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Conflito Israelo-palestiniano
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Exército israelita diz que mais de 250
mil habitantes saíram da cidade de Gaza - como aconteceu
Exército
israelita afirma que mais de 250 mil habitantes de Gaza já abandonaram a cidade
em direcção ao sul do enclave devido aos bombardeamentos, às ordens de
deslocamento e à ameaça de uma invasão.
Arquivado - 13
set. 2025, 11:29. OBSERVADOR.
AFP via Getty Images
Momentos-chave
Há 1dRubio: "Hamas não pode continuar a existir
se objectivo for a paz"
Há 1dEscola da UNRWA atacada na Faixa de Gaza
Há 1dPelo
menos 31 mortes na Faixa de Gaza este sábado
Há 1dIrão apela aos países islâmicos para tomarem medidas
práticas contra Israel
Há 1dExército israelita afirma que mais de 250 mil
habitantes saíram da cidade de Gaza
Histórico de atcualizações
Há 14h09:34 Adriana Alves
Bom dia. Arquivamos este liveblog que
acompanhou os desenvolvimentos no conflito entre Israel e o Hamas. Pode
continuar a seguir a nossa cobertura ao longo deste domingo nesta nova ligação.
Há 23h23:45 Miguel Pereira Santos
Soldados israelitas terão invadido casa de realizador palestiniano
do documentário "No Other Land"
Realizador
de documentário sobre ocupação da Cisjordânia não estaria presente no momento
da invasão. Colonos israelitas tinham atacado a sua aldeia natal e deixado três
dos seus familiares doentes.
Há 24h23:39 Miguel Pereira Santos
Trump "não ficou
feliz" com ataque israelita ao Qatar, mas "não muda natureza da
relação com Israel"
Marco
Rubio disse que Donald Trump “não ficou feliz” com o ataque de Israel ao Qatar,
mas o Presidente dos EUA não considera que essa operação militar “não vai mudar
a natureza” da relação entre norte-americanos e israelitas.
O
secretário de Estado dos EUA disse que o endurecimento dos ataques de colonos
na Cisjordânia são “uma reacção israelita aos esforços em todo o mundo para
reconhecer um Estado palestiniano”. Rubio acrescentou que a administração Trump
tinha avisado vários países que “haveria uma reacção contrária por parte dos
israelitas” aos anúncios de reconhecimento da Palestina.
“E
acho que foi isso que se viu”, disse sem condenar a violência dos colonos.
Há 1d22:21 Miguel Pereira Santos
Netanyahu defende ataque a
Doha: Negociadores do Hamas são "principal obstáculo à libertação de
reféns"
O
primeiro-ministro israelita defendeu os ataques à delegação do Hamas em Doha. “Livrar-nos
deles eliminaria o principal obstáculo à libertação de todos os nossos reféns e
ao fim da guerra”, escreveu nas redes sociais.
“Os
líderes terroristas do Hamas que vivem no Catar não se importam com o povo de
Gaza”, alega Netanyahu. “Eles bloquearam todas as tentativas de cessar-fogo
para prolongar indefinidamente a guerra”, continuou.
Há 1d22:11 Miguel Pereira Santos
Rubio: "Hamas não pode continuar a
existir se objectivo for a paz"
Antes
de viajar para Israel, Marco Rubio disse que “o Hamas não pode continuar a
existir se o objectivo for a paz” no Médio Oriente.
O
secretário de Estado dos EUA disse que “garantir o regresso dos reféns,
encontrar formas de assegurar que a ajuda humanitária chegue aos civis e lidar
com a ameaça representada pelo Hamas.”
Há 1d17:20 Agência Lusa
Rubio chega a Israel este
domingo para abordar a ofensiva em Gaza
O
secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, chega este domingo a
Israel para discutir a ofensiva em Gaza e manifestar oposição ao reconhecimento de um Estado
palestiniano por vários países este mês, segundo o seu gabinete.
O
alto diplomata norte-americano vai reunir-se na segunda-feira com o
primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. Após o encontro, farão
declarações conjuntas à imprensa em Jerusalém.
Segundo
a organização não-governamental israelita Peace Now, que monitoriza a expansão
dos colonatos ilegais, Rubio também participará na inauguração de um túnel
turístico num colonato israelita no bairro palestiniano de Silwan, localizado
na ocupada Jerusalém Oriental (parte da cidade oficialmente anexada em 1980
pelas autoridades israelitas, numa decisão não reconhecida pelas Nações
Unidas).
O
túnel, de 600 metros, começa no extremo sul de Wadi Hilweh, em Silwan, passa
por baixo de casas palestinianas e por baixo das muralhas da Cidade Velha e
termina junto ao Muro das Lamentações, a poucos metros da Mesquita de Al-Aqsa,
na zona ocupada de Jerusalém.
A
Peace Now considera que a presença de Rubio neste túnel equivale ao
“reconhecimento pelos Estados Unidos da soberania israelita” sobre a zona mais
sensível da Cidade Velha de Jerusalém.
A
chegada do chefe da diplomacia norte-americana a Israel acontece apesar do
descontentamento da administração Trump com o ataque israelita no Qatar contra
a delegação do Hamas, a mesma que estava a negociar a libertação dos reféns
israelitas.
O
Qatar é um aliado próximo dos Estados Unidos e um dos principais negociadores
para um cessar-fogo em Gaza.
Netanyahu
disse, em comunicado, que o ataque foi uma “operação israelita completamente
independente” que não teve a aprovação dos Estados Unidos.
Vários
países podem formalizar este mês o seu reconhecimento do Estado palestiniano,
caso de França, Reino Unido, Canadá e Austrália, o que tem levado a protestos
de Israel.
Há 1d15:02 João Francisco Gomes
Escola da UNRWA atacada na Faixa de Gaza
Uma
escola da UNRWA, agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos,
foi atingida este sábado por um ataque israelita contra o campo de refugiados
de Shati, na Faixa de Gaza, noticia a Al Jazeera.
De
acordo com a mesma estação, o exército israelita atacou também um edifício de
grandes dimensões na cidade de Gaza com o argumento de que era usado pelo
Hamas.
Há 1d14:44 João Francisco Gomes
Pelo menos 31 mortes na Faixa
de Gaza este sábado
Pelo
menos 31 palestinianos morreram este sábado na sequência de ataques israelitas
contra a Faixa de Gaza, noticia a Al Jazeera.
Entre
eles encontram-se 22 pessoas mortas na cidade de Gaza.
A
Al Jazeera destaca que, ao que tudo indica, Israel estará a entrar na segunda
fase do plano para assumir o controlo da cidade de Gaza.
Há 1d14:38 Agência Lusa
Irão apela aos países
islâmicos para tomarem medidas práticas contra Israel
O
Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão apelou hoje aos países islâmicos
para tomarem medidas práticas contra Israel e criarem pelo menos um “quartel
de operações conjuntas” contra o Estado israelita para evitar novas agressões.
“Alerta
aos governos islâmicos! A realização de uma conferência da Organização para a
Cooperação Islâmica repleta de discursos e sem resultados práticos (como
acontece nas reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas) equivale, na
realidade, a dar à entidade sionista uma nova licença de agressão”, disse Ali
Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, numa
mensagem em árabe na rede social X.
O
responsável iraniano instou os mais de 50 países muçulmanos que participam, no
domingo, em Doha (capital do Qatar), na cimeira de urgência da Liga Árabe e
da Organização para a Cooperação Islâmica, a “formarem pelo menos um
quartel de operações conjuntas contra a loucura do regime [de Israel]”.
“Uma
decisão assim, por si só, bastaria para perturbar os amos daquele regime e
levá-los a alterar as suas ordens, sob o pretexto de instaurar a paz mundial e
ganhar o Prémio Nobel”, acrescentou Larijani, referindo-se ao presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou interesse em ganhar o Prémio Nobel
da Paz.
O
apelo do Irão acontece depois de, na última terça-feira, Israel ter feito um
ataque sem precedentes em Doha que teve como alvo líderes do movimento islamita
palestiniano Hamas, reunidos num complexo residencial no coração da capital do
Qatar, mediador nas negociações para um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
O
ataque matou cinco palestinianos e um polícia local. O movimento palestiniano
afirmou posteriormente que os seus líderes responsáveis pelas negociações com
Israel não estavam entre as vítimas.
O
secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão criticou ainda os
países muçulmanos por não agirem em prol dos palestinianos “famintos e
oprimidos” na Faixa de Gaza, vincando a necessidade de esses países tomarem
pelo menos “uma pequena decisão para evitar a sua própria destruição”.
O
presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, também deverá participar nesta cimeira
que foi convocada de urgência após o ataque de Israel no Qatar.
O
Irão tem sido um dos países atacados pelo Estado israelita nos últimos meses.
Em
13 de junho, Israel lançou ataques contra a República Islâmica com alvos
militares, nucleares e civis, matando mais de mil pessoas, incluindo dezenas de
altos oficiais militares e cientistas nucleares.
Durante
a guerra de 12 dias, Teerão lançou diariamente mísseis e drones contra o
território israelita, causando cerca de 30 mortos.
Os
Estados Unidos, o principal aliado de Israel, também entrou no conflito com
bombardeamentos contra três instalações nucleares iranianas em 22 de junho,
dois dias antes do cessar-fogo, aos quais o Irão respondeu disparando mísseis
contra uma base aérea norte-americana no Qatar.
Há 1d14:11 Agência Lusa
OLP entrega ao exército armas do maior campo
de refugiados do Líbano
Segundo
responsável da OLP, camiões carregados com armas provenientes do campo de Ain
el-Heloué, no sul do Líbano, tinham sido entregues ao exército libanês.
Há 1d11:34 Agência Lusa
Exército israelita afirma que mais de 250 mil
habitantes saíram da cidade de Gaza
O Exército israelita afirmou hoje que mais de 250.000
habitantes de Gaza já abandonaram a cidade em direcção ao sul do enclave devido
aos bombardeamentos israelitas, às ordens de deslocamento forçado e à ameaça de
uma invasão terrestre.
“Residentes de Gaza, de acordo com estimativas das
Forças de Defesa (de Israel), mais de um quarto de milhão de residentes da
cidade de Gaza saíram da cidade pela sua própria segurança”, afirmou em árabe na X o
porta-voz militar, Avichay Adraee.
A EFE não conseguiu corroborar a estimativa do
Exército, mas de acordo com dados da Agência da ONU para a Coordenação de
Assuntos Humanitários (OCHA), desde 14 de agosto foram registadas mais de
122.385 deslocações na cidade de Gaza, 60% (mais de 73.500 movimentos) do norte
para o sul da Faixa de Gaza.
De acordo com a metodologia, uma mesma pessoa pode
realizar mais de uma deslocação, pelo que o número total de residentes de Gaza
deslocados pode ser menor. Estima-se que havia cerca de um milhão de pessoas na
cidade de Gaza.
No passado dia 9 de setembro, perante a ameaça de uma
invasão terrestre iminente, o Exército israelita ordenou a evacuação total
desta cidade, algo a que alguns palestinianos ainda resistem devido à
dificuldade de se deslocarem, à fome ou à falta de refúgio no sul.
Especialistas em direitos humanos consideram que esta
deslocação forçada da população civil pode constituir um crime de guerra, numa
ofensiva bélica já classificada como genocídio por diferentes ONG, relatores da
ONU e especialistas.
“Exorto-os, para sua própria segurança, a aproveitarem
a rua Rashid e a deslocarem-se imediatamente para a zona humanitária de Al
Mawasi e para as áreas vazias dos campos centrais, tal como anunciámos ontem
(sexta-feira), onde poderão usufruir de uma resposta humanitária muito melhor,
incluindo serviços de saúde”, acrescentou o porta-voz.
De acordo com ONG e testemunhos no terreno, a zona de
Al Mawasi, no sul de Jan Yunis, também bombardeada por Israel, equivale a 12%
da Faixa, e nela se estendem tendas onde as pessoas sobrevivem amontoadas, sem
saneamento ou água potável suficiente.
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