Nestes tempos de contrastes. Como sempre houve, é certo - tempos de uma
HISTÓRIA banal, de uma visita banal, ou talvez não, a HISTÓRIA o dirá. Por
enquanto, Putin vai-se impondo, na cadeira do seu aconchego e na impunidade do
nosso espanto, apesar da HISTÓRIA, e o SEU tempo de expectativa, Sempre.
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Trump e Melania aterram em Londres.
Protocolo no aeroporto e fotos (sobre caso Epstein) projectados no castelo de
Windsor — há quatro detidos
Trump e Melania foram recebidos com as protocolares honras de Estado
em Londres enquanto eram projectadas imagens do Presidente dos EUA com Epstein
no Castelo de Windsor.
MIGUEL PINHEIRO CORREIA:
Texto
OBSERVADOR, 16 set. 2025, 22:36
▲Melania
e Trump na segunda visita oficial ao Reino Unido
AFP via Getty Images
Pouco depois das 21h locais (a mesma hora em Lisboa), o imponente Air Force One dos Estados
Unidos da América aterrou no aeroporto de Stansted, na periferia de Londres. A bordo
do avião, além da comitiva habitual nestas visitas de Estado, estavam Donald e Melania Trump, que
desceram até à pista de aterragem pelas 21h20, avançou a BBC.
O
Presidente dos EUA e a primeira dama foram recebidos e saudados pela Chefe de
Protocolo norte-americana, Monica Crowley, pela Ministra dos Negócios
Estrangeiros do Reino Unido, Yvette Cooper, e pelo embaixador norte-americano
em Londres, Warren Stephens. Depois seguiram de helicóptero para o centro de Londres, no início desta
visita histórica ao Reino Unido.
Ao mesmo tempo em
Windsor, onde estará na
quarta-feira, decorriam protestos a lembrar a polémica em torno da sua amizade
com Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual (suicidou-se na prisão). Uma grande lona com uma imagem dos dois e
um vídeo foi projectado na lateral do castelo, adiantou a SkyNews. Na sequência desta “manobra pública em Windsor”
foram detidos quatro adultos sob suspeita de “comunicações maliciosas”,
descreveu a polícia.
“Levamos
muito a sério qualquer actividade não autorizada perto do Castelo de Windsor.
Os nossos polícias responderam rapidamente para interromper a projecção e
quatro pessoas foram detidas. Estamos a desenvolver uma investigação completa
com os nossos parceiros sobre as circunstâncias na origem deste incidente”,
revelou a superintendente-chefe Felicity Parker.
Ao mesmo tempo, fotografias de Virginia Giuffre, a vítima mais conhecida de Epstein,
e Ghislaine Maxwell, a cúmplice que está a cumprir 20 anos de prisão, bem como
o príncipe André ao lado de Epstein, apareciam na fachada da residência do Rei.
Giuffre
alegou que foi traficada aos 17 anos por Epstein e Maxwell para o príncipe
André. O monarca, que rejeita as acusações, chegou a um acordo
extrajudicial com a denunciante (que se suicidou em 2025) em 2022, três
anos depois de ter abandonado funções reais devido a este escândalo.
O
caso Epstein, com profundas e embrionárias ligações ao Reino Unido, já ofuscava
a visita de Trump antes de esta começar. Na
última semana, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer pediu a demissão do
embaixador do Reino Unido nos EUA após terem sido revelados e-mails nos quais o
diplomata manifestava o apoio a Epstein após a condenação.
Peter
Mandelson, cuja demissão foi aprovada com “efeito imediato” pela ministra dos
Negócios Estrangeiros, apelidou Epstein de “melhor amigo”, em 2003. As
mensagens reveladas entre os dois foram trocadas entre 2005 e 2010 — Esptein
foi condenado por solicitar a prostituição de uma menor em 2008.
À chegada à residência do embaixador
dos EUA em Regent’s Park, onde o casal vai dormir, Trump fez a sua primeira
declaração: “Bem,
eu adoro este país. Adoro Turnberry [o campo de golfe de que é proprietário],
adoro Aberdeen. Tenho muitas coisas aqui que… aquecem o meu coração. Quero
dizer-vos que este é um lugar muito especial”.
As ligações de Donald Trump a terras
britânicas são antigas e remontam ao início do século XX, quando
a sua mãe, Mary Anne, nasceu na ilha escocesa de Lewis. A filha de um administrador
de uma agência de correios acabaria por mudar-se para Nova Iorque em 1930, aos
18 anos, para procurar trabalho como empregada, relatou a BBC.
A
chegada de Trump a Londres divide atenções com a morte de Robert
Redford nas manchetes dos jornais britânicos que saem para as
bancas esta quarta-feira — dia que começará com uma recepção formal com a
presença de Carlos III, a
rainha Camila e os príncipes de Gales, William
e Kate no Castelo de Windsor. Segue-se uma
demonstração dos Red Arrows (os
Setas Vermelhas, na tradução literal para português, são a equipa de acrobacias
da Real Força Aérea britânica). Antes de depositar uma coroa de
flores no túmulo da Rainha Isabel II, na Capela de São Jorge, almoçará com a
família real.
À noite, no mesmo dia, Trump
será o convidado de honra de um banquete formal de Estado no Castelo, no último
evento público antes da sua despedida. O
Presidente dos EUA abandona o Reino Unido na manhã de quinta-feira, após
reunião com Starmer.
Os encontros políticos deverão ser
marcados por conversas sobre a guerra na Ucrânia, tarifas e comércio,
num momento em que já foi formalizado um acordo na área da tecnologia. Segundo a
Sky News, algumas das maiores
empresas de tecnologia dos EUA — como a Nvidia, a Microsoft, a Open AI e a
Google — prometeram milhões de libras em investimentos para fomentar a
indústria da Inteligência Artificial no Reino Unido, com planos para construir
infraestruturas e investir em pesquisas. Keir Starmer descreveu o acordo como
uma “mudança geracional”.
DONALD TRUMP ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA AMÉRICA MUNDO REINO UNIDO EUROPA
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