E a sua referência, como pretexto de
condenação satírica aos que apoiam o povo palestiniano, como vítima de Israel –
na sátira mordaz de ALBERTO GONÇALVES.
Os 800 mil mortos de Miguel
Sousa Tavares
Ao exagerar o horror, parcialmente fictício, que lhe
interessa, o dr. Sousa Tavares ridiculariza o horror imensamente maior que no
fundo despreza.
ALBERTO GONÇALVES Colunista
do Observador
OBSERVADOR, 27
set. 2025, 00:20155
O cançonetista Salvador Sobral afirmou que nunca cantou nem cantará em
Israel, anúncio que deixou inconsoláveis multidões de israelitas. Imagino
que neste momento as ruas de Telavive e Jerusalém se tenham enchido de
manifestantes a exigir a cabeça de Netanyahu e uma digressão urgente do sr.
Sobral.
Estou a brincar. A proclamação do sr.
Sobral tem o mesmo peso da minha recusa em escrever na Spectator. E uma
explicação similar: como absurdamente acontece comigo na redacção da revista
inglesa, o sr. Sobral nunca cantou em
Israel porque em Israel ninguém sabe quem é o sr. Sobral, e é preciso uma dose
muito elevada de soberba e deslumbre e chalupice para alguém achar que a sua
ausência priva os outros de uma benesse sem preço. No máximo,
a determinação do sr. Sobral constitui um impulso para que Israel prossiga a
guerra justa e justificada que trava em Gaza. Do
pouquíssimo que infeliz e inadvertidamente já ouvi da criatura, a verdadeira
ameaça seria a criatura prometer cantar em Israel.
O importante é que, nos tempos que
correm, e que correm de modo muito parecido ao que corriam nos anos 1930, cada um se esforce para exibir em público
uma saudável e virtuosa repulsa por judeus, às vezes mal disfarçada de
“anti-sionismo”, às vezes nem isso. Há governos à deriva que, face ao
colapso social iminente nos seus países, condecoram as proezas do Hamas e
“reconhecem” um estado que não existe. Há
ociosos que participam em festivos cruzeiros no Mediterrâneo, enquanto fingem
condoer-se dos que passam fome mas rejeitam a entrega dos “alimentos” que dizem
transportar. Há tarados que aproveitam o espírito da época para
retomar à luz do dia as velhíssimas teses conspirativas que colocam os “sábios
do Sião” por detrás de todas as calamidades da Terra (incluindo, e esta é
fresquinha, o assassínio de Charlie Kirk, “obviamente” cometido pela Mossad).
Há o candidato presidencial António Filipe a acusar o “sabor a sangue” nas clementinas de origem israelita à venda nos
supermercados (um parêntesis para recordar com nostalgia que
identificar comércios de judeus é uma tradição antiga e uma transição lógica
para a identificação dos judeus em si, com estrelinha na lapela, e, numa
terceira fase, o seu profiláctico encarceramento; estranhamente, o flagrante
humanismo do dr. Filipe não o instiga a boicotar produtos chineses, por muito
que tresandem a hemoglobina os 60 milhões de mortos pelo regime). E há Miguel Sousa Tavares.
Em
abono do rigor, convém notar que o dr. Sousa Tavares não adere a modas e está
longe de ser um neófito na aversão a Israel. Boa parte da longa carreira dele,
aliás, estrutura-se a partir do conceito de que Israel é para abater, se não
literalmente pelo menos nos julgamentos e comentários que regularmente pratica.
Há décadas que o dr. Sousa Tavares sabe da influência nefasta daquela
desvairada nação na região e no mundo. E quando não sabe, inventa.
Em comentário televisivo recente, o
dr. Sousa Tavares cita a quantidade de vítimas da guerra – ou do “genocídio”,
conforme ele, aqui sem grande originalidade, designa a guerra – divulgada pelo
mítico Ministério da Saúde de Gaza: 62
mil, presume-se que divididos entre 31 mil mulheres, 31 mil crianças e zero
terroristas. Um instante depois, o dr. Sousa Tavares não se satisfaz
com a informação inflacionada do Hamas e, de degrau em degrau, sem qualquer
contraditório ou revirar de olhos do entrevistador, sobre a parada até
mencionar uma “comissão da ONU para os territórios ocupados” que sugere a morte
de “mais de 800 mil palestinianos em Gaza”. Repito, por extenso e para não
invocarem gralhas: para o dr. Sousa Tavares, é plausível que Israel tenha
matado mais de oitocentas mil pessoas em dois anos, ou seja quase 40% da
população de Gaza (a qual, graças à “limpeza étnica” em curso, cresceu de 1,5
para 2,1 milhões em 20 anos). Com o dr. Sousa Tavares, tudo é plausível – logo
que permita “provar” a essência maligna de Israel.
De resto, uma fracção de segundo após
proferir a inanidade anterior o terreno ficara pronto a receber a inanidade
seguinte: “Nós estamos a assistir ao
Holocausto do século XXI”. Reparem que para o dr. Sousa
Tavares não existe o Congo, o Sudão, a Nigéria, a Síria, o Iémen, o Iraque e
evidentemente não existe a Ucrânia, lugares onde as lutas militares ou “civis”
têm causado baixas um nadinha superiores às de palestinianos, mesmo se, à
semelhança do sr. Sousa Tavares, torturarmos cruelmente os números. A maçada é que nem a imaginação do autor
de “Equador” é capaz de culpar os judeus pelas referidas barbáries. E sem
judeus para culpar, não há barbárie para lamentar.
Os que padecem de optimismo incurável
podem talvez consolar-se com o pormenor de que, ao comparar Gaza à
Shoah, ainda que com embustes e sem vergonha, o dr. Sousa Tavares não pertence
à classe dos “anti-sionistas” (sic) que, de
caminho, negam o Holocausto a fim de facilitar o ódio. Sucede que, num
certo sentido, o dr. Sousa Tavares faz pior: ao comparar o extermínio
industrial de milhões com as consequências inevitáveis de um conflito urbano em
que o “invadido” fomenta o risco da própria população, o dr. Sousa Tavares não
nega o Holocausto: desvaloriza-o. Ao exagerar o horror, parcialmente fictício, que lhe interessa, o dr.
Sousa Tavares ridiculariza o horror imensamente maior que no fundo despreza.
Descontadas as patranhas, o dr.
Tavares tem o direito de não gostar de judeus. E os que não preferem cultos da
morte a sociedades civilizadas têm o dever de não gostar do dr. Sousa Tavares.
ISRAEL MÉDIO ORIENTE MUNDO HOLOCAUSTO HISTÓRIA CULTURA
COMENTÁRIOS (de 155)
Miguel Seabra: O MST tem de pensar que com a sharia vai ficar sem
biberão escocês… José
Paulo Castro: Eu sempre cumpri o dever de não gostar de MST. Desde que ele defendia
ardentemente a tese de acidente por falha de um motor em Camarate, mesmo quando
Augusto Cid desmontava todos os pontos dessa tese como uma impossibilidade
física face à trajectória verificada pela avioneta. Percebi aí que o homem
patrocina ou é patrocinado, não pensa independente. Carlos Quartel: O autor não parece a pessoa
indicada para denunciar ninguém sobre análises independentes. Joga num campo,
no campo dos bons, dos judeus, que só fazem bem, que são democráticos e cujas
bombas são macias e só matam terroristas. As crianças não são atingidas e as
que são é porque já indicadas como futuros terroristas. Que MST e o cantor
joguem noutro campo, não tem que se admirar. Só vêem judeus assassinos de
crianças, matando à bomba e pela fome gente, 800 mil ou uma só é indiferente. Quem
faz os possíveis por manter uma atitude de decência sabe que ali não há
inocentes. O Hamas caiu na ratoeira e deu as desculpas que Israel estava à
espera para tentar acabar com aquilo. Contava que fugissem, como fizeram em
1948, mas correu mal e agora estão entalados. Vão destruindo tudo, na esperança
que alguém os aceite, entretanto vão desbastando umas dezenas um centenas por
dia. Luis
Silva: A arrogância dos avençados do sionismo está a tornar-se anedótica,
cansativa e nem reparam que estão quase a falar sozinhos. Tirando os EUA, cujo
apoio deriva da corrupção dos congressistas, tirando os países europeus que
sentem ou fingem sentir arrependimento pelas atrocidades que cometeram contra
os judeus na segunda guerra mundial, tirando os lacaios fiéis dos EUA na Asia e
tirando países relevantes como Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Micronésia,
Nauru, Palau, Papua-Nova Guiné, Samoa Tonga, Tuvalu e Vanuatu. Dizia eu,
tirando esses, mais ninguém apoia os criminosos genocidas sediados em Israel. Pedra Nussapato: Este sr AG, como já está meio desesperado por ver a
quase totalidade do mundo civilizado e democrático a fazer pressão sobre
Israel, já não lhe resta mais nada a não ser insistir na tecla cansada de que
esse mundo, ao mostrar solidariedade para com o povo Palestiniano e indignação
pela sua chacina imoral, na verdade está a mostrar a sua repulsa secular por
judeus. Até me admira não ter insistido que esse mesmo mundo é apoiante dos
terroristas do Hamas, que é também outro argumento lindo e do mesmo calibre. MariaPaula
Silva: p u x a....««tá mesmo tudo maluco. Não
há pachorra para tanta desinformação e a facilidade + falta de vergonha com que
se invertem as coisas! Essa de chamar à guerra de Gaza o "novo holocausto"
não lembra nem ao diabo... é uma inversão muito desonesta. Enquanto a Mossad
mata estudantes que fazem palestras e Israel treme de alto a baixo pela falta
da presença do Salvador, a longa-metragem "O Bote" brindou-nos hoje
com um episódio do salvamento de uma tartaruga envolta em plástico (o que
fizeram muito bem), mas nós continuamos ansiosamente à espera dos episódios com
as Orcas. É que nestes tempos meio esquizóides, só as Orcas nos podem salvar. Obrigada,
AG. Luis
Silva: Os sionistas
denunciaram-me a mensagem, aqui vai outra vez. A arrogância dos avençados do
sionismo está a tornar-se anedótica, cansativa e nem reparam que estão quase a
falar sozinhos. Tirando os EUA, cujo apoio deriva da corrupção dos
congressistas, tirando os países europeus que sentem ou fingem sentir
arrependimento pelas atrocidades que cometeram contra os judeus na segunda
guerra mundial, tirando os lacaios fiéis dos EUA na Ásia e tirando países
relevantes como Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Micronésia, Nauru, Palau,
Papua-Nova Guiné, Samoa Tonga, Tuvalu e Vanuatu. Dizia eu, tirando esses, mais
ninguém apoia os criminosos genocidas por esse mundo fora. Luis Silva > Hugo Silva: Sempre os mesmo bots
defeituosos a contra atacar. Rui Lima: Miguel Tavares não escreve,
decreta que Trump é peste, a ruína … exalta Putin como czar iluminado, acaricia
o Hamas como resistência pura, amaldiçoa Israel com fúria profética. Clama por
fronteiras abertas, prega o abraço universal, mas vive num palacete isolado
onde não entra refugiado nem por milagre . Novo
Assinante: Continua o genocídio do povo palestiniano. Mais vinte e seis
palestinianos hoje barbaramente executados a tiro pelo criminoso de guerra e
assassino em massa de mulheres, crianças e bebés Benjamin Nethanyau, o novo
Hitler, a juntar aos mais de sessenta e cinco mil já assassinados pelo
criminoso de guerra Benjamin Nethanyau, tal
como o Observador noticia no Em Directo de hoje. Mario Guimaraes: Confundes Israel com
Netanyahu. O povo de Israel vai votar e vai encarcerar o Netanyahu. Não tenhas
dúvidas. Novo Assinante: "O voo do primeiro-ministro Benjamin
Netanyahu para os Estados Unidos seguiu uma rota tortuosa, num aparente esforço
para evitar países que pudessem fazer cumprir um mandado de captura pendente
contra ele por crimes de guerra." - In CNN Portugal de 25.09.2025 Pedra
Nussapato: Será que se eu comentar que não entendo as razões dos meus comentários
estarem a ir para moderação, este meu comentário também vai para moderação? Se
calhar estou só a ser vítima de cancelamento por parte daqueles que volta e
meia rasgam as vestes em prol da liberdade de expressão... Novo Assinante: Notícia de 18.09.2025 deste
nosso jornal o Observador: "Concluímos
a fase de demolição. Agora é hora de construir". Ministro israelita diz
haver uma potencial "bonança imobiliária" em Gaza" Bezalel
Smotrich, titular da pasta das Finanças, diz que já foi concluída
"demolição" do enclave e que o plano de divisão para a
"renovação urbana" inclui os EUA e está na mesa de Trump. ...Estes
planos são a base da “Riviera do Médio Oriente” desenhada por Donald Trump e
apoiada pela extrema-direita israelita ... Concluímos a demolição, a primeira
fase da renovação da cidade. Agora só precisamos de construir..." - Confirma-se o que aqui já escrevi
centenas de vezes: o assassino em massa de mulheres, crianças e novo Hitler,
Benjamin Nethanyau, assassinou mais de sessenta e cinco mil palestinanos em
Gaza porque Donald Trump e o seu o genro Jared Kushner querem lá fazer fortuna
construindo a Riviera do Médio Oriente, um conjunto de um ressorts de luxo. Foi
por isso, e também para não ser preso após ser condenado por corrupção, que o
criminoso de guerra com mandado de detenção internacional emitido pelo TPI
Benjamin Nethanyau assassinou em Gaza mais de setenta mil palestinianos. Novo Assinante: O assassino em massa de
mulheres, crianças e bebés Benjamin Nethanyau está a violar o direito
internacional ao atacar uma embarcação portuguesa que se dirige para Gaza, um
território que NÃO pertence a Israel e que está
situado a uma enorme distância de Israel. Mas
que esperar de um assassino em massa que acabou com a democracia em Israel e
converteu o país numa ditadura ao impor uma lei que permite ao parlamento
anular decisões do Supremo Tribunal apenas para que ele, assassino em massa
Benjamin Nethanyau, não seja preso após ter sido condenado por corrupção, tal
como este jornal o Observador noticiou? Novo
Assinante: Que direito terá o assassino em massa de mulheres, crianças e bebés
Benjamin Nethanyau, acusado de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade
pelo TPI e com o respectivo mandado de captura internacional emitido, tal como este jornal o Observador
noticiou, de anexar um território que não pertence a Israel, de o continuar a
arrasar todos os dias implodindo edifícios de grande porte e ocupar esse mesmo
território de forma ilegal e não reconhecida pela comunidade internacional, só para que Donald Trump e o seu o genro
Jared Kushner lá façam fortuna construindo a Riviera do Médio Oriente, um
conjunto de um resorts de luxo? Rita
Salgado: MST é um senador da superioridade moral da esquerda. Reclama a autoridade
de ser filho de quem é, para não admitir ser contrariado. E não esconde o
desdém! Com a idade, tornou-se mais amargo e cínico com “certezas” cada vez
mais esdrúxulas… Miguel
Azevedo: Até sou apreciador do humor seco e ácido de Alberto Goncalves e presumo ter
elevada comunhão ideológica com o mesmo, mas tentar branquear o horror que a população
de Gaza está a viver é profundamente errado. A Sameiro: Nas opiniões do Dr.Tavares
cabe tudo e o seu contrário!!! Um xuxa disfarçado de independente!!!!! Miguel Vilaverde: O Miguel Sousa Tavares está
cada vez mais ignorante, maldoso e senil. Ontem no comentário residente que faz
na CNN fez referência às resoluções ridículas e absurdas da ONU contra Israel e
aos funcionários da ONU assassinados por Israel, o anti-semita Sousa Tavares
devia estar a referir-se seguramente aos terroristas do Hamas travestidos de
funcionários da ONU e que participaram no 7 de Outubro. Ridículo e asqueroso. Carlos Chaves: Obrigado, caro Alberto, é
sempre um prazer ler alguém sem papas na língua, mais uma vez tudo certo de
cima a baixo nesta sua crónica... Não se enxergam mesmo! Luis
Silva > João Floriano: Faz sentido, ele é sionista e
tem ascendência de judeus
José Silva: Já sabemos que Israel mata mais que o DUM-DUM mata
insectos voadores e rastejantes! Mas já sabemos que em Gaza os gazeteiros
morrem aos milheiros e na seguinte proporção: Crianças morrem sete vezes! Mulheres,
- cinco vezes! Velhos e velhas: - três vezes! Homens adultos só uma vez! Turras
do Hamas: _Esses raramente morrem e só no Qatar! Alcides Longras: O grave é que a opinião
pública alimenta-se destas mentes brilhantes e visionárias que, a milhares de
quilómetros de distância e dentro da sua bolha de conforto e (ai credo!)
privilégio, decretam, pelos seus próprios critérios super-hiper-mega humanistas
do tamanho do seu umbigo, que há mauzões vestidos com uma estrela a chacinar,
torturar e destruir inocentes mulheres e crianças vestidas de crescente aos
magotes. Factos para quê se a narrativa é tão mais aconchegante? Jorge
Lopes: Sarcasmo do melhor ! Muito obrigado, AG! Ruço Cascais: Dizem que o Whisky deixa ver a dobrar. Não é bem
assim, depende da marca, da idade, da origem e do hábito. Tenho uma moça minha
amiga que bebe todos os dias meia garrafa de Gant e a única diferença que lhe
provoca é no hálito. Ela não vê a dobrar a triplicar ou a quadruplicar, porque,
o estado adulterado da visão tornou-se o normal. Antes ou depois do Gant, a
visão é a mesma. Não quero com isto dizer que o Miguel Sousa Tavares é
alcoólico. Nada disso. O exemplo que dei é uma analogia com a ideologia quando
esta se transforma numa droga. MST sofre efectivamente da droga ideológica
contra os judeus. Para quem acredita na reencarnação, MST numa vida passada,
pode ter sido um guarda alemão das SS durante a 2ª guerra mundial num dos
campos de concentração na Polónia, ou um devoto cristão da Idade Média que não
aceitava a descrença em Jesus Cristo como o Messias. Há também quem ande por aí
a dizer que o Miguel do Equador dá mesmo na pinga. Eu não acredito. As pessoas
que bebem muito percebe-se bem pelas feições. Rosa Graça: Excelente,
como sempre. Carlos F.
Marques: O Tavares
critica tudo e um par de botas, desde que o assunto não traga à baila o
compadre Salgado. João Floriano > Ruço Cascais: Sem qualquer margem para dúvidas. Aquelas olheiras,
olhos arremelgados, papudos e vermelhos (será que tenho o televisor avariado?),
a voz por vezes mais pastosa e arrastada do que é costume, são devidas ao facto
de MST estar até às tantas da manhã a ler os nossos comentários no Observador e
a tirar notas.
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