Vivemos ainda na distância de tudo isso que parece inconcebível, pesem
embora as coisas que também já por nós passaram, (sem tanta visibilidade, é
certo), de fraternidades em desequilíbrio, mas hoje tudo corre com mais tortuosidade
ainda. Mas o romance “Mário” de Silva Gaio, é uma das gratas recordações que me
ficaram dessas nossas lutas fraternas do século XIX, entre liberais e
miguelistas, que descobri na estante do meu pai, com tanto prazer lido e relido,
uma prova de que também sabemos gerar conflitos fraternos estimulantes dos
apetites políticos e gerando obras romanescas literárias, como é costume, nesses conflitos.
Activar alertas
Hamas exorta ala juvenil a manter acções
contra Israel na Cisjordânia
Esta
segunda-feira de manhã, onze veículos do exército israelita entraram no campus
da Universidade Birzeit, em Ramallah, deixando cinco seguranças feridos e
causando danos materiais.
22 set. 2025, 13:49
▲Em 2025, mais de 100
palestinianos foram mortos em ataques israelitas, entre os quais 25 menores de
idade
HAITHAM IMAD/EPA
Um dos líderes do grupo
islamita Hamas pediu esta segunda-feira que os estudantes palestinianos na Cisjordânia aumentem o activismo
contra Israel, depois de as forças israelitas
terem invadido a Universidade Birzeit, em Ramallah.
De
acordo com fontes palestinianas, cinco pessoas ficaram feridas após a entrada do
Exército de Israel na Universidade de Ramallah, que conduziu outra operação na
Faculdade de Belas Artes, num teatro e na Universidade de Hebron.
A agência de notícias palestiniana Wafa
noticiou que as forças israelitas detiveram um professor da
Universidade de Hebron e um académico que chefiava um departamento
científico.
Para Abdel Rahman Shadid, foi uma
tentativa “desesperada de conter a
resistência na Cisjordânia, liderada pela juventude revolucionária”.
O dirigente do Hamas, considerado terrorista pela União Europeia e Estados
Unidos, disse ainda que a “ameaça de Israel contra a
organização Bloco Islâmico (a ala estudantil do Hamas) e as tentativas de
“desencorajar” os estudantes de participarem em actividades reflectem fracasso face ao que disse ser a crescente consciencialização estudantil e indignação
popular com a guerra na Faixa de Gaza.
Esta segunda-feira de manhã, onze veículos do exército israelita
entraram no campus da Universidade Birzeit, em Ramallah, deixando cinco seguranças feridos e
causando danos materiais,
incluindo portões e destruição de obras de arte dedicadas a Gaza.
Durante
o ataque, as forças israelitas afixaram panfletos em árabe alertando os
estudantes de que “podem vir a pagar um preço elevado” se participarem
em actividades da ala estudantil do Hamas.
Outro
local atacado pelos militares de Israel foi a Faculdade
de Belas Artes, assim como o Teatro
Naseeb Azziz Shaheen, em Ramallah.
As forças israelitas destruíram murais que condenavam as universidades
destruídas em Gaza pelos ataques israelitas. O campus considerou o ataque
israelita “uma mensagem agressiva” contra a cultura, a criatividade e
a humanidade. Apesar da operação militar de Israel, o campus não fechou
portas, com aulas e exames agendados para esta segunda-feira.
A Cisjordânia ocupada enfrenta
uma vaga de violência sem precedentes desde a Segunda Intifada (2000-2005).
Em 2024, pelo menos 491
palestinianos foram mortos no território por fogo israelita, a maioria
militantes em campos de refugiados, mas também civis, incluindo pelo menos 75
menores.
Em 2025, mais
de 100 palestinianos foram mortos em ataques israelitas, entre os quais 25 menores de
idade, de acordo com uma contagem da agência de notícias espanhola EFE.
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