O meu
e o teu
Desde o fim dos tempos
Ontem, amanhã
Hoje também
Com amen ou não
Conforme o conceito.
O mostrengo que está
No fim da Terra europeia
E se passeia,
Inchada a veia atrevida
Da sua impunidade,
Na noite de breu
Gargalha feliz
E diz:
«Ucrânia é meu»
- Digo, “o país”.
E a quem o contradiz:
“Prova que é teu”.
E há quem abrace
Quem ria quem troce
Quem se rebaixe
Com o mostrengo sem jeito
Que segue o preceito
De matar pelo ar
E assim alcançar
Fama e proveito.
E assim se tem feito
E assim se fará
Mudança não há
De lá para cá,
Ou de lá e de lá
Explicitamente
Com dor e com fome
Loucura não mansa,
Num mundo de avesso.
Minha nossa!
Mundo /
Em directo/Donald Trump
diz que "está pronto" para avançar com novas sanções contra a Rússia,
depois de Moscovo ter lançado maior ataque com drones da guerra
Quatro pessoas morreram no
maior ataque russo da guerra, que atingiu o edifício onde se reúnem os
ministros ucranianos em Kiev. Ucrânia pediu "apoio concreto" em vez
de "indignação".
ANTÓNIO MOURA DOS SANTOS: Texto
WILL OLIVER / POOL/EPA
Momentos-chave
Há 2hTrump diz que está pronto para
avançar com novas sanções contra a Rússia
Há 3hEUA "preparados para
aumentar pressão" para "colapsar" a economia russa
Há 6hZelensky actualiza balanço de
vítimas do ataque: 4 mortos e 44 feridos
Há 7hPortugal condena maior ataque
russo com drones desde início da guerra
Há 10hAs imagens do edifício
governamental ucraniano em Kiev em chamas
Há 10hAtaque russo durante a noite
causou a morte de uma mãe e o filho de três meses em Kiev
Há 10hAtaque russo à Ucrânia foi o
maior com drones desde o início da guerra
Actualizações
em direto
14:32 Observador
A Ucrânia sofreu o maior ataque russo
com drones desde o início da guerra, envolvendo mais de 800 drones e mísseis. O ataque
atingiu edifícios governamentais e locais civis, com destaque para o prédio do
Conselho de Ministros em Kiev. Houve relatos de fumo a sair do telhado deste
edifício, o que assinala uma escalada na campanha aérea russa. Este ataque
resultou na morte de pelo menos quatro pessoas e ferimentos em 44 outras.
Em resposta aos ataques, líderes de
diversos países condenaram as acções russas e expressaram solidariedade com a
Ucrânia. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia,
afirmou que a Rússia está a desrespeitar a diplomacia e o direito
internacional. Da sua parte, António Costa, presidente do Conselho Europeu,
enfatizou a necessidade de reforçar as defesas da Ucrânia e aumentar a pressão sobre
a Rússia através de sanções adicionais.
As
autoridades ucranianas reportaram danos significativos em infraestruturas,
incluindo um incêndio numa estação de bombeamento e num parque de tanques de
petróleo na Rússia, como parte da estratégia de atacar a infraestrutura
energética russa. Alegadamente,
a refinaria de petróleo Ilsky também foi alvo de ataques. Estes incidentes
visam exercer pressão económica sobre Moscovo.
Dentre
os feridos nas acometidas russas, destaca-se que a residência do futebolista Georgiy
Sudakov, recentemente transferido para o Benfica, foi atingida. Contudo, nem
Sudakov nem a sua família, que se encontrava em Kiev, foram afectados.
Há 2h18:10 Rui
Pedro Antunes
Sofia Moreira de Sousa:
"Alargamento da UE à Ucrânia é uma grande mais-valia"
Sofia Moreira de Sousa defende,
a partir de Lviv, que uma futura adesão da Ucrânia à UE seria benéfica também
para Portugal. Garante ainda que existe total alinhamento entre Costa e Von
der Leyen.
Há 2h17:58 Madalena
Moreira
Trump diz que está pronto para avançar com
novas sanções contra a Rússia
O
Presidente norte-americano reiterou esta tarde a disponibilidade para pressionar
a economia russa, tal como tinha sido avançado inicialmente pelo seu secretário do Tesouro.
À
saída da Casa Branca, Donald Trump foi questionado pelos jornalistas sobre se
“está pronto para avançar com uma segunda fase de sanções contra a Rússia”.
“Sim, estou”, respondeu o chefe de Estado de forma breve.
Há 3h17:12 Madalena
Moreira
EUA "preparados para aumentar
pressão" para "colapsar" a economia russa
O
secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, mostrou hoje disponibilidade para aplicar novas
sanções e tarifas que “aumentem a pressão sobre a Rússia”. “Mas
precisamos que os nossos parceiros europeus nos acompanhem”, declarou
Bessent, em entrevista à NBC News.
“Estamos
numa corrida entre quanto tempo o Exército ucraniano aguenta versus quanto
tempo a economia russa aguenta. E se os EUA e a [União Europeia] puderem
entrar em cena, aplicar mais sanções, tarifas secundárias nos países que
compram petróleo russo, a economia russa vai estar em colapso total e isso vai
trazer o Presidente Putin para a mesa”, argumentou o secretário
norte-americano.
Há 4h15:35 António
Moura dos Santos
Rússia confirma ataques na Ucrânia, mas diz
ter atacado alvos militares e logísticos.
A
confirmação foi dada pelo Ministério da Defesa russo, que publicou uma nota
citada pela Reuters.
Segundo Moscovo, “aeronaves operacionais-tácticas, veículos aéreos
não tripulados, mísseis e artilharia” russa “danificaram alvos no complexo
militar-industrial e na infraestrutura de transporte da Ucrânia utilizados
pelos interesses das Forças Armadas da Ucrânia”.
O
Ministério da Defesa russo
afirma também que atingiu “fábricas de drones, instalações de armazenamento e
lançamento de drones de longo alcance, arsenais, aeródromos, estações de radar
e locais onde se reuniam soldados ucranianos e mercenários estrangeiros”.
As
declarações russas surgem em contradição ao tipo de alvos atingido, por exemplo,
em Kiev, onde prédios residenciais e até o edifício do Conselho de Ministros
ucraniano foram visados.
Moscovo
afirmou ainda que as suas tropas assumiram o controlo da aldeia de Khoroshe, na
região de Dnipropetrovsk, na Ucrânia, mas essa informação não foi ainda
confirmada.
Há 6h14:26 José
Carlos Duarte
Como transformar a Ucrânia num "porco-espinho de aço" por "terra, ar e mar"
Envio
de tropas estrangeiras, Forças Armadas mais fortes e apoio europeu. Von der Leyen
tem insistido que quer ver Ucrânia a transformar-se num “porco-espinho de aço”.
Na terra, no ar e no mar.
Há 6h14:24 António
Moura dos Santos
Starmer classifica ataques russos como "cobardes". Tusk diz
que tentativas de apaziguar Vladimir Putin são "inúteis"
Em
reacção ao ataque russo, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou os ataques como “cobardes”, referindo
que só demonstram que Putin “não leva a paz a sério”.
“Pela
primeira vez, o coração do Governo civil da Ucrânia foi atingido. Estes
ataques cobardes demonstram que Putin acredita ter escapado impune. Não
leva a paz a sério. Agora, mais do que nunca, devemos manter o nosso firme
apoio à Ucrânia e à sua soberania”, afirmou, num comunicado divulgado por
Downing Street.
Reacção
idêntica teve o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, que instou os EUA e a Europa a forçarem, em conjunto, a Rússia a
aceitar imediatamente um cessar-fogo.
“O
ataque russo aos edifícios governamentais em Kiev demonstra, mais uma vez, que adiar
ainda mais uma reacção firme contra Putin e as tentativas de o apaziguar são
inúteis”, escreveu numa mensagem publicada nas redes sociais, sublinhando
que existem “todas as ferramentas para isso”.
Também
a Espanha condenou já a investida russa, “que mais uma vez causou a morte de
civis, incluindo crianças, e danificou a sede do Governo em Kiev”, como se lê
numa mensagem do
ministro dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação, José
Manuel Albares.
O
ministro espanhol manifestou ainda a “sua solidariedade” para com as
famílias, o Governo e o povo ucraniano face ao mais recente ataque russo.
“Condeno
os novos ataques russos destinados a atingir e aterrorizar a população civil da
Ucrânia com mais de 800 drones e mísseis, causando mais vítimas e danos”, escreveu, por sua
vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio
Tajani.
“A
Rússia deve cessar os ataques e mostrar que está disposta a sentar-se à mesa
das negociações. A minha solidariedade para com as famílias das vítimas, o povo
ucraniano e o seu Governo”, completou.
Há 6h14:10 António
Moura dos Santos
Primeira-ministra ucraniana grava
vídeo a partir de edifício atingido e pede para "transformar a indignação" em "apoio concreto à
Ucrânia"
A primeira-ministra da
Ucrânia, Yulia Svidirenko, visitou
esta tarde as instalações governamentais atingidas pelo ataque russo desta
madrugada, demonstrando a extensão dos danos.
“É
assim que a sede do governo da Ucrânia se encontra após o ataque russo desta
manhã. Toda a nossa equipa trabalha diariamente neste edifício. Felizmente,
ninguém ficou ferido. A barbárie russa não irá impedir o trabalho do governo da
Ucrânia”, comentou.
“As
paredes serão reparadas, são apenas tijolos, mas as vidas do nosso povo não
podem ser restauradas”, ressalvou, querendo deixar claro “que a Rússia não quer
a paz”.
“Exorto
o mundo a transformar a indignação pelos crimes russos em apoio concreto à
Ucrânia. Não pelas paredes deste edifício, mas para proteger o nosso povo e as
nossas comunidades em todo o país”, atirou, repetindo os pedidos de Zelensky
aos aliados para reforço da sua defesa aérea mais forte.
Recorde-se
que Svidirenko
deslocou-se para Kiev depois de, 24 horas antes, ter estado em Lviv, onde se
encontrou com uma delegação portuguesa.
Há 6h14:00 António
Moura dos Santos
Zelensky actualiza
balanço de vítimas do ataque: 4 mortos e 44 feridos
O
presidente da Ucrânia adiantou na sua resposta à declaração pública do seu
homólogo francês, Emmanuel Macron, que o
balanço de vítimas do ataque russo desta madrugada subiu.
“Tragicamente,
em toda a Ucrânia, quatro pessoas foram mortas e mais de 44 ficaram feridas.
As nossas equipas de primeiros socorros e serviços de emergência ainda estão a
lidar com as consequências do ataque em todo o país”, escreveu no Twitter.
Volodymyr Zelensky adiantou também ter falado por telefone com Macron,
onde discutiram o “o ataque aéreo implacável da Rússia na noite passada”.
“Coordenámos
os nossos esforços diplomáticos, os próximos passos e os contactos com os
nossos parceiros para garantir uma resposta adequada. Em conjunto com
a França, estamos a preparar novas medidas para reforçar as nossas defesas”, completou.
Há
7h13:03 Agência Lusa
Portugal condena maior ataque russo com drones
desde início da guerra
“Portugal
condena o mais intenso ataque russo à Ucrânia desde o início da guerra de
agressão (810 ‘drones’ e 13 mísseis),
que atingiu directamente a sede do Governo”, afirma o Ministério dos Negócios
Estrangeiros, numa mensagem publicada nas redes sociais.
A
publicação manifesta ainda “profunda solidariedade com as vítimas (incluindo
crianças), as suas famílias e com o povo e as autoridades ucranianos”.
Há 7h12:32 Agência Lusa
Rússia "está a troçar da diplomacia".
Líderes europeus condenam ataque russo que atingiu edifício do Governo em Kiev
Numa
mensagem publicada nas
redes sociais, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der
Leyen, afirmou que a Rússia “está a troçar
da diplomacia, a atropelar o direito internacional e a matar
indiscriminadamente”, garantindo que a Europa vai continuar a apoiar a Ucrânia.
“A
matança tem de acabar”, disse na sua mensagem, na qual adianta que a Europa
continuará a “fortalecer as forças armadas ucranianas, criando garantias de
segurança duradouras e endurecendo as sanções para aumentar a pressão sobre a
Rússia”.
Também
o presidente do Conselho Europeu condenou “a versão de
paz de [do Presidente russo, Vladimir] Putin”, que, segundo António Costa,
consiste em “falar de paz enquanto os bombardeamentos se intensificam
e são atacados edifícios governamentais e casas civis”.
“Temos
de manter o rumo: reforçar as defesas da Ucrânia e aumentar a pressão sobre a
Rússia através de sanções adicionais, em estreita coordenação com os nossos
aliados e parceiros”, acrescentou.
Uma
delegação da União Europeia (UE) viajou na sexta-feira para os Estados Unidos
para negociar com a administração Trump possíveis novas sanções coordenadas
contra a Rússia, referiu António Costa, numa altura em que os europeus já
preparam o seu 19.º pacote de sanções contra o Kremlin.
Para
o Presidente francês, Emmanuel Macron,
a Rússia está “a
enraizar cada vez mais a lógica da guerra e do terror” e a “atacar
indiscriminadamente, incluindo áreas residenciais e a sede do Governo”.
Perante
estes ataques sem precedentes, Macron sublinhou, numa mensagem
divulgada através das redes sociais, a determinação dos aliados da Ucrânia em
continuar a “fazer tudo o que é possível para garantir que prevaleça uma paz
justa e duradoura”.
O ministro dos Negócios
Estrangeiros da Bélgica, Maxime Prévot, também condenou os ataques, lamentando que
“cada vez que se fala em paz, a Rússia responde com mais terror. O governante belga apelou a uma resposta à
escalada do conflito pela Rússia, alegando que “só a pressão e a unidade podem
aproximar esta guerra do fim”.
Há 8h12:25 António
Moura dos Santos
Ucrânia diz ter atacado e
danificado infraestrutura petrolífera "estrategicamente importante"
na Rússia
A
informação foi adiantada por Robert Brovdi, comandante das suas forças de
drones da Ucrânia, na rede social Telegram, escreve a Reuters —
que ressalva não ter conseguido verificar esta notícia de forma independente.
Segundo
o Kyiv Independent, a
refinaria de petróleo Ilsky, na região de Krasnodar, também foi atacada.
No
que toca ao oleoduto, as forças ucranianas adiantam que os ataques causaram
um incêndio na estação de bombeamento e num parque de tanques. Há menos
detalhes quanto à refinaria, registando-se apenas que houve explosões e um fogo.
Não
houve ainda qualquer confirmação por parte da Rússia, à excepção de uma
declaração das autoridades regionais de Krasnodar, que disseram que uma oficina
tecnológica sofreu um incêndio na refinaria, acrescentando que não havia
vítimas.
Ambos
os ataques fazem parte da estratégia continuada da Ucrânia de atacar a
infraestrutura energética da Rússia, numa tentativa de exercer pressão
económica sobre Moscovo e minar a sua capacidade de financiar a guerra.
O
ataque ao oleoduto é particularmente significativo, já que transporta petróleo
russo para a Hungria e a Eslováquia,
que continuam a comprar energia da Rússia, mesmo depois de outros países da
União Europeia terem cortado relações com o país.
Há 9h10:30
Casa de jogador que chegou este verão ao
Benfica atingida no ataque. Família estava em Kiev, mas não foi afectada
Georgiy Sudakov, futebolista de 23 anos que se transferiu do
Shakhtar Donetsk para o Benfica há uma semana, teve a sua residência atingida
pelo ataque russo desta noite em Kiev.
Sudakov
não se encontrava nem em Lisboa nem em Kiev na altura do ataque, mas sim na
Polónia, ao serviço da sua selecção nacional.
Foi
o próprio que partilhou vídeos dos danos no seu canal de Telegram, gravados
pela mulher, Liza Sudakova, que se encontra grávida de 39 semanas e acompanhada
da primeira filha do casal, de três anos. Apesar de ter estado em Kiev na
altura do ataque, a família do jogador parece ter escapado incólume.
“Os
orcs dirão que na minha casa há equipamento militar guardado”, comentou o
jogador, recorrendo a um termo pejorativo que tem sido utilizado pelos
ucranianos para se referir aos russos.
Há 10h10:11 Rui
Pedro Antunes
Yulia Svidirenko esteve com
portugueses em Lviv horas antes do edifício de Kiev onde reúne com ministros
ter sido atacado
O edifício governamental atacado durante
a madrugada deste domingo é onde reúne o colégio de ministros, liderado pela
primeira-ministra, Yulia Sviridenko.
Yulia
Svidirenko tinha estado horas antes do ataque (durante a tarde) com jovens
ucranianos e portugueses no festival Fest!, em Lviv.
Yulia Svidirenko chegou a ter uma
entrevista marcada com o Observador ao final da tarde, mas acabou por
desmarcar, alegando que tinha uma agenda preenchida e de seguir imediato para
Kiev.
A própria primeira-ministra lembrou
no Twitter que é a primeira vez que um “edifício governamental é directamente
atingido”.
Com João Porfírio na Ucrânia
Zelensky reage aos ataques desta noite: "O mundo pode obrigar
os criminosos do Kremlin a parar com as mortes – basta ter vontade
política"
O
presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, recorreu às redes sociais para reagir ao ataque russo que
vitimou pelo menos duas pessoas durante esta madrugada de domingo.
Além
de detalhar os danos humanos e infraestruturais causados pelo ataque, o
líder ucraniano deixou uma mensagem dura a Moscovo.
“Esses
assassinatos que aconteceram agora, quando a verdadeira diplomacia já poderia
ter começado há muito tempo, são um crime deliberado e um prolongamento da
guerra. Tem sido repetidamente dito em Washington que as sanções se seguirão À
recusa em dialogar. Temos de implementar tudo o que foi acordado em Paris”, aponta.
Zelensky
disse também contar com a “implementação de todos os acordos” para reforçar a
defesa aérea ucraniana, pois “cada sistema adicional salva civis destes ataques
vis”. “O mundo pode obrigar os criminosos do Kremlin a parar com os
assassinatos – tudo o que
é necessário é vontade política”,
terminou.
Há 10h10:04 António Moura dos Santos
As imagens do edifício governamental ucraniano
em Kiev em chamas
As
autoridades partilharam imagens dos últimos andares do enorme edifício a arder
durante a manhã.
Ainda
não foi apurado se o edifício do Conselho de Ministros em Kiev foi directamente
atacado ou se o incêndio que sofreu durante a noite foi resultado de detritos.
Se se comprovar a primeira hipótese, tal
representaria uma escalada na campanha aérea da Rússia, pois tem evitado atacar
edifícios governamentais no centro da cidade.
Há
que frisar que este edifício em Kiev concentra a maioria dos ministérios
ucranianos.
Há 10h09:36 António
Moura dos Santos
Ataque russo durante a noite causou a morte de
uma mãe e o filho de três meses em Kiev
Segundo
o balanço feito pelas autoridades ucranianas até à data, duas pessoas
morreram e pelo menos 20 ficaram feridas nos ataques durante a noite.
As
duas pessoas mortas eram uma mãe e o seu filho de 3 meses, cujos corpos foram
retirados dos escombros pelas equipas de resgate, anunciou o chefe da
administração municipal de Kiev, Tymur Tkachenko, acrescentando que pelo menos
10 locais em Kiev foram danificados no ataque.
De
acordo com o relato de uma testemunha ao Kyiv Independent, a vítima era “uma jovem que morava no 6.º andar, que
tinha dado à luz recentemente”. “Ela foi projectada para a rua pela onda de
choque e foi encontrada sob os escombros do prédio às 5 da manhã. A criança
também foi encontrada morta”, adiantou.
Há 10h09:31 Agência Lusa
Ataque russo à Ucrânia foi o maior com drones desde o
início da guerra
O
ataque “foi o maior ataque russo com drones desde o início” da invasão em larga
escala da Ucrânia, afirmou o porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, Yuriy Ihnat,
em declarações à agência de notícias norte-americana Associated Press.
Segundo
a Força Aérea, a Ucrânia conseguiu abater e neutralizar 747 drones e quatro
mísseis, mas houve nove impactos de mísseis e 56 ataques com drones em 37
locais de todo o país, tendo os detritos das armas caído em oito áreas.
Os
jornalistas da Associated Press presentes em Kiev relataram ter visto uma
coluna de fumo a subir do telhado do edifício do conselho de ministros de Kiev,
mas não é ainda claro se o fumo foi o resultado de um impacto directo ou de
destroços, o que marcaria uma escalada na campanha aérea russa.
Até
agora, a Rússia evitou sempre atingir edifícios governamentais no centro da
cidade.
O
edifício alberga os gabinetes dos ministros ucranianos, pelo que a polícia
bloqueou o acesso aos arredores enquanto os camiões de bombeiros e ambulâncias
chegavam.
“Pela
primeira vez, um edifício governamental foi danificado por um ataque inimigo,
incluindo o telhado e os andares superiores”, disse a primeira-ministra ucraniana, Yulia
Svyrydenko, adiantando que o edifício “será restaurado, mas as vidas perdidas
não podem ser recuperadas”.
“O
mundo deve responder a esta destruição não apenas com palavras, mas com acções.
É necessário aumentar a pressão das sanções — principalmente contra o petróleo
e o gás russos”, defendeu.
Este
ataque de grandes dimensões foi o segundo com drones e mísseis russos a atingir
Kiev e o restante território num período de duas semanas, numa altura em que as
esperanças de conversações de paz diminuem a cada dia.
O
ataque aconteceu depois de os líderes europeus terem pressionado o Presidente
russo, Vladimir Putin, para negociar o fim da guerra, com 26 aliados da Ucrânia
a prometerem enviar tropas como “força de segurança” para o país invadido assim
que os combates terminarem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário