sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Mas um criminoso


Que se passeia pelo mundo. Sem medos.

GUERRA NA UCRÂNIA

Putin é "talvez o pior criminoso de guerra dos nossos tempos", critica chanceler alemão

Friedrich Merz considera que Putin talvez seja o "pior criminoso de guerra dos nossos tempos". Assim, a Europa deve entender que está a lidar com um "criminoso" e não deve ser "fraca".

JOSÉ CARLOS DUARTE: Texto

AGÊNCIA LUSA: Texto

OBSERVADOR, 03 set. 2025, 00:37 8 

O chanceler alemão, Friedrich Merz, deixou esta quarta-feira duras críticas ao Presidente russo. “É um criminoso de guerra. É talvez o pior criminoso de guerra dos nossos tempos”, classificou o líder germânico, numa entrevista televisiva à Sat1, citada na imprensa alemã.

Para o chanceler alemão, a Europa deve entender que está a “lidar com um criminoso de guerra”. “Não deve haver espaço para fraqueza”, defendeu Friedrich Merz.

O chanceler alemão defendeu também que as eventuais garantias de segurança à Ucrânia deverão ser enquadradas pela chamada Coligação dos Dispostos e não pela União Europeia (UE), como sugeriu a chefe do executivo de Bruxelas, Ursula von der Leyen.

Em conferência de imprensa conjunta com a presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter, em Berlim, o líder alemão afirmou que espera defender este ponto de vista sobre as garantias de segurança, exigidas por Kiev para celebrar um acordo de paz com a Rússia, na reunião da Coligação dos Dispostos, convocada para quinta-feira pelo Presidente francês, Emmanuel Macron.

A garantia de segurança mais importante que podemos oferecer agora é o apoio suficiente aos esforços da Ucrânia para defender o país. E sabemos que devemos continuar, mesmo para além de possíveis negociações de cessar-fogo e de paz, porque a Ucrânia precisa de estar preparada para defender o país a longo prazo, e queremos ajudá-la”, afirmou Friedrich Merz.

“Quando digo ‘nós’, refiro-me sobretudo à Coligação dos Dispostos”, precisou, argumentando que “a UE desempenha certamente um papel”, mas, no que toca a apoio militar, este “é do domínio exclusivo dos Estados-membros e dos restantes países envolvidos”.

Friedrich Merz citou o exemplo do Reino Unido, que já não é membro da União Europeia, mas está no círculo dos países que lideram a Coligação dos Dispostos.

É por isso que é uma tarefa que cabe mais a esta constelação do que à UE”, insistiu, fazendo eco do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, que já tinha criticado as declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na segunda-feira sobre um possível envio conjunto de tropas de manutenção da paz.

O chanceler alemão apoiou ainda a oferta reiterada de Keller-Sutter para acolher futuras conversações de paz entre a Rússia e a Ucrânia em Genebra.

GUERRA NA UCRÂNIA      UCRÂNIA      EUROPA      MUNDO      ALEMANHA      VLADIMIR PUTIN      RÚSSIA

COMENTÁRIOS (de 8)

Jorge Barbosa: Este Merz parece ser uma lufada de ar fresco na UE.                       Eduardo Cunha: Temos homem... Já não era sem tempo.                     David Pinheiro: Talvez??? E onde andaram os europeus nestes 3 anos e meio, CARO "amigo" Merz, chame os bois pelos nomes e critique os seus colegas europeus fracos. Começando pelos seus antecessores no cargo. E abra os cordões à bolsa no apoio à Ucrânia, não se fique apenas pelos discursos bonitos, que nisso os seus colegas europeus são especialistas.                        Francisco Louro: Actos. Precisamos de actos. Forneçam os mísseis necessários para pôr todas as refinarias de petróleo a arder na Rússia. A forma de acabar com o Putinismo é rebentar com a economia russa. Também os Chineses ficam a chuchar no dedo sem petróleo barato. Angola e outros produtores agradecem com o aumento do preço do petróleo.

Nenhum comentário: