De inútil comentário, tanto se ficou apavorado.
A magnífica história de um meio de transporte palco de subidas e
descidas limitadas no espaço - e no tempo - como, afinal, essas o são, geralmente.
INÊS ANDRÉ FIGUEIREDO, a narradora excelente.
Prestes a fazer 140 anos, o Elevador da
Glória é uma relíquia em andamento no coração de Lisboa
Inaugurado em 1885, o Elevador da Glória tornou-se num símbolo
incontornável para o turismo em Lisboa, com milhares de pessoas a usarem o
monumento todos os dias.
OBSERVADOR, 04 set. 2025, 00:02 6
LUSA
Faltam poucos dias para se celebrarem
140 anos de História. O Elevador da Glória, também conhecido como Ascensor da
Glória, é um dos mais incontornáveis pontos turísticos da cidade de
Lisboa. Em pleno coração da
capital portuguesa, faz a ligação entre a Praça dos Restauradores, na Baixa, e
o Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto. Há
dois ascensores no local a fazer o curto percurso dezenas de vezes por dia —
são 265 metros, com uma inclinação de 17%.
Desenhado
pelo engenheiro RAOUL MESNIER
DU PONSARD, o Elevador da Glória
foi inaugurado a 24 de outubro de 1885, tornando-se o segundo funicular de Lisboa, logo a seguir ao da Bica, o
Elevador da Lavra. Nessa altura, o sistema de tracção do
ascensor fazia-se por cremalheira (um sistema idêntico aquele que é usado nas bicicletas) e um cabo equilibrado com contrapeso de
água. Ao longo do tempo, o
ascensor foi sofrendo alterações, desde logo em 1914, quando passou a ser
movido a electricidade.
Aquele que era um importante meio de
transporte para os lisboetas foi-se tornando uma relíquia em andamento no
coração da cidade, atraindo turistas de todo o mundo, de tal forma que, em
2002, adquiriu o estatuto de Momento Nacional. Os
ascensores são conduzidos por um guarda-freios
e os utilizadores podem seguir sentados ou em pé.
Actualmente,
uma viagem no Elevador da Glória custa 4,20 euros se o bilhete for adquirido a
bordo ou nas máquinas da Carris em 2025, sendo que há outras alternativas mais
baratas ou até grátis para quem tem cartão ou passe de transportes. A verdade é
que as filas para subir a bordo do Elevador da Glória passaram a ser uma constante na Calçada
da Glória e são milhares os turistas que, diariamente, fazem questão de entrar
no histórico ascensor para fazer a curta viagem entre a Baixa e o Bairro Alto.
O acidente desta quarta-feira não é o
primeiro na história recente deste monumento. A 7 de maio de 2018, o
Elevador da Glória tinha descarrilado devido a “uma falha grave de manutenção”,
que fez com que a composição saísse dos carris. Nessa altura, a carruagem não
tombou e ninguém ficou ferido, ainda que o elevador tenha ficado sem operar
durante um mês.
No acidente desta quarta-feira, as
primeiras informações dão conta de que um cabo se soltou, o que
levou o ascensor a embater num edifício, causando
a morte a 15 pessoas e provocando pelo menos 18 feridos.
LISBOA……PAÍS ……SOCIEDADE ……MONUMENTOS……HISTÓRIA……CULTURA
COMENTÁRIOS (de 6)
Maria Augusta
Martins: Enfim uma mina de ouro estes
"chaços"! Em contas de merceeiro três milhões de passageiro/ano
pagantes, são pra riba de treze milhões de euros, pois penso que os borlistas
não entram na contabilidade por falta de controlo. É uma vergonha que a câmara,
a Carris ou o raio que os parta não tenha funcionários adstritos à manutenção e
conservação? Treze milhões dá para pagar muita conservação, muita substituição
e muita ribaldaria!
João Almeida Gomes: Quando foram construídas as
carruagens e as infraestruturas? Quando vejo as finas e pequenas rodas nos
carris, parece-me haver incapacidade de travar uma massa total de mais de (12
toneladas com 40 pessoas?) numa inclinação de 17 % se o cabo se partir. Afinal
foi concebido e construído há 140 anos.
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