Do texto anterior: “OS PREPARATIVOS”.
O
que vale ao Mundo é a inteligência humana, salpicada de critérios – de Justiça
e benemerência, sem pejo da ironia.
Há 4h14:13 Edgar Caetano
Putin: "Há quem defenda
que devemos lutar até que o último ucraniano morra" e "estamos
prontos para isso"
“Se
os soldados ucranianos abandonarem as suas posições, os combates terminam”,
afirmou nesta quinta-feira Vladimir Putin numa conferência de imprensa na
Rússia, após voltar de uma visita ao Quirguistão. O Presidente russo
acrescentou que existem “pessoas que defendem que devemos lutar até que o
último ucraniano morra, e estamos prontos para isso“.
Na mesma declaração à imprensa, Putin considerou, também, que a
liderança política ucraniana é “ilegítima” e afirmou que, por isso, “não vale a
pena” assinar quaisquer acordos de paz ou documentos oficiais com o regime
liderado por Volodymyr
Zelensky.
Por essa razão, diz Putin, é
“legalmente impossível” negociar com a Ucrânia um plano de paz. “Assim que os
soldados ucranianos abandonarem as suas posições, os combates acabam“.
Há 4h13:48 Edgar Caetano
Kremlin diz que a Europa está a "preparar-se para um confronto
militar directo com a Rússia"
A
União Europeia está a “preparar-se para um confronto militar directo com a
Rússia”, afirmou o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, Alexander
Grushko.
“O cerne da política militar
adoptada pelos países da NATO e pela União Europeia, que está subordinada à
aliança, é preparar a economia, as infraestruturas, a logística, a sociedade e
as forças armadas para um conflito armado directo com a Rússia“, declarou
Grushko numa reunião do Conselho de Peritos do Comité de Assuntos
Internacionais da Duma Estatal, que discutiu as perspectivas de mudanças na
situação política entre a Rússia e a UE.
De acordo com a informação da agência russa TASS, o
responsável diz que as relações da Rússia com os países europeus encontram-se,
neste momento, numa profunda crise. “Ao demonizar a Rússia, promovem a
ideia de que um conflito militar é inevitável, a menos que Moscovo seja travada,
sofrendo uma derrota estratégica“, disse Grushko.
Há 4h13:38 Edgar Caetano
Parlamento Europeu quer que UE tome a
dianteira nas negociações de paz na Ucrânia
O Parlamento Europeu apelou a que a União Europeia assuma um
papel central na definição de um futuro acordo de paz para a Ucrânia,
garantindo segurança a longo prazo, um mecanismo de reparações baseado em activos
russos congelados e o pleno respeito pela soberania e integridade territorial
ucranianas.
A resolução — aprovada por 401
eurodeputados, com 70 votos contra e 90 abstenções — defende que a UE e os seus
Estados-membros devem assumir uma responsabilidade muito maior na segurança do
continente, reforçando o apoio militar, financeiro e político a Kiev.
Os eurodeputados alertam que a
iniciativa de paz liderada pelos EUA não envolve a UE e pode prejudicar os
interesses europeus no futuro sistema de segurança: “Nada sobre a Ucrânia deve ser decidido sem a Ucrânia, e nada sobre a
Europa sem a Europa.”
A
resolução pede, ainda, a criação imediata de um “empréstimo de reparações” para a Ucrânia, financiado pelos activos russos
congelados, e insiste que qualquer acordo deve prever garantias de segurança
comparáveis ao Artigo 5 da NATO e ao Artigo 42(7) do Tratado da UE.
Bruxelas defende que a Ucrânia deve
manter total liberdade para escolher as suas alianças, sem veto russo, e que a
Rússia deve ser obrigada a compensar totalmente os danos materiais e humanos
causados pela invasão. O documento exige também o regresso de prisioneiros de
guerra, civis detidos e crianças ucranianas deportadas, bem como a retirada
total das forças russas do território internacionalmente reconhecido da Ucrânia.
Há 6h12:10 Edgar Caetano
Macron garante que militares voluntários só irão prestar serviço
"em território nacional"
Emmanuel
Macron, o Presidente francês, já está a apresentar o plano governamental de serviço militar – voluntário
– e garante que militares voluntários só irão trabalhar “em território
nacional”.
“Este é um esforço importante. É
indispensável”, diz o Presidente francês, referindo-se à criação de um novo serviço nacional
voluntário, que começará em 2026. O
Presidente rejeitou um regresso ao antigo serviço militar obrigatório, dizendo que tal não seria “nem sério, nem útil”.
O programa destina-se sobretudo a
jovens de 18 e 19 anos e terá a duração de 10 meses: um mês de formação militar
básica e nove meses de integração numa unidade das Forças Armadas, participando
em missões reais como vigilância, segurança interna ou apoio à população.
Macron sublinhou que o serviço será voluntário, com excepção de
situações extremas em que o Parlamento poderá autorizar uma mobilização
alargada. A
incorporação começará com 3.000 jovens em 2026, aumentando progressivamente
para 10.000 em 2030, com o objectivo de chegar a 50.000 voluntários por ano em
2035.
A reforma integra-se na futura Lei de
Programação Militar 2026-2030, que reservará mais de dois mil milhões de euros
para financiar infraestruturas e formação de quadros. Segundo Macron, o novo
sistema irá fortalecer a ligação entre sociedade e Forças Armadas e contribuirá
para a resiliência nacional.
Há 7h10:59 Edgar Caetano
Ucrânia
e Reino Unido vão produzir drones interceptores Octopus. Acordo é "um precedente
histórico", diz Kiev
A Ucrânia e
o Reino Unido assinaram um acordo de licenciamento para iniciar a
produção conjunta dos drones-interceptores Octopus (polvo, em
inglês), anunciou o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal.
O governante descreveu o entendimento
como um “precedente histórico”, sublinhando que representa um passo
decisivo para reforçar a capacidade de defesa aérea ucraniana num momento em
que a Rússia intensifica o uso de drones de ataque.
Os
Octopus fazem parte de uma nova geração de drones-interceptores
concebidos para neutralizar os Shahed/Geran-2, veículos não tripulados
originalmente fabricados no Irão e agora produzidos em larga escala pela
Rússia. Estes drones kamikaze tornaram-se um dos pilares da estratégia
de ataques de Moscovo contra infraestruturas críticas ucranianas.
Segundo Shmyhal, o acordo com o Reino
Unido permitirá estabelecer produção em massa, que poderá atingir “vários
milhares de unidades por mês”. Todo o
armamento produzido será enviado para a Ucrânia, reforçando a defesa do espaço
aéreo nacional.
Há 8h10:14 Edgar Caetano
Tribunal russo condena oito homens a
prisão perpétua por ataque à ponte da Crimeia, em outubro de 2022
Um tribunal russo condenou oito
homens à prisão perpétua pelo atentado bombista que, em outubro de 2022,
danificou a ponte que liga a Crimeia (ocupada) ao território continental da
Rússia.
A
sentença foi anunciada pelo Tribunal Militar do Sul, sediado em Rostov-on-Don,
que publicitou a decisão através de redes sociais e plataformas electrónicas
como o Telegram. Cinco dos homens são russos, ao passo que os outros três serão
cidadãos da Ucrânia e da Arménia.
O
incidente ocorreu a 8 de outubro de 2022, quando um camião explodiu na ponte,
provocando um incêndio que atingiu sete vagões-cisterna de um comboio de carga.
Cinco pessoas morreram na explosão.
O Serviço Secreto da Ucrânia (SBU)
assumiu, posteriormente, a responsabilidade pelo ataque, que interrompeu
temporariamente uma das principais vias de ligação com a península.
A ponte de Kerch tem sido encarada
como um símbolo da anexação ilegal por Moscovo, tendo sido inaugurada por
Vladimir Putin em 2018. A Crimeia foi ocupada em 2014 e anexada ilegalmente
pela Rússia, tornando-se um ponto estratégico para a invasão em larga escala
iniciada em fevereiro de 2022.
Há 8h09:46 Edgar Caetano
Macron vai anunciar novo programa de
serviço militar, perante crescente ameaça russa
Poucos dias depois de o novo líder do
Exército francês, o general Fabien Mandon, ter gerado
polémica ao afirmar que o país tem de estar pronto para “perder os seus filhos” numa eventual guerra com a Rússia, o Presidente Emmanuel Macron irá anunciar um
novo programa de serviço militar (voluntário) para tentar reforçar as fileiras
das forças armadas nacionais.
A confirmação foi dada pelo próprio Emmanuel
Macron, que prometeu para esta quinta-feira uma “transformação do serviço
nacional”, mas ainda sem revelar detalhes sobre que programa será esse.
POOL/AFP via Getty Images
De acordo com fontes com conhecimento do
plano, citadas pela France24, a nova iniciativa prevê que entre 2.000 e 3.000 jovens
sejam formados no primeiro ano, com um aumento progressivo até cerca de 50.000
por ano nos anos seguintes.
Mas um responsável do Palácio do
Eliseu sublinhou que este novo serviço nacional será totalmente voluntário.
Um conselheiro de Macron
sublinhou, também, que a medida será lançada num contexto de fortes restrições
orçamentais, o que significa que a implementação será gradual, com um projecto
“realista” e alinhado com os recursos disponíveis do Estado francês.
Há poucos dias, o general Fabien
Mandon disse que a Europa tem “o conhecimento técnico e a força económica e
demográfica para dissuadir o regime de Moscovo”, disse.
O que nos falta — e é aí que vocês
[os autarcas] têm um papel a desempenhar — é o espírito. O espírito que aceita
que teremos de sofrer se quisermos proteger aquilo que somos”, atirou.
“Se o nosso país vacilar porque não
está preparado para perder os seus filhos… ou para sofrer economicamente porque
a prioridade tem de ser a produção militar, então
estaremos de facto em risco”, avisou.
Há 9h09:15 Edgar Caetano
EUA admitem discutir garantias de segurança para Ucrânia mas só
depois de acordo de paz ser assinado
Os EUA estão dispostos a discutir garantias de segurança de longo prazo
para a Ucrânia, mas esse é um tema que apenas será tratado após a
assinatura de um acordo de paz, afirmou o secretário de Estado norte-americano,
Marco Rubio, segundo informações avançadas pelo jornal Politico.
Na perspectiva da Ucrânia, essas garantias são essenciais para
impedir que Moscovo aproveite um cessar-fogo ou o fim formal da guerra para
lançar uma nova ofensiva. Mas, de acordo com o jornal, Marco Rubio assegurou
aos aliados europeus, numa chamada realizada a 25 de novembro, que o Presidente
Donald Trump irá abordar o tema apenas depois de um acordo estar fechado.
Fadel SENNA / POOL/EPA
Um
diplomata europeu, citado pelo Político, disse, ainda, que Rubio mencionou
outros dossiês que só seriam tratados posteriormente — entre eles a
integridade territorial da Ucrânia e o destino dos activos russos congelados.
O tipo de garantias que Washington
estaria disposto a oferecer permanece incerto. Trump excluiu a presença de tropas
americanas na Ucrânia, enquanto Moscovo advertiu que encarará qualquer força estrangeira
no terreno como alvo legítimo. Vários aliados europeus, no entanto, já
manifestaram disponibilidade para enviar forças de paz assim que um cessar-fogo
for alcançado.
Há 10h08:31 Edgar Caetano
Ucrânia e Rússia podem "partilhar" central nuclear de
Zaporíjia? Não faz sentido, dizem especialistas
A possibilidade de reactivar a
central nuclear de Zaporíjia sob controlo conjunto russo-ucraniano, como previsto num dos planos de paz que terão sido
propostos pela administração Trump, é considerada impraticável
e perigosa por vários especialistas ouvidos pelo The Kyiv Independent.
A proposta, incluída num rascunho de 28 pontos recentemente divulgado, prevê que a central – a maior de toda a Europa
– gere electricidade para ambos os países, sob supervisão da Agência
Internacional de Energia Atómica (AIEA).
Apesar de o director-geral da AIEA,
Rafael Grossi, ter sugerido que um
“arranjo cooperativo” seria inevitável, a comunidade internacional ligada ao
sector da energia reagiu com cepticismo. Especialistas alertam que a ideia é
tecnicamente inviável e que poderia agravar os riscos de segurança nuclear na
Europa.
Jan Vande Putte, perito nuclear da
Greenpeace Ucrânia, classificou o plano como teoricamente possível “no papel”,
mas sem qualquer viabilidade prática, sublinhando que nada semelhante foi
alguma vez implementado. Um dos maiores obstáculos é o facto de a
central estar ligada à rede eléctrica europeia, enquanto a Rússia opera numa
rede completamente distinta. Dividir o fornecimento entre dois sistemas não
sincronizados exigiria modificações profundas e perigosas, que poderiam
desestabilizar todo o sistema eléctrico.
Para além do risco técnico, a
proposta significaria, segundo vários especialistas, uma cedência parcial aos
objectivos russos de integrar Zaporíjia na sua própria rede eléctrica. A Rússia já interrompeu repetidamente as
linhas que ligam a central ao sistema ucraniano, tendo-a deixado totalmente
isolada durante um mês, no outono de 2022.
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