Europeus, naturalmente. Ainda parcelares, mas sinistramente já
visíveis. A Rússia aplaudindo, discretamente embora, como promotora emérita de
uma destruição alastrante, mais visível e competente do que aquela que ela iniciou
modestamente há três anos e picos.
Guerra
na Ucrânia
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Em directo/ "Rússia não tem qualquer plano para
atacar a Europa – isso é uma ideia ridícula", garante Putin
Presidente russo diz que
ficou perplexo com as sanções norte-americanas de Trump às petrolíferas. Exige que se realizem eleições na Ucrânia e até
sugere um "referendo" no país vizinho.
▲União Europeia está a “preparar-se para um confronto militar directo com a
Rússia”, diz o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, Alexander Grushko.
EVGENIA NOVOZHENINA / POOL/EPA
Momentos-chave
Há 1hUcrânia anuncia novos encontros com delegação
norte-americana no final desta semana
Há 2hPutin
reforça que Witkoff vai à Rússia "a mando de Trump"
Há 2hPutin quer que se realizem eleições na Ucrânia e
até sugere um "referendo" no país vizinho
Há 2hPutin cita Estaline e critica Zelensky: não
conseguia vencer eleições sem "fraude eleitoral"
Há 2h"Loucos e vigaristas." Putin ataca
líderes europeus que dizem que a Rússia pode atacar a Europa
Há 3hItália entrega à Alemanha o suspeito ucraniano de
estar envolvido no ataque ao Nord Stream
Há 4hO que está a acontecer na guerra da Ucrânia
Há 4h"Rússia não tem qualquer plano para atacar a
Europa – isso é uma ideia ridícula", diz Putin
Há 4hKremlin diz que a Europa está a "preparar-se
para um confronto militar directo com a Rússia"
Há 4hParlamento Europeu quer que UE tome a dianteira
nas negociações de paz na Ucrânia
Há 6hMacron garante que militares voluntários só irão
prestar serviço "em território nacional"
Há 8hMacron vai anunciar novo programa de serviço
militar, perante crescente ameaça russa
Há 11hRússia "não tem palavra a dizer" sobre
Ucrânia e a NATO
O que está a acontecer na guerra da Ucrânia
Sem dizer que é isso que deseja, Vladimir Putin afirmou que a Rússia “está pronta para lutar até que morra o
último ucraniano”, sublinhando que a liderança política da Ucrânia é
considerada ilegítima e, por isso, assinar eventuais acordos de paz não são
vistos como viáveis. Putin insistiu que os combates poderiam terminar se os
soldados ucranianos abandonassem as suas posições.
O
Parlamento Europeu apelou à União Europeia para assumir um papel central na
definição de um acordo de paz para a Ucrânia, com medidas como reparações
baseadas em activos russos congelados e mantendo o respeito pela soberania
ucraniana. Também foi destacada a necessidade de reforçar o apoio militar e
político a Kiev.
Emmanuel
Macron apresentou um plano de serviço militar voluntário para a França,
destinado a jovens de 18 e 19 anos. Este programa pretende fortalecer a ligação entre a sociedade e as
Forças Armadas, potenciando a resiliência nacional, com a expectativa de
integrar milhares de jovens no serviço até 2035.
Os EUA, através do secretário de Estado Marco Rubio, manifestaram disposição para discutir garantias de segurança de longo
prazo para a Ucrânia, embora apenas após a assinatura de um acordo de paz. Foi
mencionado que nenhum compromisso específico será discutido antes de alcançar a
paz formal.
Há 1h17:08 Miguel Videira
Putin deu machadada no plano de paz
de Trump?
Bruno
Cardoso Reis afirma que Moscovo não tem qualquer intenção de boa fé para
avançar com negociações de paz na Ucrânia. O
historiador garante que Steve Witkoff considera
a Rússia um “país aliado”.
Há 1h17:05 José Carlos Duarte
Ucrânia anuncia novos encontros com delegação norte-americana
no final desta semana
O conselheiro presidencial de Volodymyr
Zelensky, Andriy Yermak, anunciou hoje que o “trabalho conjunto das delegações ucranianas e norte-americanas” vai
continuar “no final desta semana”, de maneira a fortalecer os “resultados
alcançados” nas reuniões de Genebra.
“É
crucial não perder produtividade e trabalhar rapidamente”, destacou o braço
direito do Presidente da Ucrânia. No X, sublinhou que o “objectivo permanece o
mesmo” — “alcançar uma paz duradoura e digna para a Ucrânia o mais rapidamente
possível”.
“Como fizemos em Genebra, estamo-nos a
preparar para um diálogo construtivo para fazer
progressos tangíveis em definir os passos para acabar a guerra”, disse Andriy
Yermak, agradecendo novamente à “equipa dos Estados Unidos pelos esforços
inexcedíveis”.
Há 1h16:55 André Certã
Leão XIV lamentou "nível elevado de conflitos a nível
mundial" e pede que o mundo não ceda a "ambições e escolhas"
Falando na sua visita à Turquia, o Papa Leão
XIV lamentou a quantidade de guerras existentes no mundo inteiro, avisando
que “uma terceira guerra mundial está a ser travada aos
poucos”, um termo
usado pelo seu antecessor, noticiou a BBC.
“Estamos
agora a atravessar uma fase marcada por um nível elevado de conflito a nível
global, alimentado pelas estratégias predominantes de poder económico e
militar”, disse Leão, avisando que o mundo está a ser destabilizado por
“ambições e escolhas que pisam a justiça e a paz”.
“Não podemos ceder a isso”,
acrescentou, avisando que “o futuro da humanidade está em jogo”.
Há 2h16:07 José Carlos Duarte
Putin reforça
que Witkoff vai à Rússia "a mando de Trump"
Na conferência de imprensa, Vladimir
Putin quis deixar bem claro: o enviado especial norte-americano,
Steve Witkoff, vem à Rússia não porque ele quis, mas porque foi a “mando do
Presidente Trump” para negociar com o acordo de paz.
Há 2h16:02 José Carlos Duarte
"Qual foi o motivo"? Putin ficou perplexo com as
sanções norte-americanas de Trump às petrolíferas.
O Presidente russo disse hoje que ficou
perplexo quando soube que os Estados
Unidos iam impor sanções a
duas petrolíferas russas — a Lukoil e a Rosneft. A meio de outubro, o líder norte-americano, Donald
Trump, impôs sanções, as primeiras desde que regressou à Casa Branca.
“Qual foi o motivo?”, questionou
Vladimir Putin. “Permanecemos
nas negociações de Anchorage. E de repente, os Estados Unidos
anunciaram sanções contra duas das nossas petrolíferas.”
O Presidente russo disse “honestamente” que “nem entendeu” o “que
estava a acontecer”.
Há 2h15:58 José Carlos Duarte
Putin quer que se realizem eleições
na Ucrânia e até sugere um "referendo" no país vizinho
O líder russo volta a falar da Ucrânia
para expor o seu ponto de vista: “Assim
que forem concluídos os acordos de paz e as hostilidades cessarem, a lei
marcial deve ser imediatamente suspensa e, se a lei marcial for suspensa, as
eleições devem ser anunciadas imediatamente”.
O Presidente russo sugere depois que
deve também ser realizado um “referendo
sobre todas as questões territoriais” na Ucrânia.
Há 2h15:54 José Carlos Duarte
Putin cita Estaline e critica
Zelensky: não conseguia vencer eleições sem "fraude eleitoral"
O Presidente russo, Vladimir
Putin, atacou o “regime de Kiev” novamente. O líder da Rússia classificou como
“difícil” para o seu homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ganhar as
eleições presidenciais “sem fraude eleitoral”.
“Nas condições actuais, é difícil
para a actual liderança política da Ucrânia contar com uma vitória sem fraude
eleitoral, aliás, quase impossível. Bem, é o que eu penso”, afirmou Vladimir
Putin no Quirguistão.
Vladimr Putin citou depois o antigo
líder soviético, Josef Estaline, para atacar a Ucrânia: “Como disse Estaline: ‘não importa quem vota, importa
quem conta’.”
O Presidente russo voltou a
lamentar que Volodymyr Zelensky tenha abolido as eleições presidenciais de
2024, por causa da lei marcial que vigora na Ucrânia.
“Somente o Parlamento tem
direito de ampliar os seus poderes em condições de guerra. O Presidente não”, indicou Vladimir
Putin.
Há 2h15:47 José Carlos Duarte
"Loucos e vigaristas." Putin ataca líderes
europeus que dizem que a Rússia pode atacar a Europa
O Presidente russo, Vladimir
Putin, volta a criticar, noutra conferência de imprensa, os líderes europeus. O
chefe de Estado referiu-se aos Presidentes e primeiros-ministros europeus como
um “pouco loucos e vigaristas”, nomeadamente aqueles que sugerem que a Rússia
quer atacar a Europa.
“Há pessoas lá que, ao que
parece, são um pouco loucas ou algum tipo de vigaristas que querem tirar
proveito” da ideia de a Rússia estar a “preparar-se para atacar a Europa”.
Vladimir Putin, citado pela
agência de notícias RIA, atirou que esses líderes europeus talvez possam estar
a “tentar aumentar os índices de popularidade política, dada a situação crítica
da economia e da esfera social”.
“É difícil dizer quais são os
motivos”, lamentou.
Há 3h14:50 Adriana Alves
Itália entrega à Alemanha o
suspeito ucraniano de estar envolvido no ataque ao Nord Stream
O homem ucraniano suspeito de ter
coordenado o ataque ao gasoduto Nord Stream, em 2022, chegou hoje de Itália à
Alemanha. A informação foi divulgada pelos procuradores alemães, noticiou a agência Reuters.
“O acusado foi hoje transferido de
Itália”, confirmaram os procuradores, acrescentando que deverá ser presente a um tribunal em
Karlsruhe na sexta-feira.
O
homem, identificado apenas como Serhii K, negou o seu envolvimento no ataque.
Já o advogado do suspeito, Nicola Canestrini, disse estar confiante de que o
seu cliente será absolvido no julgamento na Alemanha.
Há 4h14:23 Edgar Caetano
"Rússia não tem qualquer plano
para atacar a Europa – isso é uma ideia ridícula", diz Putin
“A Rússia não tem qualquer plano para
atacar a Europa – isso é uma ideia ridícula“, acrescentou Vladimir Putin, na
mesma declaração aos jornalistas. O Presidente russo acrescentou que o plano de
paz de Trump pode ser usado como “base” para negociar um futuro acordo de paz
mas repete que não “vale a pena” assinar esse acordo com Zelensky porque ele
não é um líder legítimo da Ucrânia, por não haver eleições.
Relativamente
à Europa, Putin acrescentou que a Europa estará a preparar uma “apropriação” de
activos russos que estão congelados no continente – para o russo, está em causa
uma intenção de “roubo de propriedade“. Essa intenção, caso se confirme, irá
“consequências negativas para o sistema financeiro global”.
E nessa perspectiva, aliás, a Rússia já está “a
preparar um conjunto de medidas retaliatórias”, caso essa
intenção de utilizar activos russos congelados para financiar o esforço de
guerra ucraniano for em diante.
(CONTINUA)
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