Digo, na Rússia. Gozona. Brincalhona também serve. Mas não há
pachorra para tanto cinismo abjecto.
Volto para o livro dos meus afectos de agora, que me deu a Ana.
Eu, que de policiais me limitava à Agatha Christie, por ser breve no suspense –
conquanto intensa e caseira nas narrativas – ando para aqui embrulhada nesta
narrativa de proximidade e modernidade ambientais – “A verdade sobre o caso Harry Quebert” – que não
julgava prender-me assim, devido a uma extensão inusitada de fantasia criminal próxima,
longe dos espaços de leitura costumeira de seriedade clássica. Mas nesses
policiais gostaria de encontrar propostas da punição para tal inversão de
autoria criminal da proposta soviética, que não creio que não se enxerga, na pessoa
do seu chefe “gostoso”. Ou “gozão”, que são sinónimos, no contexto de chefias
que atravessamos.
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"Encorajam a Ucrânia a ser
intransigente." Rússia acusa países europeus de "criarem
obstáculos" à paz
Porta-voz do Kremlin acusa Europa de apoiar "intransigência"
ucraniana nas negociações e diz ser um "grande erro". Rússia vai
continuar "operação militar especial" e agradece a Trump.
OBSERVADOR, 31 ago. 2025, 15:35 1
▲Porta-voz
do Kremlin também considerou que os europeus são “obstáculos aos esforços para
colocar o processo de resolução de paz na Ucrânia em curso”
VALERIY SHARIFULIN/SPUTNIK/KREMLIN POOL/EPA
O porta-voz do Kremlin, Dmitry
Peskov, acusou, este domingo, os países europeus de “criarem
obstáculos” à paz. “Os europeus encorajam o regime de Kiev a uma
continuação absurda da sua linha de intransigência”, afirmou.
Citado pela agência de notícias RIA, o porta-voz avisou que
esta posição do que diz ser o “partido da guerra
europeu” é um “grande erro”: “Tornará
ainda pior a situação para o regime de Kiev”.
No
entender de Dmitry Peskov, esta posição da Europa contrasta com a adoptada pela
Rússia, que continua “comprometida e disponível para resolver o conflito na
Ucrânia por meios políticos e diplomáticos”. Porém, perante as evidências e a falta de
compromisso da Ucrânia, Moscovo manterá a “operação militar especial”.
O responsável da presidência
russa salientou que as acções da Europa “contrastam” não só com a “abordagem” do Presidente russo, Vladimir Putin,
como com a do chefe de Estado
norte-americano, Donald Trump.
Segundo avançou o jornal Axios,
alguns membros da administração Trump acreditam que os países europeus estão
secretamente a dificultar um acordo de paz.
Comentando esta notícia, o porta-voz do Kremlin também considerou que os europeus
são “obstáculos aos esforços para colocar
o processo de resolução de paz na Ucrânia em curso”.
Dmitry Peskov elogiou ainda os
“esforços de Donald Trump” para chegar a uma resolução pacífica do conflito.
“A Rússia está-lhe grata”, rematou.
GUERRA NA
UCRÂNIA UCRÂNIA EUROPA MUNDO RÚSSIA UNIÃO
EUROPEIA
COMENTÁRIOS:
Joaquim Moreira: Confesso que não me admira este tipo de declarações deste servo de
Putin. No fundo, trata-se de declarações que reflectem a especialidade da
Rússia na criação deste tipo de narrativas. O que é absolutamente
surpreendente e grave é haver no ocidente e em Portugal, particularmente, quem
acredite nesta gente.
Por mim, mesmo sabendo das
dificuldades da UE em falar a uma só voz, estou inteiramente do lado do
Ocidente. Por isso, defendo que só com um forte apoio à Ucrânia e ao
rearmamento urgente da Europa, será possível obter a paz. Não a paz do Kremlin,
mas a tal "paz justa". Sem medo das ameaças russas.
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