quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Fraternidade

 

Inter pares, bonito de se ver. E ouvir. E calar. Quem cala consente.

I - Kim Jong-un promete fazer "tudo o que puder" por Putin que agradece "participação conjunta" na guerra contra "neonazismo"

Depois da imponente parada militar em Tiananmen, presidentes russo e norte-coreano conversaram hora e meia. Kim prometeu fazer "tudo o que puder" para ajudar Putin. "É um dever de irmão".

MIGUEL PEREIRA SANTOS: Texto

OBSERVADOR, 03 set. 2025, 10:593

Da Praça de Tiananmen, onde marcaram presença na grande parada militar chinesa desta quarta-feira, ao lado de Xi Jinping, Vladimir Putin e Kim Jong-un partiram no mesmo automóvel para a Casa de Hóspedes de Diaoyutai, um edifício estatal em Pequim onde os dois líderes se reuniram durante mais de uma hora e meia.

Na parte do encontro aberta à imprensa, o Presidente da Rússia agradeceu a Kim pela participação da Coreia do Norte na guerra na Ucrânia. Gostaria de agradecer, em nome do povo russo, por esta participação conjunta na luta moderna contra o neonazismo. Peço que transmitam as mais calorosas palavras de gratidão a todo o povo da República Popular Democrática da Coreia.”

Nunca esqueceremos os sacrifícios que sofreram as vossas forças armadas e as famílias dos vossos militares”, disse Putin a Kim. “Como é sabido, as suas forças especiais participaram na libertação da região de Kursk, continuou o Presidente russo, acrescentando ainda que os soldados norte-coreanos combateram com “coragem e heroísmo”.

Por sua vez, Kim Jong-un disse na reunião que fará “tudo o que puder” pelo Presidente russo e pela Rússia — algo que considera ser uma “obrigação de irmão”. “Se houver alguma coisa que eu possa fazer por si e pelo povo da Rússia, se houver mais alguma coisa a ser feita, considerarei isso um dever de irmão, um dever que certamente precisamos de cumprir. E estarei preparado para fazer tudo o que puder para ajudar”, disse o líder norte-coreano a Putin, num momento aberto à imprensa internacional.

GUERRA NA UCRÂNIA       UCRÂNIA       EUROPA       MUNDO

COMENTÁRIOS:

Filipe Costa: Tudo, tudo, tudo? Mesmo?               José Nicolau: Não me digam que o Kim até dava o Kum pelo Putin...                 Abilio Silva: Tudo indica que o trampudo pôs os palitos ao bandido de S. Petersburgo e então este teve que arranjar uma alternativa. 😍

II - "A humanidade volta a encarar a escolha entre a paz e a guerra", diz Xi Jinping em grande parada militar em Pequim

Na praça Tiananmen, em Pequim, ao lado de Vladimir Putin e Kim Jong-un, Xi Jinping exibiu equipamentos militares e destacou que o mundo vive um momento em que deve "escolher entre a paz e a guerra".

SÂMIA FIATES: TEXTO

OBSERVADOR, 03 set. 2025, 07:48 24 

Xi Jinping caminhou entre Vladimir Putin e Kim Jong-un, uma amostra da unidade entre Rússia, China e Coreia do Norte

“Hoje a humanidade volta a encarar a escolha entre a paz e a guerra”, afirmou Xi Jinping perante mais de 50 mil pessoas que acompanharam a maior parada militar da China, na Praça Tiananmen esta quarta-feira, 3 de setembro (às 9 da manhã locais, 2 da madrugada em Lisboa). Um desfile que exibiu equipamentos militares chineses recentemente desenvolvidos e foi acompanhado de perto por um grupo selecto de líderes mundiais, incluindo VladimirPutin e Kim Jong-un, num gesto que envia um sinal de força para Washington. O desfile decorre depois da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, que ocorreu nos últimos dias, também na China.

Antes do início da parada, Xi Jinping enfatizou o nacionalismo chinês num discurso em que afirmou que o “rejuvenescimento da nação chinesa é imparável“. “A humanidade volta a encarar a escolha entre a paz ou a guerra, o diálogo ou o confronto, um cenário em que todos ganham ou outro em que alguns ganham e uns perdem”, afirmou o Presidente chinês. Para Xi Jinping, os chineses “permanecem firmemente do lado certo da história“, adicionando que a China é uma “grande nação” que “nunca se intimida por bullies, numa clara referência aos Estados Unidos da América, apesar de não mencionar o país ou o seu Presidente, cita o TheGuardian. O mundo nunca deve “regressar à lei da selva, onde os fortes atacam os fracos”, acrescentou.

A caminhar em direcção à praça, o líder chinês foi fotografado entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte coreano, Kim Jong-un, numa amostra de união entre os três países. Os três acompanharam a parada militar que assinalou os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, que a China chama “Guerra de Agressão Japonesa”.

No céu, um espectáculo de jactos com fumo colorido e drones formou o número 80. Por terra marcharam mais de 10 mil soldados, desfilaram tanques de guerra e foram expostos mísseis balísticos intercontinentais e outros equipamentos de guerra desenvolvidos recentemente, nunca antes revelados. No final da parada militar, balões e 80 mil pombas brancas foram lançados no ar.

Donald Trump reagiu ao desfile militar através das redes sociais. Na Truth Social, o Presidente norte-americano questionou se o Presidente chinêsmencionará a quantidade massiva de suporte e ‘sangue’ que os Estados Unidos da América deram à China para ajudar a assegurar a sua liberdade de invasores estrangeiros inimigos”. O Presidente norte-americano também desejou que “o Presidente Xi e o povo maravilhoso da China tenha um óptimo último dia de celebração”, adicionando que envia cumprimentos aos líderes da Rússia e da Coreia do Norte,Vladimir Putin e Kim Jong-un, enquanto conspiram contra os Estados Unidos da América”.

Filha de Kim Jong-un em primeiro compromisso internacional

O líder da Coreia do Norte chegou esta quarta-feira a Pequim de comboio na companhia da filha, KimJu-ae, que se acredita ser uma adolescente apesar do regime coreano nunca ter divulgado o seu nome ou idade. As imagens divulgadas pela imprensa estatal coreana mostram pai e filha a desembarcar na capital chinesa e a cumprimentar os oficiais chineses. Esta é a primeira aparição internacional de Kim Ju-ae, que é considerada a potencial sucessora de Kim Jong-un, avança o The Guardian.

A jovem já tinha participado em várias cerimónias oficiais na Coreia do Norte desde a sua primeira aparição pública em novembro de 2022. De acordo com a BBC, esta é a primeira vez que um líder norte coreano assiste a uma parada militar chinesa em décadas — a última vez que tal aconteceu foi em 1959, com o avô de Kim Jong-un, Kim Il-Sung, o fundador da Coreia do Norte.

CHINA       MUNDO 24

COMENTÁRIOS
Daniel José: A UE que não corte a dependência da China que vamos estar todos tramados         joão josé cunha rego: Diz o Sr. Xi: "O mundo nunca deve regressar à lei da selva onde os mais fortes atacam os mais fracos" concordo por completo. Então Sr. Xi o que está a fazer ao lado do putin? Putin não atacou cobardemente a Ucrânia que é um Pais mais fraco que a Rússia? Não é a China que quer anexar Taiwan? Então como ficamos? Claro que a Europa do sr Costa e da sra van der.....já toda a gente sabe que não precisa de ser atacada com mísseis ou bombas. Basta soprar que todos os pseudo governantes se..........! Trump ignorou Costa nas conversações de Paz para a Ucrânia, por aqui se vê a cotação que a Europa tem para com o Trump. Não temos armas, não temos tropas, não temos nada, salvo raras excepções, a não ser lgbts, teoria do género e woke.                    Francisco Louro: Coitadinhos. Dois órfãos com o pai Chinês. E este a chupar o sangue aos meninos atrevidos.      Humilde Servo: Oops, o "activo russo" zangou-se com o controleiro do KGB...

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