Que pouca gente defende.
Senhores da guerra e Rei Salomão-Trump:
lados da guerra mais estúpida do mundo
Mais
de 70 anos da guerra mais estúpida do mundo desfazem dúvidas sobre o modo como
ignorância e maldade espalham rios de sangue, destruição e miséria pelo planeta
desde o Antigo Testamento.
OBSERVADOR, 11 set. 2025, 00:1512
«Os judeus existem como modelo de minoria bem-sucedida há milénios. Porquê? Talvez, por uma cultura de
literacia, escolaridade e esforço ambicioso e disciplinado, aliados à admiração
honesta por tal empenho; talvez, por algo que se aproxime da seleção sexual e
cultural intragrupal da elevada inteligência. Tais
ideias são perenemente impopulares. Qual
a explicação alternativa? Acusações
de que o sucesso comparativo dos judeus se deve à perfídia ou à conspiração,
sob a forma de favoritismo dos próprios e manipulação injusta? Esta
tem sido a acusação secular não menos importante, como se evidencia na abertura
do livro do Êxodo [Antigo Testamento].» Jordan B. Peterson (2024), We Who Wrestle With God: Perceptions of the Divine,
London, Penguin Books, p. 318 [tradução livre]
Traços da personalidade de um sujeito colectivo com mais de três
milénios. De novo de regresso à terra prometida com a fundação do Estado de
Israel, desde 1948, os judeus não se libertaram de ter de sobreviver coagidos
num contexto histórico-geográfico-civilizacional de absoluto contraste com a
sua maneira de ser e estar. Conheceram desde os tempos bíblicos de Moisés, no
Egipto, a natureza do que mais de dois milénios depois se converteu no mundo
islâmico-árabe. Este só prospera pelo trabalho escravo, subjugação hierárquica
rígida, rapina ou conquista territorial.
Em 2025, tais diferenças milenares entre judeus e islâmicos sobressaem no
conflito Israel-Palestina. Com virtudes e vícios de uns e outros, nas
décadas recentes o destino fez recair a garantia da paz nos irmãos
monoteístas do meio, os
cristãos,
Santa Sé incluída e povos e governos ocidentais de matriz cristã. A
toque-de-caixa da esquerda, estes foram teimando em não sair de cima do muro,
nem para o lado judeu nem para o lado islâmico, indecisão tornada razão maior
da guerra.
1. Israel
O povo de Israel jogou todo o amor na
sua terra prometida, por isso possui tudo o que a Palestina cobiça. Foi o povo de Israel que revelou, na
origem, aos demais humanos o Deus único, fonte-mãe das outras religiões
monoteístas reveladas (cristã e islâmica), e basta ir hoje a uma missa cristã
dominical na Europa, Américas, África, Ásia, Oceânia para perceber o poder
universal da palavra Israel, do seu povo e território. A lista de prémios Nobel e demais realizações
de alta cultura, e não só, colocam os
judeus entre os povos mais inteligentes de sempre.
Num ciclo histórico em que, por todos os continentes, não faltam povos que
conquistaram o poder sobre os seus territórios ancestrais para se autodestruírem,
pelo contrário em pouco mais de 70 anos e sem recursos naturais, os judeus
transformaram um deserto num país viável, apesar do contexto continuado de
guerra. Aí criaram uma sociedade
organizada com uma das economias mais prósperas do mundo. O seu regime democrático nunca vacilou no
respeito pelos direitos humanos, incluindo mulheres, crianças e minorias em
benefício, acima de tudo, dos palestinianos árabes-muçulmanos integrados na
sociedade israelita. O seu
Estado de Direito continua equilibrado e viável. Israel concretizou tudo o que
o engenho de um povo civilizado é capaz.
2. Palestina
Nesses mesmos mais de 70
anos, a Palestina nada desenvolveu ou possui
que qualquer país vizinho cobice, Israel ou outro. Quando uns vivem das degradantes
intimidação e violência porque incapazes de prosperar por si mesmos, aos
vizinhos prósperos resta cobiçar a paz, pois essa relação destrói ambos.
Esse mal-estar no mundo é herança da
mente patológica de Karl Marx, o
transformador do lado predatório primário da espécie humana em vitimização,
suposto valor moral que veio legitimar a rejeição da autorresponsabilidade. Todavia, apenas a
última – o dever de cada sujeito individual ou colectivo assumir que é o
primeiro e principal responsável pelo seu destino – constitui
fundamento moral primordial de toda a acção humana. Moralmente falhada, a Palestina falha em tudo o resto. Nunca provou possuir um povo inteligente,
capaz de se autorregular numa sociedade minimamente organizada, tranquila,
pacífica, civilizada em benefício deles mesmos, palestinianos, a fonte-mãe da
pobreza. O seu povo nunca
provou capacidade de respeitar os mais elementares direitos humanos entre os
próprios, palestinianos, insistindo na subjugação primária de mulheres,
crianças, minorias. Estado de
Direito e democracia são miragens, inviáveis numa identidade colectiva que
exibe com orgulho ser agressiva, violenta, ingrata, cínica, falhada. Para que servem os milhões e milhões de
dólares e euros que norte-americanos e europeus despejam na Palestina, fundos
equivalentes a outros doados após a II Guerra Mundial (1939-1945), como o Plano
Dodge (que reergueu o Japão) ou o Plano Marshall (que reergueu a Europa
Ocidental)? A Palestina tem sido pior do que deitar dinheiro ao
lixo. É fomentar ódio e mais ódio, desordem, altivez, violência, estupidez,
guerra.
3. Rei Salomão-Trump e senhores da
guerra
Ao fim de muitas décadas, Donald Trump retirou os norte-americanos de
cima do muro e escolheu Israel. Justiça não é cortar a criança a meio e
oferecer metade do cadáver a cada mãe. É escolher apenas o lado racional que
transcende a razão, como fez o Rei Salomão do Antigo Testamento.
Na sua ignorância e estupidez
congénitas, os Senhores da Guerra Ocidentais, com os governos da França e
Canadá na linha da frente, lançam-se na correria cega esquerdista anti-Trump: legitimar rapidamente o Estado da Palestina, torná-lo
internacionalmente igual ao Estado de Israel, quando os pressupostos milenares
são em absoluto contraditórios. Mais lenha na fogueira. O Governo
Português AD/PSD, barata-tonta, quer ouvir os demais partidos parlamentares na
próxima semana antes de decidir. Será mesmo necessário ofender a inteligência
dos portugueses?
Imaginemos que os dois povos
passavam a viver estritamente limitados a conviver de forma pacífica e livre. A absorpção
do povo civilizacionalmente frágil pelo povo civilizacionalmente (bem) poderoso
seria a regra impiedosa, pelo que o estado permanente de guerra é sempre a
ilusão de sobrevivência do sujeito colectivo mais frágil, retrógrado, atrasado,
violento que assim quer continuar. Os russos acolitam Vladimir Putin pela mesmíssima
razão que os palestinianos acolitam o Hamas.
Moral e inteligência colectivas não enganam, ou a falta delas.
Se
a paz tivesse imperado desde 1948, os israelitas seriam hoje ainda mais
prósperos, precisamente porque toda a região, o Próximo Oriente, também seria
muitíssimo mais segura e próspera. O diabo
está no detalhe: o povo palestiniano já não existia, se é que alguma vez
existiu. A insanidade sanguinária dos Senhores da Guerra, semeada no Ocidente
pelos soviéticos durante a guerra fria (1945-1991), também não teria a sua
barriga de aluguer, o degenerado povo palestiniano.
Mais de 70 anos da guerra mais estúpida do mundo desfazem dúvidas sobre
o modo como ignorância e maldade espalham rios de sangue, destruição e miséria
pelo planeta desde o Antigo Testamento. Jordan Peterson explica.
CONFLITO
ISRAELO-PALESTINIANO MUNDO
COMENTÁRIOS (de 22):
Carlos Chaves: Como sempre, os magníficos e extraordinários textos e
os seus autores, são renegados para os fundilhos deste bacio pestilento de
esquerda socialista! Caro Gabriel Mithá Ribeiro, muito obrigado, ainda há gente
bem neste mundo que nos traz a verdade e a luz! Bem-haja, Deus o conserve. Que
texto maravilhoso, factual e justo, que prazer nos traz a sua leitura! P.S. O Governo actual se escolher a enormidade de
reconhecer o “Estado” da Palestina, escolhe dizer-nos que é de esquerda, e da
esquerda mais abjecta que existe! De BE para baixo! Ana Luís
da Silva: Excelente reflexão! Não sei se a posição de Mithá Ribeiro é a posição
oficial do CHEGA, parto do princípio que sim. Parabenizo o autor pela clareza
de raciocínio. Quem dera que o nosso governo não fosse incapaz de ter um
posicionamento claro, do género apoiar Israel contra o Hamas. Mas depois de
ver de raspão uma notícia aqui no Observador sobre a afirmação wishful thinking do ministro dos negócios estrangeiros
relativa ao papel possível da China na pacificação da Rússia de Putin… fiquei
sem ilusões! Pior só os incompetentes socialistas (que entregaram a lista de
nomes ucranianos às autoridades russas), a trabalhar para os serviços secretos
russos! Depois digam que o CHEGA não atrai quadros, o que sabemos que não é
verdade. Quadros ou não, tem um posicionamento de bom senso, enquanto que o PS
e o PSD são tontos, impreparados e pensam que os portugueses são todos burros!
Estou
para ver na próxima semana os exercícios de retórica oca destes tontinhos na AR
sobre se Portugal deve ou não alinhar na legitimação do Estado da Palestina. Um
“fait divers” depois dos incêndios e da tragédia do elevador
da Glória, para desviar a atenção da política nacional e aliviar a pressão sobre o governo. João
Amorim: Excelente
artigo João
Floriano: Tenho a
certeza que o CHEGA não vai apoiar a loucura de reconhecer o estado da
Palestina. Não há condições para que aquela parte do Médio Oriente possa
funcionar como um Estado soberano. O Hamas não está de modo algum interessado
porque como Mithá Ribeiro muito bem afirma, o Ocidente tem queimado milhões
e milhões para encher os cofres de uma organização terrorista. E isso
leva-nos a outras considerações sobretudo como pode vingar na Palestina um
movimento político a favor da paz com Israel. Seriam perseguidos e exterminados
pelo Hamas e os seus aliados.
GateKeeper: Top 20. Tim do A: Muito bom artigo! Coxinho: Sintomático que os artigos do
GMR sejam sempre relegados para os fundilhos do jornal. Objectividade, imparcialidade, respeito pelas opiniões adversas -- que
deviam ser virtudes cardeais e obrigações deontológicas do jornalismo --
parecem agora qualidades viciadas que perderam todo o valor. Maria
Carreira: Muito bom, como habitualmente. Maria Augusta Martins > João Floriano: E outros tantos milhões para
cevar (sem qualquer proveito próprio ou alheio) esta piara de inúteis que
apenas se dedicam ao terrorismo e a fazer e parir mais gazeteiros, com medo que
a estirpe se extinga ou não fossem eles há 60 anos duzentos mil e agora
ultrapassam dois milhões a despeito dos muitos "genocídios" pelos
vistos ineficazes e de que sobrevivem com saldo positivo a respeito do que
dizem os bem mal intencionados que ao presente andam a ver drones e fantasmas
sobre as salsas ondas do Mediterrâneo, em gozo de férias! João
Floriano > Ana Luís da Silva: Será que a grande flotilheira
Mariana Mortágua, uma verdadeira ninfa dos sete mares. Virá a correr para o
debate?
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