sexta-feira, 28 de novembro de 2025

CONTINUAÇÃO

 

Do texto anterior: “OS PREPARATIVOS”. O que vale ao Mundo é a inteligência humana, salpicada de critérios – de Justiça e benemerência, sem pejo da ironia.

 

Há 4h14:13 Edgar Caetano 

Putin: "Há quem defenda que devemos lutar até que o último ucraniano morra" e "estamos prontos para isso"

“Se os soldados ucranianos abandonarem as suas posições, os combates terminam”, afirmou nesta quinta-feira Vladimir Putin numa conferência de imprensa na Rússia, após voltar de uma visita ao Quirguistão. O Presidente russo acrescentou que existem “pessoas que defendem que devemos lutar até que o último ucraniano morra, e estamos prontos para isso“.

Na mesma declaração à imprensa, Putin considerou, também, que a liderança política ucraniana é “ilegítima” e afirmou que, por isso, “não vale a pena” assinar quaisquer acordos de paz ou documentos oficiais com o regime liderado por Volodymyr Zelensky.

Por essa razão, diz Putin, é “legalmente impossível” negociar com a Ucrânia um plano de paz. “Assim que os soldados ucranianos abandonarem as suas posições, os combates acabam“.

Há 4h13:48 Edgar Caetano 

Kremlin diz que a Europa está a "preparar-se para um confronto militar directo com a Rússia"

A União Europeia está a “preparar-se para um confronto militar directo com a Rússia”, afirmou o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, Alexander Grushko.

“O cerne da política militar adoptada pelos países da NATO e pela União Europeia, que está subordinada à aliança, é preparar a economia, as infraestruturas, a logística, a sociedade e as forças armadas para um conflito armado directo com a Rússia“, declarou Grushko numa reunião do Conselho de Peritos do Comité de Assuntos Internacionais da Duma Estatal, que discutiu as perspectivas de mudanças na situação política entre a Rússia e a UE.

De acordo com a informação da agência russa TASS, o responsável diz que as relações da Rússia com os países europeus encontram-se, neste momento, numa profunda crise. “Ao demonizar a Rússia, promovem a ideia de que um conflito militar é inevitável, a menos que Moscovo seja travada, sofrendo uma derrota estratégica“, disse Grushko.

Há 4h13:38 Edgar Caetano 

Parlamento Europeu quer que UE tome a dianteira nas negociações de paz na Ucrânia

O Parlamento Europeu apelou a que a União Europeia assuma um papel central na definição de um futuro acordo de paz para a Ucrânia, garantindo segurança a longo prazo, um mecanismo de reparações baseado em activos russos congelados e o pleno respeito pela soberania e integridade territorial ucranianas.

A resolução — aprovada por 401 eurodeputados, com 70 votos contra e 90 abstenções — defende que a UE e os seus Estados-membros devem assumir uma responsabilidade muito maior na segurança do continente, reforçando o apoio militar, financeiro e político a Kiev.

Os eurodeputados alertam que a iniciativa de paz liderada pelos EUA não envolve a UE e pode prejudicar os interesses europeus no futuro sistema de segurança: “Nada sobre a Ucrânia deve ser decidido sem a Ucrânia, e nada sobre a Europa sem a Europa.”

A resolução pede, ainda, a criação imediata de um “empréstimo de reparações” para a Ucrânia, financiado pelos activos russos congelados, e insiste que qualquer acordo deve prever garantias de segurança comparáveis ao Artigo 5 da NATO e ao Artigo 42(7) do Tratado da UE.

Bruxelas defende que a Ucrânia deve manter total liberdade para escolher as suas alianças, sem veto russo, e que a Rússia deve ser obrigada a compensar totalmente os danos materiais e humanos causados pela invasão. O documento exige também o regresso de prisioneiros de guerra, civis detidos e crianças ucranianas deportadas, bem como a retirada total das forças russas do território internacionalmente reconhecido da Ucrânia.

Há 6h12:10 Edgar Caetano

Macron garante que militares voluntários só irão prestar serviço "em território nacional"

Emmanuel Macron, o Presidente francês, já está a apresentar o plano governamental de serviço militar – voluntário – e garante que militares voluntários só irão trabalhar “em território nacional”.

“Este é um esforço importante. É indispensável”, diz o Presidente francês, referindo-se à criação de um novo serviço nacional voluntário, que começará em 2026. O Presidente rejeitou um regresso ao antigo serviço militar obrigatório, dizendo que tal não seria “nem sério, nem útil”.

O programa destina-se sobretudo a jovens de 18 e 19 anos e terá a duração de 10 meses: um mês de formação militar básica e nove meses de integração numa unidade das Forças Armadas, participando em missões reais como vigilância, segurança interna ou apoio à população.

Macron sublinhou que o serviço será voluntário, com excepção de situações extremas em que o Parlamento poderá autorizar uma mobilização alargada. A incorporação começará com 3.000 jovens em 2026, aumentando progressivamente para 10.000 em 2030, com o objectivo de chegar a 50.000 voluntários por ano em 2035.

A reforma integra-se na futura Lei de Programação Militar 2026-2030, que reservará mais de dois mil milhões de euros para financiar infraestruturas e formação de quadros. Segundo Macron, o novo sistema irá fortalecer a ligação entre sociedade e Forças Armadas e contribuirá para a resiliência nacional.

Há 7h10:59 Edgar Caetano 

Ucrânia e Reino Unido vão produzir drones interceptores Octopus. Acordo é "um precedente histórico", diz Kiev

A Ucrânia e o Reino Unido assinaram um acordo de licenciamento para iniciar a produção conjunta dos drones-interceptores Octopus (polvo, em inglês), anunciou o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal.

O governante descreveu o entendimento como um “precedente histórico”, sublinhando que representa um passo decisivo para reforçar a capacidade de defesa aérea ucraniana num momento em que a Rússia intensifica o uso de drones de ataque.

Os Octopus fazem parte de uma nova geração de drones-interceptores concebidos para neutralizar os Shahed/Geran-2, veículos não tripulados originalmente fabricados no Irão e agora produzidos em larga escala pela Rússia. Estes drones kamikaze tornaram-se um dos pilares da estratégia de ataques de Moscovo contra infraestruturas críticas ucranianas.

Segundo Shmyhal, o acordo com o Reino Unido permitirá estabelecer produção em massa, que poderá atingir “vários milhares de unidades por mês”. Todo o armamento produzido será enviado para a Ucrânia, reforçando a defesa do espaço aéreo nacional.

Há 8h10:14 Edgar Caetano 

Tribunal russo condena oito homens a prisão perpétua por ataque à ponte da Crimeia, em outubro de 2022

Um tribunal russo condenou oito homens à prisão perpétua pelo atentado bombista que, em outubro de 2022, danificou a ponte que liga a Crimeia (ocupada) ao território continental da Rússia.

A sentença foi anunciada pelo Tribunal Militar do Sul, sediado em Rostov-on-Don, que publicitou a decisão através de redes sociais e plataformas electrónicas como o Telegram. Cinco dos homens são russos, ao passo que os outros três serão cidadãos da Ucrânia e da Arménia.

O incidente ocorreu a 8 de outubro de 2022, quando um camião explodiu na ponte, provocando um incêndio que atingiu sete vagões-cisterna de um comboio de carga. Cinco pessoas morreram na explosão.

O Serviço Secreto da Ucrânia (SBU) assumiu, posteriormente, a responsabilidade pelo ataque, que interrompeu temporariamente uma das principais vias de ligação com a península.

A ponte de Kerch tem sido encarada como um símbolo da anexação ilegal por Moscovo, tendo sido inaugurada por Vladimir Putin em 2018. A Crimeia foi ocupada em 2014 e anexada ilegalmente pela Rússia, tornando-se um ponto estratégico para a invasão em larga escala iniciada em fevereiro de 2022.

Há 8h09:46 Edgar Caetano

Macron vai anunciar novo programa de serviço militar, perante crescente ameaça russa

Poucos dias depois de o novo líder do Exército francês, o general Fabien Mandon, ter gerado polémica ao afirmar que o país tem de estar pronto para “perder os seus filhos” numa eventual guerra com a Rússia, o Presidente Emmanuel Macron irá anunciar um novo programa de serviço militar (voluntário) para tentar reforçar as fileiras das forças armadas nacionais.

A confirmação foi dada pelo próprio Emmanuel Macron, que prometeu para esta quinta-feira uma “transformação do serviço nacional”, mas ainda sem revelar detalhes sobre que programa será esse.

POOL/AFP via Getty Images

De acordo com fontes com conhecimento do plano, citadas pela France24, a nova iniciativa prevê que entre 2.000 e 3.000 jovens sejam formados no primeiro ano, com um aumento progressivo até cerca de 50.000 por ano nos anos seguintes.

Mas um responsável do Palácio do Eliseu sublinhou que este novo serviço nacional será totalmente voluntário.

Um conselheiro de Macron sublinhou, também, que a medida será lançada num contexto de fortes restrições orçamentais, o que significa que a implementação será gradual, com um projecto “realista” e alinhado com os recursos disponíveis do Estado francês.

Há poucos dias, o general Fabien Mandon disse que a Europa tem “o conhecimento técnico e a força económica e demográfica para dissuadir o regime de Moscovo”, disse.

O que nos falta — e é aí que vocês [os autarcas] têm um papel a desempenhar — é o espírito. O espírito que aceita que teremos de sofrer se quisermos proteger aquilo que somos”, atirou.

“Se o nosso país vacilar porque não está preparado para perder os seus filhos… ou para sofrer economicamente porque a prioridade tem de ser a produção militar, então estaremos de facto em risco”, avisou.

Há 9h09:15 Edgar Caetano 

EUA admitem discutir garantias de segurança para Ucrânia mas só depois de acordo de paz ser assinado

Os EUA estão dispostos a discutir garantias de segurança de longo prazo para a Ucrânia, mas esse é um tema que apenas será tratado após a assinatura de um acordo de paz, afirmou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, segundo informações avançadas pelo jornal Politico.

Na perspectiva da Ucrânia, essas garantias são essenciais para impedir que Moscovo aproveite um cessar-fogo ou o fim formal da guerra para lançar uma nova ofensiva. Mas, de acordo com o jornal, Marco Rubio assegurou aos aliados europeus, numa chamada realizada a 25 de novembro, que o Presidente Donald Trump irá abordar o tema apenas depois de um acordo estar fechado.

Fadel SENNA / POOL/EPA

Um diplomata europeu, citado pelo Político, disse, ainda, que Rubio mencionou outros dossiês que só seriam tratados posteriormenteentre eles a integridade territorial da Ucrânia e o destino dos activos russos congelados.

O tipo de garantias que Washington estaria disposto a oferecer permanece incerto. Trump excluiu a presença de tropas americanas na Ucrânia, enquanto Moscovo advertiu que encarará qualquer força estrangeira no terreno como alvo legítimo. Vários aliados europeus, no entanto, já manifestaram disponibilidade para enviar forças de paz assim que um cessar-fogo for alcançado.

Há 10h08:31 Edgar Caetano 

Ucrânia e Rússia podem "partilhar" central nuclear de Zaporíjia? Não faz sentido, dizem especialistas

A possibilidade de reactivar a central nuclear de Zaporíjia sob controlo conjunto russo-ucraniano, como previsto num dos planos de paz que terão sido propostos pela administração Trump, é considerada impraticável e perigosa por vários especialistas ouvidos pelo The Kyiv Independent. A proposta, incluída num rascunho de 28 pontos recentemente divulgado, prevê que a central – a maior de toda a Europa – gere electricidade para ambos os países, sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Apesar de o director-geral da AIEA, Rafael Grossi, ter sugerido que um “arranjo cooperativo” seria inevitável, a comunidade internacional ligada ao sector da energia reagiu com cepticismo. Especialistas alertam que a ideia é tecnicamente inviável e que poderia agravar os riscos de segurança nuclear na Europa.

Jan Vande Putte, perito nuclear da Greenpeace Ucrânia, classificou o plano como teoricamente possível “no papel”, mas sem qualquer viabilidade prática, sublinhando que nada semelhante foi alguma vez implementado. Um dos maiores obstáculos é o facto de a central estar ligada à rede eléctrica europeia, enquanto a Rússia opera numa rede completamente distinta. Dividir o fornecimento entre dois sistemas não sincronizados exigiria modificações profundas e perigosas, que poderiam desestabilizar todo o sistema eléctrico.

Para além do risco técnico, a proposta significaria, segundo vários especialistas, uma cedência parcial aos objectivos russos de integrar Zaporíjia na sua própria rede eléctrica. A Rússia já interrompeu repetidamente as linhas que ligam a central ao sistema ucraniano, tendo-a deixado totalmente isolada durante um mês, no outono de 2022.

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