Num mundo de confrontos, resultantes de susceptibilidades
e diferenciações naturais. E assim se vai fazendo HISTÓRIA.
I:Sobre a imigração europeia
Ao discursar na AGNU, Trump atacou
todo o continente europeu pelo que chamou de “desastre imigratório sem precedentes”.
"Está
na altura de acabar com a experiência falhada das fronteiras abertas. Têm de
acabar com isso agora. Posso dizer-vos que sou muito bom nestas coisas. Os
vossos países vão para o inferno", afirmou Trump.
De acordo com os dados do Eurostat, a percentagem de cidadãos
extracomunitários nos 27 Estados-Membros foi de 6,4% da população total da UE em 2024, enquanto
9,9% da população nasceu fora do bloco.
Compare-se com os EUA, cuja população
nascida no estrangeiro ou imigrante era de 15,8%
do total em janeiro de 2025.
Trump
visou sobretudo a migração ilegal, mas as estatísticas mostram que esta está a
diminuir na UE.
A Frontex, agência de fronteiras do
bloco, registou 239 mil
travessias irregulares de fronteiras em 2024, uma redução de 25% em comparação
com o ano anterior. Os números continuaram a diminuir durante
os primeiros sete meses de 2025.
A lei da Sharia está
sujeita a interpretação e existem conselhos da Sharia no Reino Unido, que
decidem sobre questões como o casamento e
o divórcio.
Esta lei tem sido considerada
controversa, uma vez que pode entrar em conflito com a lei secular moderna. No
entanto, as decisões tomadas pelos conselhos da Sharia não são juridicamente
vinculativas ao abrigo da legislação britânica.
Entretanto, muitos países de maioria
muçulmana em todo o mundo incorporam a
Sharia nos seus sistemas jurídicos nacionais.
Starmer condena comentários
"perigosos" de Musk em manifestação contra os imigrantes no Reino
Unido
II-Visita de Trump à ONU marcada
por avaria em escada rolante e em teleponto
O presidente da Câmara de Londres,
Sadiq Khan, respondeu às afirmações de Trump. "As pessoas interrogam-se sobre o que se passa com este
presidente da Câmara muçulmano, que lidera uma cidade liberal, multicultural,
progressista e bem sucedida, que significa que eu pareço estar a viver sem renda dentro da cabeça de
Donald Trump".
Khan disse ainda que Trump provou
ser
"racista, sexista, misógino e
islamofóbico."
As falsas afirmações sobre Khan e os seus planos para promover - e
priorizar - o Islão em Londres surgem repetidamente na Internet.
Por exemplo, uma história falsa que
afirmava que o presidente da Câmara de Londres planeava construir
40 mil novas casas destinadas
exclusivamente a muçulmanos, perto de mesquitas e lojas halal, ganhou força nas
redes sociais em setembro.
De
facto, Khan, numa entrevista ao canal muçulmano Islam Channel,
comprometeu-se a construir 40 mil novas habitações municipais, mas não afirmou
que seriam apenas para muçulmanos.
Outra citação fabricada foi atribuída a
Khan em 2020, afirmando que Londres estava a testar a lei da Sharia em três
bairros.
III - Quantos soldados ucranianos são
mortos por semana?
Trump afirmou que a Rússia e a Ucrânia estão "a matar entre 5 mil e 7 mil jovens
soldados, na sua maioria soldados de ambos os lados, todas as semanas", à
medida que a guerra de agressão de Moscovo prossegue.
Donald Trump reúne-se com o
Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy durante a Assembleia Geral das Nações
Unidas, a 23 de setembro de 2025, em Nova Iorque. Evan Vucci/Copyright 2025 The AP. All
rights reserved
Embora Trump tenha repetidamente
afirmado que "5 mil soldados são mortos por semana", é difícil estabelecer o número exacto de
soldados que foram mortos em ambos os lados desde o início da guerra. Isto
deve-se em grande parte à falta de fontes fiáveis para os dados citados pelo
presidente dos EUA.
De
acordo com especialistas, a referência de Trump de 5 a 7 mil é mais elevada do
que o número real de soldados mortos, com vários meios de verificação de factos
a estimarem que o número real de baixas militares russas e ucranianas ronda as
1.850 por semana.
Este número é calculado com base nas
mortes de militares ucranianos, de acordo com estimativas que afirmam ter havido
80 mil baixas até setembro de 2024,
bem como estimativas de 250 mil mortes de militares russos.
Embora a Euroverify não tenha conseguido
verificar de forma independente quantos
soldados russos e ucranianos foram mortos desde que a Rússia lançou a sua
invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, reunimos os dados
disponíveis para construir uma imagem do que sabemos.
De acordo com os dados disponíveis, foram mortos mais soldados russos do que
ucranianos desde a invasão total da Ucrânia pela Rússia.
Em abril de 2025, o serviço
russo da BBC e o meio de comunicação independente russo Mediazona identificaram
os nomes de 100 mil soldados russos mortos desde fevereiro de 2022.
Quando a BBC Rússia e a Mediazona incluíram nesta contagem os
soldados mortos não identificados, o número de soldados russos mortos aumentou
para 158 mil a 229 mil entre fevereiro de 2022 e abril de 2025.
Entretanto,
em junho, o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais estimou que cerca
de 250 mil soldados russos tinham sido mortos na Ucrânia.
Quanto à Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelenskyy
declarou que mais de 46 mil soldados ucranianos tinham sido mortos em combate
em fevereiro de 2025, acrescentando que 390 mil soldados tinham sido feridos em
combate desde o início da guerra.
No entanto, em setembro de 2024, o Wall Street Journal estimou que cerca
de 80 mil soldados tinham sido mortos desde o início da guerra, o que foi
entretanto desmentido por Zelenskyy.
IV- Trump sobre as alterações climáticas
O presidente dos EUA criticou os esforços para combater o aquecimento
global, em particular os da Europa, chamando às alterações climáticas "a
maior vigarice alguma vez cometida no mundo".
"A Europa perde mais de
175 mil pessoas devido à morte por calor todos os anos, porque os custos são
tão elevados que não se pode ligar um ar condicionado", disse Trump.
"O que é que se passa? Isso não é a Europa. Essa
não é a Europa que eu amo e conheço. Tudo em nome da pretensão de acabar com a
farsa do aquecimento global", disse.
Um estudo recente publicado na
revista médica Nature Medicine afirma
que "mais de 62 700 pessoas morreram na Europa por causas
relacionadas com o calor em 2024" e que "mais de 181 mil pessoas morreram de complicações
relacionadas com o calor nos meses de verão entre 2022 e 2024."
A taxa de mortalidade aumentou
23% entre junho e setembro de 2024, em comparação com o mesmo período do ano
anterior, de acordo com o estudo.
Um relatório recente da Agência Europeia do Ambiente (AEA) afirma que a Europa está a
aquecer mais rapidamente do que a média global, com o aumento da temperatura
média global a atingir 1,28°C e o aumento da temperatura na Europa a chegar aos
2,26°C.
Esta situação
cria um dilema para os governos europeus, que procuram urgentemente formas de
manter a população fresca sem contribuir para o aquecimento global que está a agravar as mortes relacionadas com o
calor, nomeadamente através da utilização excessiva de ar condicionado.
Actualmente,
o acesso ao ar condicionado na Europa é dos mais baixos do mundo, segundo o World Resources Institute.
Em 2022, apenas um em cada cinco agregados familiares
(19%) na Europa dispunha de aparelhos de ar condicionado, o que é muito
inferior a países como a América do Norte (76%), a Ásia-Pacífico (47%) e mesmo
muito abaixo da média mundial de 37%.
Historicamente,
a Europa necessitava de pouco ar condicionado devido aos climas amenos e aos
edifícios que retêm o calor, mas o aumento das temperaturas tornou os verões
cada vez mais insuportáveis, também de acordo com relatórios recentes.
Com a Europa a aquecer actualmente
duas vezes mais depressa do que a média global, a procura de ar
condicionado é uma realidade nova e urgente.
A comunidade científica tem refutado
repetidamente que o aquecimento global não é um embuste, que é causado pela
humanidade e que representa um risco significativo para o mundo.
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