segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Divertir à farta

 

Digo, na Rússia. Gozona. Brincalhona também serve. Mas não há pachorra para tanto cinismo abjecto.

Volto para o livro dos meus afectos de agora, que me deu a Ana. Eu, que de policiais me limitava à Agatha Christie, por ser breve no suspense – conquanto intensa e caseira nas narrativas – ando para aqui embrulhada nesta narrativa de proximidade e modernidade ambientais – A verdade sobre o caso Harry Quebert – que não julgava prender-me assim, devido a uma extensão inusitada de fantasia criminal próxima, longe dos espaços de leitura costumeira de seriedade clássica. Mas nesses policiais gostaria de encontrar propostas da punição para tal inversão de autoria criminal da proposta soviética, que não creio que não se enxerga, na pessoa do seu chefe “gostoso”. Ou “gozão”, que são sinónimos, no contexto de chefias que atravessamos.

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Guerra na Ucrânia

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"Encorajam a Ucrânia a ser intransigente." Rússia acusa países europeus de "criarem obstáculos" à paz

Porta-voz do Kremlin acusa Europa de apoiar "intransigência" ucraniana nas negociações e diz ser um "grande erro". Rússia vai continuar "operação militar especial" e agradece a Trump.

OBSERVADOR, 31 ago. 2025, 15:35 1 

Porta-voz do Kremlin também considerou que os europeus são “obstáculos aos esforços para colocar o processo de resolução de paz na Ucrânia em curso”

VALERIY SHARIFULIN/SPUTNIK/KREMLIN POOL/EPA

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou, este domingo, os países europeus de “criarem obstáculos” à paz. “Os europeus encorajam o regime de Kiev a uma continuação absurda da sua linha de intransigência”, afirmou.

Citado pela agência de notícias RIA, o porta-voz avisou que esta posição do que diz ser o “partido da guerra europeu” é um “grande erro”: “Tornará ainda pior a situação para o regime de Kiev”.

No entender de Dmitry Peskov, esta posição da Europa contrasta com a adoptada pela Rússia, que continua “comprometida e disponível para resolver o conflito na Ucrânia por meios políticos e diplomáticos”. Porém, perante as evidências e a falta de compromisso da Ucrânia, Moscovo manterá a “operação militar especial”.

O responsável da presidência russa salientou que as acções da Europa “contrastam” não só com a “abordagem” do Presidente russo, Vladimir Putin, como com a do chefe de Estado norte-americano, Donald Trump.

Segundo avançou o jornal Axios, alguns membros da administração Trump acreditam que os países europeus estão secretamente a dificultar um acordo de paz.

Comentando esta notícia, o porta-voz do Kremlin também considerou que os europeus são “obstáculos aos esforços para colocar o processo de resolução de paz na Ucrânia em curso”.

Dmitry Peskov elogiou ainda os “esforços de Donald Trump” para chegar a uma resolução pacífica do conflito. “A Rússia está-lhe grata”, rematou.

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COMENTÁRIOS:

Joaquim Moreira: Confesso que não me admira este tipo de declarações deste servo de Putin. No fundo, trata-se de declarações que reflectem a especialidade da Rússia na criação deste tipo de narrativas. O que é absolutamente surpreendente e grave é haver no ocidente e em Portugal, particularmente, quem acredite nesta gente.

Por mim, mesmo sabendo das dificuldades da UE em falar a uma só voz, estou inteiramente do lado do Ocidente. Por isso, defendo que só com um forte apoio à Ucrânia e ao rearmamento urgente da Europa, será possível obter a paz. Não a paz do Kremlin, mas a tal "paz justa". Sem medo das ameaças russas.

 

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