gente idiota, só dá pra rir !!! João Barreto de Faria: Qual Ilíada, qual Odisseia! As
aventuras desta flotilha reduzem Homero a quase nada!… Ruço Cascais: Top top top, do melhor que já
li do Gonçalves. graça
Dias > Mario
Guimaraes: Caríssimo: É o diário de bordo sobre a hilariante viagem de várias barcaças
rumo ao Levante em solidariedade com os seus companheiros- os terrroriiistaaas
do HAMAAAS. Fique bem e sem enjoo.
JM Azevedo: Caro Alberto Gonçalves, estava inspirado...belo diário
de bordo. João
Floriano: Aguardamos mais entradas no diário de bordo, embora não vá ser fácil porque
pelos vistos não irá acontecer nada mais significativo do que gritar «From the
river to the sea», fumar umas ganzas, uns cogumelos, organizar uns workshops sobre
o tema «Vamos salvar os camaradas mártires do Hamas». Há também aulas de
línguas a partir de um bloquinho de notas que foi distribuído no início do
cruzeiro com palavrões para chamar aos israelitas que certamente fugirão
aterrorizados logo que a Armada salvadora chegar à faixa de Gaza, a tal que o
Trump sonha em transformar numa riviera tipo Dubai, onde os jogadores de
futebol e os oligarcas russos vão comprar apartamentos. Por esta altura já os
valentes argonautas ou melhor flotilhanautas se devem ter apercebido de um
pequeno problema: o cheiro insuportável a urina , chulé e T-shirts suadas, à
mistura com os odores dos perfumes da Sofia Aparício. Há uns anos fiz o
cruzeiro no Volga desde Moscovo a S. Petersburgo, e embora os WC das cabines
fossem limpos diariamente e os passageiros tomassem banho, os últimos dias
foram passados a desejar ter uma mola para o nariz, tal era o fedor que ia
pelos corredores do barco. A flotilha não passa de um show off de palhaçada. Isabel
Amorim: Lindo!
Fartei-me de rir!! Já estava à espera... A camarada Mortágua vai vir de lá uma
empresária feita, especialista em eventos aquáticos. É que na travessia ela viu
mais longe e o que vai dar são bóias e braçadeiras para as criancinhas, futuras
escravas que vêm desprotegidas também numa espécie de flotilhas de fabrico
chinês para a zona do Seixal que precisa de um empurrão para o desenvolvimento.
Para os morangos, peras rochas e mirtilos, e... cogumelos! Francisco
Figueiredo: Grande crónica. O que me diverti!
Parabéns fernando
soares > Luis
Silva: é do sumud? José B
Dias > Pedra
Nussapato: Verdade ...
creio haver alguns não vegetarianos. António
Lamas: Qualquer
comentário só ia estragar o que está tão bem feito. Obrigado Alberto. Miguel
Sanches: Prémio Nobel
do Humor Político e Social para Alberto Gonçalves, já! Manuel
Gonçalves: Israel
devia deixá-los entrar em Gaza.
António Alves > Américo
Silva: Muita criança deve haver por aqueles
lados. Há anos que morrem às dezenas todos os dias. O pior é que, pelos vistos,
morrem sempre as mesmas.
Jacinto Leite > A FJ: Deixem-nos chegar a Gaza, o prejuízo que podem
causar é mínimo e talvez aprendam alguma coisa. Ou acabem por substituir os
reféns desaparecidos. Ou possam ser servidos de cabidela aos heróis do Hamas. Liberales
Semper Erexitque: Maléfico!
Está de volta o verdadeiro Alberto Gonçalves. Sumud a rodos! Maria
Augusta Martins: A Mariana
já está no cesto da gávea, no topo da verga, a gozar com a vista e não só que
lhe proporcionam os marinheiros israelitas. João Carlos: Se os Israelitas os deixarem passar era muito bom
para todos. O Hamas podia ficar com eles trocando-os por os reféns, garantia
cobertura televisiva mundial. Os Israelitas ficavam sem motivo para atacar Gaza.
O Guterres ficava calado. Nós ficávamos livres de alguns idiotas que andam a
gritar Palestina Livre durante algum tempo, e garanto que quando fossem
libertados iam todos de joelhos a Fátima, seriam a conversão mais rápida da
História desde a Madalena a arrependida. João Das Regras: Há muito que não me ria tanto a ler um texto.
Fenomenal caro Alberto. Francisco
Soares: Lindo!!! Alexandre Pereira Moreira
Custódio: Espectacular, bravo Coronavirus
corona > Pedra
Nussapato: Diz que não é anti-semita
Maria Paula Silva: bem que eu andava a estranhar a falta de notícias
sobre La Flotilhe... 😂��😂
Muito bom! Só falta a banda sonora para a longa-metragem " O
BOte" com Vitela do Alvito no principal papel feminino. Jose
Carmo: Parabéns Alberto. Consegues irritar profundamente a cáfila palestinianista.
Por vezes exageras na crueldade com que os sovas. Eu sei que merecem, mas
ficava-te bem um pouco de misericórdia.
António Soares > Novo
Assinante: Contaste-os tu ou ainda acreditas no Ministério da
Saúde do Hamas? J. P.: Ah, ah, ah... da melhor
paródia que já li! 🤣 graça
Dias: Hilariante este " diário
de bordo" sobre os defensores dos terrroriiistaaas do HAMAAAS. Vitor
Batista > António
Alves: E
multiplicam-se rapidamente, é o sítio mais populoso do mundo. Artur Vieira: Não páro de rir... Boa, Alberto, aguardo mais do diário. João
Floriano > Isabel
Amorim: Querida
Isabel Já nos chega a Festa do Avante. Paradigmas Há
Muitos!: AG, tudo certo mas a própria redacção do
Obs. está esforçar-se bastante para a festa fazendo o seu Diário a
"sério" conversando todos os dias com a "fonte oficial dos
participantes portugueses na flotilha". Para um dia destes no argumento da
"epopeia" podia estar previsto o avistamento (muito ao longe para não
se conseguir ver nada) dos famosos golfinhos assassinos da Mossad, o que
justificaria que a Greta e a Marianinha entrassem em histeria anti-sionista
extrema para as redes. Isto é só uma das ideias que tenho para animar a coisa,
se o Hamas quiser dou mais.
Manuel Ferreira21: Excelente
texto. manuel
menezes: Os israelitas
arriscam-se a morrer a rir
Jose Pires: Já
ri bastante hoje...aliás, só mesmo para rir, esta "expedição"
capitaneada por um devoto de terroristas, defensor do Hamas e cheio de ódio ao
Ocidente. (só não percebo porque não sai do Ocidente a vai viver para esses
"paraísos" de liberdade terrorista...) Carlota
Pereira dos Santos: Mto bom! Adoro o seu diário de bordo. Mas a senhora Mortágua terá pedido
licença sem vencimento ou foi passear no Mediterrâneo à nossa conta?! Ainda
tinha dias por tirar?! O país dos pequeninos de facto….. klaus
muller: A princípio pensava que aqueles flotilheiros apenas queriam gozar um
cruzeiro no Mediterrâneo de graça com umas ganzas à mistura. Mas, quando ela
nos exigiu que a protegêssemos, vi logo que tal exigência não era consequência
de ganzas, mas que estávamos na presença duma bruta trip. A verdade é que o
ordenado (que nós pagamos) no fim do mês, esse ninguém lho tira. O que vale é
que o BE já só a tem a ela; se fosse nos velhos tempos acabava por não nos
ficar barato. Eduardo
Cunha: Excelente crónica. parabéns. José
Paulo Castro: Já tinha saudades das crónicas sobre os acampamentos de Verão do Bloco.
Geralmente, bastava analisar o programa de atividades. Aqui, os acontecimentos e
discursos são o suficiente. P.S.: o facto de tanta gente se predispor a seguir
uma menina que falta às aulas é um pouco contraditório com o epíteto
"progressista", não é ? Têm de arranjar outro nome para a corrente
política. "Frentismo"? Melhor: "Bodismo", de bode, uma
frente que marra contra os outros bodes expiatórios que ela própria cria. Otavio Luso: Curioso de um momento para o
outro desapareceu um comentário de leitor do país vizinho que denunciava uma
influencer que viaja num barco de luxo, €6000,00 dia, pago pelo Hamas e pelo
Catar e que por artes mágicas se evaporou. Será que alguém o pode repetir? António
Duarte: Pelos vistos os seguidores do Hamas este ano chegaram ao “sea”, idos de
comboio, provavelmente: para o ano, se o Hamas quiser, ainda houver reféns e a erva
e as televisões estiverem disponíveis, chegarão ao “river”… antonio afonso: Sensacional Jacinto
Leite: A ajuda humanitária que levam aos terroristas são eles próprios servidos
com batatinhas.
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