terça-feira, 23 de setembro de 2025

Nós por cá


Vivemos ainda na distância de tudo isso que parece inconcebível, pesem embora as coisas que também já por nós passaram, (sem tanta visibilidade, é certo), de fraternidades em desequilíbrio, mas hoje tudo corre com mais tortuosidade ainda. Mas o romance “Mário” de Silva Gaio, é uma das gratas recordações que me ficaram dessas nossas lutas fraternas do século XIX, entre liberais e miguelistas, que descobri na estante do meu pai, com tanto prazer lido e relido, uma prova de que também sabemos gerar conflitos fraternos estimulantes dos apetites políticos e gerando obras romanescas literárias, como é costume, nesses conflitos.

Conflito Israelo-palestiniano

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Hamas exorta ala juvenil a manter acções contra Israel na Cisjordânia

Esta segunda-feira de manhã, onze veículos do exército israelita entraram no campus da Universidade Birzeit, em Ramallah, deixando cinco seguranças feridos e causando danos materiais.

AGÊNCIA LUSA: Texto

22 set. 2025, 13:49

Em 2025, mais de 100 palestinianos foram mortos em ataques israelitas, entre os quais 25 menores de idade

HAITHAM IMAD/EPA

CONFLITO NO MÉDIO ORIENTE

Um dos líderes do grupo islamita Hamas pediu esta segunda-feira que os estudantes palestinianos na Cisjordânia aumentem o activismo contra Israel, depois de as forças israelitas terem invadido a Universidade Birzeit, em Ramallah.

De acordo com fontes palestinianas, cinco pessoas ficaram feridas após a entrada do Exército de Israel na Universidade de Ramallah, que conduziu outra operação na Faculdade de Belas Artes, num teatro e na Universidade de Hebron.

A agência de notícias palestiniana Wafa noticiou que as forças israelitas detiveram um professor da Universidade de Hebron e um académico que chefiava um departamento científico.

Para Abdel Rahman Shadid, foi uma tentativa “desesperada de conter a resistência na Cisjordânia, liderada pela juventude revolucionária”.

O dirigente do Hamas, considerado terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, disse ainda que a “ameaça de Israel contra a organização Bloco Islâmico (a ala estudantil do Hamas) e as tentativas de “desencorajar” os estudantes de participarem em actividades reflectem fracasso face ao que disse ser a crescente consciencialização estudantil e indignação popular com a guerra na Faixa de Gaza.

Esta segunda-feira de manhã, onze veículos do exército israelita entraram no campus da Universidade Birzeit, em Ramallah, deixando cinco seguranças feridos e causando danos materiais, incluindo portões e destruição de obras de arte dedicadas a Gaza.

Durante o ataque, as forças israelitas afixaram panfletos em árabe alertando os estudantes de que “podem vir a pagar um preço elevado” se participarem em actividades da ala estudantil do Hamas.

Outro local atacado pelos militares de Israel foi a Faculdade de Belas Artes, assim como o Teatro Naseeb Azziz Shaheen, em Ramallah. As forças israelitas destruíram murais que condenavam as universidades destruídas em Gaza pelos ataques israelitas. O campus considerou o ataque israelita “uma mensagem agressivacontra a cultura, a criatividade e a humanidade. Apesar da operação militar de Israel, o campus não fechou portas, com aulas e exames agendados para esta segunda-feira.

A Cisjordânia ocupada enfrenta uma vaga de violência sem precedentes desde a Segunda Intifada (2000-2005).

Em 2024, pelo menos 491 palestinianos foram mortos no território por fogo israelita, a maioria militantes em campos de refugiados, mas também civis, incluindo pelo menos 75 menores.

Em 2025, mais de 100 palestinianos foram mortos em ataques israelitas, entre os quais 25 menores de idade, de acordo com uma contagem da agência de notícias espanhola EFE.

 

 

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