segunda-feira, 15 de setembro de 2025

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Mundo/ Conflito Israelo-palestiniano

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Exército israelita diz que mais de 250 mil habitantes saíram da cidade de Gaza - como aconteceu

Exército israelita afirma que mais de 250 mil habitantes de Gaza já abandonaram a cidade em direcção ao sul do enclave devido aos bombardeamentos, às ordens de deslocamento e à ameaça de uma invasão.

JOÃO FRANCISCO GOMES: TEXTO

PEDRO RAÍNHO: TEXTO

Arquivado - 13 set. 2025, 11:29. OBSERVADOR.

AFP via Getty Images

Momentos-chave

Há 24hTrump "não ficou feliz" com ataque israelita ao Qatar, mas "não muda natureza da relação com Israel"

Há 1dNetanyahu defende ataque a Doha: Negociadores do Hamas são "principal obstáculo à libertação de reféns"

Há 1dRubio: "Hamas não pode continuar a existir se objectivo for a paz"

Há 1dEscola da UNRWA atacada na Faixa de Gaza

Há 1dPelo menos 31 mortes na Faixa de Gaza este sábado

Há 1dIrão apela aos países islâmicos para tomarem medidas práticas contra Israel

Há 1dExército israelita afirma que mais de 250 mil habitantes saíram da cidade de Gaza

Histórico de atcualizações

Há 14h09:34 Adriana Alves

Bom dia. Arquivamos este liveblog que acompanhou os desenvolvimentos no conflito entre Israel e o Hamas. Pode continuar a seguir a nossa cobertura ao longo deste domingo nesta nova ligação.

Há 23h23:45 Miguel Pereira Santos

Soldados israelitas terão invadido casa de realizador palestiniano do documentário "No Other Land"

Realizador de documentário sobre ocupação da Cisjordânia não estaria presente no momento da invasão. Colonos israelitas tinham atacado a sua aldeia natal e deixado três dos seus familiares doentes.

Há 24h23:39 Miguel Pereira Santos

Trump "não ficou feliz" com ataque israelita ao Qatar, mas "não muda natureza da relação com Israel"

Marco Rubio disse que Donald Trump “não ficou feliz” com o ataque de Israel ao Qatar, mas o Presidente dos EUA não considera que essa operação militar “não vai mudar a natureza” da relação entre norte-americanos e israelitas.

O secretário de Estado dos EUA disse que o endurecimento dos ataques de colonos na Cisjordânia são “uma reacção israelita aos esforços em todo o mundo para reconhecer um Estado palestiniano”. Rubio acrescentou que a administração Trump tinha avisado vários países que “haveria uma reacção contrária por parte dos israelitas” aos anúncios de reconhecimento da Palestina.

“E acho que foi isso que se viu”, disse sem condenar a violência dos colonos.

Há 1d22:21 Miguel Pereira Santos

Netanyahu defende ataque a Doha: Negociadores do Hamas são "principal obstáculo à libertação de reféns"

O primeiro-ministro israelita defendeu os ataques à delegação do Hamas em Doha. “Livrar-nos deles eliminaria o principal obstáculo à libertação de todos os nossos reféns e ao fim da guerra”, escreveu nas redes sociais.

“Os líderes terroristas do Hamas que vivem no Catar não se importam com o povo de Gaza”, alega Netanyahu. “Eles bloquearam todas as tentativas de cessar-fogo para prolongar indefinidamente a guerra”, continuou.

Há 1d22:11 Miguel Pereira Santos

Rubio: "Hamas não pode continuar a existir se objectivo for a paz"

Antes de viajar para Israel, Marco Rubio disse que “o Hamas não pode continuar a existir se o objectivo for a paz” no Médio Oriente.

O secretário de Estado dos EUA disse que “garantir o regresso dos reféns, encontrar formas de assegurar que a ajuda humanitária chegue aos civis e lidar com a ameaça representada pelo Hamas.”

Há 1d17:20 Agência Lusa

Rubio chega a Israel este domingo para abordar a ofensiva em Gaza

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, chega este domingo a Israel para discutir a ofensiva em Gaza e manifestar oposição ao reconhecimento de um Estado palestiniano por vários países este mês, segundo o seu gabinete.

O alto diplomata norte-americano vai reunir-se na segunda-feira com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. Após o encontro, farão declarações conjuntas à imprensa em Jerusalém.

Segundo a organização não-governamental israelita Peace Now, que monitoriza a expansão dos colonatos ilegais, Rubio também participará na inauguração de um túnel turístico num colonato israelita no bairro palestiniano de Silwan, localizado na ocupada Jerusalém Oriental (parte da cidade oficialmente anexada em 1980 pelas autoridades israelitas, numa decisão não reconhecida pelas Nações Unidas).

O túnel, de 600 metros, começa no extremo sul de Wadi Hilweh, em Silwan, passa por baixo de casas palestinianas e por baixo das muralhas da Cidade Velha e termina junto ao Muro das Lamentações, a poucos metros da Mesquita de Al-Aqsa, na zona ocupada de Jerusalém.

A Peace Now considera que a presença de Rubio neste túnel equivale ao “reconhecimento pelos Estados Unidos da soberania israelita” sobre a zona mais sensível da Cidade Velha de Jerusalém.

A chegada do chefe da diplomacia norte-americana a Israel acontece apesar do descontentamento da administração Trump com o ataque israelita no Qatar contra a delegação do Hamas, a mesma que estava a negociar a libertação dos reféns israelitas.

O Qatar é um aliado próximo dos Estados Unidos e um dos principais negociadores para um cessar-fogo em Gaza.

Netanyahu disse, em comunicado, que o ataque foi uma “operação israelita completamente independente” que não teve a aprovação dos Estados Unidos.

Vários países podem formalizar este mês o seu reconhecimento do Estado palestiniano, caso de França, Reino Unido, Canadá e Austrália, o que tem levado a protestos de Israel.

Há 1d15:02 João Francisco Gomes

Escola da UNRWA atacada na Faixa de Gaza

Uma escola da UNRWA, agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos, foi atingida este sábado por um ataque israelita contra o campo de refugiados de Shati, na Faixa de Gaza, noticia a Al Jazeera.

De acordo com a mesma estação, o exército israelita atacou também um edifício de grandes dimensões na cidade de Gaza com o argumento de que era usado pelo Hamas.

Há 1d14:44 João Francisco Gomes

Pelo menos 31 mortes na Faixa de Gaza este sábado

Pelo menos 31 palestinianos morreram este sábado na sequência de ataques israelitas contra a Faixa de Gaza, noticia a Al Jazeera.

Entre eles encontram-se 22 pessoas mortas na cidade de Gaza.

A Al Jazeera destaca que, ao que tudo indica, Israel estará a entrar na segunda fase do plano para assumir o controlo da cidade de Gaza.

Há 1d14:38 Agência Lusa

Irão apela aos países islâmicos para tomarem medidas práticas contra Israel

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão apelou hoje aos países islâmicos para tomarem medidas práticas contra Israel e criarem pelo menos um “quartel de operações conjuntas” contra o Estado israelita para evitar novas agressões.

“Alerta aos governos islâmicos! A realização de uma conferência da Organização para a Cooperação Islâmica repleta de discursos e sem resultados práticos (como acontece nas reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas) equivale, na realidade, a dar à entidade sionista uma nova licença de agressão”, disse Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, numa mensagem em árabe na rede social X.

O responsável iraniano instou os mais de 50 países muçulmanos que participam, no domingo, em Doha (capital do Qatar), na cimeira de urgência da Liga Árabe e da Organização para a Cooperação Islâmica, a “formarem pelo menos um quartel de operações conjuntas contra a loucura do regime [de Israel]”.

“Uma decisão assim, por si só, bastaria para perturbar os amos daquele regime e levá-los a alterar as suas ordens, sob o pretexto de instaurar a paz mundial e ganhar o Prémio Nobel”, acrescentou Larijani, referindo-se ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou interesse em ganhar o Prémio Nobel da Paz.

O apelo do Irão acontece depois de, na última terça-feira, Israel ter feito um ataque sem precedentes em Doha que teve como alvo líderes do movimento islamita palestiniano Hamas, reunidos num complexo residencial no coração da capital do Qatar, mediador nas negociações para um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

O ataque matou cinco palestinianos e um polícia local. O movimento palestiniano afirmou posteriormente que os seus líderes responsáveis pelas negociações com Israel não estavam entre as vítimas.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão criticou ainda os países muçulmanos por não agirem em prol dos palestinianos “famintos e oprimidos” na Faixa de Gaza, vincando a necessidade de esses países tomarem pelo menos “uma pequena decisão para evitar a sua própria destruição”.

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, também deverá participar nesta cimeira que foi convocada de urgência após o ataque de Israel no Qatar.

O Irão tem sido um dos países atacados pelo Estado israelita nos últimos meses.

Em 13 de junho, Israel lançou ataques contra a República Islâmica com alvos militares, nucleares e civis, matando mais de mil pessoas, incluindo dezenas de altos oficiais militares e cientistas nucleares.

Durante a guerra de 12 dias, Teerão lançou diariamente mísseis e drones contra o território israelita, causando cerca de 30 mortos.

Os Estados Unidos, o principal aliado de Israel, também entrou no conflito com bombardeamentos contra três instalações nucleares iranianas em 22 de junho, dois dias antes do cessar-fogo, aos quais o Irão respondeu disparando mísseis contra uma base aérea norte-americana no Qatar.

Há 1d14:11 Agência Lusa

OLP entrega ao exército armas do maior campo de refugiados do Líbano

Segundo responsável da OLP, camiões carregados com armas provenientes do campo de Ain el-Heloué, no sul do Líbano, tinham sido entregues ao exército libanês.

Há 1d11:34 Agência Lusa

Exército israelita afirma que mais de 250 mil habitantes saíram da cidade de Gaza

O Exército israelita afirmou hoje que mais de 250.000 habitantes de Gaza já abandonaram a cidade em direcção ao sul do enclave devido aos bombardeamentos israelitas, às ordens de deslocamento forçado e à ameaça de uma invasão terrestre.

“Residentes de Gaza, de acordo com estimativas das Forças de Defesa (de Israel), mais de um quarto de milhão de residentes da cidade de Gaza saíram da cidade pela sua própria segurança”, afirmou em árabe na X o porta-voz militar, Avichay Adraee.

A EFE não conseguiu corroborar a estimativa do Exército, mas de acordo com dados da Agência da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), desde 14 de agosto foram registadas mais de 122.385 deslocações na cidade de Gaza, 60% (mais de 73.500 movimentos) do norte para o sul da Faixa de Gaza.

De acordo com a metodologia, uma mesma pessoa pode realizar mais de uma deslocação, pelo que o número total de residentes de Gaza deslocados pode ser menor. Estima-se que havia cerca de um milhão de pessoas na cidade de Gaza.

No passado dia 9 de setembro, perante a ameaça de uma invasão terrestre iminente, o Exército israelita ordenou a evacuação total desta cidade, algo a que alguns palestinianos ainda resistem devido à dificuldade de se deslocarem, à fome ou à falta de refúgio no sul.

Especialistas em direitos humanos consideram que esta deslocação forçada da população civil pode constituir um crime de guerra, numa ofensiva bélica já classificada como genocídio por diferentes ONG, relatores da ONU e especialistas.

“Exorto-os, para sua própria segurança, a aproveitarem a rua Rashid e a deslocarem-se imediatamente para a zona humanitária de Al Mawasi e para as áreas vazias dos campos centrais, tal como anunciámos ontem (sexta-feira), onde poderão usufruir de uma resposta humanitária muito melhor, incluindo serviços de saúde”, acrescentou o porta-voz.

De acordo com ONG e testemunhos no terreno, a zona de Al Mawasi, no sul de Jan Yunis, também bombardeada por Israel, equivale a 12% da Faixa, e nela se estendem tendas onde as pessoas sobrevivem amontoadas, sem saneamento ou água potável suficiente.

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