domingo, 7 de setembro de 2025

Ampare-se

 

Ela gostaria também de dar o seu contributo, como os mais, Mediterrâneo em fora, coisa digna de se ver. Mal seria não se amparar, mesmo em festa, julgo, que esta serve para alternar com os momentos menos felizes, o AG nunca aceita as boas intenções alheias, sempre restringido ao provérbio a respeito dessas, bolas!

A flotilha: diário de bordo

Sobre a epopeia não posso adiantar muito. Diz-se que há embarcações retidas em praias das Baleares e outras em Barcelona. Eu estou dentro de um barco e o barco está pousado no mar, isso é certo. Acho.

ALBERTO GONÇALVES Colunista do Observador

OBSERVADOR, 06 set. 2025, 00:20129

Dia 0

Já todo o pessoal chegou a Barcelona. O ambiente é de festa rija, que às vezes interrompemos para gravar uns vídeos comoventes sobre o genocídio e partilhá-los nas “redes”. Uma camarada activista, que é deputada em Portugal, disse que “o mundo e a humanidade estão a ser salvos pelo povo palestiniano”, que por sorte é aquele que nós vamos salvar. Parece confuso mas faz sentido, sobretudo após uns cogumelos que consumimos.

Hoje aprendi uma palavra nova: “sumud”, que pelos vistos significa persistência em árabe ou lá qual é a língua que os camaradas do Hamas falam. A camarada portuguesa acrescentou o seguinte: “Porque quando as pessoas se unem, camaradas, somos uma superpotência, somos mais poderosos do que qualquer governo, do que qualquer exército, do que qualquer regime! Somos uma superpotência de solidariedade! Em português dizemos ‘navegar é preciso’, vamos navegar!” Até me arrepiei, ainda que fosse do frio e dos cogumelos.

Na esplanada da marina, um vendedor com sotaque esquisito perguntou-me se queria um café. “Com adoçante de stevia”, respondi. Afinal a oferta era um “keffiyeh”, o lenço dos resistentes palestinianos que estão a salvar a humanidade. Aceitei comovida e estendi o lenço nas costas. Paguei apenas 65 euros. Como somos vegetarianos, jantámos sushi e gritámos “From the river to the sea, Palestine will be free” durante hora e meia, momento em que o dono do restaurante, que era um querido, correu connosco.

Dia 1

“Vamos navegar!” Depois de carregar os doze quilos de Cerelac que vão furar o desumano bloqueio sionista, partimos do porto de Barcelona, decididos a salvar os salvadores do mundo. Com o “sumud” com que estamos, nada nem ninguém conseguirá parar esta “superpotência de solidariedade”, mais poderosa que exércitos e regimes. Entretanto informaram-nos que por causa de eventuais chuviscos teríamos de regressar ao cais. Foi aborrecido. Não foi catastrófico: o genocídio pode esperar um dia extra. Como somos vegetarianos, jantámos ovos rotos com um bocadinho pequenino de presunto e, entre copos de sangria de mirtilo, gritámos “From the river to the sea, Palestine will be free”. Mas baixinho.

Dia 2

Agora sim! Embora com algumas baixas na flotilha humanitária, causadas por razões não divulgadas e ressaca, partimos do porto de Barcelona pela segunda vez e com o “sumud” da primeira. Logo a seguir, novo boletim meteorológico e novo regresso às origens para a maioria das embarcações. Isto está complicado, mas inspirou-me uma frase gira: “Hamas e más, há ir e voltar para trás”. @s camaradas não apreciaram.

Aproveitei para fazer compras aos colegas de activismo, praticantes do comércio justo. Comprei umas peúgas giríssimas com padrão palestiniano, uma caneta com a bandeira da Palestina e, para presentear a família, meia-dúzia de ímanes de frigorífico com o logotipo do Ministério da Saúde de Gaza. No cais cruzei-me com a enorme Greta Thumberg e pedi-lhe um autógrafo. Ela não entendeu e ficou-me com a caneta. Tentei, em vão, descobrir onde se jantava. Adormeci com fome e “sumud”, a contar crimes de guerra cometidos pelo governo nazi-sionista de Bibi.

Dia 3

Deixem-me ver se consigo fazer o ponto da situação da maior missão humanitária da História. Há embarcações que partiram, há embarcações que não partiram, há embarcações que desistiram e há notícias, decerto postas a circular por lacaios do sionismo, que dão conta de algumas embarcações a cirandar defronte ao porto de Barcelona e de outras estacionadas em Maiorca. Eu, francamente, não sei onde estou. Sei que estou no mar alto e que ali ao fundo há uma praia com banhistas que nos segue há horas. Tenho muito medo da crueldade israelita e de que chova, mas agarro-me ao “sumud” e a uma picanha vegan que se derrete na boca. Vou murmurar “From the river…” por um bocado e quero meditar antes de adormecer. Ando a meditar pouco.

Dia 4

Alerta geral! Alerta geral! Um camarada de viagem, que dá “workshops” em interseccionalidade e é especialista em comunicações, partilhou na internet um vídeo a explicar que ficámos sem internet. O consenso imediato é que se trata de sabotagem sionista. Ao que consta, estamos limitados à navegação à vista, e é por isso que no vídeo aparece outro camarada a contemplar o horizonte através de um par de binóculos, decerto à procura de wi-fi. Por sorte, o TikTok continua a funcionar. Troquei o jantar, que era tofu, por dois pacotes de “nachos” sustentáveis com sabor a entrecosto, e deitei-me a ouvir discursos do eng. Guterres e do mártir São Sinwar. Lá fora, no convés, havia camaradas a tocar bongo e camaradas que dançavam para desafiar um estado genocida. Tresandava a erva e a tofu refogado, e o sono chegou. Afaguei o “keffiyeh” e sonhei com a “jihad” para reforçar o “sumud”.

Dia 5

Outro alerta geral! Outro alerta geral! Esta noite havia drones a sobrevoar-nos, evidentemente sionistas que nos vigiam a fim de recolher dados. Por mim, desliguei logo o “bluethooth” do iPhone. Um camarada berrou para desligarmos a luz. Às escuras, os drones deixaram de nos ver. Não sei as implicações disto na navegação à vista, mas o facto é que não sei a quantas andamos. Que o “sumud” nos guie, já que com os camaradas da tripulação não temos ido longe.

Dia 6

O que sobra da flotilha, imparável na luta, está de luto: a incansável Greta perdeu o chapéu do sapinho, levado pelo vento. Era um chapéu verde, com olhinhos de batráquio a espreitar no topo, de imenso valor afectivo e que a acompanhava desde a primeira infância, leia-se anteontem. Ganhei coragem para lhe apresentar as condolências e voltar a pedir-lhe um autógrafo, e ela voltou a ficar-me com uma caneta. É um exemplo para todos.

Sobre a epopeia, não posso adiantar muito. Diz-se que há embarcações retidas em praias das Baleares e embarcações retidas em Barcelona. Eu estou dentro de um barco e o barco está pousado no mar, isso é certo. Acho. O resto é uma incógnita. Se calhar, faz tudo parte de um plano para confundir as forças sionistas, que não contam que gastemos as duas semanas de viagem a chapinhar em águas espanholas ou lá que sítio é este. Também é verdade que assim não chegaremos a Gaza, mas chegar a Gaza nunca nos passou pela cabeça. Aliás, nas nossas cabeças não se passa grande coisa. Só “sumud”.

EXTREMISMO      SOCIEDADE      CONFLITO ISRAELO-PALESTINIANO      MUNDO       PALESTINA

COMENTÁRIOS (de 129):

Bailaruco Madeira: O LIXO que navega na dita Flotilha nunca se preocupou com os milhões de deslocados, a Fome e as centenas de milhares de mortos no Sudão. Nunca se preocupou com a Perseguição das mulheres no Afeganistão. Nunca se preocupou com os milhares de mortos na Ucrânia. Nunca se preocupou com a fronteira de Rafah, entre Gaza e o Egipto, que este país fechou há muito tempo. São uns HIPÓCRITAS, a começar pela IDIO/TA Mortágua e a TONTA Greta.        Mário Silva > Pedra Nussapato: Quem quer genuinamente ajudar parte do Chipre e não de Barcelona. Isto é puro exibicionismo de quem não distingue o Hamas do povo Palestiniano, ou pior de um grupo terrorista que chacinou um grupo de inocentes, mantém reféns e transformou milhões de pessoas em carne para canhão como escudos humanos.                Maria Tubucci: Está excelente Sr. AG. Eu sigo um Youtuber espanholito que segue a Ada Colau, que segue num barquito de luxo, 6000€/dia, o Alma Explorer, e que vai narrando e gozando todas las peripécias do sumud, que anda para trás e para a frente ao sabor da ararem do marketing ideológico. Segundo o espanholito quem financia el paseo recreativo são ricaços de Hamas de Londres e do Catar, que estão instalados no bem-bom com o dinheiro que os papalvos dos ocidentais enviaram para sustentar Gaza, e de ONGs dos USA. Os participantes do sumud assinaram contratos, onde está expressamente dito que não podem colocar a bandeira dos analfabetos da tribo do abecedário. O departamento de marketing do Hamas, não brinca em serviço, exige que os camaradas do Hamas coloquem selfies, façam comentários anti-semitas para as redes sociais cheios de “humanismo” e que berrem as baboseiras do costume pois são pagos em likes. É uma moda, como os camaradas são políticos falhados agora querem abraçar uma outra carreira internacional, serem Influencers do Hamas para poderem espalhar aos 4 ventos a sua ideologia sanguinária. Tal como disse, os camaradas do Hamas só querem dançar ao som do djambé, vestir algodão biológico embrulhados em “keffiyeh”, beber café biológico e sustentável e curtir uns cogumelos. Depois é só postar tudo nas redes sociais ...          Maria Emília Ranhada Santos: O BE não quer morrer nem por nada e então inventaNotáveis Actos de generosidade" a ver se aparece nas notícias! Estão na última trincheira e vêem-se a desaparecer e isso é revoltante! Oxalá desapareçam mesmo, porque só têm feito mal ao nosso país e ao seu povo!              José B Dias: Parece-me uma narrativa que pode até ter uma forte aderência à realidade ... mais uma vez se diz muito através do humor e da fina ironia.                Rita Pereira: Muito bom, Alberto Gonçalves. Há muito que não ria tanto ao ler um artigo.                  António Tomás Ribeiro: Que grande crónica! Realismo fantástico revisitado com impagável humor. Para guardar. Esperamos os próximos capítulos!                          Meio Vazio: Si non é vero, é bene trovato.         Vitor BatistaLuis Silva: Já tens a medicação pronto para tomar?és um caso sério de vermes no cérebro. A FJ: Não desejo mal a esta gente. Mas se calhar fazerem umas feriazinhas com os amigos do Hamas imagino que mudem logo de perspectiva!                   Jorge Tavares: Nunca falam de genocídio quando o exército de Putin mata civis na Ucrânia. Para a miss Antipatia, um terrorista do Hamas deve valer mais do que 10 civis ucranianos.               m s: Finalmente alguém nos dá notícias da Heroica Flotilha. Estávamos preocupados com o futuro incerto de tantas e tão notáveis gentes. Sobre a Flotilha das Baleares que o futuro assim designará, serão muitos e famosos os escritores e cronistas que a descreverão e chamarão de epopeia. Nenhum se equiparará a Alberto Gonçalves com esta crónica que temos o privilégio de ler. Será sempre a crónica das crónicas. Obrigada Alberto Gonçalves e obrigada Observador.               Manuel Magalhaes: Divertido e não deve andar muito longe da realidade, na verdade esta ridícula «epopeia » de gente idiota, só dá pra rir !!!           João Barreto de Faria: Qual Ilíada, qual Odisseia! As aventuras desta flotilha reduzem Homero a quase nada!                    Ruço Cascais: Top top top, do melhor que já li do Gonçalves.              graça Dias > Mario Guimaraes: Caríssimo: É o diário de bordo sobre a hilariante viagem de várias barcaças rumo ao Levante em solidariedade com os seus companheiros- os terrroriiistaaas do HAMAAAS. Fique bem e sem enjoo.              JM Azevedo: Caro Alberto Gonçalves, estava inspirado...belo diário de bordo.             João Floriano: Aguardamos mais entradas no diário de bordo, embora não vá ser fácil porque pelos vistos não irá acontecer nada mais significativo do que gritar «From the river to the sea», fumar umas ganzas, uns cogumelos, organizar uns workshops sobre o tema «Vamos salvar os camaradas mártires do Hamas». Há também aulas de línguas a partir de um bloquinho de notas que foi distribuído no início do cruzeiro com palavrões para chamar aos israelitas que certamente fugirão aterrorizados logo que a Armada salvadora chegar à faixa de Gaza, a tal que o Trump sonha em transformar numa riviera tipo Dubai, onde os jogadores de futebol e os oligarcas russos vão comprar apartamentos. Por esta altura já os valentes argonautas ou melhor flotilhanautas se devem ter apercebido de um pequeno problema: o cheiro insuportável a urina , chulé e T-shirts suadas, à mistura com os odores dos perfumes da Sofia Aparício. Há uns anos fiz o cruzeiro no Volga desde Moscovo a S. Petersburgo, e embora os WC das cabines fossem limpos diariamente e os passageiros tomassem banho, os últimos dias foram passados a desejar ter uma mola para o nariz, tal era o fedor que ia pelos corredores do barco. A flotilha não passa de um show off de palhaçada.                   Isabel Amorim: Lindo! Fartei-me de rir!! Já estava à espera... A camarada Mortágua vai vir de lá uma empresária feita, especialista em eventos aquáticos. É que na travessia ela viu mais longe e o que vai dar são bóias e braçadeiras para as criancinhas, futuras escravas que vêm desprotegidas também numa espécie de flotilhas de fabrico chinês para a zona do Seixal que precisa de um empurrão para o desenvolvimento. Para os morangos, peras rochas e mirtilos, e... cogumelos!                  Francisco Figueiredo: Grande crónica. O que me diverti! Parabéns               fernando soares > Luis Silva: é do sumud?                    José B Dias > Pedra Nussapato: Verdade ... creio haver alguns não vegetarianos.                   António Lamas: Qualquer comentário só ia estragar o que está tão bem feito. Obrigado Alberto.                     Miguel Sanches: Prémio Nobel do Humor Político e Social para Alberto Gonçalves, já!                  Manuel Gonçalves: Israel devia deixá-los entrar em Gaza.                António Alves > Américo Silva: Muita criança deve haver por aqueles lados. Há anos que morrem às dezenas todos os dias. O pior é que, pelos vistos, morrem sempre as mesmas.                  Jacinto Leite > A FJ: Deixem-nos chegar a Gaza, o prejuízo que podem causar é mínimo e talvez aprendam alguma coisa. Ou acabem por substituir os reféns desaparecidos. Ou possam ser servidos de cabidela aos heróis do Hamas.             Liberales Semper Erexitque: Maléfico! Está de volta o verdadeiro Alberto Gonçalves. Sumud a rodos!                    Maria Augusta Martins: A Mariana já está no cesto da gávea, no topo da verga, a gozar com a vista e não só que lhe proporcionam os marinheiros israelitas.            João Carlos: Se os Israelitas os deixarem passar era muito bom para todos. O Hamas podia ficar com eles trocando-os por os reféns, garantia cobertura televisiva mundial. Os Israelitas ficavam sem motivo para atacar Gaza. O Guterres ficava calado. Nós ficávamos livres de alguns idiotas que andam a gritar Palestina Livre durante algum tempo, e garanto que quando fossem libertados iam todos de joelhos a Fátima, seriam a conversão mais rápida da História desde a Madalena a arrependida.              João Das Regras: Há muito que não me ria tanto a ler um texto. Fenomenal caro Alberto.             Francisco Soares: Lindo!!!                   Alexandre Pereira Moreira Custódio: Espectacular, bravo       Coronavirus corona > Pedra Nussapato: Diz que não é anti-semita                 Maria Paula Silva: bem que eu andava a estranhar a falta de notícias sobre La Flotilhe... 😂��😂         Muito bom! Só falta a banda sonora para a longa-metragem  " O BOte"  com Vitela do Alvito no principal papel feminino.                 Jose Carmo: Parabéns Alberto. Consegues irritar profundamente a cáfila palestinianista. Por vezes exageras na crueldade com que os sovas. Eu sei que merecem, mas ficava-te bem um pouco de misericórdia.          António Soares > Novo Assinante: Contaste-os tu ou ainda acreditas no Ministério da Saúde do Hamas?                J. P.: Ah, ah, ah... da melhor paródia que já li! 🤣      graça Dias: Hilariante este " diário de bordo" sobre os defensores dos terrroriiistaaas do HAMAAAS.               Vitor Batista > António Alves: E multiplicam-se rapidamente, é o sítio mais populoso do mundo.       Artur Vieira: Não páro de rir... Boa, Alberto, aguardo mais do diário.                João Floriano > Isabel Amorim: Querida Isabel Já nos chega a Festa do Avante.                  Paradigmas Há Muitos!: AG, tudo certo mas a própria redacção do Obs. está esforçar-se bastante para a festa fazendo o seu Diário a "sério" conversando todos os dias com a "fonte oficial dos participantes portugueses na flotilha". Para um dia destes no argumento da "epopeia" podia estar previsto o avistamento (muito ao longe para não se conseguir ver nada) dos famosos golfinhos assassinos da Mossad, o que justificaria que a Greta e a Marianinha entrassem em histeria anti-sionista extrema para as redes. Isto é só uma das ideias que tenho para animar a coisa, se o Hamas quiser dou mais.               Manuel Ferreira21: Excelente texto.                  manuel menezes: Os israelitas arriscam-se a morrer a rir                  Jose Pires: Já ri bastante hoje...aliás, só mesmo para rir, esta "expedição" capitaneada por um devoto de terroristas, defensor do Hamas e cheio de ódio ao Ocidente. (só não percebo porque não sai do Ocidente a vai viver para esses "paraísos" de liberdade terrorista...)              Carlota Pereira dos Santos: Mto bom! Adoro o seu diário de bordo. Mas a senhora Mortágua terá pedido licença sem vencimento ou foi passear no Mediterrâneo à nossa conta?! Ainda tinha dias por tirar?! O país dos pequeninos de facto…..                    klaus muller: A princípio pensava que aqueles flotilheiros apenas queriam gozar um cruzeiro no Mediterrâneo de graça com umas ganzas à mistura. Mas, quando ela nos exigiu que a protegêssemos, vi logo que tal exigência não era consequência de ganzas, mas que estávamos na presença duma bruta trip. A verdade é que o ordenado (que nós pagamos) no fim do mês, esse ninguém lho tira. O que vale é que o BE já só a tem a ela; se fosse nos velhos tempos acabava por não nos ficar barato.       Eduardo Cunha: Excelente crónica. parabéns.            José Paulo Castro: Já tinha saudades das crónicas sobre os acampamentos de Verão do Bloco. Geralmente, bastava analisar o programa de atividades. Aqui, os acontecimentos e discursos são o suficiente. P.S.: o facto de tanta gente se predispor a seguir uma menina que falta às aulas é um pouco contraditório com o epíteto "progressista", não é ? Têm de arranjar outro nome para a corrente política. "Frentismo"? Melhor: "Bodismo", de bode, uma frente que marra contra os outros bodes expiatórios que ela própria cria.            Otavio Luso: Curioso de um momento para o outro desapareceu um comentário de leitor do país vizinho que denunciava uma influencer que viaja num barco de luxo, €6000,00 dia, pago pelo Hamas e pelo Catar e que por artes mágicas se evaporou. Será que alguém o pode repetir?                    António Duarte: Pelos vistos os seguidores do Hamas este ano chegaram ao “sea”, idos de comboio, provavelmente: para o ano, se o Hamas quiser, ainda houver reféns e a erva e as televisões estiverem disponíveis, chegarão ao “river”…            antonio afonso: Sensacional                    Jacinto Leite: A ajuda humanitária que levam aos terroristas são eles próprios servidos com batatinhas.

 

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